• 13 Mai 2012 /  Sem categoria

    Passam hoje 95 anos sobre as aparições da Cova da Iria – Fátima. Como é natural neste Mundo, existem os que acreditam piamente e os que dizem ter sido um montagem da Igreja.

    Desta vez aqui deixamos duas visões diferentes sobre tais acontecimentos que continuam a fazer correr muita tinta por esse mundo fora.

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    Para os céticos gostaria de lembrar ou esclarecer que as aparições estão intimamente ligadas aos acontecimentos planetários, não são fenômenos isolados, coisas de beatos, ou de fanáticos, ou de visionários loucos, como muitos poderiam pensar, mas eventos relacionados com momentos importantes da história da humanidade.
    Só para lembrar algumas mais recentes: segundo Fulton Sheen, que foi bispo auxiliar de Nova York há algumas décadas, (conforme citação do padre Valério Alberton, SJ no seu A Virgem Maria nas Aparições de Medjugorje-Edições Loyola, 1986, São Paulo), há uma ligação entre as aparições de Lourdes, na França em 1858 e a de Fátima, em 1917 em Portugal. Fulton Sheen considera mesmo o ano de 1858 como sendo aquele que inicia o mundo moderno, como antítese do mundo cristão.
    Isso porque neste ano John Stuart Mill escreve seu Ensaio Sobre a Liberdade, no qual identificava o abuso e a ausência das responsabilidades sociais, gerando o capitalismo, pai do comunismo, que Nossa Senhora vai lembrar em 1917. Ainda em 1858, ele continua, Darwin publica o seu: Origem das Espécies, em que “desviando a atenção do homem do seu eterno destino, o faz olhar só para um passado animal”.
    E neste mesmo ano conforme anota Sheen, Richard Wagner escreve as suas obras em que fazia reviver o mito da superioridade da raça teutônica que originou o nazismo e a maior hecatombe da história da humanidade: a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). E finalmente em 1858, Karl Marx, ideólogo do comunismo juntamente com Friedrich Engels escreve a sua Introdução à Crítica da Economia Política, que considera a economia como fonte da vida e da cultura.
    Segundo Fulton Sheen, desses quatro homens nascem as idéias que vão dominar o mundo durante quase um século: a idéia que o homem não é de origem divina, mas animal, a sua liberdade é abuso e ausência de autoridade e de lei, que privado do espírito, ele é parte integrante da matéria do cosmos e que portanto não tem necessidade de religião. E não só essas duas, têm ligações com os acontecimentos mais importantes das sociedades humanas, mas muitas outras, conforme se verá na seqüência deste trabalho: a Virgem aparece em momentos graves da história da humanidade ou na história de crianças, jovens simples ou não, para padres, papas, reis, mas sempre com uma coisa em comum – pedindo a conversão daquela comunidade, cidade, país, enfim transformando a vida daquelas pessoas radicalmente, no sentido de conversão para Deus.

    Ana Lúcia de Vasconcelos in “Sal da Terra Luz do Mundo “

     

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    A mentira só brilha enquanto a verdade não chega e um dia todos irão perceber que a aparição de Fátima nunca esteve, segundo a Bíblia, nos desígnios do Deus Altíssimo.

     

    Fez noventa anos que Nossa Senhora terá aparecido pela última vez a Lúcia Francisco e Jacinta. Na Cova da Iria, existe uma nova igreja. Custou 70 milhões de euros pagos pelos peregrinos. Há quem diga que a Igreja conseguiu o que queria: pôr o povo a rezar num imenso espaço coberto.

    Em Outubro estiveram presentes cerca de 70 mil pessoas para testemunhar o milagre que Lúcia pedira à “Senhora”. O suposto milagre deu-se, mas só para alguns: o Sol terá “dançado” para uns, para outros “girou sobre si mesmo e pareceu precipitar-se sobre a Terra” e houve quem não tivesse visto nada de anormal. O relato de quem disse ter visto alguma coisa chegou a fazer a capa do jornal “O Século”, mas não existem registos astronómicos do fenómeno. Lúcia terá dito também que a guerra terminara naquele instante. Não aconteceu. Mas o culto de Nossa Senhora de Fátima tinha nascido.

