FARO MONUMENTAL

As quatro fotos que hoje trazemos ao Blog Louletania, dizem respeito a alguns lugares dos mais visitados e admirados da capital do Algarve – Faro.

O PALÁCIO BELMARÇO, foi mandado construir no início do século XX por Manuel Belmarço, um dos comerciantes mais abastados da capital da nossa província e que fez fortuna no Brasil com o comércio de café e cereais. Depois de muitos anos encerrado, é agora Sede de uma grande empresa, a Suburbus. É um dos edifícios mais fotografados da cidade, dada a beleza arquitectónica do mesmo.

O ARCO DA VILA é um notável edifício, mandado construir pelo Bispo D. Francisco Gomes de Avelar, sobre uma das portas medievais das muralhas. É uma obra da responsabilidade do arquitecto genovês Francisco Xavier Fabri e foi inaugurado em 1812.

ARCO DO REPOUSO. Diz a lenda que as tropas do Rei Afonso III após a conquista de Faro aos árabes em 1249, repousaram da terrível Batalha, neste mesmo lugar. Ao longo dos séculos, este velho monumento farense sofreu algumas alterações como aliás aconteceu com outras ilustres construções.

E por último, a foto do antigo Matadouro Municipal da cidade, em plena Alameda João de Deus e que é hoje Biblioteca Municipal. É bem visível a importante e vistosa fachada com motivos orientais.

Esperamos brevemente voltar a mostrar fotográficamente alguns outros monumentos ou lugares desta bela cidade e capital da província mais turística do nosso país.

Fotos : José Costa

Texto : A.C.

SERENIDADE EM TERRAS DE LOULÉ

Há um tempo em que por terras do concelho de Loulé muitas e variadas gentes as procuram, para se deliciarem com o clima e a paisagem que por cá se pode desfrutar. O verão, naturalmente que é o período em que isso acontece com mais frequência. Mas antes que cheguem essas multidões, que desejosas das suas férias tornam estas terras menos silenciosas, fomos visitar alguns lugares paradisíacos deste nosso concelho. Aqui ficam algumas fotos obtidas pelo amigo José Costa

na Vila Sol \ Quarteira \ Vilamoura e na Quinta do Lago \ Almancil.

A.C.

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Perguntei à terra,
ao mar, à profundeza
e, entre os animais, às criaturas que rastejam,
Perguntei aos ventos que sopram
e aos seres que o mar encerra.
Perguntei aos céus, ao sol, à lua e às estrelas
e a todas as criaturas à volta da minha carne:
Minha pergunta era o olhar que eu lhes lançava
A sua resposta era a sua beleza.”
 

Santo Agostinho

Inverno em plena Primavera

A Primavera deste ano, ainda não deu um ar da sua graça, pois apesar de ter chegado há quase um mês, as temperaturas continuam baixas e até a neve vai surgindo aqui e ali,sobretudo na parte centro e norte de Portugal.

Deixamos aqui algumas fotos de um passeio por terras de Trás-os-Montes, mais precisamente pela aldeia de Montesinho.

Das mais típicas daquela região e situada a cerca de mil metros de altitude, Montesinho tem visto as suas ruas e campos cobertos de neve como ser estivéssemos em pleno inverno. A beleza é uma constante por onde vamos passando. Em pleno Parque Natural de Montesinho, somos seduzidos pela beleza paisagística mas também pelas ruas típicas da aldeia com as suas casas em granito, com telhados de lousa e varandas em madeira com vista para a serra. Por estas terras não é difícil avistar a águia real, um lobo ibérico, um veado ou mesmo uma cegonha negra.

Fica aqui a nossa sugestão para um passeio por aquelas bandas onde poderá encontrar belas casas de turismo rural e onde poderá fazer demoradas caminhadas em contacto com a natureza em estado puro.

A.C.

Fotos: José Costa

NO TEMPO DAS MERCEARIAS

As duas fotos que hoje apresentamos são duas reconstituições de antigas mercearias louletanas, encerradas há décadas.

As mercearias resistiram até aos anos setenta do século XX,vendendo a grande maioria dos seus artigos avulso e a peso, tal como feijão e grão, banha e manteiga, farinha e muitos outros artigos. O azeite por exemplo era colocado numa garrafa que o freguês trazia de casa assim como o petróleo para os fogões. Quem não se recorda do cheirinho a café que nos fazia gostar mais daqueles lugares, que afinal quase todos os dias frequentávamos ?

Mas para lá de tudo isto havia o célebre livrinho de capa preta onde se apontavam os fiados. E não eram poucos. Os magros ordenados dos chefes de família não permitiam pagar cada compra de imediato. Assim ficava o pagamento para o final do mês e muitas vezes para o do mês seguinte.

As mercearias tiveram o seu fim transformando-se em mini mercados com o aparecimento dos artigos embalados e normalizados.

As duas fotos dizem respeito à Mercearia António Leal e à de João Nascimento (Joanico Pequenino) e tiveram a colaboração na sua composição da MJVitorino.

António Clareza