O “Café Calcinha” de Loulé, integra a Lista dos Cafés com História

Nicola em Lisboa

Café Nicola – Lisboa

Café Calcinha 1934

Café Calcinha – Loulé

Cafe-Majestic-Porto

Café Majestic – Porto

Há uns meses atrás foi lançada em Coimbra no Café Santa Cruz “ A rota dos Cafés com história em Portugal “.

Reunindo mais de duas dezenas de cafés históricos, a rota pretende “preservar e divulgar o património” constituído por cafés que, pela sua história e características, se assumem frequentemente como “âncoras” das zonas ou mesmo das cidades ou vilas em que se localizam.

A ‘Rota dos Cafés com História de Portugal’ também quer contribuir para a preservação deste tipo de estabelecimentos ou promover a sua reabilitação ou criar novos cafés em espaços e conferir-lhes o ambiente que os tornam “históricos” e “diferentes”.

Posteriormente, será editada uma edição na qual, além das fotografias também será contada a história e as histórias de cada estabelecimento, revelou Vítor Marques, sublinhando que os cafés da nova Rota também estarão online tendo já sido lançado o projecto no Facebook.

Estes cafés são “depositários de décadas, por vezes séculos, de hábitos, gostos, convívios, vivências de gerações”, defende Rodrigo Silva, do Café São Gonçalo, de Amarante, que foi frequentado por figuras como o escritor e poeta Teixeira de Pascoaes (que dedicou um poema ao próprio café), os pintores Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas ou os militares Mário Delgado e Sousa e Castro, que ali conspiraram.

Entre muitos outros, integram a Rota a Versailles, Martinho da Arcada, Brasileira do Chiado, Nicola, Bérnard, Pastéis de Belém e Confeitaria Nacional, de Lisboa, o Milenário e o Teto de Mercúrio (Guimarães), o Brasileira e o Vianna (Braga), a Pastelaria Gomes (Vila Real), o Aviz e o Piolho (Porto), o Paraíso (Tomar), o Alentejano (Portalegre), o Cadeia Quinhentista (Estremoz), o Arcada (Évora) e o Calcinha (Loulé).

 

FONTE : “LUSA” – Jornal Público -

 

Fotos : Net

 

OS CIGARROS DOS NOSSOS PAIS E AVÓS

Foto-0060 100 200

Quando era criança um dos recados que me pediam para fazer quase diáriamente era passar pela taberna à esquina da minha rua e comprar para o meu avô,Onças de Tabaco Duque (para enrolar) e para o meu pai os maços de “ Definitivos “. Os mais baratos eram os chamados de Mata Ratos. Os cigarros “ Provisórios “ e “ Definitivos”custavam o mesmo preço. Ambas as marcas vendiam-se

em maços semelhantes, de dois tamanhos; o pequeno, de 12 cigarros, que custavam 8 tostões e o grande de 24 cigarros, que custava 12 tostões.

Eis algumas das marcas daquele tempo e que hoje já não se produzem: Sintra, Provisórios, Cuf, Benfica, Hight-Life, Kart, Paris e as não menos célebres Onças Duque, entre outras.

Fonte: “ Memórias e outras coisas “

º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º

Os principais malefícios à saúde relacionados com o tabagismo referem-se às doenças do sistema cardiovascular, sendo o tabagismo um fator de risco importante para enfarte deo miocárdio (ataque cardíaco), doenças do trato respiratório como a doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e efisema, e cancro, particularmente cancro de pulmão e cancro da laringe e boca. Antes da Primeira Guerra Mundial, o cancro de pulmão era considerado uma doença rara, a qual a maioria dos médicos poderia jamais ver durante a sua carreira profissional. Com o crescimento da popularidade do tabagismo após a guerra, houve um aumento epidêmico de cancro de pulmão.

A incidência de impotência sexuall é aproximadamente 85% maior em fumantes masculinos do que em não fumantes e é uma causa importante da disfunção eréctil e leva à impotência por causar o estreitamento das artérias do pénis e do corpo.

Fonte: Wikipédia – “ O tabagismo e a saúde “

A.C.

 (Fotos: Net )

SE O TSUNAMI DE 1755 FOSSE HOJE……..

25

Conventos de Loulé sofreram grandes danos no dia 1 de Novembro de 1755

index

O Padre Malagrida pregando após o terramoto no Algarve.

