APONTAMENTOS DA GUERRA COLONIAL

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Caserna no Inga – Angola – Militar lendo revista da época.

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Guerrilheiro da idade da pedra ? (Estrada de Emparquinhame para Bissorá – Guiné )

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Dirigente máxima do Movimento Nacional Feminino – Cecília Supico Pinto)

 

Quarto de dormir na guerra de Angola

Estas eram as camas dos militares nos aquartelamentos dentro das casernas um pouco por todo o norte de Angola,e aqui, ainda podíamos dar-nos por homens de sorte, pois para quem estava na guerra era razoavelmente bom!…Mas era sem duvida uma autentica prisão estes lugares onde pernoitaram muitos jovens nesta tarefa tão difícil privados de quase tudo o que nos fazia falta,desde a alimentação até à agua potável…Na retaguarda do posto de socorros dormia-mos os quatro socorristas que prestavam os primeiros socorros aos soldados da companhia de caçadores 1494.Bastante difícil foram estes momentos onde pernoitamos sem qualquer culpa de responsabilidade.O medico mais próximo estava colocado no comando de sector no colonato do Vale de Lôge e sempre que era necessário, para lá encaminhavamos os doentes em situações mais complicadas,isto aproveitando sempre a próxima coluna de carros que de vez em quando era necessário para esta deslocação. Na foto :Num dos momentos de repouso.e aproveitando uma revista que veio de algures para ajudar a passar o tempo nestas terras da mata…Longos foram os meses que nos mantivemos neste lugar contando os dias,as horas e os minutos….mas o tempo nunca mais chegava ao fim para nos vermos daqui para fora…E a comissão terminou até que fomos rendidos por outros…Enquanto uns partiam outros chegavam para os mesmos martírios…

Publicada por Joaquim Angelo \ \ In Blog \ Histórias de uma vida – Guerra do Ultramar – Quim

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Uma conversa com um guerrilheiro ?

A conversa trocada em balanta no momento da foto, foi a seguinte: “Que bala ca tó ? – Resposta : “ Nhiri cá tó thinga” ou seja “ Para onde vais ? “ “Eu vou voltar “ ou “ Eu estou regressando “

Era apenas um elemento da população, que passou na estrada que estávamos a emboscar, e seguiu em paz, muito admirado de ver um branco a falar balanta, mas o branco apesar de descontraído, nunca tinha deixado de estar atento à catana que este trazia na mão “

Em todas as guerras a população é sempre muito sacrificada, mas numa guerra de guerrilha a população é o nosso principal aliado, e também o do inimigo, o que coloca situações delicadas, pois por vezes é difícil perceber se estamos a falar com um elemento da população ou com um guerrilheiro.

( In http://destaques.com.sapo.pt/GuineAPSIC.html )

A Dona do Movimento Nacional Femenino

Cecília Maria de Castro Pereira de Carvalho Supico Pinto  conhecida popularmente como Cilinha, foi a criadora e presidente do Movimento Nacional Feminino, uma organização de mulheres que durante a guerra Colonial prestou apoio moral e material aos militares portugueses. Nesse cargo atingiu grande popularidade e uma considerável influência política junto de Oliveira Salazar e das elites do Estado Novo. Visitou as tropas em África e promoveu múltiplas iniciativas mediáticas para angariação de fundos.

Dela e das suas seguidoras escreve António Lobo Antunes no romance “ Os Cus de Judas”

“As senhoras do Movimento Nacional Feminino vinham por vezes distrair os visons da menopausa distribuindo medalhas da Senhora de Fátima e porta-chaves com a efígie de Salazar, acompanhadas de padres-nossos nacionalistas e de ameaças do inferno bíblico de Peniche, onde os agentes da PIDE superavam em eficácia os inocentes diabos de garfo em punho do catecismo.” E noutro trecho escolhido pela biógrafa: “Reencontrei-as no portaló do barco na manhã da partida, encorajando-os com maços de cigarros Três Vintes e apertos de mão viris em que as falanges, as falanginhas e as falangetas se articulavam entre si por intermédio dos anéis de brasão.”

