Em Tavira e no Brasil comia-se na gaveta ?

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Tavira pela objectiva de Fernando Ricardo.

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Algures… comendo na gaveta

 

 

Desde criança que sempre ouvi dizer que  “os de Tavira comem na gaveta “. Na verdade não entendia bem  o que significava tal expressão. E das muitas vezes que me tenho deslocado a Tavira nunca  perguntei a qualquer tavirense  o significado  da frase que toda a vida nos habituámos a ouvir.

Hoje por acaso, encontrei num Jornal on line “O Estadão”, algo de muito interessante sobre este assunto. E mais fiquei a saber que no Brasil em alguns lugares do seu extenso território também era prática corrente «comer na gaveta ». Ora vejam só  a explicação dada  no referido jornal sobre este assunto que muitos ouviram falar mas nada sabem do assunto e outros nem chegaram a ouvir alguma vez.

 

““ Houve tempo em que os habitantes da cidade de Mariana, em Minas Gerais, Cuiabá, no Mato Grosso, e Araras, Campinas e Itu, em São Paulo, eram chamados de gaveteiros – era essa a qualificação popular. Em Portugal, tinham a mesma fama os moradores de Tavira, bonita cidade localizada a 30 quilômetros de Faro, na região do Algarve. Entretanto, no site Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, assessorado pelo Ministério da Educação de Portugal, garante-se que jamais retratou a realidade. “Na verdade, Tavira (…) tem uma população muito hospitaleira, dando-se até o contrário do que a citada afirmação deixa no ar”, depôs o internauta Carlos Marinheiro. “Sempre que um forasteiro entra num lar tavirense na hora de almoço, arrisca-se a uma zanga se recusar a comida que, de imediato, oferecem-lhe.”

Os moradores da cidade acham que ganharam fama de gaveteiros porque, no passado, o comércio local não fechava na hora do almoço. Sem possibilidade de comerem em casa, os donos e os empregados dos estabelecimentos se alimentavam no trabalho. Quando chegava um cliente, enfiavam o prato na gaveta. No momento em que ia embora, reiniciavam o almoço. Por precaução, alguns mantinham o prato sempre escondido. Comiam abrindo e fechando a gaveta. Eduardo Frieiro, no livro Feijão, Angu e Couve (Editora Itatiaia, Belo Horizonte, 1982), explica de outra forma a reputação de Mariana. Afirma que seu povo, tendo poucos recursos, não escondia o prato por sovinice, mas por vergonha do que ele continha. “”

 

Fotos: Maria Ceu Calcinha e Fernando Ricardo

 

 

 

 

Ainda hoje gosto de ver passar os comboios……

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Comboio antigo com muita fumarada…..

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Combio de brincar que apenas estava ao alcance de algumas bolsas…

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Comboios da era modera. Supersónicos.

Quem não se recorda da 1ª vez que viu passar à distância ou mesmo chegar a uma das muitas estações de caminho de ferro existentes por esse país fora, aquela máquina que traz atrás de si muitas carruagens e a que chamam comboio ?

Lembro-me de que me agarrei com alguma violência ao casaco da minha mãe à medida que aquele monstro de ferro espumando fumo e apitando no escuro da noite se aproximava da estação onde aguardávamos familiares que vinham de longe. Um misto de medo mas também de encanto apoderou-se de mim naquela altura. Nunca mais esqueci o momento. E ainda hoje não é sem algum «respeito» que vejo aproximar-se da estação onde habitualmente embarco, o comboio…que entretanto muito mudou desde aqueles tempos de criança.

Vejamos o que nos diz F. Caravalho em breves linhas, sobre o princípio e na actualidae esta máquina que não pára de evoluir:

Foi a invenção da máquina a vapor e a sua aplicação á indústria que levou os governos europeus, por volta de 1835, a criar novos meios de transporte para escoar com rapidez os produtos saídos das fábricas. Desapareciam as carroças e nascia o caminho-de-ferro, que toma esse nome porque os veículos se deslocavam em carris de ferro. Em Portugal, depois de muitos projectos e constituição de várias empresas fracassadas, foi inaugurada a primeira linha de caminho de ferro entre Lisboa e o Carregado, numa extensão de 37 km. A primeira viagem realizou-se no dia 28 de Outubro de 1856 levando a bordo o rei D. Pedro V, sendo a composição rebocada por duas máquinas.

Os últimos avanços deste magnífico meio de transporte, são os comboios de levitação magnética.
Um comboio de levitação magnética ou maglev é um veículo semelhante a um trem que transita numa linha elevada sobre o chão e é propulsionado pelas forças atractivas e repulsivas do magnetismo. Devido à falta de contacto entre o veículo e a linha, a única fricção que existe, é entre o aparelho e o ar. Por consequência, os trens de levitação magnética conseguem atingir velocidades enormes, com relativo baixo consumo de energia e pouco ruído, (existem projectos para linhas de maglev que chegariam aos 650 km/h). “

In http://pt.slideshare.net/fercarvalho40/comboios-de-ontem-comboios-de-hoje ; Fotos :Net