Louletania
Parte da Freguesia de S.Sebastião vista do castelo

Parte da Freguesia de S.Sebastião vista do castelo

S. SEBASTIÃO A FREGUESIA DE BAIXO

Nasci em S. Sebastião e como muitos outros apesar de passar a morar noutro local do concelho, há uma espécie de cordão umbilical que nos continua a ligar a esse espaço da baixa louletana.

Desde sempre, que me recordo das pessoas se referirem a ela como a « freguesia de baixo».

Na foto que obtive de uma das torres do castelo pode-se ver a Igreja da Mãe Soberana ao fundo na cordilheira. E em baixo, na área da cidade, o palacete «Manuel da Mana» hoje um moderno hotel, o Largo de S. Francisco após a última remodelação, muito cotestada por sinal, a Igreja de S. Francisco com a sua torre sineira como sempre a conhecemos e ao lado direito ao fundo, as torres da urbanização da “ Miraserra”. A paisagem, como noutras terras da nossa província vai-se alterando e neste preciso local donde foi obtida esta foto outras já conheci de tempos diferentes podendo assim constactar essas alterações.

No livro “Quadros de Loulé Antigo” é referida a constituição da freguesia….” Antes de 1518, por ocasião de uma grande peste, muitas paróquias foram fundadas fora do povoado, mas à entrada do mesmo, ermidas dedicadas a S. Sebastião, advogado contra a peste.

Por isso foi fundada a de S. Sebastião, naquele tempo fora da vila. Em 1717, os Irmãos da Venerável Ordem de Penitência de S. Francisco requerem ao Senado da Vila para fazerem a sua capela na ermida de S. Sebastião do Rabaldo. O Senado concede a licença.

No convento de Stº António havia uma Ordem Terceira de S. Francisco. A existência das duas Ordens era motivo de queixas e pedidos, que resultou ser dada à Ordem Terceira de S. Francisco a posse da Ermida, que tomou o nome da Ordem. Criada a segunda freguesia da Vila por Decreto de 13 de Agosto de 1890, a Igreja de S. Francisco é a sede, mas o nome da freguesia obedece ao de origem do templo: S. Sebastião “

Texto e foto : Palma

Fontes: “ Quadros de Loulé antigo de autoria de Pedro de Freitas”


Postal do Cadoiço anos 40

Postal do Cadoiço anos 40

Cadoiço, um ribeiro que viu nascer muitos amores

O Ribeiro do Cadoiço corre há muitos e muitos anos, mesmo por de baixo da ponte situada à saída de Loulé para Faro.

Apesar de ainda hoje em pleno Verão o seu caudal ser o suficiente para obter uma bonita fotografia, é durante o Inverno, e após as primeiras chuvadas que ele se assemelha aos dias de antigamente. Uma queda de água e várias passadeiras junto a uma pequena fonte na furna da rocha onde as lavadeiras de algumas décadas atrás lavavam e secavam ao sol os seus alvos lençois faziam do local um postal romântico de Loulé antigo.

Segundo Pedro de Freitas, ….” os idílios de amor no poético Cadoiço e as serenatas até esta fonte de encanto a amenizarem o ambiente onde belas moçoilas em noites de luar e de canícula ali íam ávidas da belíssima e pura água a nascer nas rochas aos borbotões; as canções e as guitarras nos seus trinados a desoras a alvoraçarem corações amorosos, que vida sã não era a desses tempos ! “

O Velho Cadoiço  não é mais  nos tempos de hoje  lugar de convívio amoroso ou de outro tipo, sendo certo que as velhas lavadeiras já partiram e as de hoje usam modernas máquinas de lavar automáticas. Tudo em constante mudança……

Texto: Palma – Foto: Velho postal ilustrado ( anos 40 ? )