26

Geólogos estudam vestígios do passado para documentar o terramoto e tsunami que devastou Lisboa e afectou o Algarve em 1755. Com o litoral a ser o local preferido de grande número da população portuguesa, uma catástrofe idêntica poderia matar cem mil pessoas, diz o especialista César Andrade. Quanto mais tempo passar, maior será a intensidade do fenómeno

“Se houver um tsunami que afecte Lisboa, será de uma magnitude e um impacto impressionantes.” O geólogo César Freire de Andrade defende que, se um maremoto idêntico ao que ajudou a destruir a capital e afectou o Algarve em 1755 acontecesse hoje, o número de vítimas poderia ascender a cem mil.

Cerca de seis mil pessoas terão morrido há 259 anos no tsunami, isto sem contabilizar aquelas que não resistiriam ao terramoto que antecedeu a onda. O professor da Faculdade de Ciências de Lisboa diz ser hoje possível determinar que terá tido uma altura de seis metros. Quanto à sua extensão, as construções entretanto erguidas nos locais afectados impossibilitam que seja feito um registo geológico. Mas a previsão é que o mar terá entrado em terra até onde actualmente se situa o Teatro Nacional D. Maria II, no Rossio.

Já no Algarve, a onda terá atingido os 11 a 15 metros, com algumas zonas a penetrar 300 a 1100 metros da costa.

O geólogo está a efectuar um estudo para “reconstituir eventos” como o de 1755, averiguando o impacto que tiveram no litoral português.

“É um trabalho de detective, uma espécie de CSI, mas nas rochas”, diz o professor ao DN. O trabalho consiste em furar a coluna de sedimentos – que é formada pelos materiais que o mar carregou, tendo os depósitos ficado enterrados -, sendo que “cada camada é uma folha, que conta uma história”. ( Elizabete Silva Diário de Notícas . – Ciência )

- Fotos : (2) Francisco Clareza e uma do Livro “1755 Terramoto no Algarve – “

 

 

 

 

 

 

 

 

Camaleões…esses derradeiros monstros pré-históricos algarvios

camaleões  1 camaleões 2 camaleões 4

Na Mata de Monte Gordo e em pequenos núcleos isolados que se espalham principalmente pelo sotavento algarvio sobrevivem as derradeiras populações portuguesas de camaleão-comum. O biólogo Jorge Nunes desvenda os mistérios deste curioso réptil com aspecto de monstro pré-histórico que partilha o seu fragmentado habitat com os muitos veraneantes que elegem o Algarve como destino para fruição dos prazeres balneares.

Durante as férias balneares, que para muitos começam logo nas mini-férias da Páscoa, os turistas tomam de assalto o litoral algarvio. Invadem as praias à cata do bronze e dos refrescantes banhos de mar, abrigam-se na sombra de perigosas arribas e falésias pondo em risco a sua própria segurança, acamam-se nas dunas, que tomam como suas e das quais fazem estacionamentos e acampamentos clandestinos, e, na ânsia da fruição dos prazeres do estio, esquecem-se de olhar à sua volta e de apreciar a Natureza que os rodeia. Com tanta insensibilidade ambiental, não é de admirar que a biodiversidade esteja a perder-se de forma acelerada e irreversível, especialmente em terras algarvias.

 

Se não é fácil ser-se turista num Algarve sobrelotado de gente, imagine-se o que sentirão os bichos que lá habitam! Deve ser com desmedido temor que encaram a estranha multidão fervilhante que regressa sazonalmente para lhes tirar o sossego, lhes devassar o espaço vital e lhes alterar os hábitos quotidianos ou, pura e simplesmente, lhes destruir os habitats, pondo em perigo a sua sobrevivência. Esta família de répteis (Chamaeleonidae) é originária da África Oriental e pensa-se que terá surgido há cerca de 60 milhões de anos.

A sua origem em terras lusas continua a ser motivo de controvérsia, embora os dados disponíveis apontem para que tenha sido introduzido nos pinhais entre Monte Gordo e Vila Real de Santo António, por volta de 1920. Estudos recentes, baseados na análise de ARN mitocondrial, parecem indicar que os camaleões algarvios foram introduzidos a partir de populações da costa atlântica de Marrocos, provavelmente de Essaouira, dado que existe uma enorme proximidade genética entre ambas as populações, que estão separadas apenas por cerca de 650 quilómetros de oceano.

Fotos: José Costa obteve estas fotos num pequena colónia nas imediações de Paderne – Algarve.

Fonte: http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=58:camaleoes-algarvios&catid=6:artigos&Itemid=80