Louletania

B. Bardot em foto autografada

Estamos em finais de mais um Verao altura de nos lembrarmos dessa peça de banho que tanta celeuma causou quando do seu aparecimento. Em 1946 quando o engenheiro francês Louis Réard o lançou, ninguém na época pensou que o BIKINI , “ o traje de banho mais pequeno do mundo “ sobreviviría depois da sua condenação pelo Papa Pio XII e da sua proibição total em Itália, Portugal e Espanha.
«««« Nenhuma celebridade da época quis participar no seu lançamento além de uma bailarina de casino.
«««« Mas nos anos sessenta, tempo de revolução musical e
de novas vestimentas, nomes como Ursula Andress, Brigitte ou mesmo Rachel Welch passaram a ser vistas no cinema e nas capas de revistas com belos exemplares do tal escandaloso fato de banho.
«««« Daí para cá o Bikini sofreu já tantas transformações e reduções que muitas vezes pensamos se aquilo ainda são os ditos ou apenas as linhas com que foram feitos.
«««« Sessenta e quatro anos depois, pelo menos no Ocidente, já não há moral que se preocupe com tão pequena peça de vestuário.
«««« Viva então o sexagenário  B i k i n i !

- Palma -


Nunca permitas que te digam que o teu sonho é impossível. Tudo pode ser realizado com trabalho, dedicação e criatividade.