Vista de Quarteira

Vista de Quarteira

Camioneta da época que nos levava até Quarteira

Camioneta da época que nos levava até Quarteira

Janita Salomé num concerto em Quarteira

Janita Salomé com o seu conjunto na esplanada de Quarteira

QUARTEIRA A BELA PRAIA PISCATÓRIA

Dificil seria encontrar neste dicionário da Louletania uma palavra para a letra “ Q “que tanto tivesse a ver com os louletanos. Segundo “ Os Quadros de Loulé Antigo”: “Carteias e Citânias eram nomes em tempos remotos dados a povoações situadas no litoral . Quarteira deverá ser uma dessas Carteias que se espalharam por diversos sítios. A sua implantação no litoral, mesmo a beijar o grande Oceano, assim deve ser. A dois quilómetros e meio a nascente de Quarteira, e que se conhece pelo nome de Loulé Velho, aí existem umas ruínas que, segundo históricos documentos, são da época vivida pelos romanos. As ruínas do castelo algo atestam. Em 1266 já a realeza falava, em documentos oficiais, em Quarteira. Este nome está ligado à capital importância do nome atribuído à Quinta de Quarteira e à Fonte Santa, pelas excelências das suas águas que o povo atribui de miraculosas. Quarteira já perdeu aquele aspecto de pequenez e pobreza para vestir, airosamente um rico e luxuoso fato bem talhado e muito bem aplicado ao seu caminhar pela via do progresso e à conquista de Vila. E quem sabe? Esse caminhar não poderá , um dia, conquistar o tom Maior de Cidade ? O ar…os Banhos tudo poderão conquistar!”

Assim escrevia Pedro de Freitas há algumas dezenas de anos atrás.

Quarteira não é mais a típica aldeia piscatória que muitos de nós ainda chegámos a conhecer. Tal como as outras terras à beira mar algarvio a velha praia dos louletanos não «resistiu ao progresso» e é hoje uma cidade cosmopolita do século XXI.

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As fotografias que publicamos e extraídas do Blog – “Fotos – Quarteira – com.”- mostram um aspecto da antiga aldeia de pescadores ( anos 50 ??) e uma das camionetas da Empresa E.V.A. que fazia as carreiras de passageiros Loulé – Quarteira, possívelmente na mesma época.

A outra, ( de autor que desconheço) mostra uma actuação do Conjunto Planície de Évora, cujo vocalista na altura era o grande cantor de hoje, Janita Salomé. Naturalmente que a dita fotografia foi obtida na antiga Esplanada de Quarteira, local onde durante as noites de Verão se realizavam bailes, acontecimento artístico praticamente único, já que pouco mais havia além dos cafés onde se reuniam os amigos e forasteiros de férias.

Texto: Palma


Padre Luís Celato

Padre Luís Celato

O personagem correspondente à letra P do nosso abecedário, apesar de não ser natural da nossa terra e nem sequer de qualquer outra deste país, merece figurar nesta página já que foi alguém que trouxe até nós, num tempo de muito cinzentismo, uma lufada de ar fresco à vida social e pastoral da paróquia de S. Sebastião de Loulé.

Falamos do Padre Luís Celato natural de Collato – Itália, onde nasceu em 12 de Setembro de 1921 e que chegou a Loulé em 1957. Lembro-me que andando na catequese na altura, o Padre Luís a todos surpreendeu pelas muitas novidades que introduziu na vida de todos nós. Para atraír à « sua igreja» um maior número de jovens que por razões várias estavam afastados da religião, o Padre Celato começa por fundar um Clube cuja sede ficava na Rua Gil Vicente, mesmo frente à igreja e que foi denominado de ” Os Leões”. Nesse Clube onde haviam alguns jogos de entretenimento, passaram também a ser exibidos filmes que levavam até àquela sala verdadeiras enchentes de curiosos, alguns dos quais nunca tinham visto cinema nas suas vidas. Ali também se constituiu um equipa de futebol e outra de ciclismo e até um carro alegórico passou a representar o Clube no Carnaval de Loulé, carro esse idealizado e construído pelo Padre Luís e pela rapaziada que frequentava ” Os Leões”. Mas não ficam por aqui as novidades trazidas pelo bom padre. Passou a haver uma pequena Biblioteca , um coro mais organizado, récitas teatrais com a ajuda de uma bondosa paroquiana que amava o teatro amador e que era muito admirada pelo seu talento e bondade. Refiro-me a Rosinha Cabrita falecida há cerca de dez anos e « uma beata verdadeira» como lhe apelidavam alguns paroquianos.

