• 17 de Maio de 2013 /  Sem categoria

    8390242546_584b034f26_z Inaugurado em 27JUNHO1908 JPG_54de78369900e292f0f996830236286d

    Foi no dia 27 de Junho de 1908, faz no próximo mês 105 ano, que um dos mais admirados edifícios de Loulé, foi inaugurado. De autoria do Arquitecto Alfredo Costa Campos, de Lisboa, o nosso belo Mercado de linhas árabes, sofreu algumas alterações desde o documento inicial de 1903. Mas essas mesmas alterações não desvirtuaram de modo nenhum o projecto imaginado por aquele Arquitecto que hoje, muito justamente este blog recorda chamando a atenção uma vez mais para a qualidade e lindeza do edifício. Há quem diga que está entre os três mercados mais bonitos do país. Acreditamos. Não é vulgar passar por uma localidade e ficarmos de certo modo encantados com o seu mercado. Sempre tem acontecido com quem visita Loulé e sobretudo, depois das obras de recuperação 2005/07. E como muito bem diz o nosso amigo Engº Luís Guerreiro, o Mercado de Loulé reabriu, para as mesmas funções para que foi concebido inicialmente, mas numa perspectiva de modernidade, higiene e segurança compatíveis com as exigências dos tempos actuais não descurando a sua componente turística dada a sua localização e as suas características que o tornam no principal ex-libris da cidade de Loulé.

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    Fotos: Postal antigo \ década de 30 e foto obtida no dia da reabertura das obras de restauração, por “Obrecolo” Empresa que procedeu às mesmas.

  • 10 de Maio de 2013 /  Sem categoria

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    Há algum tempo atrás, trouxemos aqui à Louletania, duas imagens de esculturas do hiperrealista Ron Mueck o escultor de nacionalidade australiana que só começou a dedicar-se a este tipo de arte há cerca de quinze anos. Mas o que é certo, é que Ron rápidamente se tornou num dos artistas plásticos mais importantes deste tempo.
    *** Para as suas esculturas hiperrealistas, o escultor utiliza silicone, fibra de vidro, resina acrílica e poliéster. Os pêlos das mesmas, são cabelos artificiais e são colocados um a um. E até a própria pele enruga-se acompanhando a posição em que a figura foi esculpida, ou se dobra revelando o excesso de peso e a flacidez.
    *** Quando houver uma exposição do Ron Mueck no nosso país é caso para dizer: “Exposição a não perder “.

     

  • 5 de Maio de 2013 /  Sem categoria

    Micaela c chapéu de plumas

    Apesar de não ser muito conhecida, Micaela Rosa Palma Clareza faz chapéus que andam na cabeça de meio mundo. »Chapéus e água benta cada um usa o que quer». O provérbio não é novo e a moda

    do chapéu de senhora que se encontra de volta, também não.

    Na decada de 40, o chapéu fez vista entre nós, e os modelos eram, em grande parte, confeccionados por modistas, de forma artesanal.. Agora, são importados e obedecem aos padrões da moda ditada pelo estrangeiro. Em todo o tempo houve sempre quem preferisse o que vinha de fora, apesar de não termos falta de quem produzisse o mesmo artigo. Em Loulé, fomos encontrar uma dessas modistas, Micaela Palma Clareza que fabrica chapéus há 60 anos e recebeu inúmeras encomendas de pessoas ligadas à corte e até do estrangeiro. Agora, resta-lhe contemplar os belos exemplares que ainda guarda em casa, como adulto que sonha ao recordar os seus brinquedos de criança. Um dos melhores locais para apresentar esses lindos modelos era a igreja, sobretudo em cerimónias de casamentos. Mas a permissão de entrar na casa de Deus em cabelo levou a pôr de lado o chapéu.

