ALBUFEIRA…..O GRANDE SALTO !

Mais de cem anos separam estas duas fotos da sempre bela e nossa vizinha, Praia de Albufeira. Mas graças ao desenvolvimento turístico dos últimos 45 anos, a antiga aldeia piscatória que se pode ver na foto, passou a ser conhecida um pouco por todo o Mundo.

A partir de meados do séc. XIX a atividade piscatória promoveu ali um grande impulso económico. A exportação de peixe e frutos secos foram os principais meios de lucro da região. A partir da década de 60, já no séc. XX, o turismo começou a florescer e deu novo fôlego à economia local. Com o seu crescimento tornou-se cidade em 1986.

Até aos dias de hoje, Albufeira tem estado em franco desenvolvimento graças a uma atividade turística em expansão que a transformou num dos destinos turísticos preferidos da Europa. A necessidade de satisfazer a crescente procura turística obrigou Albufeira a sair do seu centro histórico e estender-se em direção às suas zonas rurais proporcionando alojamento de qualidade e infraestruturas de luxo. Este alargamento criou novos pólos de atração tais como Montechoro, Areias de S. João e a famosa Oura. A recente construção da Marina de Albufeira ajudou a ligação da cidade à sua zona Oeste que se estende até à Galé e aos Salgados.

O concelho de Albufeira acolhe hoje uma grande parte dos 5 milhões de turistas que visitam o Algarve todos os anos e o seu extraordinário clima com mais de 3000 horas de sol por ano e o encanto natural do seu povo, continuam a incentivar muitos estrangeiros a mudar a sua residência temporária ou permanente para esta região.

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– – A foto antiga foi gentilmente cedida por Luis Guerreiro.

– – Fonte de dados sobre Albufeira : “ Albufeira.com” – Foto – Net

TRÊS NOITES DE JAZZ NO XVIII FESTIVAL LOULÉ 2012

O Festival de Jazz de Loulé estará de volta já a partir de hoje e até 28 de Julho com uma programação 100% nacional, trazendo nomes consagrados e talentos emergentes do panorama jazzístico português. Pelo segundo ano consecutivo o Festival de Jazz de Loulé conta com a preciosa colaboração de Mário Laginha, enquanto director artístico, uma parceria que a Casa da Cultura de Loulé muito preza e que muitos bons frutos já gerou no passado.
Este que será o ano em que o Festival atingirá a maioridade, celebrando 18 anos de existência, é claramente também um ano de transição e de adaptação à tão anunciada crise financeira. No entanto a Casa da Cultura de Loulé quer dar provas que não temos crise de vontades, nem crise de esforços e muito menos crise de talentos e de cultura. Continuamos com a nossa motivação intacta e determinada, a apresentar um Festival de Jazz repleto de qualidade!

 

Fonte: CCL – Imagem : “ A Pior Banda do Mundo “ BD em forma de puzzle, com Jazz em fundo, de José Carlos Fernandes.

JOSELITO & MARISOL

A voz de Joselito, a par da de Marisol eram as vozes da minha infância, nos filmes classificados como adequados pelos dois regimes ibéricos. Ambos explorados pelos empresários que os mantinham crianças artificialmente enquanto foi possível (na wikipédia não é esclarecido o ano de nascimento de Joselito (41 ou 47), foram completamente esquecidos há muitos anos.
A minha geração não se manifesta muito sobre estes fenómenos, seria politicamente incorrecto confessar que gostava deles e não perdia um filme….
Certo, depois aparecem fenómenos como Adamo, os Beatles e a Eurovisão. Mas foi só depois, na adolescência da minha geração. Isto, claro, numa família não privilegiada para viajar o suficiente e saber o que por outras bandas se fazia. Só muito mais tarde, com a primavera marcelista , foi possível adquirir discos impensáveis uns anos antes.

Adivinho o sorrisinho irónico e inteligentíssimo de alguns leitores mais jovens. A esses posso dizer o seguinte: eu não preciso que me contem como foi. Eu sei como era.

Fonte: Obrigado ao “MaisK3D”

 

Uma das mais velhas fotos da Terra de Loulé !

Segundo o estudioso louletano Engº Luis Guerreiro, esta será uma das mais antigas fotografias de Loulé. Data de 1880 e foi publicada no “ Algarve ilustrado de 15 de Novembro de 1880. Será uma das únicas ou quem sabe até a única, onde aparece o Cemitério Velho (Portada à esquerda) e que ali (Rocio) existiu entre 1580 até à segunda década do século XX.

Antes do Cemitério Velho houve de facto outro cemitério que o povo designa por «cemitério antigo» que se localizava em volta da igreja e o Jardim dos Amuados. Isto aconteceu entre 1835 e 1850. Para além das polémicas que surgiram(antes os enterramentos eram feitos no interior da igreja) rápidamente se esgotou a sua capacidade — média anual de enterramentos de 250 a 260 pessoas.

Só mais tarde seria construído por cima da muralha que se vê na foto…o mais conhecido jardim de Loulé. O Jardim dos Amuados.

 

Agradecimentos ao Luís Guerreiro pela cedência gentil destes dados assim como da foto.