Mas estava reservada para o Natal uma das mais apreciadas surpresas do Padre Luís. Tratava-se de um Presépio de grandes dimensões onde até, muitas das figuras que o constituíam, se movimentavam perante os nosso olhos extasiados por tão bonito espectáculo. Era talvez na altura o mais belo e mais bem construído presépio do Algarve.

Mas em determinado momento da estadia do padre italiano, que tanto bem tinha feito à Paróquia e à terra, eis que alguém mal intencionado resolve participar criminalmente contra ele.Portugal, assolado pela fome e subnutrição, estava a receber apoio alimentar americano coordenado pela Cáritas. Esta assegurava os transportes ferroviários até às capitais de distrito ou dioceses e daí deveriam ser levantados os bens e transportados para as Paróquias sendo que estas suportariam os custos desses transportes. Assim o Padre era acusado de venda ilegítima de bens doados. Apesar de absolvido pelo Tribunal o nosso benfeitor Luís Celato não quis mais ficar em Loulé e parte para Lisboa já doente e entristecido acabando por falecer na sua residência na Igreja do Loreto em 7 de Maio de 1968 com 46 anos de idade.

E assim são percorridos por muitos de nós os árduos caminhos de muitas das nossas vidas.

Ao Padre Luís Celato que um dia chegou a Loulé carregado de belos sonhos,(muitos concretizados) de boa vontade, e com muito amor para distribuir pelo próximo, dedico esta pequena página como singela e humilde homenagem. – Palma

( Para a feitura deste texto recorri para além da memória, ao trabalho elaborado em Dez./2008 pelo nosso estimado amigo Professor Almeida, do Blog seBASTIÃO a quem agradeço igualmente a fotografia.)


Antiga Olaria de José João (Edifício na actualidade)

Antiga Olaria de José João (Edifício na actualidade)

Antigos oleiros de Loulé

Antigos oleiros de Loulé

LOULÉ, TERRA DE OLARIAS

Não propriamente hoje, mas até aos anos 70 do século passado, poder-se-ia dizer, sem exagero, que as oficinas de olaria funcionavam em pleno em muitas das ruas de Loulé. Perde-se na noite dos tempos o estabelecimento das primeiras olarias em terras algarvias, mas acredita-se que os fenícios e mais tarde os romanos e os árabes desenvolveram essa indústria a partir do litoral algarvio, no fabrico de ânforas para o transporte de vários produtos, entre os quais vinho, azeite, azeitonas, peixe salgado e outros.

A forma das peças pouca alteração teve ao longo dos tempos, mas a louça feita em Loulé, devido à característica dos barros utilizados, tinha uma cor creme esbranquiçada, rija e indicada para o transporte de água, e não propriamente para cozinhar. Inicialmente, devido ao fumo que exalavam quando o forno cozia, as olarias situavam-se na periferia da povoação, mas o crescimento do burgo fez com que muitas delas ficassem paredes meias com as principais artérias.

Nos anos 40 havia mais de uma dezena de olarias em pleno funcionamento em Loulé. Na Campina de Cima, a nascente de Loulé, ainda não integrada na então ainda vila, contavam-se várias, a começar pela do Delfim Baptista, junto aos moinhos e ao depósito de água, mais abaixo a do Zé Costa, e logo a seguir a do velho Baptista. Não muito distante, a de “Paixão de Cristo” e Joaquim Russo. Na Corredora ficava a do Chico Bicho, e já perto ponte várias se aglomeravam: a o velho Péconim, e no plano inferior da ponte, João e José Russo e o tio Zé Velhote. José Valtelheiro e José João Velhote tinham oficina na Rua Francisco Grandela, hoje Martim Moniz. Outras haveria que a memória não recorda.

A olaria era considerada uma arte e exigia alguns anos de aprendizagem. Havia verdadeiros mestres que deixaram nome. Um deles, mais pícaro e boémio que esforçado oleiro, foi um dos últimos espécimes entre os profissionais que conheci. Chamava-se Chico Jorge. Desapareceu há muito, como há muito desapareceram as olarias, sem rasto nem lembrança.

Das peças que então se faziam, a chamada louça de água, potes, cântaros, quartas, meias quartas, infusas, etc. etc. creio não haver quem as saiba executar. Faz-se, hoje, nalgumas olarias recicladas, louça decorativa de matriz alentejana; valha-nos isso, para que de todo se não perca a arte.

