SE UMA GAIVOTA VIESSE……

gaivota quatro Gaivota TTRES Gaivota DOIS Gaivota UM

Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa
Esmorece e cai no mar

Que perfeito coração
No meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração

Se um português marinheiro
Dos sete mares andarilho
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse

Que perfeito coração
No meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu
Me dessem a despedida
O teu olhar derradeiro
Esse olhar que era só teu
Amor que foste o primeiro

Que perfeito coração
Morreria no meu peito
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração

FOTOS DE : José Costa e José Luis Garcez.

Poema : Alexandre O’ Neill

 

Morreu mais um artista louletano, Leonel Borrela.

Leonel BOORRELLA canto alentejano Serpa Torre do Relógio 2015

Chamava-se Leonel António Jerónimo Borrela . Nasceu em Loulé há 62 anos mas há cerca de cinquenta foi viver para Beja onde constituiu família. Era de há muito, um grande aguarelista tendo ao longo da vida realizado inúmeras exposições em diversos pontos do país, encontrando-se muitas das suas obras em colecções particulares em diferentes latitudes do mundo.

Exercia as funções de técnico do Museu Regional de Beja tendo sido um estudioso da história e património cultural sobretudo alentejano. As célebres Cartas da freira de Beja Mariana Alcoforado, foram matéria de estudo apaixonado pelo artista Borrela.

“ Seja qual for o processo da criação artística, uma certeza: os artistas são seres especiais enviados para iluminar a existência terrena. “ (Doracino Naves)

Fotos. Página FB do Leonel Borrela.

Leonel Borrela; Aguarela Torre do Relógio de Loulé : Aguarela de Canto alentejano -Serpa.

MÂE SOBERANA DE LOULÉ

MS -1 MS 2 MS 3

MS 4

Uma Festa que se repete há centenas de anos, mais precisamente há 464 anos. Quinze dias depois da Páscoa mais uma vez os louletanos deram continuidade às tradicionais festas em honra da sua padroeira, transportando em ombros como sempre, o pesado andor da Mãe Soberana da Piedade .
Ao esforço gigantesco dos «homens do andor» alia-se a força espiritual de muitos e o entusiasmo festivo de outros, não esquecendo ainda a vibração que causa em todos nós o imortal hino à Senhora da Piedade, de autoria de Manuel Campina, tocado pela Banda Filarmónica Louletana.
É naturalmente, apesar de muitas romarias que existem pelo país, uma festa única. Daí também, a vinda todos os anos ,de milhares de crentes ou simples curiosos, que se deslocam cada vez em maior número, dos mais variados recantos do sul do país e agora também da vizinha Espanha.
Até para o ano e Viva a Mãe Soberana !

António Palma Clareza

Fotos : DaCruzPhoto

A fotografia de 3ª Feira de Carnaval…

Telma e FiFi Tó e Furtado

No tempo em que poucas eram as famílias que possuíam a sua máquina fotográfica, em contraste com os dias de hoje em que qualquer telemóvel pode tirar centenas delas, alguns privilegiados tinham a sorte de num desses dias dos festejos de Carnaval, passar por um qualquer Estúdio na sua vila ou cidade e posar para aquela máquina enorme com um senhor ou uma senhora, escondidos atrás da dita e tapados por um longo pano preto. Ao longo de décadas foram mudando os trajes escolhidos pelos pais para que os meninos posassem para a posteridade no tal dia de Carnaval. As quatro fotos que apresentamos hoje são de quatro gerações diferentes mas todas elas seguindo ainda o padrão habitual e que era o pescador, o músico, a fada e a nazarena.

Os meninos são o Luís Furtado em 1947, o António Clareza em 1951 e as meninas, a Sofia Silva em 1971 e a Telma Madeira em 1980.

Escusado será dizer que hoje na generalidade, são as crianças que escolhem os trajes e que os mesmo recaem nos seus heróis das séries de desenhos animados televisivos ou dos heróis da 7ª arte da actualidade.

A.C.