NO INVERNO O ALGARVE TAMBÉM É UM DESTINO PREFERIDO

Numa época do ano em que as temperaturas baixas se fazem sentir, ou seja no Outono e Inverno, a revista norte-americana International Living enumerou sete destinos ideais para fugir ao frio. O Algarve surge como uma dessas sugestões, sendo apresentado como um paraíso de Inverno que oferece um clima quente durante todo o ano e uma boa relação custo-benefício

Entre os atributos da região, a publicação salienta ainda os campos de golfe, a gastronomia (com destaque para o marisco fresco e para o típico “frango da Guia”), as praias e a beleza das paisagens naturais. Como ponto a favor do Algarve é também referida a facilidade de se conviver com a língua inglesa, facto que simplifica a adaptação do turista norte-americano ao destino.A revista International Living é uma publicação mensal que se dedica à divulgação de conteúdos sobre os melhores locais do mundo para se viver, para se passar a reforma, para viajar e para investir.

Fonte: In Barlavento Jornal

Fotos: José Costa

O VOO DA CEGONHA

O VOO DA CEGONHA

UM AMIGO NUM PASSEIO DE FIM DE SEMANA POR TERRAS ALGARVIAS DE SILVES, CAPTOU COM A SUA MÁQUINA FOTOGRÁFICA O VOO DE UMA DESSAS AVES QUE SE PASSEIAM NOS CÉUS DO NOSSO ALGARVE….Á SEMELHANÇA DE OUTROS LUGARES

A CEGONHA PLANANDO ALTO NAS SUAS PODEROSAS ASAS, COM PESCOÇO ESTICADO E SUAS LONGAS PERNAS ESTENDIDAS RETAS PARA TRÁS, APRESENTA UM ESPECTÁCULO IMPONENTE. AS DUAS MULHERES OBSERVADAS NA VISÃO DE ZACARIAS ( Za 5-6 -11 ) CARREGANDO A MEDIDA DE UMA EFA, CONTENDO UMA MULHER CHAMADA “INIQUIDADE”, SÂO DESCRITAS COMO TENDO “ASAS SEMELHANTES ÀS DA CEGONHA “

In: “Biblioteca da Torre de Vigia”

Fotos: JOSÉ COSTA

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Letra : O VOO DAS CEGONHAS

Vivia a esperar um dia tão raro

Foi longo e o mais curto passou

Vivia a sonhar um leito tão gelo

Fervia por vê-lo

Voltar ao lugar onde o tempo parou

As casas iguais, o pôr do sol mudou

As pessoas não estão, ninguém o conhece

Nem ao quinto assobio o cão aparece

Uma lenda nasceu e o povo a cantou

Sobre a mulher sem peso que a luz esvaziou

Ela subiu aos céus, onde o voo das cegonhas

Se cruza com a voz de Deus

Vivia a temer, esse longo inverno

Mas esse inverno passou

E triste ficou quando se viu velho

O inverno cem anos durou

Voltar ao lugar onde o tempo parou

As casas iguais, o pôr do sol mudou

As pessoas não estão, ninguém o conhece

Nem ao quinto assobio o cão aparece

Uma lenda nasceu e o povo a cantou

Sobre a mulher sem peso que a luz esvaziou

Ela subiu aos céus, onde o voo das cegonhas

Se cruza com a voz de Deus

(a) Armando Teixeira

O VELHO CICLO DAS FLORES DE AMENDOEIRA

Todos os anos entre Janeiro e Fevereiro, as amendoeiras dos montes e caminhos do Algarve florescem como por encanto. E na verdade é sempre um encanto contemplar este espectáculo que ao longo de séculos tanto tem cativado os olhares quer dos algarvios quer de gentes de outras paragens. Mais uma vez a natureza não fugiu à regra e proporcionou espectáculos de alva brancura como se a neve nos visitasse como acontece pela europa do norte.

Há sempre uma ou outra que floresce mais tarde . Por isso aqui ou acolá ainda é possível observar belas flores de amendoeira que o vento se encarrega de espalhar aos quatro ventos. Até para o ano.

Ficamos com um poema de Ary dos Santos sobre este tema, que pela sua pena nos deixa também deslumbrados.

A.C.

Fotos de José Costa.

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Tempo da Lenda das Amendoeiras

(…)

A Princesa

Ai portas do meu silêncio.

Ai vidros da minha voz.

Ai cristais da minha ausência

da terra dos meus avós

desatavam-se em soluços

os seus cabelos desfeitos.

(…)

O Rei

Dizei-me magos oragos

anões duendes profetas

adivinhos e jograis

sagas videntes poetas

como hei-de secar o pranto

daqueles olhos de rio

como hei-de calar os ais

daquela boca de estio

como hei-de quebrar o encanto

que numa tarde de pedra

talhada pela tristeza

selou com dedos de chumbo

o sorriso da princesa

que suspira pela neve

da ponta do fim do mundo.»

in SANTOS, Ary dos. – Tempo da Lenda das Amendoeiras. Lisboa, 1964.

PASSADO QUE ESTÁ MAIS UM NATAL………

Passado que está mais um Natal, fizeram-se de novo os mesmos votos de sempre, reuniram-se à mesa as famílias, sendo certo que em muitas delas existem agora algumas cadeiras vazias já que entretanto alguns ente queridos partiram.

E é assim em cada ano que passa. E mesmo sabendo que os Natais são e serão sempre diferentes uns dos outros é um tempo que apetece repetir e saudar nos Dezembros das nossas vidas

As figuras do nosso presépio saem de novo das caixas onde dormitam onze meses do ano e assistem também, certamente com alguma curiosidade à chegada de novos figurantes que se vão adquirindo em tendas da especialidade.

E agora que chegaram os REIS é tempo de regressar ao escuro das caixas onde dormirão até ao próximo Novembro. Até lá escutem com o encantamento de sempre a cantiga do Zeca Afonso ….NATAL DOS SIMPLES.

A.C.

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Natal Dos Simples

Zeca Afonso

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
As raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
As raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra

Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura

—– José Afonso