É lógico que o inexorável progresso determine o fim de algumas profissões. Porém, lamento a incúria da Câmara em não preservar, num espaço digno, a memória de um património cultural impar no nosso concelho: a olaria e as suas peças tradicionais.

Até quando?

J.B.


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Foto cedida por Henrique Louro

LOULÉ DE BRANCO VESTIDA

Ainda o vento não havia despido por completo as amendoeiras naquele frio Fevereiro e eis que S. Pedro resolve pintar de branco a nossa terra.

Seriam talvez horas de anoitecer, quando naquele dia ao abrir a porta à mulher que vendia leite ao domicilio, deparei com um espectáculo deveras insólito. Para uma criança de seis anos que não tinha ainda ido para lá da grande capital Lisboa, e já era muito, era verdadeiramente fantástico assistir à queda daqueles pequenos farrapos, que muito lenta e silenciosamente foram cobrindo o guarda-chuva da simpática vendedeira de leite.

Espreitando por detrás da janela do meu quarto, em cima de uma cadeira ali colocada, para que a visibilidade da paisagem fosse mais grandiosa, fui assistindo ao lento vestir de branco da velha moira terra de Loulé.

Agora sim, a vila estava branca e linda como as paisagens que apenas conhecia dos bilhetes postais natalícios.

No dia seguinte, bem agasalhado e ostentando vaidosamente uma luvas de lã compradas na conceituada loja do Snr. José do Rosal (ainda hoje existente), fui dar uma espreitadela à Avenida José da Costa Mealha ( ver foto abaixo) e ao Jardim de S. Francisco. Muitas foram as escorregadelas de inúmeros louletanos que também tiveram o prazer, para muitos, único de sentir entre os seus dedos, essa coisa maravilhosa que é previlégio das terras do norte, a neve !

Numa das noites seguintes, tive a oportunidade de ouvir ler pela primeira vez a célebre “Balada da Neve” do poeta Augusto Gil. E ainda hoje quando por vezes assomo à janela da velha casa, parece-me ainda ouvir a voz de minha mãe lendo devagarinho….

Quem bate assim levemente,

Com tão estranha leveza

Que mal se ouve, mal se sente ?

Não é chuva, nem é gente,

Nem é vento, com certeza…

Fui ver, a neve caía…………

Palma


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Hino da Mãe Soberana da autoria de Manuel Campina ano de 1866

Hino da Mãe Soberana da autoria de Manuel Campina ano de 1866

VIVA A MÃE SOBERANA !

*** É este o grito que se solta das gargantas dos louletanos e não só, quando anualmente a padroeira da cidade de Loulé é transportada num andor aos ombros de oito homens de grande porte físico, num esforço quase sobrehumano, ladeira acima até ao seu santuário.

*** Por entre vivas e sempre acompanhada pela marcha/hino a si dedicada, e interpretada pela Filarmónica Artistas de Minerva lá vai a Senhora da Piedade onde a fé e o profano se misturam desde há muitos e muitos anos.

*** Segundo se pode ler nos “ Quadros de Loulé antigo” de Pedro de Freitas, teria sido um serralheiro de nome Bartolomeu Fernandes no longínquo ano de 1553 o principal obreiro da ermida dedicada a Nª Sª da Piedade em virtude de por milagre ter salvo uma donzela de um assalto de que foi alvo naquele tempo.

A fama da Santa Milagreira toma foros de Soberana e passa a ser idolatrada. A pequena capela era para ter sido feita não no cimo do monte mas na sua base. Os operários que trabalhavam durante o dia e que à noite deixavam no local da obra as suas ferramentas, espantados ficavam, quando ao outro dia verificavam que elas apareciam no cume do cerro. Espreitam e indagam, e só uma explicação foi encontrada. O poder milagroso da Santa não quer a sua igrejinha, escondida, numa cova; quere-a sim bem alta, para que todos a possam venerar.