     

    Mário de Oliveira não tem muitas dúvidas: “Ou as crianças tiveram uma visão projectada pelo cérebro fruto de todas as histórias que ouviam ou, e para mim esta é a hipótese mais plausível, as crianças foram instrumentalizadas pelo clero. Porque o que o outro lado diz (a suposta Nossa Senhora) é o que o clero quer que se diga e que se faça: que se reze o terço que se vá à missa”.

    Mário de Oliveira “ataca” ainda o “milagre do Sol” e diz que o jornalista do jornal “O Século” levou consigo um repórter fotográfico que não conseguiu captar nada do que algumas pessoas dizem ter visto. “Soube-se depois que esse mesmo jornalista era o mesmo que surgia no jornal como enviado especial e escrevia as noticias sem nunca ter saído de Lisboa. Anos depois, ele até virou ateu…”, argumenta o padre.

    Mário de Oliveira frisa que acredita na mãe de Jesus, a Virgem Maria, e que nem o facto de já ter sido chamado de “louco” por colegas seus o afasta da Igreja Católica. E que espera ainda pelo tempo em que Fátima seja desmascarada.

    In “Jornal Extra – Portugal no Mundo “

     

  • 08 Mai 2012 /  Sem categoria

    Em 1957, já o pai ia para o mar com um equipamento de mergulho comprado em Marselha, Margarida Farrajota tinha 8 anos e direito a acompanhá-lo, de máscara, barbatanas e tubo. Três anos depois, usava uma garrafa de ar comprimido de oito litros para conseguir aguentar mais tempo debaixo de água.

    Quando veio para Lisboa licenciar-se em Economia, tirou, naturalmente, o curso de mergulho, no Centro Português de Actividades Subaquáticas, do qual se tornaria presidente, e desde logo integrou expedições ao longo da costa portuguesa e nas ex-colónias. Foi no fundão de Troia que participou nas missões pioneiras de arqueologia subaquática em Portugal,iniciadas pelo Centro. De lá são algumas das relíquias que mais a marcaram. « Era uma emoção encontrar uma peça com dois mil anos, inteira» recorda. Daí foi também retirada a maior colecção de ânforas do País e o mais espantoso conjunto de artefactos romanos pertencentes ao complexo industrial de Troia. E, no entanto, as condições de trabalho não eram as melhores.« Aterrávamos no lodo, completamente às escuras, e pelo tacto íamos vendo o que havia à nossa volta. Se fosse duro, era caco romano, com certeza! »

    Aos 63 anos Margarida Farrajota continua a mergulhar. Diz que o fundo mais bonito que conhece está no Sudão, quase na fronteira com a Eritreia. « O paraíso subaquático é ali. Entramos na água e esquecemos que a terra existe »

    …….. E acredita que ainda tem muito para explorar: « Gostava de mergulhar na Antártida,debaixo do gelo».

     

    Fonte : Parte do artigo de autoria de Nádia Franquinho in Revista Visão.

  • 01 Mai 2012 /  Sem categoria

    Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia. O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pelas Centrais Sindicais nas principais cidades de Lisboa e Porto e mesmo noutras cidades do país.

    Apesar de tudo, sempre se fizeram no Algarve, quer no 1º de Maio quer no Dia da Espiga, pic nics nos campos. Logo pela manhã, grupos de algarvios saíam em passeio com amigos ou familiares, à procura de lugares aprazíveis onde pudessem passar o dia em contacto com a Natureza. Não faltava o bom farnel, composto muitas vezes por caracóis, pastelinhos de bacalhau, os célebres carapauzinhos fritos com arroz de tomate e muitas outras iguarias que as donas de casa, de véspera preparavam com todo o esmero.