(a) Oswaldo Motta


Durante alguns anos da minha adolescência vivi em Portalegre. Meu pai era professor e fora colocado nessa bela cidade do Alto Alentejo para se efectivar. Em finais dos anos 50, não sei precisar o ano, mas recordo que era um puto de 13 ou 14 anos que já tinha escolhido as paixões que me iriam acompanhar ao longo da vida. Uma delas era o cinema, outra a escrita, a leitura, os jornais, outra o SCP, outra as mulheres. Entre estas últimas, que na altura não eram ainda mulheres mas meninas mais ou menos da minha idade, encontrava-se a Maria Dulce, a Maria de Noronha, do “Frei Luís de Sousa”, filme de 1950. Devo ter visto o filme no ecrã do Teatro Portalegrense ou no cinema ao ar livre da Cine Parque, uma esplanada que funcionava durante o Verão.
Ainda me lembro hoje como era bonita a gaiata loura de catorze anos, com os cabelos encaracolados, que tinha pouco mais anos idade que eu, e cintilava brilhantemente nesse filme de António Lopes Ribeiro. Não sei mesmo o que mais me impressionou na altura – se o dramático “Ninguém!” do Romeiro, se a presença da bela Maria Dulce. Já se sabe que todos os putos têm sonhos, um dos meus sonhos era a Maria Dulce. Linda de morrer (ou não estivesse no “Frei Luís de Sousa”!) e, ainda por cima, actriz, e de cinema. Era tudo o que eu podia desejar. Em sonhos… para quem vivia em Portalegre, nos anos 50. Sabem o que era isso? Perdido junto à fronteira com a Espanha, a muitas horas de Lisboa, longe de tudo… ainda sem televisão. Só revistas de cinema, jornais diários, jornais regionais, um ou outro filme português no cinema da terra.
Existia, todavia, uma prática saudável. Rara, mas mesmo assim salutar: de tempos a tempos aparecia em digressão pela província uma companhia teatral, normalmente uma revista ou comédia de sucesso garantido, uma vez por outra algo de mais substancial. Havia também a Companhia de Teatro Itinerante Rafael de Oliveira, e outros espectáculos musicais.
Pois não querem então lá ver que um dia apareceu anunciada a presença de Maria Dulce em Portalegre! Integrada em que projecto (como hoje se diz), já não me lembro. Mas não devia ser grande coisa, uma revista montada para consumo na província ou um “sarau para trabalhadores”, daqueles que a FNAT promovia para “Alegria no Trabalho”. Mas eu queria lá saber da qualidade do “projecto”. O que me interessava era a Maria Dulce em Portalegre, e esse episódio não o esqueci mais. Por varias razões: por ver a Maria Dulce, “ao vivo e a cores”, diriam os putos de hoje; porque era teatro, ou algo semelhante, e tudo o que mexesse num palco, valia a pena, mas sobretudo por um acontecimento que ocorreu e que me marcou profundamente.
Passo a contar, para ficar registado para a História: anunciado o espectáculo para a noite do dia tal, calculei que a Maria Dulce e todo o elenco chegariam de véspera e ficariam instalados na Pensão Vinte e Um, a única então existente em Portalegre, onde todas as noites se podia ver a jantar o poeta José Régio, amigo da minha família, o que me fazia um frequentador assíduo da pensão. Consegui saber com facilidade quando chegava a comitiva, quantos dias iam ficar, introduzindo-me assim no segredo dos deuses.
Mal a Maria Dulce pôs o pé em Portalegre, já estava eu no seu encalço. Chegámos portanto à fala, à porta da Pensão Vinte e Um. Como já por essa altura escrevia umas “notícias” sobre espectáculos para os jornais da terra, pedi-lhe descaradamente uma borla para o espectáculo da noite. Eu e uns colegas de liceu que me acompanhavam. A Maria Dulce, com uma simpatia que rondava a sedução (mas o que não rondaria a sedução nela?), disse-me que deixaria bilhetes para nós na porta do Teatro, à hora do espectáculo. Assim foi. Às 21 horas, lá estava eu e os amigos a recolher a oferta: uma magnífica frisa para os atrevidos putos do liceu de Portalegre.
Nessa noite, cada palavra de Maria Dulce fazia aumentar a minha paixão. Que perdura até hoje, apesar dela não saber. Desencontros da vida.
Ao longo da tempos fui acompanhando a sua carreira, sempre com um interesse particular (um amor de adolescência não se esquece!). Uma ou outra vez tropecei em filmes medíocres (ela não voltou a ter muita sorte com os filmes, mas naquele tempo, quem tinha?), mas nunca por culpa dela, que tentava defender personagens banais em argumentos sem garra e realizações sem nada que as recomendassem. Em Espanha foi vedeta, mas também aí os filmes do período franquista não eram particularmente brilhantes. No teatro, porém, construiu uma carreira sólida, onde brilhou o seu enorme talento e dedicação à arte, sempre que havia oportunidade para o conseguir (Portugal é, todavia, madrasto para os seus artistas, já se sabe). Na revista obteve êxitos inesquecíveis. Na televisão, sobretudo ultimamente em séries e telenovelas, foi mantendo um registo de qualidade e de exigência para consigo própria e para com o seu público. Hoje é uma das presenças mais respeitadas e queridas do nosso espectáculo.
Já não tem os caracóis louros. Pois não. Vamos obviamente envelhecendo. “Os cabelos branqueando”, como dizia um nosso comum amigo, José Viana. Mas há dias, numa aula de História do Cinema Português, projectei o “Frei Luís de Sousa” e tudo voltou ao que era: eu adolescente, ela adolescente, a frisa no Teatro Portalegrense, Portalegre, à porta da Pensão Central, o autocarro com a companhia, pronto para regressar a Lisboa, eu a despedir-me de Maria Dulce, com o coração destroçado. Coisas de miúdos.
Um beijo para ti, Maria Dulce, do teu Lauro António.

(Este bonito texto de homenagem a Maria Dulce foi extraido do Blog ” Lauro Antonio apresenta….” )



Há mais de trinta e cinco anos, quarenta e quatro balas tiraram a vida a um cantor, cujas canções eram ouvidas por jovens de todo o mundo. O cantor era chileno, chamava-se Victor Jara. Sempre se soube de onde veio a ordem para assassinar Jara e, assim, roubar à juventude um dos seus símbolos na crença da possibilidade desejada de um mundo mais livre e mais justo. Uma ordem daquelas só podia vir do círculo de comando dos esbirros de Pinochet. Mas o segredo sobre a identidade dos carrascos de Jara, os que empunharam as armas do crime e as dispararam, foi bem guardado, mesmo após o regresso do Chile à democracia. Finalmente, sabe-se agora quem são e como se chamam os matadores de Victor Jara.