*** Passados três séculos sobre o início das maiores festas louletanas, um humilde empregado de finanças muito hábil na música, de nome Manuel Martins Campina compõe uma Marcha-Hino dedicada à «Mãe Soberana» a qual, possívelmente na década de 1850-1860 passa a ser o Hino oficial da Festa Grande. Desde então é o trecho musical da vida religiosa local, mais apreciado pelos louletanos, que aos milhares continuam a acompanhar todos os anos no Domingo de Páscoa (Festa-Pequena) e quinze dias depois (Festa -Grande) a sua Padroeira, Nª Senhora da Piedade. E Viva a Mãe Soberana !

(Texto e fotos: Palma )


Carro alegórico de autoria do LF que está nesta altura a desfilar no Carnaval de Verão

Carro alegórico de autoria do LF que está nesta altura a desfilar no Carnaval de Verão

LUÍS FURTADO UM MESTRE LOULETANO

Na verdade o pintor/cenógrafo Luís Furtado natural de Loulé é hoje um Mestre

na arte de pintar quadros ou cenários.

Agora que chegámos à letra L do Abecedário da Louletania, dificil seria encontrar

alguém de Loulé que mais rápidamente nos chegasse à memória do que o nosso querido amigo Luís Furtado. Vai para dois anos que ele é visita assídua desta sala e os seus comentários fazem parte

desta tertúlia de amigos ou simples desconhecidos, de tal forma, que se houver um dia em que por qualquer razão ele não possa aparecer, a sua falta é desde logo muito notada.. Quer isto dizer que os amigos fazem-nos falta até numa simples conversa via internet.

O nosso comum amigo José Baptista, outro artista louletano de quem também falaremos um dia destes, segundo o Luís Furtado, foi a pessoa que o despertou para a arte de desenhar.

Em Loulé e nos seus tempos de adolescentes, entretinham-se nas longas noites de inverno de então, a desenhar aos serões, à luz dos velhos candeeiros a petróleo.

José Baptista tinha na altura, já algum «traquejo» para o desenho e o Luís Furtado tentava imitá-lo.

Não muito tempo depois e já em Lisboa para onde partiram em busca de um tal mundo novo que muitos jovens pensavam encontrar na Capital, lá se iniciaram nas artes da pintura, do desenho da cenografia e da B.D..

O Luís iniciou a sua carreira num antigo atelier de pintura cenográfica e desde então não mais parou. Durante muitos anos os grandes cinemas de Lisboa como o Monumental, o S. Jorge, o Condes entre outros, ostentaram grandes cartazes pintados por si e que anunciavam os grandes filmes da época assim como as Revistas do Parque Mayer.

Para além de tudo isto, o Luís Furtado sempre teve, segundo nos contou, uma paixão pela aguarela. Daí os muitos quadros que pintou até à data, muitos dos quais vendidos para o estrangeiro e outros ainda em sua posse facto que dará a possibilidade aos louletanos de os poder apreciar no próximo mês de Outubro na Galeria do Convento Espírito Santo.

Quase todos nós já vimos através da televisão, não sabendo porém quem era o seu autor , inúmeros cenários quer de Revistas,. concursos televisivos, óperas, peças de teatro e até os famosos Jogos sem Fronteiras, a arte do nosso pintor louletano.

Mas já lá vão mais de vinte anos que as gentes de Loulé e não só podem apreciar também anualmente, quer no Carnaval em Fevereiro quer nos Festejos de Agosto, a arte do Luís Furtado através do desfile dos carros alegóricos a maioria de sua autoria, e que fazem o encanto de miúdos e graúdos.

E que melhor final para este texto do que estas quadras do nosso imortal Aleixo:

Ser artista é ser alguém !

Que bonito é ser artista,

Ver as coisas mais além

Do que alcança a nossa vista !

A arte é força imanente

Não se ensina, não se aprende,

Não se compra, não se vende,

Nasce e morre com a gente.

(a) Texto de Palma e fotos de Furtado Júnior.

Luis Furtado

Na foto Luís Furtado junto do seu quadro "Conquista de Loulé"

foto5

Cartaz do filme " Jesus de Nazaré " pintado por Luís Furtado


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INÊS UMA LOULETANA CAMPEÃ

A jovem que hoje merece figurar na letra K do nosso Abecedário da Louletania, chama-se Inês Pintassilgo Santos Sousa e é uma karateca com muito talento e ambição.

