O CANTOR SEM MEDO

Há mais de trinta e cinco anos, quarenta e quatro balas tiraram a vida a um cantor, cujas canções eram ouvidas por jovens de todo o mundo. O cantor era chileno, chamava-se Victor Jara. Sempre se soube de onde veio a ordem para assassinar Jara e, assim, roubar à juventude um dos seus símbolos na crença da possibilidade desejada de um mundo mais livre e mais justo. Uma ordem daquelas só podia vir do círculo de comando dos esbirros de Pinochet. Mas o segredo sobre a identidade dos carrascos de Jara, os que empunharam as armas do crime e as dispararam, foi bem guardado, mesmo após o regresso do Chile à democracia. Finalmente, sabe-se agora quem são e como se chamam os matadores de Victor Jara.

Fonte: Blog Água Lisa – Foto: Net

Ainda falta um tempinho…….

Segundo alguns cientistas a vida será impossível daqui a 5.700 milhões de anos.
*** Quando o SOL começar a morrer , o que acontecerá daqui a uns 5.000 milhões de anos, a superfície do planeta ficará tão quente que a vida será impossível. Tal como David Bodanis escreve no livro “ E=mc2”, os oceanos vão ferver até evaporarem, as rochas derreter-se-ão e o SOL agigantar-se-á muito antes de morrer de vez. Nessa altura , os seres humanos, se ainda existirem, ou outras espécies que entretanto se tenham tornado tão inteligentes como nós , já terão encontrado outro lar algures no espaço. Mas a revista “ Astronomy” sugere um futuro um pouco menos catastrófico para a Terra. Diz que o planeta sobreviverá, ainda que fique reduzido a carvão, se se tiver em conta o facto : a crescente perda de massa do Sol quando este for
um gigante vermelho e o consequente enfraquecimento da sua força de gravidade.
*** Não calculam os cientistas da “ Astronomy & Geophysics”
o descanso em que nos deixam, por saber que afinal a terra sobreviverá ainda que fique reduzida a carvão. É que só faltam
cinco mil e setecentos milhões de anos.
Fonte: Público – Foto: SOHO – NASA

Entrevistas interessantes – A

Nélida Pinon – As escolhas da primeira mulher presidente da Academia Brasileira de Letras, actual júri do Pr. José Saramago

Cidade de que mais gosta : Amo a cidade, mas nutro nostalgia pelo campo.Desfruto de Paris, mas sou infiel. Suspiro pela minha casa
no Rio de Janeiro, por Barcelona, Santiago, Lisboa, Nova Iorque. Terras onde vivi.
Música ou intérprete preferido: Mozart, ainda Beethoven, Bach, Wagner.Deleito-me com Maria João Pires, Nelson Freire e Martha
Algerich, gente ibérica. Sem esquecer a ópera.
Uma obra de culto: ” Crime e castigo” deDostoievski, lido aos 13 anos. Uma leitura qu me perturbou, provocando-me um abalo sísmico.
O que anda a ler: Sou leitora voraz. Percorro os clássicos, que sempre tenho nas mãos. Leio também livros de história, porque amo os séculos como se fossem criaturas.
Filme inesquecível: Todos os filmes de John Ford. ” The Searcher”, capitaneado por John Wayne, é uma obra prima.
Um refúgio: a minha casa e o coração dos que amo e amei. O meu escritório também é uma caverna amiga, onde brotam as palavras da amada língua Portuguesa.
Um passatempo: Viver, o quanto posso. Pensar, rir, olhar, confiar no sortilégio da carne e da imaginação.
Maior medo: Da violência, da tortura, da dor indigna, da morte que nos humilha e cancela os códigos com os quais convivemos desde
o berço.
Um luxo de que não prescinde: Primeiro a liberdade. Depois, guardar segredos, aperfeiçoar a arte do sigilo, que nos protege do mal
alheio. Rir discreta, sabendo que o riso sabe mais do que exibe. Porque qualquer confissão corre o risco de representar culpa.
Quem são os seus heróis: Os Heróis dos filmes e dos livros de aventuras. Os personagens de Dumas, por exemplo fascinam-me ainda hoje, a ponto de passar horas na Place des Vosges entretida com os entreveros vividos pelos mosqueteiros da rainha e pelos esbirros do cardeal
Richelieu, que, amando tanto os gatos, deixou-lhes parte da fortuna.

In Expresso – Luisa Amaral