O Hotel Penina….os Beatles e uma canção…

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Em 5 de Novembro de 1966 era inaugurado nos arredores de Portimão, mais precisamente nos Montes de Alvor, o 1º Hotel 5 ***** do Algarve, sendo também o único na altura, possuidor de um campo de golfe com 18 buracos. Chamava-se esta unidade hoteleira “ Hotel do Golf da Penina” .

Quarenta e sete anos depois, o Hotel continua a ser uma das grandes unidades hoteleiras da nossa província tendo entretanto mudado de dono.

Mas na vida deste Hotel, um dos momentos mais significativos ali ocorridos, foi a passagem por aquele espaço, em férias, do músico Paul MacCartney. Em Dezembro de 1968, numa noite a caminho da discoteca “ Sobe e Desce”, no Carvoeiro, Paul deslocou-se ao hotel apenas para trocar 5 Libras por « escudos». Logo foi reconhecido pela banda residente que ali tocava, os “Jota Herre. Quando esta por volta da 1H30 da madrugada, ao convidarem Paul Mc. a juntar-se a eles, e este aceitou, os Jota Herre nem queriam acreditar. Às 4 da madrugada, após a bebida começar a fazer efeito, estava feita a canção que o Beatle ofereceu ao grupo português e a baptizou com o nome do Hotel onde passava férias. A canção “Penina” foi gravada pelo grupo “ Jota Herre”, por Carlos Mendes, existindo ainda uma versão interpretada pelos Beatles.

Há momentos assim na vida de alguns músicos. O grupo português jamais esquecerá certamente aquela madrugada em Dezembro de 1968 naquele local muito especial do Algarve, chamado Penina.

 

*** Agradecimentos ao blog http://restosdecoleccao.blogspot.pt/

Um autógrafo do Aleixo

Autógrafo de A. Aleixo ao Professor Magalhães

Aleixo

António Aleixo continua a ser, 64 anos após a sua morte, um dos maiores poetas populares

deste país. Com poucos « estudos», pois aprendeu a ler e a escrever aos vinte anos quando do cumprimento do serviço militar, jamais alguém pensou dos que o conheciam, que um dia a sua obra seria estudada em diversas universidades além fronteiras.

“Poeta iluminado pela forma rara e genial com que trabalhava os motes, partindo depois para quadras técnicamente irrepreensíveis; poeta repentista devido ao modo fulminante como concebia os seus versos…..António Aleixo deixou uma obra curta, nítida e enigmáticamente descompensada do prestígio que hoje tem e que nem a entrada noutro século, e em outro milénio, parecem poder ou sequer querer apagar “ (In A.Aleixo o Poeta do Povo de autoria de António de Sousa Duarte.)

E por hoje não nos queremos alongar mais sobre a vida deste grande poeta algarvio mas sim mostrar aos admiradores do mesmo, um dos raros autógrafos existentes, dedicados pelo poeta ao Dr. Joaquim Magalhães, Professor liceal durante décadas e um dos homens responsáveis por dar a conhecer, primeiro aos louletanos, e depois…. ao resto do país,

a obra do Poeta do Povo.

 

Imagem: Gentilmente cedida por Luis Guerreiro –