Há cem anos roubaram a Mona Lisa

Na manhã de 21 de Agosto de 1911 um italiano de nome Vincenzo Peruggia passou à história como o homem que teve a coragem de roubar no Museu do Louvre o mais célebre quadro do mundo, “ Mona Lisa” .

Iludiu a polícia e manteve o quadro em sua casa durante dois anos. Julgado por crime de furto, a pena em que foi condenado ficou reduzida apenas a sete meses de prisão. Durante o julgamento Vincenzo Peruggia, alegou ter apenas cometido o crime por desejar devolver a Itália o célebre quadro de Da Vinci. Terá sido fácil roubar o quadro: a segurança era escassa, não estava preso à parede, o museu fechava às segundas – feiras e os funcionários estavam ocupados em limpezas. Mais: o ladrão, apanhado dois anos mais tarde terá escolhido o quadro pelos seus 53 cmx 77cm, que podia esconder sob o uniforme. Pelo caminho quando se deparou com uma porta fechada, pediu ajuda a um funcionário que assim o «ajudou» a consumar o roubo.

E quando o Louvre já tinha perdido as esperanças de reencontrar a obra (em Dezembro de 1912 ) penduram o retrato de Raphael no lugar de Mona Lisa, ele é encontrado em Florença.

O Marchand d’art Alfred Geri recebe uma carta de Paris assinada por Leonardo na sua loja de Florença: “Esta obra deve ficar em Itália, porque eu sou italiano.” Procura o director da Galeria dos Uffizi, Gioanni Poggi. No encontro cara a cara, Peruggia pede 500 000 Liras e entrega o quadro para ser autenticado no Museu de Florença. Foi preso logo a seguir e mostrou-e surpreendido por isso. \\.

Fonte : Diário de Notícias \ Artes

Tubarões no Algarve ?

A notícia correu célere e naturalmente que muitos dos que assistiram há uns tempos atrás ao filme “ O Tubarão” de S. Spielberg, sentiram com certeza um arrepio pela espinal medula. As cenas desse filme eram de tal forma cruéis e assustadoras que ficaram gravadas na memória da maioria dos espectadores.

Toda a imprensa escrita e televisiva chegou rápidamente ao público, mas sobretudo aos veraneantes que gozam as suas férias no Algarve. O D.N. contava: “ Não houve pânico, apenas precaução com os banhistas a saírem da água por indicação do nadador salvador, após ter sido avistado um peixe de grande porte que veio a confirmar-se ser um tubarão-martelo, junto à Praia do Zavial – Vila do Bispo…..De acordo com as informações prestadas pelo comandante dos portos de Portimão e Lagos, as águas estão muito calmas e quentes. É uma situação normal este tipo de espécie aproximar-se junto da zona de Sagres, nunca se tendo registado qualquer acidente. E é expectável que nos próximos dias sejam avistados mais. Trata-se de uma espécie de tubarões muito inofensivos para com o ser humano e que se desloca atrás de cardumes de pequenos peixes….Porém devem tomar-se precauções. As pessoas devem sair da água de forma tranquila e ordenada. Há que evitar o pânico que pode assustar o animal “

Pelo jeito e como dizia alguém hoje no areal de Quarteira, numa conversa de amigos: “ Há que temer mas é os « tubarões humanos », esses sim, são realmente mais perigosos e andam por aí agora mais do que nunca, de dentinhos arreganhados .”

 

Fonte: D.N. – Foto: Net

 

Maluda \ pintura sempre viva

“Vim do Oriente, onde nasce a luz; passei por África, onde aprendi a amar a vida; cheguei à Europa, onde estudei pintura na cidade das luzes; depois fixei-me em Lisboa. Gradualmente refiz o percurso labiríntico em direcção à luz. Cada passo revela, à sua maneira, esse jogo de sombras e de luz que é a vida e a morte, a sabedoria e a ignorância. Eu pinto. É uma aventura que não troco por nenhuma outra.”

Maluda
Revista Galeria de Arte, nº 5, Julho/Agosto de 1996 – In pág. Maluda

Faro óleo sobre tela 1976

Loulé - óleo s/ tela - 1976

Ainda há Festas em Agosto…….

É verdade, ainda há por esse país fora, muitas festas no mês de Agosto.

Muitos regressos, abraços, encontros, lágrimas de saudade e muitas, muitas Festas.

Grande parte das aldeias ainda celebra a sua festa anual neste mês, geralmente consagrada ao padroeiro da terra. Missas cantadas, procissões, promessas e bailaricos. As tatuagens da moda misturam-se com as rugas bem vincadas dos campesinos idosos que ainda carregam a sua cadeirinha, de casa até ao adro da igreja. Os bailes duram até às tantas. As aparelhagens sonoras espalham o som das canções do Quim Barreiros ou do Marante por quilómetros e quilómetros. Há pares que tentam acertar o passo pois um ano de intervalo sempre deixa marcas e há muito olhos fixados no centro da pista ou melhor dizendo …do adro.

Para lá das grandes aparelhagens, dos efeitos de luz e de outras coisas da «era moderna», uma coisa tem sido descurada. Refiro-me ao reportório dos grupos musicais que animam grande parte destas festividades. Canções aos «molhos» com o mesmo ritmo horas inteiras e a maior parte sem ponta de melodia. Nisso, os velhos conjuntos cujas aparelhagens não passavam de caixotes que emitiam por vezes sons roufenhos conseguiam no entanto agradar a gregos e a troianos já que não se esqueciam da música bem dançante , quer fosse italiana, francesa ou portuguesa.

Esperemos que os tempos mudem e que os reportórios para estes bailaricos sejam melhor escolhidos. É tudo uma questão de bom gosto. O resto, a técnica de hoje encarrega-se de o fazer.

 

Foto: Francisco Clareza – Captada esta madrugada na festa anual dos Perais, em plena Beira Baixa..