O fim de mais um ano… ou o TEMPO NÃO EXISTE?

Você sabia que há um lugar onde o tempo não passa igual para todos ? E nenhum relógio marca a mesma hora ? Pois saiba que ele existe. Nesse lugar tudo está congelado: passado, presente e futuro são a mesma coisa e tudo aconteceu ao mesmo tempo. Nesse lugar, tudo o que aconteceu desde o início do universo até ao seu fim existe ao mesmo tempo.

O que é futuro para você já está registado na memória de outro alguém nesse lugar. Para você o seu filho não nasceu…mas para o seu irmão, ele já tem dez anos. Ou seja, talvez você nem tenha resolvido se terá filhos ou não, mas você não tem escolha. Daqui a alguns anos, o seu filho terá 20. Você já deve ter percebido que a liberdade de poder decidir é uma mera ilusão nesse universo.

Podemos tanto decidir o que faremos amanhã quanto uma pedra.

Tudo Isto foi descoberto por um alemão em 1905 e inspirou várias teorias surpreendentes de pôr no chinelo qualquer obra de ficção. O nome desse tal cientista era Albert Einstein e o lugar a que referimos desde o princípio é o nosso próprio Universo.

A distinção entre passado, presente e futuro é só uma ilusão, ainda que persistente , disse Einstein numa carta datada de 1955.

 

  • * * Fonte : In Mistérios do Mundo – Net
  • * * Fotografia : AFTER – Chrysalis –

História Antiga

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.

Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga

Aos meus queridos amigos ou desconhecidos leitores faço votos que este seja um Natal feito de amor e de sonhos realizáveis.

— FOTOS : Presépio cá de casa, armado num recanto onde o Menino Jesus e todos os que o rodeiam estejam em paz e silêncio.

 

 

Artur Agostinho um Rei dos velhos tempos da Rádio

Um dos mais carismáticos locutores da Rádio Portuguesa, e principalmente na vertente desportiva, foi Artur Agostinho.

Iniciou-se em 1938 como locutor da “ Rádio Luso” em Lisboa, exercendo, depois, as mesmas funções na Rádio Voz de Lisboa” Clube Radiofónico de Portugal” “ Rádio Penin sular” e “ Rádio Clube Português”, até que em 1945, com 25 anos de idade ingressou na Emissora Nacional através de concurso público, onde se manteve até 1969 ano em que solicitou a licença ilimitada, por força das multiplas actividades que vinha desenvolvendo noutras áreas.

 

Fonte : “ Restos de Colecção “

As imagens retratam o conhecido locutor Artur Agostinho em dois momentos de relatos de futebol habituais nas tardes de domingo dessa época, podendo ver-se numa delas um antigo carro de exteriores da EN.

As famosas « CARICAS » da nossa meninice.

Em pleno Inverno mas mais durante as férias de Verão eram as épocas escolhidas para se jogar ao famoso e inesquecível jogo das caricas.

As tais caricas eram nada mais nada menos, as tampas dos refrigerantes ou cervejas da época. E eram bastantes as que tinhamos à disposição.

Lembramos aqui algumas marcas como a “ Laranjina C”, “ Sofrutos”, “ Sumol “, “ Canada Dry” , “Água de Castelo” ou mesmo a cerveja “ Sagres”. À porta de qualquer café ou pastelaria havia sempre quem estivesse de olho numa dessas tampinhas para o jogo da tarde ou da manhã seguinte. Naturalmente que se escolhiam as menos amolgadas para que deslizassem melhor quando impelidas pelos piparotes que lhes eram dados pelos nossos dedos.

Para poderem cumprir a sua função de brincadeira, as caricas precisavam de ganhar peso e estabilidade e aí, escolhiam-se materais como a borracha, que se cortava em círculo para caber dentro da carica. Depois….. era jogar com elas nos lancis das nossas ruas…..às vezes manhãs ou tarde inteiras.

Penso que as caricas para as crianças de hoje não passam de qualquer coisa que jamais poderá servir para algo. Não sabem elas a felicidade que as ditas nos proporcionaram nos longínquos dias da nossa mocidade.

 

Fontes: Blogs “Mercado de Bem-Fica” e “ Restos de Colecção”.