TRADIÇÃO CUMPRIDA: ATÉ PARA O ANO !!!

Loulé cumpriu mais uma vez a homenagem anual que há centenas de anos presta à sua padroeira Nossa Senhora da Piedade.

Depois de quinze dias na cidade e na igreja de S. Francisco, mais próximo dos fieis e dos visitantes que todos os dias fazem as suas preces e pagam as suas promessa aos pés da centenária imagem da Virgem Mãe chega a hora do regresso à sua casa no Monte da Piedade nos arredores da cidade.

A escalada do caminho que dá acesso ao altar da Nossa Senhora da Piedade é um documento espantoso da fé cristã nesta terra. Ao esforço gigantesco dos homens que transportam a Virgem, alia-se a força espiritual dos muitos fieis que, em vivas à Nossa Senhora, em passo vivo e na cadência musicada dos homens da banda, vão “empurrando”, no calor da fé e calçada acima, o pesado andor da padroeira.

Este cenário imenso da religiosidade louletana, de características tão locais como únicas, só pode ser sentido na alma de cada crente, quando vivido. Uma vivência feita de fervor religioso e de testemunho cristão, cuja explicação reside unicamente na essência dogmática da própria fé.”

Fonte: Algarve Central

Fotos: Luis Da Cruz Photo

BOTÕES…

Todos nós desde crianças nos habituámos a ver as nossas mães cosendo um botão numas calças ou noutra peça de roupa. Também as retrosarias que todos nós conhecemos em criança vendiam um misto de acessórios de costura desde linhas a botões.

Mas este tipo de negócio começou a decaír desde a chegada do “Pronto a Vestir” e mais tarde com as grande superfícies comerciais. O tempo não perdoa na sua passagem tão rápida que mal damos por ela. Tudo muda à nossa volta e os botões de que falamos hoje…também eles mudaram.

Aqui fica uma pequena descrição do “BOTÃO” nos séculos IXI e XX no nosso país:

Nos tempos áureos da indústria têxtil portuguesa, em finais do século XIX e inícios do século XX, a indústria dos botões estava concentrada nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Mas na década de 1930, a botoaria migrou para Vila Nova de Famalicão, município que integra o Vale do Ave, no Norte de Portugal, que na época era uma das regiões têxteis mais importantes da Europa.

O curioso é que, dentro do município de Vila Nova de Famalicão, foi na freguesia de Louro que se concentraram as empresas produtoras de botões. E foi no Louro que, em 1966, nasceu a LOUROPEL, por iniciativa do empreendedor Carlos Rego – que ganhara experiência e conhecimentos como funcionário da Fábrica de Botões Santo António, também no Louro.

Hoje, a Fábrica de Botões LOUROPEL é parceira de grandes marcas de vestuário, como a Massimo Dutti. “

Voltaremos numa próxima oportunidade, a falar sobre este tema e mostrar mais e variados botões da nossa pequena colecção.

Fotos: José Costa

NO INVERNO O ALGARVE TAMBÉM É UM DESTINO PREFERIDO

Numa época do ano em que as temperaturas baixas se fazem sentir, ou seja no Outono e Inverno, a revista norte-americana International Living enumerou sete destinos ideais para fugir ao frio. O Algarve surge como uma dessas sugestões, sendo apresentado como um paraíso de Inverno que oferece um clima quente durante todo o ano e uma boa relação custo-benefício

Entre os atributos da região, a publicação salienta ainda os campos de golfe, a gastronomia (com destaque para o marisco fresco e para o típico “frango da Guia”), as praias e a beleza das paisagens naturais. Como ponto a favor do Algarve é também referida a facilidade de se conviver com a língua inglesa, facto que simplifica a adaptação do turista norte-americano ao destino.A revista International Living é uma publicação mensal que se dedica à divulgação de conteúdos sobre os melhores locais do mundo para se viver, para se passar a reforma, para viajar e para investir.

Fonte: In Barlavento Jornal

Fotos: José Costa

O VOO DA CEGONHA

O VOO DA CEGONHA

UM AMIGO NUM PASSEIO DE FIM DE SEMANA POR TERRAS ALGARVIAS DE SILVES, CAPTOU COM A SUA MÁQUINA FOTOGRÁFICA O VOO DE UMA DESSAS AVES QUE SE PASSEIAM NOS CÉUS DO NOSSO ALGARVE….Á SEMELHANÇA DE OUTROS LUGARES

A CEGONHA PLANANDO ALTO NAS SUAS PODEROSAS ASAS, COM PESCOÇO ESTICADO E SUAS LONGAS PERNAS ESTENDIDAS RETAS PARA TRÁS, APRESENTA UM ESPECTÁCULO IMPONENTE. AS DUAS MULHERES OBSERVADAS NA VISÃO DE ZACARIAS ( Za 5-6 -11 ) CARREGANDO A MEDIDA DE UMA EFA, CONTENDO UMA MULHER CHAMADA “INIQUIDADE”, SÂO DESCRITAS COMO TENDO “ASAS SEMELHANTES ÀS DA CEGONHA “

In: “Biblioteca da Torre de Vigia”

Fotos: JOSÉ COSTA

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Letra : O VOO DAS CEGONHAS

Vivia a esperar um dia tão raro

Foi longo e o mais curto passou

Vivia a sonhar um leito tão gelo

Fervia por vê-lo

Voltar ao lugar onde o tempo parou

As casas iguais, o pôr do sol mudou

As pessoas não estão, ninguém o conhece

Nem ao quinto assobio o cão aparece

Uma lenda nasceu e o povo a cantou

Sobre a mulher sem peso que a luz esvaziou

Ela subiu aos céus, onde o voo das cegonhas

Se cruza com a voz de Deus

Vivia a temer, esse longo inverno

Mas esse inverno passou

E triste ficou quando se viu velho

O inverno cem anos durou

Voltar ao lugar onde o tempo parou

As casas iguais, o pôr do sol mudou

As pessoas não estão, ninguém o conhece

Nem ao quinto assobio o cão aparece

Uma lenda nasceu e o povo a cantou

Sobre a mulher sem peso que a luz esvaziou

Ela subiu aos céus, onde o voo das cegonhas

Se cruza com a voz de Deus

(a) Armando Teixeira