Canções do outro lado do mar

UMA CANTIGA DE AMOR

Esta não é a primeira vez que trazemos aqui uma canção de Maria Betânia. Naturalmente

que isso se deve ao gosto pelas suas composições e pela sua voz. Com mais de vinte e seis milhões

de discos vendidos ela continua a ser, apesar dos seus sessenta e três anos, uma rainha no Brasil, país de mil músicas e de outros encantos.

Não encontrámos no You Tube a sua interpretação desta canção e acabámos por encontrar uma outra, na voz de Joana. A dita canção tem por título “Meu Primeiro Amor “ e apesar de já ter uns largos anos continua a sensibilizar o coração dos admiradores de Betânia.

Momento ideal para lembrar com saudade de um qualquer grande amor da vossa vida.

Palma

Gente dos Brasis

foto indiossssssss

OS ÍNDIOS DO BRASIL

Podemos colocar a pergunta hoje nestes termos: QUE MAL FIZERAM os Índios do Brasil para terem sido dizimados desta maneira ?
Calcula-se que haviam entre três a seis milhões de índios antes dos Descobrimentos.
Actualmente não passam de trezentos e cinquenta mil.
É possível que tenham sido dizimados ao ritmo de um milhão por século. Etnias inteiras foram riscadas do mapa levando consigo a sua cultura e contribuição que poderiam ter legado à identidade do País. Hoje o número de indígenas resume-se a 1/5 do que existia antes de Cabral chegar ao Brasil.
Das 216 tribos restantes, apenas 16 rejeitam o contacto com não – índios e mantém intactos os seus costumes.
Voltamos a perguntar: ERA PRECISO ?

A fotografia publicada é de autoria do fotógrafo francês Marc Ferrez e foi tirada em 1880 na tribo dos Índios Bororo- Goiás. \ – Educacional – Net Educ.

Gente de outras paragens

Sa band.  5

GENTE DE OUTRAS PARAGENS

Há pouco respondendo a uma pergunta do meu filho sobre a minha passagem por Angola durante a Guerra Colonial, entre os vários assuntos que nos trouxe a conversa, surgiu naturalmente a curiosidade de como eram e quem eram, os nativos da zona de Sá da Bandeira actualmente Lubango. Procurando fotografias dessa época ( princípio da década de 70), escolhi esta que aqui se publica. Mas para que a pergunta tivesse uma reposta mais completa recorri também à página Povos e Culturas que nos diz : “São do distrito da Huila concelho do Lubango (Sá-da-Bandeira). Vestem panos muito coloridos (samacacas) sem uma cor especifica, podendo compor várias cores. Tapam apenas o ventre com uma tanga “Tchitate”. Usam colares de missangas que cobrem todo o peito e sobretudo o pescoço. Fazem efeitos no cabelo com pedaços de cana que enchem de cabelo e um preparado de “gunde” (cebo de boi derretido e misturado com outros produtos), o que lhes dá um odor muito forte e desagradável para quem não está habituado. Nas pernas usam pulseiras “tchinungas” que vão até acima do tornozelo e que fazem soar durante as suas danças tradicionais. Os “Muilas” são pastores (vacas, cabras, galinhas e porcos). Também são agricultores. Cultivam milho (“mapungo”), feijão (“tchipoque”), abóboras (“matangas”) e couve (“macouve”). Para calçar, fazem sandálias com pedaços de pneu que cortam de forma singular de maneira a que do mesmo pedaço consigam fazer todas as componentes da sandália. Chamam a estas sandálias “Noncacus”. Vivem aglumerados a que chamam “sanzalas”, em casas feitas de paus, barradas com barro e cobertas de capim. O formato é redondo. Cada tribo tem um chefe, designado por “soba”.

Passados todos estes anos desnecessário será dizer que gostaria de voltar a pisar aquela terra de África, terra de grandes mistérios, belezas e sofrimentos mas….. são tão longos os caminhos….

Texto e foto : Palma \ Povos e costumes.

POEMA DE NOVEMBRO

vento Vladimir Kush

Para esta página de poesia de Novembro, escolhemos hoje, um entre os muitos belos poemas da obra dessa genial poetisa de Vila Viçosa, de nome Florbela Espanca .

Para ilustrar a página deixamos aqui este não menos belo quadro do pintor russo Vladimir Kush.

A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onte está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Costrói-a, num instante, o meu desejo!

Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?

Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jadim,

Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...

                          Florbela Espanca