Fonte: Blog Água Lisa – Foto: Net


Segundo alguns cientistas a vida será impossível daqui a 5.700 milhões de anos.
*** Quando o SOL começar a morrer , o que acontecerá daqui a uns 5.000 milhões de anos, a superfície do planeta ficará tão quente que a vida será impossível. Tal como David Bodanis escreve no livro “ E=mc2”, os oceanos vão ferver até evaporarem, as rochas derreter-se-ão e o SOL agigantar-se-á muito antes de morrer de vez. Nessa altura , os seres humanos, se ainda existirem, ou outras espécies que entretanto se tenham tornado tão inteligentes como nós , já terão encontrado outro lar algures no espaço. Mas a revista “ Astronomy” sugere um futuro um pouco menos catastrófico para a Terra. Diz que o planeta sobreviverá, ainda que fique reduzido a carvão, se se tiver em conta o facto : a crescente perda de massa do Sol quando este for
um gigante vermelho e o consequente enfraquecimento da sua força de gravidade.
*** Não calculam os cientistas da “ Astronomy & Geophysics”
o descanso em que nos deixam, por saber que afinal a terra sobreviverá ainda que fique reduzida a carvão. É que só faltam
cinco mil e setecentos milhões de anos.
Fonte: Público – Foto: SOHO – NASA



Nélida Pinon – As escolhas da primeira mulher presidente da Academia Brasileira de Letras, actual júri do Pr. José Saramago

Cidade de que mais gosta : Amo a cidade, mas nutro nostalgia pelo campo.Desfruto de Paris, mas sou infiel. Suspiro pela minha casa
no Rio de Janeiro, por Barcelona, Santiago, Lisboa, Nova Iorque. Terras onde vivi.
Música ou intérprete preferido: Mozart, ainda Beethoven, Bach, Wagner.Deleito-me com Maria João Pires, Nelson Freire e Martha
Algerich, gente ibérica. Sem esquecer a ópera.
Uma obra de culto: ” Crime e castigo” deDostoievski, lido aos 13 anos. Uma leitura qu me perturbou, provocando-me um abalo sísmico.
O que anda a ler: Sou leitora voraz. Percorro os clássicos, que sempre tenho nas mãos. Leio também livros de história, porque amo os séculos como se fossem criaturas.
Filme inesquecível: Todos os filmes de John Ford. ” The Searcher”, capitaneado por John Wayne, é uma obra prima.
Um refúgio: a minha casa e o coração dos que amo e amei. O meu escritório também é uma caverna amiga, onde brotam as palavras da amada língua Portuguesa.
Um passatempo: Viver, o quanto posso. Pensar, rir, olhar, confiar no sortilégio da carne e da imaginação.
Maior medo: Da violência, da tortura, da dor indigna, da morte que nos humilha e cancela os códigos com os quais convivemos desde
o berço.
Um luxo de que não prescinde: Primeiro a liberdade. Depois, guardar segredos, aperfeiçoar a arte do sigilo, que nos protege do mal
alheio. Rir discreta, sabendo que o riso sabe mais do que exibe. Porque qualquer confissão corre o risco de representar culpa.
Quem são os seus heróis: Os Heróis dos filmes e dos livros de aventuras. Os personagens de Dumas, por exemplo fascinam-me ainda hoje, a ponto de passar horas na Place des Vosges entretida com os entreveros vividos pelos mosqueteiros da rainha e pelos esbirros do cardeal
Richelieu, que, amando tanto os gatos, deixou-lhes parte da fortuna.

