Tabernas, pontos de encontro… e não só.

Contam-se pelos dedos as tabernas que ainda existem nas aldeias do interior rural. Na freguesia do Ameixial, concelho de Loulé, encontramos uma antiga taberna que ainda resiste às exigências dos novos tempos.

Há trinta e nove anos que Manuel João serve a vizinhança e alguma pessoas que por ali passam, quer para beber um “calcinho” de aguardente quer para comprar um pacote de massa ou um saco de adubo para a agricultura.

Esta taberna \ mercearia tem a sua história de vida e ainda conserva na memória o copo de medronho a cinco tostões ou o petróleo a vinte e cinco tostões o litro, quando no sítio não existia luz eléctrica.

Manuel João conta que chegou a ter a sua taberna aberta dia e noite e que estava animada toda a aldeia que ali se juntava em amena cavaqueira.

As tabernas do concelho de Loulé são locais típicos onde ainda se mantêm algumas tradições.

 

*** Fonte : Agenda C.M.L. – Imagem : Taberna algarvia (Vítor da Silva / Costumes e Tradições de Faro )

Quarteira 1890

QUARTEIRA
“Alguns indivíduos menos cautelosos, que o anno passado praticaram verdadeiras imprudências de que lhes resultaram umas sezões, encarregaram-se de fazer um alarido extraordinário contra esta praia dizendo que o seu estado sanitári

o é mau; ora conhecemos muitos que desde pequenos a frequentam e ainda de nada se queixaram, porque naturalmente não se exposeram com o seu procedimento a que fossem incomodados por qualquer doença. Quando não se tomam as devidas cautellas com a saúde muito facilmente se póde cahir doente, seja qual for o género da doença.
O que podemos affiançar é que o estado sanitáro d´esta formosa praia, incontestavelmente a melhor do Algarve, é bom; nenhuma apresenta uma bacia tão ampla e limpa onde póde tomar banho sem que se receie recolher a casa com os pés retalhados pelas pedras, e onde os banhistas nadadores podem afoitamente refrescar-se e entregar-se no exercício da natação sem que descuidados sejam arremessados pelas ondas contra uma rocha (porque não as há) o que mais d´uma vez tem acontecido em uma outra praia algarvia, onde quasi todos os annos há casos d´aquelles, que vão enlutar as famílias e produzir a consternação nos banhistas que presenceiam estes tristes espectáculos.”

“O Algarvio”, 28 de Setembro de 1890.

Fonte: Agradecimentos a Luís Guerreiro.

35 anos de Folclore infantil \ juvenil em Loulé

Completa hoje 35 anos de existência o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé. Muitas foram as terras e os lugares por onde passaram os jovens deste Rancho louletano e muitos também os sucessos obtidos com as suas danças e cantares. Neste dia nunca esquecemos um dos seus grandes impulsionadores que tal como um pai quis sempre o melhor para os seus filhos transmitindo-lhes os seus vastos conhecimentos na área, o Senhor Fernando.

“Louletania” deixa aqui aos actuais dirigentes e aos componentes deste brilhante Rancho os Parabéns merecidos desejando que os sucessos obtidos se prolonguem por muitos e muitos anos.

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Aqui fica um resumo do historial e fotos do Rancho Infantil e Juvenil de Loulé com os nossos agradecimentos à Verónica Sofia e à Andreia Brito.

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O Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé, fundador da Associação Grupo dos Amigos de Loulé (AGAL), criado em 1977, sob a designação de infantil até 2005, interpreta danças e cantares da zona serrana de Alte.

As danças mais características são o corridinho, o baile mandado, encadeados, despiques e a muito conhecida Ti Anica de Loulé.

Os trajes dos bailadores, eram os usados na zona serrana algarvia, pelas moças solteiras, em festas e arraiais ou quando se deslocavam ás feiras ou mercados. Os mais velhos usam os trajes de cerimónia, em festas, casamentos ou na ida à Eucaristia.

Etnograficamente o Rancho apresenta o casamento Tradicional Algarvio de noivos remediados.

Utilizam como instrumentos, o acordeão, ferrinhos, pandeireta e castanholas. Não utilizam a gaita-de-beiços ou o pífaro de cana, porque não tem quem os toque.

Tem percorrido o País de lés a lés e no estrangeiro actuou, em Espanha, França e, sob a égide do CIOFF, em Taiwan China, Ilha Formosa (ROC), num Festival a nível mundial, durante 18 dias.

Actuam normalmente em espectáculos de beneficência, lares, actividades culturais e arraiais.

Mantém desde 1989 uma Escola de Acordeão para os elementos do Rancho.

É filiado na F.F.P., no INATEL e membro fundador da Associação de Folclore e Etnografia do Algarve.

Em 1999 foi agraciado, pela Câmara Municipal de Loulé, com a Medalha Municipal de Mérito – grau prata.

Romy Schneider ou a inesquecível “Sissi “

Quem gosta de cinema e, principalmente da sua história envolvendo os grandes astros que fulguravam na nossa imaginação, certamente terá sempre um olhar de admiração sobre aqueles que alegraram as nossas idas aos cinemas só para vê-los. São muitos. Se é para lembrar algum fato ocorrido em nossa vida, certamente estará relacionado a um filme visto em algum lugar do passado. Pensando assim lembro-me de Romy Schneider (1938-1982) aquela linda atriz, de origem austríaca (fazendo trinta anos de sua morte, em 2012).

Os fãs sempre se hão-de lembrar de “Sissi” (Sissi, 1955), a eterna rainha da Áustria, numa produção bastante açucarada, a léguas de distancia do fato real. Mas Romy estava perfeita, no frescor dos seus 17 anos. O filme lançou-a mundialmente e teve outras duas continuações, “Sissi, a imperatriz”, de 1956 e “Sissi e o seu Destino”, de 1957, todos com muito sucesso. Mas a atriz queria voar alto e logo deixou para traz a figura angelical que a marcaria para sempre.

A Sua beleza sempre foi o fator marcante da sua figura nas telas. Estrelou dezenas de produções até o ano da sua morte (morreu de parada cardíaca, aos 43 anos). Entre outros filmes que interpretou, lembro aqui: “Christine”, “O Sol por Testemunha”, “Boccaccio’70″ (segmento de Luchino Visconti), “O Processo”, “O Cardeal”, “O que é que há, gatinha?”, “A Piscina”, “Coisas da Vida”, “O Assassinato de Trotsky”, “Cesar e Rosali”, “Ludwing”, “A Herdeira”, “Um Homem, uma Mulher, Uma Noite”, “Cidadão sob custódia”, etc…

Vencedora de vários prémios internacionais Romy Schneider será sempre lembrada pelos seus inúmeros admiradores, quer pelas suas interpretações quer pela beleza de que era possuidora.

**** Fonte: Cinema é magia – Al. Hitch

Foto: gentileza de Luís Furtado