MÃE SOBERANA… UMA FESTA ÚNICA

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Uma Festa que se repete há centenas de anos. Quinze dias depois da Páscoa mais uma vez os louletanos deram continuidade às tradicionais festas em honra da sua padroeira, transportando em ombros como sempre, o pesado andor da Mãe Soberana da Piedade .
Ao esforço gigantesco dos «homens do andor» alia-se a força espiritual de muitos e o entusiasmo festivo de outros, não esquecendo ainda a vibração que causa em todos nós o imortal hino à Senhora da Piedade, de autoria de Manuel Campina, tocado pela Banda Filarmónica Louletana.
É naturalmente, apesar de muitas romarias que existem pelo país, uma festa única. Daí também, a vinda todos os anos ,de milhares de crentes ou simples curiosos, que se deslocam cada vez em maior número, dos mais variados recantos do sul do país e agora também da vizinha Espanha.
Até para o ano e Viva a Mãe Soberana !

António Palma Clareza

Fotos: José Costa \ Abril 2015

LOULÉ – CARTAZES DE UM CARNAVAL CENTENÁRIO

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O Carnaval de Loulé é conhecido por ser o mais antigo do país. As velhas Batalhas de Flores foram ao longo dos anos sofrendo mudanças como acontece com tudo na vida, mas é certo que os seus carros alegóricos ainda vão mantendo o antigo e muito apreciado estilo. Forrados quase na totalidade por flores de papel e produzidos por artistas da terra eles são uma mais valia destes antigos corsos carnavalescos.

Ao longo de mais de cem anos de existência, muitos foram os cartazes que anunciaram

este famoso carnaval. Hoje deixamos aqui alguns deles de autoria de artistas louletanos, como Luís Furtado, José Duarte e José Baptista, na esperança porém de voltarmos a colocar neste blog outros e se possível mais antigos.

Longa vida para esta festa bem louletana.

A.C.

LOULÉ : 630 anos ! As actas mais antigas de Portugal estão aqui !

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A Ata do poder local mais antiga de Portugal está em Loulé.

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Afonso Barbosa o 1º louletano a nascer após 630 anos das atas louletanas.

630 anos depois da Ata Municipal de Loulé, a mais antiga conhecida de Portugal, nasce a Criança Louletana cujo rosto figura já na grande exposição que atravessa sete séculos de vivência do Poder Local. No início da exposição, a Ata autêntica e ao lado um espelho para que cada visitante veja a sua própria cara e não outra. A fechar, este futuro chamado Afonso Barbosa, nascido neste dia 12 DE dEZEMBRO , às 06:12, peso 3,435, filho de Luciana Lopes e Miguel Barbosa, da nossa maravilhosa Cidade de Quarteira. O futuro louletano tem nome, tem peso, tem pai e mãe e tem terra natal. Que a Mãe Soberana o proteja!

Ainda, em Loulé, dia 12 (sexta) pelas 10:00: a coincidir com o hastear das bandeiras nas Torres do Castelo (Monumento Nacional) e o descerrar do Grande Pendão na Muralha principal, foram largados 18 pombos, cada um com o nome de cada presente na reunião de Câmara de 12 de dezembro de 1384, constante na Ata Municipal mais antiga de Portugal. O peso da História também voa:

  1. Esteve Anes
    2. Estêvão Vasques
    3. Rui Gomes
    4. Lourenço Anes
    5. Lourenço Afonso
    6. Gonçalo Vasques
    7. Luís Gonçalves
    8. Lourenço Anes “Mil Libras”
    9. Martim Anes Matom
    10. João Afonso, filho de Afonso Anes
    11. Vasco Afonso, seu irmão
    12. João Afonso, genro do Balin
    13. João Vergilhos
    14. Martim Afonso Pato
    15. Afonso Peres
    16. João Afonso Vasques
    17. Vasco Anes
    18. Vasco Fernandes
  2. A acta aqui fotografada é a Ata Municipal de Loulé datada de 12 de dezembro de 1384, a mais antiga conhecida de Portugal (diz quem sabe que será também da Europa, vamos ver). Esta Ata e as outras que se lhe seguem documentam 630 anos de Poder Local. Há uma outra Ata ainda mais antiga mas sem data percetível. Igualmente, Loulé conserva os Livros de Receitas e Despesas municipais, cuja primeira folha remonta a 1375. Os documentos vão constar numa grande exposição a ser inaugurada precisamente no dia 12 de dezembro, onde vão estar patentes também os forais de Loulé (D. Afonso III e D. Manuel). É a prova escrita de 630 anos de poder local a coincidir com os 40 anos da reposição da democracia na vivência autárquica. O documento louletano é ímpar no País e tem rumo desejadamente marcado: rumo a Tesouro Nacional. Que já é.

 

Fonte>: Pág. Do Facebook de Carlos Albino

Os interessados poderão visitar as duas exposições inauguradas em 12 do corrente e que se encontram patentes no Arquivo Histórico e no Convento Espírito Santo em Loulé..

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O “Café Calcinha” de Loulé, integra a Lista dos Cafés com História

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Café Nicola – Lisboa

Café Calcinha 1934

Café Calcinha – Loulé

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Café Majestic – Porto

Há uns meses atrás foi lançada em Coimbra no Café Santa Cruz “ A rota dos Cafés com história em Portugal “.

Reunindo mais de duas dezenas de cafés históricos, a rota pretende “preservar e divulgar o património” constituído por cafés que, pela sua história e características, se assumem frequentemente como “âncoras” das zonas ou mesmo das cidades ou vilas em que se localizam.

A ‘Rota dos Cafés com História de Portugal’ também quer contribuir para a preservação deste tipo de estabelecimentos ou promover a sua reabilitação ou criar novos cafés em espaços e conferir-lhes o ambiente que os tornam “históricos” e “diferentes”.

Posteriormente, será editada uma edição na qual, além das fotografias também será contada a história e as histórias de cada estabelecimento, revelou Vítor Marques, sublinhando que os cafés da nova Rota também estarão online tendo já sido lançado o projecto no Facebook.

Estes cafés são “depositários de décadas, por vezes séculos, de hábitos, gostos, convívios, vivências de gerações”, defende Rodrigo Silva, do Café São Gonçalo, de Amarante, que foi frequentado por figuras como o escritor e poeta Teixeira de Pascoaes (que dedicou um poema ao próprio café), os pintores Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas ou os militares Mário Delgado e Sousa e Castro, que ali conspiraram.

Entre muitos outros, integram a Rota a Versailles, Martinho da Arcada, Brasileira do Chiado, Nicola, Bérnard, Pastéis de Belém e Confeitaria Nacional, de Lisboa, o Milenário e o Teto de Mercúrio (Guimarães), o Brasileira e o Vianna (Braga), a Pastelaria Gomes (Vila Real), o Aviz e o Piolho (Porto), o Paraíso (Tomar), o Alentejano (Portalegre), o Cadeia Quinhentista (Estremoz), o Arcada (Évora) e o Calcinha (Loulé).

 

FONTE : “LUSA” – Jornal Público -

 

Fotos : Net