In Expresso – Luisa Amaral


Grace Kelly

Marilyn Monroe

Sofia Loren

O título escolhido para o post de hoje, não se refere ao filme rodado em 1941 por Orson Welles, mas sim ao facto das três estrelas de cinema que vos apresentamos, terem tido em determinada altura das suas vidas, o mundo a seus pés.
Pela sua beleza, mas também pelo talento, conquistaram os écrans do mundo inteiro.
Grace Kelly nascida em Filadélfia em 1929 e falecida em 1982 é a 13ª lenda entre as 50 maiores da história do cinema. Vencedora de um Óscar, ficou  no entanto mais conhecida por se ter casado com Rainier III, príncipe-soberano do Mónaco.
Marilyn Monroe, nascida em Los Angeles em 1.6.1926 e falecida em 5 .8.1962 é uma das mais famosas estrelas de cinema de todos os tempos. Um verdadeiro símbolo de sensualidade e um ícone de popularidade do século XX.
Finalmente falamos de Sofia Loren. Nascida em 20.9.1934 em Roma, foi descoberta para o Cinema,  por Carlo Ponti, que posteriormente viria a tornar-se seu marido, apesar da grande diferença de idades que os separava. Actriz de fama mundial, trabalhou com grandes realizadores como Vittorio de Sica, Federico Fellini e Ettore Scola entre outros,  continuando ainda hoje apesar dos seus 76 anos, a ser capa de revistas tanto de cinema como de moda.
Aqui ficam alguns poucos elementos, sobre estas três  mulheres de encanto, para milhões de cinéfilos, mas convidamos desde já os nossos leitores a explorarem na Net a grande quantidade de informações sobre estas grandes Divas do Cinema, principalmente a sua  filmografia.
Numa próxima oportunidade, outras três estrelas  serão aqui lreordadas nesta humilde página da  “Louletania“.

Palma
Fontes:  Wikipédia; Blog “ Rose’s Place” e  “ Sofia i celeb.2.com”


Por uma qualquer razão que desconheço, anda gente – só em Portugal, diga-se – a comemorar uns tais 50 anos dos Beatles!

Que embuste!

A “data” já tinha sido assinalada no início do ano com uma exposição itinerante, este Verão, que eu saiba, já falaram de “outros 50 anos” a “Sábado”, o “Diário de Notícias” e a SIC-Notícias.

Este blogue foi contactado para comentar “esses 50 anos”, mas escusou-se a contribuir para a manipulação da opinião pública.

Se querem comemorar dignamente uns 50 anos dos Beatles, então atentem à data de 06 de Julho de 1957, dia em que John e Paul se conheceram, ou então à data de 05 de Outubro de 1962, data da edição do primeiro disco dos Beatles, “Love Me Do”.

Agora, por favor, não inventem datas!

O “Diário de Notícias” escolheu a data de 12 de Agosto de 1960, quando Pete Best entrou para os Beatles, para assinalar os 50 anos da banda, enquanto a “Sábado” optou pela data de 17 de Agosto de 1960, data do primeiro concerto em Hamburgo, para assinalar a pretensa efeméride.

Se houver mais jornais que queiram “dizer algo, sobretudo com novidades”, proponho outras datas:

16AGO60 – os Beatles deixam Liverpool a caminho de Hamburgo para uma série de 48 datas no Indra Club (Hamburgo). Pararam em Londres e apanharam um ferry em Harwich para Hook, na Holanda;

03OUT60 – Último concerto no Indra Club;

04OUT60 – os Beatles mudaram-se do Indra para o Kaiserkeller, onde também tocava Ringo Starr (então nos Hurricanes de Rory Storm), para uma série de mais 58 datas;

10OUT60 – os Beatles queixam-se do palco do Kaiserkeller e começam a actuar anarquicamente com o público a delirar;

