Ruas a preto e branco….

Pessoa a miga fez o favor de me enviar este belo postal de uma rua de Lisboa.

Trata-se de uma fotografia de autoria de um grande fotógrafo já desaparecido, cujo nome os amantes da arte de fotografar conhecem certamente. Trata-se Gérard Castello Lopes e foi obtida em 1956. Deixo-a aqui em especial para os que amam as ruas dessa cidade linda chamada Lisboa. E para que o casamento seja perfeito aqui fica igualmente “ Ruas da minha cidade” o poema\ canção de autoria de Joaquim Pessoa e que retrata como ele tão bem sabe fazer, uma dessas muitas e belas ruas da capital portuguesa.

 

RUAS DE LISBOA

Ruas da minha cidade
veias que o meu sangue abraça
e põe cravos de ansiedade
na lapela de quem passa.

Ruas da minha cidade
amanhecendo a firmeza
duma ponte entre a saudade
e um Abril à portuguesa.

Ruas da minha cidade
onde vingo as minhas asas.
O meu nome é liberdade
e moro em todas as casas.

Ruas da minha cidade
onde o velho é sempre novo:
as ruas não têm idade
porque são todas do povo.

Ruas da minha cidade
becos de ganga puída.
Oficinas da verdade
dos operários desta vida.

Ruas da minha cidade
janelas do meu olhar
onde os pardais da amizade
à tarde vêm poisar.

Ruas da minha cidade
rasgadas por minha mão.
A gente passa à vontade
quando pisa o nosso chão.

Ruas da minha cidade
Aonde eu quero morrer
Com cravos de eternidade
Dos meus olhos a nascer.

Oliveira com 2850 anos de vida

A árvore mais velha de Portugal certificada neste mês de Julho vive em Santa Iria da Azóia

Uma oliveira bravia com 2850 anos foi identificada como a árvore mais velha do país por um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Vive em Santa Iria da Azóia, concelho de Loures.

A árvore está situada no Bairro da Covina, em Loures, no que resta de um antigo olival próximo das ruínas do castelo de Pirescouxe, tendo sido a idade determinada através de um método inovador de datação de árvores antigas desenvolvido pela UTAD.

O processo, que tomou em conta a avaliação de cem árvores, foi dirigido pelos professores José Luiz Lousada e Pacheco Marques, após um contacto do empresário de árvores ornamentais André Soares dos Reis para estimar a idade desta planta lenhosa.

Até aqui, a árvore mais antiga do país – considerando apenas as certificadas até Fevereiro deste ano – contava 2210 anos na certidão de idade e era também uma oliveira, localizada nas Pedras d’El Rei, em Tavira. O método científico aplicado à época é, porém, segundo José Luiz Lousada, menos credível do que o desenvolvido na UTAD nos últimos quatro anos, que se baseia na análise dos padrões de crescimento da espécie, como a altura, o perímetro e o diâmetro.

Antes deste método inovador, entretanto já patenteado, a idade das árvores era atribuída pela contagem dos anéis ou pela técnica de medição do carbono 14, que tende a diminuir com o decorrer do tempo.

De acordo com este investigador, que co-orientou o Departamento de Ciências Florestais e Arquitectura Paisagista da UTAD neste procedimento, os números dão conta de uma árvore monumental: o perímetro desta oliveira mede na sua base 10,15 metros, a altura chega aos 4,40 metros e o diâmetro de copa tem 7,60 por 8,40 metros.

Tiago Pereira Carvalho – in Jornal Público

 

“AS TRÊS FILHAS DA MÃE” VOLTAM AO CINE-TEATRO LOULETANO

A Casa da Cultura de Loulé informa que devido aos consecutivos espectáculos esgotados, com a sua nova peça “As 3 Filhas da Mãe” e uma vez que o espaço da sala de multiusos da associação é reduzido, o espectáculo volta à renovada sala do Cine-Teatro Louletano para mais uma representação no dia de hoje pelas 21H30.

Esta mesma representação marcará a pausa de Verão do elenco desta peça, cujo regresso fica prometido para o início do Outono sobretudo noutras localidades do Algarve..

O Teatro Análise da Casa da Cultura de Loulé, agradece a todos o carinho com que nos têm presenteado.

Lembramos que os bilhetes se encontram à venda no Cine Teatro, para o espectáculo desta noite.

 

 

Fotos de : Cajó obtidas em Vale Judeu sobre a comédia “ As três filhas da mãe” da autoria de António Clareza e com encenação de Ana Sousa.

Kurt Wenner, um génio das três dimensões

O artista Kurt Wenner é um génio da modernidade. Nascido em Ann Arbor – Michigan, é hoje, mundialmente conhecido pelas suas pinturas de rua, «street art» e «paineis». A sua técnica de pintura é a anamorphosis (projecção em perspectiva) onde usa giz, dando uma dimensão 3D às suas pinturas, tornando-as muito realistas e integradas com o ambiente onde elas passam a fazer parte, surpreendendo assim, todos os que passam e têm o privilégio de ver de perto essas obras de arte.
Kurt começou como artista gráfico aos dezasseis anos e trabalhou para a NASA como ilustrador de projectos espaciais e paisagens extra-terrestres. O seu trabalho é requisitado por empresas públicas e privadas e também por personalidades importantes, que o contratam para realizar projectos de arte.
Kurt Wenner é também arquitecto. A quantidade de trabalhos e projectos realizados são imensos. Ficam aqui dois desses trabalhos extraídos do seu site. Mas não deixe de visitar esse site e conhecer todas as obras deste génio que não deixa nada a desejar aos grandes mestres da pintura clássica.

 

Fonte : Beth Cruz – Rio de Janeiro