O AMANHÃ PODE SER PARA SEMPRE

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Prometo que amanhã começa o meu futuro. Serei vento forte, em vez da timidez da brisa, serei vida intensa, em vez da morte. Serei céu sem nuvens, em vez de solo árido, um cantar de orações, em vez de lamentos que não findam. Serei olhos atentos, em vez de barco sem rumo. Serei paz, em vez de rancor. Serei alegria, em vez de dor. Serei um semeador do meu próprio interior. Arrancarei das minhas entranhas o dia de hoje, plantarei nelas as sementes de um amanhã que imagino glorioso, soberbo. Afinal, tudo depende de mim. Eu faço a minha vida, o meu futuro. Serei muitas lembranças, mas não saudades que apavoram.

Decido agora que amanhã não serei o berço do ranço próprio dos inimigos, como são o fogo e a água, o amor e o desamor, a fé e o incrédulo, os mares revoltos e a calmaria das enseadas, a matéria e o espírito, a palavra e o silêncio. Não serei fel, nem inquietudes, serei chuva leve ao amanhecer e sol forte ao entardecer.

Amanhã serei o que quero ser – vida em profusão, o abraço fraterno. Comerei do cardápio que minha alma escreveu e que meu olhar semeou. Se, preciso for, me alimentarei das paredes do meu próprio coração, mas não permitirei que ele se incendeie de egoísmos, de desforras, de rancores.

Se hoje é dia para esquecer, amanhã será memória eterna. A visão azul celeste do infinito. Amanhã não mais serei retalhos. Serei inteiro. Não espalharei pelas ruas meus pedaços, os duros recados da vida, serei a imagem da força, braços estendidos, mãos acariciantes, passos firmes buscando caminhos perdidos na bruma do tempo.

Não serei sofrimento, tormento, desilusão. Quero ser a emoção do amor, da amizade, a cor da fraternidade. Nunca serei amanhã a ambição sem medidas. Rasgarei todos os disfarces que escondem minhas dores. Serei ousado o suficiente para enfrentar todos os estorvos da vida.

Na verdade, amanhã tentarei começar a viver o futuro e, imitando os pássaros, buscarei todos os ventos da liberdade que correm pelo espaço sem fim. Se existe uma oportunidade de sentir outra vez o gosto do mel da felicidade, serei, amanhã, novamente vida em abundância. Amanhã, o meu amanhã poderá ser para sempre .

(Texto de autoria de Noelio Mello – Belém do Pará – Imagem: Philippe Sainte- Laudy – Pixdaus )

DUAS MULHERES PARA UM GRANDE FADO

Pode-se dizer que é um dos fados mais belos que conhecemos.

Florbela Espanca escreveu “ Amar, Amar… perdidamente…” e a Teresa Silva Carvalho

escreveu a música e deu a voz a este fado que nunca nos cansa, apesar das inúmeras vezes

que já o escutámos.

É noite meus amigos. Quer estejam bem perto ou muito longe da Louletania aqui fica esta

melodia que casa divinalmente com a poesia de Florbela. Oiçam-na com a atenção

necessária para que lhes toque o coração.

Palma


Daniel Vieira o pintor da Horta das Artes

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DANIEL VIEIRA

Há poucos dias o nosso «João Ratão» do Teatro Análise de Loulé rumou até Alte, uma das mais conhecidas Aldeias do Algarve, para ali se apresentar no IX Festival de Teatro organizado pelo Grupo local, graças à força e indomável vontade de fazer coisas belas, do nosso amigo Daniel Vieira.

Daniel, o pintor que se especializou em Gravura e que após ter deixado a Escola António Arroio há trinta e cinco anos, ali voltou de novo na ânsia de mais aprender e mais conviver, pois além do saber não ocupar lugar, um bom artista não se deve encerrar nas quatro paredes do seu atelier, segundo diz.

É é ali na sua “ Horta das Artes” que o bom Daniel dá largas à sua imaginação criando e ensinando a quem por estas coisas se interessa. Figura das mais conhecidas de sempre, da sua aldeia, D.V. tem sido um incansável defensor no que diz respeito às tradições da sua terra, sendo hoje muito crítico em relação a alguns «mamarrachos» que nestes últimos anos têm surgido em Alte.

Fundador do Grupo de Teatro “ A Estrada” é também músico do Grupo “Erva Doce” tendo dedicado muitos anos da sua vida à recolha de música popular bem como ao estudo de usos e costumes da serrania algarvia.

Apesar de não ser um jovem, Daniel Vieira vive rodeado de juventude o que o ajuda certamente a manter um espírito jovial e empreendedor em tudo o que diga respeito às artes.

Se passar por Alte, não esqueça . A “Horta das Artes” tem sempre uma porta aberta para quem quiser ali apreciar a arte do Daniel, ou mesmo de outros artistas que por lá passam num constante vai-vem ou para simplesmente conversar com o anfitrião Daniel Vieira.

Texto e fotos:  Palma

DAVID FONSECA: NATAL MUSICAL EM GRANDE

E antes que se vá o  Dia de Natal de 2009, quero-vos presentear com um excelente clip de um cantor português. Trata-se  de David Fonseca,  que interpreta à sua maneira,  uma canção de Natal  sobejamente conhecida mas  que vale a pena   escutar e apreciar  o excelente clip mais uma vez. Um  Bom Natal recheado de boa música.  Palma