15OUT60 – o contrato dos Beatles foi prorrogado até 31 de Dezembro; Klaus Voorman e Astrid Kirchherr conheceram os Beatles; Astrid e Stu começaram a andar juntos; primeiras fotos de Astrid aos Beatles;

16OUT60 – os Beatles gravam amadoramente “Summertime” com Walter Eymond, vocalista dos Hurricanes; Ringo também estava, por isso foi a primeira vez que gravaram juntos;

21NOV60 – deportação de George Harrison por menoridade;

29NOV60 – Peter Eckhorn e Paul McCartney, acidentalmente, pegaram fogo nos bastidores do Kaiserkeller;

30NOV60 – Tony Sheridan toca com os Beatles no Top Ten Club (Hamburgo);

01DEZ60 – deportação de Paul McCartney por fogo posto;

10DEZ60 – John Lennon regressa a Londres de comboio e Stu fica na Alemanha com Astrid;

17DEZ60 – com Stu na Alemanha, Pete Best contacta Chas Newby para tocar baixo e tocam no Casbah;

24DEZ60 – concerto no Grosvenor Ballroom, Liscard;

27DEZ60 – concerto no Litherland Town Hall, Liverpool;

31DEZ60 – concerto no Casbah Coffee Club, West Derby, Liverpool.

Escolham!

LPA

In blog ” Ié Ié ” LPA


O mundo de Vladimir Kush é simplesmente maravilhoso:
Mito, metáfora e poesia combinadas e reunidas em tela. Kush  nasceu em Moscovo. O pai, Oleg, um matemático com tendências artísticas, apercebeu-se do talento do filho e encorajou-o desde o início.
Ao mesmo tempo e à medida que o rapaz crescia , dava-lhe a ler Júlio Verne, Jack London e Hermman Melville entre outros, para proporcionar ao filho uma forma da mente viajar para além dos subúrbios cinzentos onde viviam.
Hoje, Vladimir Kush é  um grande pintor à escala mundial.
Aqui fica um dos seus muitos quadros num casamento perfeito com uma das belas   poesias da nossa  grande Florbela Espanca.
Fonte: Links- 1

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Se tu viesses ver-me…

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

Florbela Espanca


— Os velhos filmes de cowboys foram o encanto da malta do meu tempo.
— Tínhamos uma visão romântica desses heróis, como justiceiros, foras da lei ou ainda como grandes pistoleiros.
— Hollywood exportava nessa altura, para o mundo inteiro, as mais destemidas histórias desses homens do velho oeste americano. Rapidamente esses personagens passavam a heróis de miúdos e graúdos da época, sendo certo que no mais recôndito cinema de vila ou aldeia, lá estava alguém de olhos arregalados, encantado com as belas paisagens das pradarias do velho Oeste e da correria desenfreada de belos cavalos montados por incríveis pistoleiros.
— Esta noite decidi assistir a uma dessas « cowboyadas» só que desta vez no escuro da minha sala e não da velha sala do Cine Teatro Louletano.
— Os tempos mudaram, mas a malta ainda exclama como antigamente: Que grande « Coboiada » !!!!

Palma – Foto: Net


Filhos de mãe incógnita

Das muitas proibições do tempo do Estado Novo, que nos dias de hoje parecem mais que absurdas e até há quem duvide delas, falamos hoje  de um termo que provocou ira e revolta em muitos portugueses da época.
“ Quando a mulher casada pela Igreja se separava, escolhia novo companheiro e ficava grávida de um filho deste, no momento de registar a criança,
era obrigada a dar ao rebento o apelido do seu (ainda e para sempre) marido, que, manifestamente não era o pai biológico e até podia achar muito má ideia estar a dar o apelido e os direitos sucessórios a filho alheio.
Tanto fazia. A alternativa era o registo ser feito apenas pelo verdadeiro pai,
o que não podia casar-se  com a mãe, porque esta estava amarrada ao primeiro casamento. Desta proibição surgiram, assim, milhares de portugueses que viram registada na sua certidão de nascimento a absurda classificação de « filhos de mãe incógnita», mais difícil ainda de explicar e mais estigmatizante que a inscrição «filho de pai incógnito», atribuída à descendência de mães solteiras e de pais casados com outra. “
De qualquer modo nos dias de hoje, ainda aparecem proibições que a maior parte de nós não consegue entender. Vejamos:
“  Já em Março de 2007, o Papa Bento XVI, na primeira exortação apostólica do seu pontificado, fez questão de recordar que os católicos divorciados que voltem a casar estão  proibidos de comungar, a menos que  se comprometam a viver com o novo companheiro como amigos ou irmãos, isto é, sem relações sexuais”

