Jornal com história no espólio de Pedro de Freitas……

Pedro de Freitas foi um louletano batalhador nas várias actividades a que se dedicou, mas sobretudo conhecido ainda nos dias de hoje pela autoria do livro “ Quadros de Loulé Antigo “. Deixou um interessante espólio à terra que tanto exaltou, com centenas de documentos que com o passar dos anos vão somando cada vez mais interesse. É o caso do documento que hoje apresentamos, um jornal polaco que lhe foi oferecido por alguém que vinha na altura, dos campos de concentração da vizinha Espanha.

Por gentileza de Luís Guerreiro, trazemos hoje aqui, uma foto do tal jornal polaco que atrás referimos acompanhado do seguinte texto:

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

“Pedro de Freitas era Revisor da CP, jornalista, músico de filarmónica e autor de uma dúzia de livros de cariz regional a que acrescento as suas memórias na participação na primeira grande guerra, com prefácio do General Raul Esteves. Em 19…43, um Polaco ofereceu-lhe um jornal, onde anotou: «Jornal Polaco que me foi oferecido na noite de 22 de Julho de 1943, no comboio nº 811, por um polaco que seguia viagem para Vila Real de Santo António e vinha dos campos de concentração de Espanha em companhia de mais 92 seus compatriotas. Destinavam-se aos heróicos aliados para o Norte de África e seguiam todos sorridentes, satisfeitos e desejosos de entrarem depressa na guerra para vingarem a sua Polónia. Diziam mal da Espanha. Pedro de Freitas. (– Jornal editado em Londres e tarjando luto pela morte do seu presidente do ministério,ocorrida em Gibraltar quando iniciava, num potente avião,a sua viagem para Londres. ) »

 

 

A nossa vizinha Olhão…..da Restauração !

Foram as invasões francesas que deram a oportunidade a Olhão de se afirmar politicamente.

Provavelmente devido ao seu espírito igualitário, sem compromissos com quaisquer poderes instituídos, os olhanenses protagonizaram no séc. XIX a primeira sublevação bem sucedida contra a ocupação francesa (em 16 de Junho de 1808, actualmente o dia da Cidade), que se tornou um rastilho decisivo para a expulsão dos franceses do Algarve.

 

Este momento histórico foi determinante para a emancipação de Olhão, porque o rei D. João VI (1767-1826), então refugiado no Brasil, recebeu a boa nova da expulsão dos franceses através de um punhado de olhanenses que se meteram ao mar a bordo do   caíque “Bom Sucesso” no dia 6 de Julho de 1808, numa viagem heróica, apenas orientados pelas estrelas, as correntes marítimas e um mapa rudimentar! O rei, reconhecido pela iniciativa da sublevação e pelo heroísmo da viagem marítima, elevou o pequeno e desconhecido Lugar de Olhão a vila, em 1808, com o epíteto de Vila da Restauraçã.

Ó Vila de Olhão
Composição: /José Afonso

Ó vila de Olhão 
Da Restauração 
Madrinha do povo 
Madrasta é que não 
Com papas e bolos 
Engana o burlão 
Os que de lá são 
E os que pra lá vão 
E os que pra lá vão 
E os que pra lá vão * 

Larga ó pescador 
O que tens na mão 
Que o peixe que levas 
É do teu patrão 
É do teu patrão 
É do teu patrão 

Limpa o teu suor 
No camisolão 
Que o peixe que levas 
É do cais de Olhão 

Ó vila de Olhão 
Da Restauração 
Madrinha do povo 
Madrasta é que não 

Quem te pôs assim 
Mar feito num cão 
Foi o tubarão 
Foi o tubarão 
Foi o tubarão 

Ó pata descalça 
Deixa-me da mão 
Que os da tua raça 
Já não pedem pão 

Ó vila de Olhão 
Da Restauração 
Madrinha do povo 
Madrasta é que não 

(Fontes : Apos -Olhão\ e f.b. Luís Guerreiro

 

Visitas culturais a um lugar de culto

No âmbito das Jornadas Europeias do Património, este ano subordinadas ao tema «Património e Paisagem Urbana» , o Município de Loulé programou um conjunto de visitas guiadas, pela Dra Luísa Martins e pelo Engº Luís Guerreiro, dois estudiosos da história da nossa Terra, ao Cemitério de Loulé a que deram o título “ Lugar de Culto e de Cultura “.

Como alguém disse, estes espaços, verdadeiros oásis de tranquilidade, esquecidos ou pouco observados, onde as pessoas raramente vão e quando vão, é na maior parte das vezes pela morte de algum familiar ou amigo, são no entanto equipamentos extremamente valiosos para a História de uma localidade pelo elevado manancial de informações que nos transmite.

Provaram estas visitas que os cemitérios podem ser mais do que lugares lúgubres, soturnos, sombrios e pouco atractivos. Ficámos mais despertos para a arquitectura funerária, para as figuras que se destacaram ao longo dos anos na nossa terra, para a simbologia inscrita nos jazigos e sepulturas, pela história de cada indivíduo ou família, aí contada.

Esperemos então que se voltem a repetir tão interessantes passeios culturais ao nosso Cemitério de Loulé onde repousam muitos dos nossos antepassados dos quais por vezes pouco ou nada sabemos.

 

Fonte : Pág. Engº Luís Guerreiro e Ciclo Cultural dos Cemitérios cmporto

Fotos: Palma

NATALIE WOOD – “ESPLENDOR NA RELVA” 5O ANOS DEPOIS

A sua beleza serena e nada estridente, como gostam os homens e não preocupa o resto das mulheres; a sua inteligência para ultrapassar a menina prodígio, ícone teenager sem deixar nada pelo caminho e um pouco de rebeldia que a acompanharia até à sua trágica e misteriosa morte no ano de 1981, fizeram de Natalie Wood uma das actrizes mais desejadas, dentro e fora do grande écran.

A protagonista de “Esplendor na Relva” e de “ West Side Strory” soube desfrutar da vida

e deixar-se mimar por ela em todas as suas facetas, como actriz, amiga, mãe e amante. Quem não gostaria de abraçar alguém tão especial como ela ? Pode-se dizer que soube aproveitar cada instante ao lado de actores como James Stewart, Paul Newman, Bette Davis ou mesmo Marilyn Monroe. Tinha apenas 16 anos quando rodou o mítico filme “ Juventude Transviada “ com James Dean e Sal Mineo, interpretação que lhe valeu a nomeação aos Óscares como actriz secundária.

Quem não se recorda de “West Side Story “que continua a passar nas televisões de todo o mundo percorridos que são 50 anos da sua estreia ?

Foi afinal uma vida cheia de sucessos e de vitórias que tristemente findou com a sua morte numa noite em que saíu de passeio num barco, sendo encontrada afogada na manhã seguinte. A versão oficial conta que foi vítima de um fatal acidente. No entanto, tanto a irmã de Natalie como o capitão do veleiro, consideraram sempre como culpado, o viúvo Wagner, do suposto acidente.

Demasiadas incógnitas por resolver quanto ao final daquela rapariga que todos um dia desejavam abraçar.

 

Fonte: Glamour

Foto: Net