    Na foto, datada de 1911 e obtida na Quinta do Rosal – Loulé, podemos observar um desses passeios campestres em que os louletanos davam largas à sua alegria e amor pela Natureza.

     

    • Fonte: Sabiam que….
    • Foto cedida por Luis Guerreiro

     

  • 25 Abr 2012 /  Sem categoria

     

    Neste dia em que comemoramos mais uma vez a chegada da tal madrugada a que se referiu Sofia de Melo Breyner, aqui vos deixo um novo poema de Manuel Alegre que parece servir às mil maravilhas para estes dias ….de muitos aflitos !

     

     

     

     

    Balada dos Aflitos

    Irmãos humanos tão desamparados
    a luz que nos guiava já não guia
    somos pessoas – dizeis – e não mercados
    este por certo não é tempo de poesia
    gostaria de vos dar outros recados
    com pão e vinho e menos mais valia.

    Irmãos meus que passais um mau bocado
    e não tendes sequer a fantasia
    de sonhar outro tempo e outro lado
    como António digo adeus a Alexandria
    desconcerto do mundo tão mudado
    tão diferente daquilo que se queria.

    Talvez Deus esteja a ser crucificado
    neste reino onde tudo se avalia
    irmãos meus sem valor acrescentado
    rogai por nós Senhora da Agonia
    irmãos meus a quem tudo é recusado
    talvez o poema traga um novo dia.

    Rogai por nós Senhora dos Aflitos
    em cada dia em terra naufragados
    mão invisível nos tem aqui proscritos
    em nós mesmos perdidos e cercados
    venham por nós os versos nunca escritos
    irmãos humanos que não sois mercados.
    Manuel Alegre

    (In Livro : Nada está escrito )

     

  • 22 Abr 2012 /  Sem categoria
    António Simões Zorro homem que mais vezes transportou o andor da Mãe Soberana. Foram 39 anos.

    Cumpriu-se mais uma vez a velha tradição louletana de transportar a imagem representativa da Mãe Soberana da Piedade, padroeira de todos os louletanos, até à sua casa no Monte da Piedade.

    A subida íngreme do cerro, ao ritmo da música da Banda Filarmónica Artistas de Minerva, é acompanhada pela população a exibir-se em manifestações diversas mas verdadeiramente sentidas. Em tempos passados, estes homens que transportam o andor da “ Mãe Soberana” eram considerados seres com capacidades sobre-humanas. Mas esta tradição, que é transmitida de geração em geração, de pais para filhos, tem vindo a perder-se. No entanto, há uma consideração especial por parte de todos os louletanos relativamente a estes homens que carregam a santa ao longo desta subida íngreme num ritmo acelerado.

    A escalada do caminho que dá acesso ao altar da Nossa Senhora da Piedade é um documento espantoso da fé cristã nesta terra. Ao esforço gigantesco dos homens que transportam a Virgem, alia-se a força espiritual dos muitos fieis que, em vivas à Nossa Senhora, em passo vivo e na cadência musicada dos homens da banda, vão “empurrando”, no calor da fé e calçada acima, o pesado andor da padroeira.

    Este cenário imenso da religiosidade louletana, de características tão locais como únicas, só pode ser sentido na alma de cada crente, quando vivido. Uma vivência feita de fervor religioso e de testemunho cristão, cuja explicação reside unicamente na essência dogmática da própria fé.”

    Fonte: Algarve Central

    Imagem: Palma

    2ª Foto: António Simões Zorro é o louletano que mais anos levou aos ombros o andor da Mãe Soberana da Piedade. Nada mais nada menos do que 39 anos. A foto foi obtida há cerca de uma hora quando António Zorro via passar à sua porta mais uma vez e com grande emoção, o andor que tantas vezes transportou com outros louletanos.