Iniciou-se na modalidade quando tinha apenas nove anos e não mais parou tornando-se desde há alguns anos atrás uma verdadeira campeã da Terra de Loulé.

Apesar do seu metro e sessenta, Inês refere que nunca se sentiu inferiorizada perante algumas adversárias bem corpulentas que lhe surgem por vezes em campeonatos quer em Portugal quer no Estrangeiro.

Aos 19 anos conseguiu o título de Campeã Nacional de Karaté, tendo no seu palmarés muitos outros prémios dignos de nota, como o 5º lugar no Campeonato Mundial de Júniores, o 8º lugar no Campeonato Mundial de Séniores realizado em Tóquio, 7 vezes campeã Regional do Algarve, tendo ainda sido eleita “ Personalidade do Ano” juntamente com Nelson Évora e Vanessa Fernandes entre outros, em Novembro de 2008 na 13ª Gala do Desporto, evento anual promovido pela Confederação do Desporto de Portugal.

Apesar de todos estes títulos e os que abaixo descrevemos, podemos dizer que Inês Sousa

é uma humilde atleta muito conhecida no Mundo do Karaté, mas muito menos conhecida cá fora onde geralmente se fala e enaltece o futebol como se este fosse a única modalidade desportiva do Planeta.

Mas certo é, que a Inês com a ajuda do seu treinador João Lima, vão continuar a trabalhar árduamente como tem acontecido até à data , para alcançar outros triunfos que dignificam como sempre o Louletano Desportos Clube, a sua terra e porque não, todo o Algarve.

E para terminar e porque a Campeã é uma minha prima, muito querida, não posso deixar de lhe desejar com alguma emoção, que continue na senda do êxito com a persistência e a humildade que se lhe conhecem.

(Texto e foto: Palma)

Eis o extenso palmarés da nossa campeã :

2003
Campeã Regional  cadete, -55kg kumite
Vice campeã Nacional cadete, -55kg kumite

2004
Campeã Regional  júnior, -53kg kumite
Vice Campeã Nacional júnior, -53kg kumite
1º lugar – 7º campeonato Andaluz

2005
Campeã regional sénior, -53kg kumite
Campeã regional júnior, -53kg kumite
Vice Campeã nacional júnior, -53 kumite
1º lugar – 3º Torneio Internacional de VILLA DAS AVES / kumite equipa

2006
Campeã Regional sénior, -53kg kumite
3º lugar – Campeonato Nacional sénior, -53kg kumite
Campeã Regional júnior, -53kg kumite
Campeã Nacional júnior, -53kg kumite

2007
Campeã Regional sénior, -53kg kumite
3º lugar – Campeonato Nacional sénior, -53kg kumite
1º lugar – 8º Torneio Internacional da Cidade de Loulé kumite
5º lugar – 5º Campeonato Mundial júnior da
WKF (world karate federation) -53kg kumite

2008
2º lugar – 1º Torneio de Selecções Regionais / kumite equipa
1º lugar – 1º Open Internacional UNAM / kumite
Campeã Regional sénior -53kg kumite
2º lugar Campeonato Nacional sénior, -53kg kumite
participação no 43º Campeonato da Europa sénior – Estónia
2º lugar em equipas no Campeonato Vila das Dves / kumite
3º lugar equipas no XXV Troféu Internacional Oviedo / kumite
1º lugar open IV Torneio Internacional Portimão, +18 anos kumite
2º lugar equipas no XXXI Troféu Principado das Astúrias / kumite
participação no 19º Mundial de sénior
WKF – Japão
Prémio de mérito desportivo – personalidade/entidade do ano -
XIII Gala do desporto Estoril

2009
2º lugar equipas mistas kumite, XII Troféu internacional de karate (XI Memorial Ruben Sanches) -Madrid
Campeã Regional sénior -50kg kumite / Olhão
1º VI Open dos Campeões – Vila das Aves

Campeã Nacional de Sénior -50kg / Almerim

1º lugar. 2º open internacional UNAM. + 18 anos, -61kg kumite / Mafra
5º lugar. 10º open de Itália, Golden league / Monza

Participação no 44º Europeu sénior WKF – Croácia



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