Palma  -  Fonte “ Proibido” de António Costa Santos
Imagem: Net


Depois de termos falado ontem do grande actor português, do cinema e teatro de humor, Antonio Feio, trazemos hoje aqui o mestre dos mimos que o Mundo inteiro conheceu, e que mesmo hoje, quando os seus filmes voltam a ser projectados, continuam a fazer rir os seus antigos e os seus novos admiradores.

Rodou centenas de filmes, encantou gerações e morreu no dia de Natal de 1977.

Uma estrela afinal, que nunca deixou de brilhar no firmamento da 7 ª Arte.

Vale a pena ver na totalidade o pequeno filme “ Charlot no Circo “.

ººººººººººººººººººººº

Hoje levantei-me cedo a pensar no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha a função de escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está a chover ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou sentir-me encorajado para administrar as minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso queixar-me dos meus pais por não me terem dado tudo o que eu queria ou posso estar grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou entusiasmar-me com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planeei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está à minha frente à espera para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.
- Charles Chaplin -


Faleceu há poucas horas no Hospital da Luz em Lisboa, o actor António Feio, sendo do conhecimento geral que o mesmo padecia de cancro. Fora ele mesmo, que, em entrevistas televisivas,deu conta aos imensos admiradores espalhados por Portugal fora, do mal que padecia, mantendo no entanto sempre, a esperança de vencer a devastadora doença.

Do que foi a sua vida de grande actor dos palcos portugueses, os jornais e as televisões trazem certamente , mais logo a nossas casas, todos esses pormenores.

Aqui, fica apenas esta pequena homenagem a um grande actor da terra portuguesa que nos deixou bem cedo, pois que a mãe natureza é implacável .

Palma


As Bicas Velhas na actualidade

Tocadores junto das bicas velhas nos anos 30

Nestes dias de calor sufocante todos procuramos lugares  arejados e onde sobretudo haja água fresca. É o que acontece aqui pela Terra de Loulé, onde em tempos,  as Noras mouriscas, as fontes, os poços e as ribeiras tornavam mais aprazíveis a vida dos louletanos de então.
Mas apesar das novas técnicas de fornecimento de água dos dias de hoje, ainda restam  por cá, lugares  como o que a fotografia que publicamos, mostra.
As “ Bicas Velhas” de Loulé são o pouco que resta  no que diz respeito
a  fontes da nossa cidade.
No livro “ Quadros de Loulé antigo” de Pedro Freitas, a fls. 146 e em relação a estas Bicas, diz-se :” As quatro bicas  datam de 1837, e foram feitas do material do primitivo sino do relógio, que servira na torre da Matriz e ainda fora colocado na torre das muralhas, que, por estar arruinado, foi fundido neste ano. Estas bicas eram alimentadas por um potente filão de água. Raramente secavam na maior força do calor, e além de alimentarem numerosa gente com o precioso líquido, abasteciam o tanque das lavadeiras, que existia ao fundo, e mais o grande chafariz onde os animais bebiam.
Numa das duas fotografias que publicamos,  pode-se ver junto às velhas Bicas, um grupo de louletanos que preparavam uma das muitas serenatas que eram habituais nessa época.
Ainda conheci alguns deles sendo certo que já faleceram todos.



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