Karateca louletana Inês Santos: 3ª vitória nacional consecutiva !

A karateca da Louletania, Inês Santos, de quem já falámos há algum tempo atrás, volta a ser notícia por mais uma vitória.

Desta vez voltou a conquistar um título nacional. É a terceira vez consecutiva que ela sai vencedora no Campeonato Nacional de Karate , (2009 em Almeirim; 2010 em Lagos e agora em 2011 em Lordelo – Paredes), onde na categoria – Kumité – 50 Kgs – Sénior arrebatou de novo o 1º lugar.

Lembremo-nos que Inês se iniciou na modalidade, quando tinha apenas nove anos e não mais parou, tornando-se desde há alguns anos uma verdadeira campeã da Terra de Loulé.

Apesar do seu metro e sessenta, Inês refere que nunca se sentiu inferiorizada perante algumas adversárias bem corpulentas que lhe surgem por vezes em campeonatos quer em Portugal quer no estrangeiro.

Aos 19 anos conseguiu o título de Campeã Nacional de Karaté, tendo no seu palmarés muitos outros prémios dignos de nota, como o 5º lugar no Campeonato Mundial de Júniores, o 8º lugar no Campeonato Mundial de Séniores realizado em Tóquio, 7 vezes campeã Regional do Algarve, tendo ainda sido eleita “ Personalidade do Ano” juntamente com Nelson Évora e Vanessa Fernandes entre outros, em Novembro de 2008 na 13ª Gala do Desporto, evento anual promovido pela Confederação do Desporto de Portugal.

Apesar de todos estes títulos, podemos dizer que esta jovem continua a ter a humildade que sempre lhe conhecemos sendo cada vez mais conhecida no mundo do karaté já que cá fora geralmente apenas se enaltece o futebol como se fosse a única modalidade desportiva a merecer elogios e apoios.

Mas certo é, que a Inês com a ajuda do seu treinador João Lima, vai arrebatando todos os anos novas medalhas, conquistadas naturalmente, na base de um trabalho árduo que dignifica como sempre o L.D.C., a sua terra e porque não, todo o Algarve.

Palma

Duas estrelas que se apagaram….

No espaço de um mês apagaram-se duas estrelas do firmamento de Hollywood . Duas velhas Stars que fizeram sonhar milhões de cinéfilos no mundo inteiro. Num tempo em que o Cinema enchia salas, desde as pequenas aldeias às grandes cidades, estas mulheres foram verdadeiros mitos que ficaram na memória de muitos milhões de admiradores da 7ª arte.

Olhai o Universo. Certamente estão lá em cima engrossando os inúmeros pontos de luz que bem podemos observar nas noites límpidas como esta.

Palma

ELIZABETH TAYLOR (1932 – 2011 )

Dificilmente encontrarei palavras suficientes que consigam descrever a afeição que tenho pela Elizabeth Taylor. Foi provavelmente a última Diva do cinema americano, em toda a sua forma e conteúdo; pela beleza, pela paixão, pelo talento, pelo brilho, fulgor e entrega em todo e qualquer papel que interpretou, mas acima de tudo pelo seu lado humano e pelo muito que fez e contribuiu na luta contra a Sida.

Inesquecível e gosto de pensar que teve uma vida longa, feliz e completa. Ficará agora na nossa memória como a rainha (e a mulher) mais apaixonante, insaciável e obstinada que o cinema alguma vez conheceu. E nós agradecemos-lhe por isso.

Helder Magalhaes

JANE RUSSEL (1921 – 2011)

Ernestine Jane Geraldine Russell nasceu em Bemidji, Minnesota, Estados Unidos da América, a 21 de Junho de 1921, e faleceu em Santa Maria, Califórnia, a 28 de Fevereiro de 2011 (com 89 anos).

Antes de ter sido descoberta pelo multimilionário e cineasta Howard Hughes, foi recepcionista num consultório dentário. A sua estreia no cinema foi fulgurante, em 1943, em “The Outlaw” (O Proscrito), um western dirigido pelo próprio Howard Hughes. De um dia para o outro transformou-se num sexo símbolo da América, de que é bom exemplo “Os Homens Preferem as Loiras”, onde fazia dupla com Marilyn Monroe. Que combinação!

Foi igualmente cantora, casou três vezes, adoptou três crianças, criou uma instituição de apoio à criança, a World Adoption International Fund, e foi homenageada, no Alaska, dando o nome a dois montes, que relembram os seus nunca esquecidos seios: os Jane Russell’s Peaks.

Não foi apenas um corpo e uma sensualidade explosiva. Foi também uma actriz interessante e uma personalidade dominante. Deixa saudades.

Lauro António

AJUDE QUEM AJUDA

Bem-haja às organizações que têm como missão ajudar quem precisa. Da Cruz Vermelha à UNICEF, passando pela Cáritas e pela Assistência Médica Internacional, a maioria tem catálogos com propostas de presentes diversos que se podem adquirir online, nas sedes, delegações ou lojas. Há ainda instituições como a Ajuda de Mãe, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, a Amnistia Internacional, a OIKOS – Leigos para o Desenvolvimento, o Banco Alimentar contra a Fome, etc. que desenvolvem projectos de mérito que carecem de presentes diferentes, por exemplo tempo. Saiba como pode ser voluntário. – http://www.voluntariado.pt/

— Fonte DN Magaz. – Foto: Lusa

O poeta que detestava conceder autógrafos

O poeta que detestava conceder autógrafos

Trazemos hoje a esta página um poema do grande escritor Miguel Torga, aproveitando para mostrar aos nossos leitores um dos seus poucos autógrafos. Um homem tão avesso a conceder autógrafos não recusou deixar para a posteridade a sua assinatura num livro do Poeta António Aleixo quando este se encontrava em tratamento em Coimbra. Não restam dúvidas de quão apreciador Torga era do nosso Aleixo o humilde poeta algarvio.

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“” A poesia foi e será sempre universal. Transversal atravessou de forma imparável todos os tempos e sociedades, as ideologias e as correntes de opinião, como se fosse a voz dos deuses. Ela foi o suporte dos grandes anseios e dúvidas da Humanidade. Nenhum Hino capaz de mobilizar as energias de um Povo, utilizou tão bem outra arma para o exaltar na sua alma colectiva. A poesia tem a vitalidade das situações eternas, acompanhou os homens nos momentos de desalento, na solidão das trincheiras, das grades de uma prisão, na subversão e claro… no amor. “”

Fleming de Oliveira

Poema

Quase um Poema de Amor

Há muito tempo já que não escrevo um poema

De amor.

E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!

A nossa natureza

Lusitana

Tem essa humana

Graça

Feiticeira

De tornar de cristal

A mais sentimental

E baça

Bebedeira.

Mas ou seja que vou envelhecendo

E ninguém me deseje apaixonado,

Ou que a antiga paixão

Me mantenha calado

O coração

Num íntimo pudor,

— Há muito tempo já que não escrevo um poema

De amor.

Miguel Torga, in ‘Diário V’

Imagem de Autógrafo: Gentileza de Luís Guerreiro a quem agradecemos.