Quando era natural os mortos serem fotografados com os vivos

A falecida aqui está encostada a uma mesa com um suporte que a mantém de pé.

A falecida aqui está encostada a uma mesa com um suporte que a mantém de pé.

A falecida  neste caso é a que se encontra de pé

A falecida neste caso é a que se encontra de pé

Falecido sentado na cadeira a ser fotografado.

Falecido sentado na cadeira a ser fotografado.

Durante o século XIX era comum que as pessoas ao morrer fossem fotografadas. Esta actividade chamava-se Pos. Mortem\ photos.

Por isso pode até parecer mórbido nos dias de hoje, mas naquele tempo, isso era um costume natural. Os álbuns dos mortos eram uma espécie de negação da morte ao mesmo tempo que se tornavam coisas guardadas pela família para lembrar dos entes queridos. Além disso, fotos nesta época eram um grande luxo. A fotografia em si era algo bem caro e funcionava como última homenagem aos falecidos.

Dada a circunstância de fotografar a pessoa ainda fresca, eram criados verdadeiros cenários elaborados com composições muitas vezes complexas de estúdio para fazer os álbuns dos mortos. Em outros casos, depois de instalado o rigor mortis, era necessário inventar situações complicadas para a foto ficar natural. Isso envolvia colocar calços sob cadeiras e inclinar a maquina para que a cena se ajustasse a posição fixa do cadáver.

A grande maioria é de pessoas deitadas na cama, mas existem fotos bem estranhas, onde a posição dos cadáveres ficavam assustadoramente naturais. Essas eram obtidas com suportes de madeira ocultos sob as roupas.

Para essas fotos o importante era fazer parecer que as pessoas estavam dormindo. Com isso, era comum fotos de grupos de mortos e também de pessoas vivas sentados fazendo poses com cadáveres. Grande parte das Fotos de bebés eram coloridas artificialmente para dar um tom de vida ao cadáver infante.

Esses álbuns de fotos volta e meia acabam indo a leilão e ávidos colecionadores de bizarrices compram por grandes quantias estes álbuns para completarem as suas colecções. Muitas dessas fotos estão à venda em mórbidos leilões no e-bay.

Há uma súbita tristeza mórbida em muitas dessas fotos, que parecem saídas directamente dos porta-retratos de casas mal assombradas, como naquele filme “Os outros”, com a Nicole Kidman.

Fonte : Mundo Gump -Blog-

 

 

106 anos depois o Carnaval de Loulé voltou a brilhar !

1ª Batalda deFlores 1906

1º Carnaval de Loulé – 1906

Palhaço Carnaval

Loulé Carnaval 2014. Os palhaços que nunca faltam !

Eusebio Carnaval

Homenagem ao Rei Eusébio.

Carro futebol    Carnaval

Loulé Carnaval 2014 – A guerra do futebol.

 

Os primeiros festejos, organizados, do Carnaval de Loulé decorreram em 1906. Chamaram-lhe então CARNAVAL CIVILIZADO DE LOULÉ.
Estes festejos que foram muito participados pela população constavam de uma Matinée no “Teatro Louletano”(no Centro Histório), Batalha de flores e um Bodo aos pobres. O cortejo de carros alegóricos que se realizou na Rua da Praça, entre o Largo dos Inocentes ( actual Largo Gago Coutinho) até às Bicas Novas (Largo Bernardo Lopes) e em cujos passeios limitados por uma corda se encontravam apinhadas de centenas de pessoas, bem como em todas as varandas e janelas dos prédios, foi um êxito. Segundo uma notícia da época o povo “trocou os verdetes, os pós negros, a gema e outras tantas sujidades que estragavam o vestuário, pelo confetti multicolor, pelas serpentinas e pelos bombos, dando-se assim um agradável passatempo nos três dias que eram consumidos em loucuras, e irreverentes divertimentos que quase sempre acarretavam consequências desagradáveis”. Três bandas de música (“Artistas de Minerva” Marçal Pacheco” e “ Progresso Louletano” em três coretos improvisados abrilhantavam os festejos. Os carros e bicicletas ornamentadas com particular esmero por todas as famílias que quiseram participar, representavam de uma forma geral figurações dos diversos sectores do comércio e da industria de Loulé. Aquilo que mais marcou o Carnaval de Loulé desse ano e que lhe iria dar fama nos anos seguintes foi a realização de um Bodo aos pobres no “Terreiro Público em cujos claustros, enorme quantidade de povo apinhado se acotovelava para melhor presenciar o comovente quadro que à vista se lhe ia deparar”. Esta cerimónia que teve inicio, após as Filarmónicas terem ido a casa do Presidente da Comissão, Ventura Barbosa, buscar os quinhões para o recinto do Bodo e onde se encontravam representadas as autoridades administrativas e eclesiásticas, onde não faltaram também os discursos alusivos a tão nobre iniciativa, contemplou 200 esmolas. O Carnaval de 1906 sob o lema “Paz, Amor e Caridade” e a sua Comissão Promotora estavam de parabéns. A receita desta festa foi de 78$20 tendo sido aplicada na sua totalidade para satisfazer pessoas necessitadas.

Fonte: Luis Guerreiro.