Foi há 42 anos….

Como o tempo passa veloz ! Parece que foi há relativamente pouco tempo e já hoje se completam quarenta e dois anos sobre o maior sismo ocorrido em Portugal de que os vivos se recordam.

A magnitude do sismo de então, 7,3 na escala de Richter fez tremer, Portugal , Espanha e Marrocos. Mas foi aqui no Algarve onde o pavor tomou conta das gentes que saíram às ruas, alguns como Deus os deitou ao mundo. Casas caídas, muros destruídos, brechas enormes em prédios e templos . Qualquer coisa de que as gentes vivas na época diziam nunca ter assistido.
“Portugal tem sido afectado por vários sismos de magnitude moderada a forte, que muitas vezes resultaram em danos importantes em várias cidades do país.

A maior parte dos sismos graves tiveram origem em zonas interplacas, cuja sismicidade pode considerar-se elevada, uma vez que Portugal está perto da fronteira entre a placa africana e a placa Euro-Asiática (podem ser sismos de magnitude elevada (M>6), têm origem no oceano e têm períodos de retorno de algumas centenas de anos – aponta-se para que sismos com a intensidade do de 1755 seja cerca de 250 anos). Os epicentros dos maiores sismos localizam-se perto do Banco de Gorringe, a Sudoeste do Cabo de São Vicente – In Wikipédia“

««« Foto : Rua de Loulé após o tremor de terra – Século Ilustrado de 8.3.1969 –

Uma ideia luminosa !

De tempos a tempos aparece gente desconhecida com idéias que se podem chamar de maravilhosas.
É o caso de Mohamad Yunus que criou o microcrédito. Este feito valeu-lhe o Prémio Nobel da Paz em 2006.
“ Dava aulas de Economia na universidade, no Bangladesh em 1974, e as teorias que ensinava não eram de grande ajuda aos mais pobres. Um dia passei por uma mulher que fazia um banco de banbu à frente da sua cabana em ruínas. Alguns cêntimos por dia era tudo o que lhe restava depois de pagar aos agiotas”.
No espaço de dias, encontrou outras 42 em situação de extrema pobreza. Para financiarem os seus negócios, bastava-lhes cerca de 20 Euros. Yunus acreditava na capacidade dos trabalhadores pobres honrarem os seus compromissos de crédito e criou um tipo de financiamento, centrado em pequenas quantias, que podiam ajudar muita gente a mudar de vida. Assim nasceu o Grameen Bank, que até à data já ajudou mais de sete milhões de pessoas.
Abençoada idéia ! E nos tempos que correm pode-se chamar uma ideia verdadeiramente luminosa.
Fonte: Activ – Foto:  Net – Reprodução

António Aleixo poeta para sempre !

António Aleixo nasceu em 18 de Fevereiro de 1899 e morreu em Loulé no dia 16 de Novembro de 1949.

Passados pouco mais de dez dias sobre a triste ocorrência, o seu eterno «secretário» escreve

o Romance do Poeta Aleixo. Esboço biográfico do poeta traçado por Joaquim Magalhães. Escrito integralmente em verso. Duzentos e seis mais precisamente. Foi lido pela primeira vez em público, em 1959, a anteceder a primeira representação do Auto do Curandeiro, em Faro, levado à cena pelo grupo Cénico do Teatro Amador de Faro. Por incessante sugestão dos ouvintes dessa sessão foi, de seguida, publicado.

Deixo-vos, aqui, os últimos dezassete versos:

« E como as folhas caíndo,

também da vida tombou

o coração que a cantou:

a alma ao corpo fugiu

e o pobre Aleixo partiu,

num dia formoso e lindo

…………………………………

Mas na sua garra fria

a morte apenas levou

consigo o homem mortal,

que o poeta, esse, ficou,

pra todo o sempre imortal

na sua terra algarvia,

pois os versos que ditou,

porque escrever mal sabia,

eu juro à fé de quem sou,

são da mais séria poesia

que em português se cantou.»

………………………………………

Fonte:  “Ensaios Aleixianos” de João Romero Chagas Aleixo

Foto:      Pintura a óleo do poeta Aleixo, de autoria de Luis Furtado

Preciosidades do Algarve

A Igreja de S. Lourenço situada em S. Lourenço, na freguesia de Almancil – Loulé, data de finais do século XVII e e foi construída em honra de Lourenço de Huesca.

Foi classificada como Monumento Nacional e é detentora dos melhores exemplares de azulejaria da Península Ibérica, datados de 1730 e assinados por Policarpo de Oliveira Bernardes (importante elemento do Ciclo dos mestres da azulejaria portuguesa). Podem pois ali serem vistos episódios referentes à vida do seu Olago – S. Lourenço.

É esta preciosidade do concelho de Loulé, que hoje trazemos aqui nesta bela imagem fotográfica cujo autor desconheço.

Foto: gentilmente cedida por Luís Guerreiro.