António Feio , um grande actor que parte !

Faleceu há poucas horas no Hospital da Luz em Lisboa, o actor António Feio, sendo do conhecimento geral que o mesmo padecia de cancro. Fora ele mesmo, que, em entrevistas televisivas,deu conta aos imensos admiradores espalhados por Portugal fora, do mal que padecia, mantendo no entanto sempre, a esperança de vencer a devastadora doença.

Do que foi a sua vida de grande actor dos palcos portugueses, os jornais e as televisões trazem certamente , mais logo a nossas casas, todos esses pormenores.

Aqui, fica apenas esta pequena homenagem a um grande actor da terra portuguesa que nos deixou bem cedo, pois que a mãe natureza é implacável .

Palma

As Bicas Velhas continuam a refrescar os louletanos

As Bicas Velhas na actualidade

Tocadores junto das bicas velhas nos anos 30

Nestes dias de calor sufocante todos procuramos lugares  arejados e onde sobretudo haja água fresca. É o que acontece aqui pela Terra de Loulé, onde em tempos,  as Noras mouriscas, as fontes, os poços e as ribeiras tornavam mais aprazíveis a vida dos louletanos de então.
Mas apesar das novas técnicas de fornecimento de água dos dias de hoje, ainda restam  por cá, lugares  como o que a fotografia que publicamos, mostra.
As “ Bicas Velhas” de Loulé são o pouco que resta  no que diz respeito
a  fontes da nossa cidade.
No livro “ Quadros de Loulé antigo” de Pedro Freitas, a fls. 146 e em relação a estas Bicas, diz-se :” As quatro bicas  datam de 1837, e foram feitas do material do primitivo sino do relógio, que servira na torre da Matriz e ainda fora colocado na torre das muralhas, que, por estar arruinado, foi fundido neste ano. Estas bicas eram alimentadas por um potente filão de água. Raramente secavam na maior força do calor, e além de alimentarem numerosa gente com o precioso líquido, abasteciam o tanque das lavadeiras, que existia ao fundo, e mais o grande chafariz onde os animais bebiam.
Numa das duas fotografias que publicamos,  pode-se ver junto às velhas Bicas, um grupo de louletanos que preparavam uma das muitas serenatas que eram habituais nessa época.
Ainda conheci alguns deles sendo certo que já faleceram todos.

AMALIA VIVE NO CORAÇAO DOS SEUS ADMIRADORES

Uma voz endeusada com um timbre arrepiante. Uma força inigualável, vulcão de força e talento, um ser humano inesgotável de vivacidade e devoção. Era Amália, a nossa diva da música que continua presente num só nosso imaginário sonoro que ainda não esgotou.

Aos 79 anos, deixou o país cair em lençóis de lágrimas e anos de luto, a perda foi de tal modo grande que ainda hoje se relembra e celebra a alma de alguém cuja voz não é esquecida, cuja alma transpirou paixão.

Madalena Rugeroni

PROIBIÇÕES DE OUTROS TEMPOS – 1

Durante algumas semanas vamos falar de proibições de outros tempos. Lógicamente que nos

referimos a leis, regulamentos e obrigações, do Portugal anterior à chegada da Democracia, ou seja, até 24 de Abril de 1974.

É bem verdade que tudo isto, à luz dos tempos de agora, nos parece quase impossível de ter acontecido, nomeadamente aos que não conheceram os quarenta anos de regime sob a batuta do Professor António de Oliveira Salazar.

E começamos pelo célebre « lápiz azul» tão utilizado pela censura durante esse período.

A imagem que apresentamos trata-se de uma foto de publicidade a um filme da época e em que a jovem à vista, não estaria decentemente vestida nem em pose correcta para anunciar um filme da altura. Assim levou com o respectivo carimbo do censor de serviço.

Do livro com o título: “ Proibido”, de António Costa Santos transcrevemos algumas linhas a propósito do tema de hoje:

“ Os censores da Comissão de Exame e Classificação de Espectáculos davam em ofício as suas razões para a proibição de certos filmes importados. Uns,não podiam simplesmente ser exibidos. Outros podiam passar nas telas, se sofressem alguns cortes indicados. As mutilações impostas, por vezes, tornavam a história incompreensível, mas isso não era problema de quem opinava. Os distribuidores deviam decidir se ainda valia a pena exibir as películas depois dos cortes. Era também obrigatório fazer visionar os filmes já legendados e as legendas eram censuradas. Claro que as várias cópias para exibição só eram todas legendadas, depois da aprovação da censura. “

Palma

Foto gentilmente cedida pelo nosso caro amigo Luis Furtado.