    A nossa interlocutora falou-nos das lágrimas que derramou quando há uns trinta anos, viu um casamento de «gente fina», onde os convidados apareciam todos em cabelo. E ao relatar-nos o facto o seu «rosto de menina», emoldurado por um cabelo branco a lembrar ternuras de avó, ficou marcado pela tristeza de não deixar continuadores para a sua arte. Micaela Clareza fez os seus primeiros chapéus, de seda natural, mais concretamente a partir de vestes litúrgicas de um padre familiar que estivera nas Índias. É simples a explicação: a determinada altura, como se lhe escasseasse a matéria prima, lançou mão desses paramentos que, uma vez transformados, passaram a figurar na cabeça das senhoras.

    Ela mesma nos disse que foram muitas as amigas a adverti-la de que se estava a perder naquele sítio. No entanto, o amor pelo seu torrão natal nunca a deixou ir mais longe do que o Alentejo, e mesmo assim para ensinar a sua técnica. Nunca foi a Lisboa mostrar os seus trabalhos, mas a capital desceu muitas vezes à província para lhe comprar os chapéus. E ainda hoje, «lindas cabeças» conservam a sua anónima assinatura na beleza de muitos chapéus.

     

    ***** In “ Diário de Notícias – Revista “ – Texto de Idálio Revez.

    23 DEZ 1984

    Micaela em novinha

  • 1 de Maio de 2013 /  Sem categoria

    POrtal Manuelimno da Igreja Matriz de Moura Aguarela de Leonel Borrela 1987

    É natural de Loulé e reside em Beja. Licenciado em História, dedica-se ao estudo e divulgação do património alentejano, com dezenas de trabalhos publicados, nomeadamente um estudo sobre as célebres Cartas de Amor de Mariana Alcoforado. É mais conhecido, porém, como artista plástico, com mais de cem exposições individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro. Está representado em diversas colecções particulares e oficiais.

    A aguarela é a sua técnica de eleição; os monumentos, os recantos pitorescos, os fragmentos da nossa história, são motivos inconformáveis da sua acção como pintor naturalista. Os brancos e as sombras, os horizontes e atalaias, as ruas desertas, a autenticidade do nosso património, são tratados com rigor, criatividade e poesia.

    Fonte: Blog “ Terra de Siena “

     

    Duas aguarelas de autoria do Leonel Borrela : “ Castelos de Loulé” e “ Portal Manuelino da Igreja Matriz de Moura “.

  • 28 de Abril de 2013 /  Sem categoria

    O Projecto da Avenida José da Costa Mealha, foi oferecido pelo próprio à Câmara Municipal de Loulé em 1918, juntamente com quinze mil escudos para a sua concretização. Esta avenida consiste num largo eixo este-oeste composto por oito quarteirões de cada lado que por sua vez possibilitam um crescimento ortogonal para norte e para sul quase ilimitado, zonas na época sem qualquer edificação. A sua função urbana era ligar a Praça entretanto renomeada Praça da República à estrada de S. Braz, mas o seu papel social era bem mais complexo.

    No fundo a nova artéria pretendia dotar Loulé de uma imagem urbana que transparecia, riqueza, progresso e prosperidade, valores caros à burguesia agrícola, comercial e industrial, ou seja a Av. Costa Mealha era uma avenida “como se via lá fora”, em Lisboa ou Paris, os centros que ditavam a imagem do progresso para a mentalidade da época ……..

    Ao percorrermos a avenida vemos a sucessão da arquitectura portuguesa: primeiro os edifício ecléticos (misturando de forma vernácula vários estilos )depois, os mais cuidados, sucedendo-se por ordem cronológica no boulevard de Loulé: em Arte Nova, Art Deco, “ Português Suave”, modernistas, etc. Infelizmente, as várias demolições e reconstruções permitidas no nosso tempo alteraram esta estatigrafia arquitectónica.

     

    Fonte : História económica, social e urbana de Loulé, de João Miguel Simões.

    Avenida Costa Mealha

    avenida em construçao