 

PARABÉNS Mr. Donald Duck

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O homem que durante 50 anos deu voa ao Donald.

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Donald com o seu criador, Walt Disney.

Os patos sempre foram das personagens mais escolhidas para os filmes de BD. Em crianças, muitos de nós adorávamos aqueles filmezinhos de dez minutos projectados antes do grande filme da noite. O tempo passa veloz como aliás se ouve todos os dias alguém dizer. Tão veloz que já esquecemos como era o Pato Donald dos filmes dos anos cinquenta…sessenta.

Oitenta anos são passados desde que o Walt Disney criou o pato mais famoso do Mundo. Donald Fauntleroy Duck correu já todo o planeta apesar do seu estilo bem rabujento e por vezes inconveniente. Donald apareceu pela 1ª vez numa curta metragem com cerca de sete minutos . Chamava-se “ A Galinhita Sábia “. Quem lhe deu voz durante cerca de 50 anos foi o actor americano Clarence Nash que se pode ver na foto abaixo.

Também o criador de Donald, Walt Disney, já não pertence ao mundo dos vivos mas a sua multimilionária empresa continua a fabricar heróis como o famoso pato.

Por vezes quando entro numa sala de cinema bem que me apetecia ver um filmezinho da família Donald …mas os tempos mudaram e o que acontece hoje nas salas de cinema…também.

 

Fotos : Net

 

ArtCatto – Grandes artistas expôem em Loulé

Miguel Cheta

Artistas da galeria entre os quais o louletano Miguel Cheta

ART CATTO

Sede da galeria em Loulé

TOUREIRO aspecto da galeria

ArtCatto partiu de uma ideia de Gillian Catto, que depois de 30 anos de sucesso como proprietária de uma galeria de arte internacionalmente conhecida e respeitada na cidade de Londres,decidiu instalar-se no Algarve.

Responsável pelo lançamento de artistas a nível mundial, Gillian trocou Londres pelo Algarve, mais precisamente Loulé, onde faz sucesso com a nova Galeria. Art Catto pretende mostrar na nossa região alguns dos melhores artistas nacionais e estrangeiros ajudando o Algarve a tornar-se um centro cultural ainda mais vibrante.

Poderá consultar aqui a página na net referente à Galeria ArtCatto :

http://www.artcatto.com/

Viva a Mãe Soberana….. 461 anos depois !

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Segundo se pode ler nos “ Quadros de Loulé antigo” de Pedro de Freitas, teria sido um serralheiro de nome Bartolomeu Fernandes no longínquo ano de 1553 o principal obreiro da ermida dedicada a Nª Sª da Piedade em virtude de por milagre ter salvo uma donzela de um assalto de que foi alvo naquele tempo.

A fama da Santa Milagreira toma foros de Soberana e passa a ser idolatrada. A pequena capela era para ter sido feita não no cimo do monte mas na sua base. Os operários que trabalhavam durante o dia e que à noite deixavam no local da obra as suas ferramentas, espantados ficavam, quando ao outro dia verificavam que elas apareciam no cume do cerro. Espreitam e indagam, e só uma explicação foi encontrada. O poder milagroso da Santa não quer a sua igrejinha, escondida, numa cova; quere-a sim bem alta, para que todos a possam venerar. “

 

E é assim que há mais de quatrocentos anos Loulé realiza duas procissões em honra da sua padroeira Nª Sª da Piedade. Uma que traz a imagem até à Igreja de S. Francisco sempre no Domingo de Páscoa e onde fica depositada para que os louletanos a venerem mais perto de si e a outra, quinze dias depois, em que a levam até à sua capelinha no monte da Piedade. Nesta caminhada de regresso à sua «casa» é com um misto de emoção e fé que grande parte dos louletanos sobem o monte ao compasso da bela marcha interpretada pela Filarmónica Artistas de Minerva por entre vivas à Mãe Soberana e aos homens do andor.

Até para o ano e Viva a Mãe Soberana !

 

Fonte: Fotos José Costa ; MãeSoberana e Agrofoto -Algarve.