NO TEMPO DAS MERCEARIAS

As duas fotos que hoje apresentamos são duas reconstituições de antigas mercearias louletanas, encerradas há décadas.

As mercearias resistiram até aos anos setenta do século XX,vendendo a grande maioria dos seus artigos avulso e a peso, tal como feijão e grão, banha e manteiga, farinha e muitos outros artigos. O azeite por exemplo era colocado numa garrafa que o freguês trazia de casa assim como o petróleo para os fogões. Quem não se recorda do cheirinho a café que nos fazia gostar mais daqueles lugares, que afinal quase todos os dias frequentávamos ?

Mas para lá de tudo isto havia o célebre livrinho de capa preta onde se apontavam os fiados. E não eram poucos. Os magros ordenados dos chefes de família não permitiam pagar cada compra de imediato. Assim ficava o pagamento para o final do mês e muitas vezes para o do mês seguinte.

As mercearias tiveram o seu fim transformando-se em mini mercados com o aparecimento dos artigos embalados e normalizados.

As duas fotos dizem respeito à Mercearia António Leal e à de João Nascimento (Joanico Pequenino) e tiveram a colaboração na sua composição da MJVitorino.

António Clareza

3 comentários a “NO TEMPO DAS MERCEARIAS

  1. As mercearias tiveram o seu tempo. Hoje qualquer superfície comercial dessas que abundam pelo país têm mais produtos do que todas as mercearias de qualquer cidadezinha. Há uma certa saudade desse tempo mas vendo bem o que é que havia ? Os produtos de 1ª necessidade e que eram vendidos às 100 grs ou mesmo menos. Manuel

  2. Na minha rua havia uma mercearia onde eu ía comprar açucar, arroz aquelas coisas que as mães mandavam. Lembro-me de meter o dedo no açucar…a caminho de casa ,que coisa boa. Era daquele açucar escuro…Hoje quem ligari a isso ? Maria Dias

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