Louletania

JoãoPauloLP

CONJUNTO ACADÉMICO JOÃO PAULO

Nas canções que escolhemos para Setembro, deixamos aqui uma das muitas do reportório de sucesso do Conjunto Académico João Paulo com o vocalista Sérgio Borges.

Conjunto formado na Ilha da Madeira nos anos sessenta, intitulava-se Académico pelo facto de todos os seus elementos frequentarem o ensino liceal nessa altura.

Vindos ao Continente em 1964 como prémio de um Concurso de Conjuntos da Madeira, conseguem tal sucesso na sua estreia no Teatro Monumental de Lisboa, que viram de um momento para o outro todas as portas do meio musical se abrirem como num sonho.

Os rapazes madeirenses não perderam tempo e começam a gravar canções suas e versões de outras, que faziam sucesso por essa Europa fora. E pode-se dizer que durante quase uma década foram muitas vezes Reis do disco, pois cada EP ou Single que eram postos à venda tinham sucesso garantido.

Lembro-me de os ter visto no nosso Cine -Teatro, talvez em 1966 quando por aqui ainda não tinha passado práticamente nada no género. O som e as luzes utilizadas, eram espectaculares para a altura, sendo certo que o reportório bem conhecido do público em geral , fizeram daquela noite um memorável momento musical.

Texto: Palma


Mãe e filho

A VITÓRIA DE JOSÉ

O Zezito, nome como é tratado na intimidade da sua família é um vitorioso.

Depois de ter passado por testes terríveis nestes quatro anos e após uma derrota eleitoral nas Europeias há dois meses atrás, foram muitos os que pensaram que o seu ciclo de governação teria chegado ao fim. Mas eis que súbitamente, renasce um outro José com uma força moral e física inabaláveis conseguindo de novo mobilizar multidões de norte a sul do país, como no passado.

Muito dificilmente um primeiro-ministro teria sobrevivido a todas as campanhas pessoais de que foi alvo, à maior crise financeira mundial dos últimos 80 anos, ao maior aumento do preço dos combustíveis dos últimos 35 anos, ao maior aumento de preços de produtos agrícolas de que há memória e, convém não esquecer, à maior coligação de interesses corporativos contra um governo.

José é um vitorioso.

Texto : Palma e “Jumento” – Foto : Algarve Repórter – (Mãe e filho depois da tempestade).


Armanda Igreja

DIA DE CASAMENTO

Hoje é dia de casamento. Uma cara amiga dos meus «teatrinhos» subirá ao altar nesta tarde chuvosa de Outono. E mesmo cinzenta como está a tarde, estou crente que dentro de si há uma luz que brilha mais forte do que nos outros dias da sua vida. Um dia especial, já que as mulheres desde muito meninas sonham com a hora em que se imaginam a entrar triunfalmente num templo florido e iluminado por mil velas, perante o olhar feliz dos familiares e amigos. É um sonho a que todos têm direito.

E que mais se pode desejar neste dia… do que uma vida longa e feliz ?

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A fotografia aqui colocada foi obtida num casamento de uma pessoa amiga, ainda eu era menino ( o maiorzinho dos três que se vê na foto). Passados todos estes anos em que quase tudo, tanto mudou, parece-me que estas cerimónias não terão sofrido grandes alterações. Até nas fotografias, apesar de agora serem todas coloridas e digitais. E o que não mudou certamente é a esperança que existe no coração de cada casal que escolhe esta forma de se unir até que a morte os separe.

Texto: Palma: Foto: Arte-Loulé


DUAS GRANDES VOZES PARA UMA CANÇÃO

Ainda na sequência de canções para Setembro, descobri por acaso uma canção que não escutava há muito. Trata-se de “ Sonho Meu”, interpretado aqui, não só pela sua criadora, mas também por outra grande intérprete do Brasil, de nome Gal Costa.

E porque o Samba é um dos mais belos ritmos do mundo e este Samba é tão belo como as suas intérpretes, façam favor de acompanhá-las porque queremos que neste final de Verão a Vida seja uma festa.

Texto: Palma


Raul soln.

ÀS VEZES NAS GAVETAS ………

Às vezes nas gavetas, lugares que prometemos todas as semanas dar uma arrumação no dia a seguir, aparecem coisas com algum interesse, umas vezes estimativo outras apenas meras recordações.

Foi o que me aconteceu agora ao limpar uma velha gaveta, lugar onde convivem muito bem, fotografias, cartas, programas variados, «recuerdos» de lugares por onde passei e outras coisas mais.

Era um jovenzinho quando Raul Solnado passou por Loulé com a peça “ Vamos contar mentiras” levada à cena na nossa terra, no velho Cine-Teatro-Louletano. Como os bilhetes estavam para além das nossas condições económicas, eu e mais um amigo, não podendo assistir ao espectáculo, decidimos ficar de «espreita» ao Raul Solnado para lhe pedir um autógrafo. Logo cedo, ficámos junto à porta por onde entravam os artistas ,não fosse ele passar por ali muito tempo antes do espectáculo começar. E na verdade lá vimos chegar a nossa Estrela que com a sua simplicidade e um sorriso rasgado, nos concedeu o autógrafo desejado, numa pequena folha de uma agenda.

Aquele breve minuto ficou gravado nas nossas memórias, já que não surgiu ninguém em trono dourado e rodeado de pajens, mas apenas um homem de estatura pequena que nos deixou encantados pela sua simplicidade e simpatia.

Já decorreram uns bons anos. Foi em 1 de Dezembro de 1963.

E agora que Solnado partiu há dias para a Eternidade, aqui fica a humilde homenagem dum

antigo admirador que guardou o seu autógrafo religiosamente no fundo de uma velha gaveta.

Texto: Palma


UMA VOZ QUE COMEMORA HOJE 66 ANOS DE VIDA

Na sequência de canções para Setembro que tenho vindo a oferecer aos meus caros visitantes da Louletania, trago hoje a voz de um homem que tendo escolhido a carreira de futebolista, porém não a concretizou, em virtude de ter sofrido um aparatoso acidente de automóvel . Imobilizado, ficou a saber pelos médicos que o operaram que não poderia voltar a entrar num campo de futebol, para voltar a jogar.

Mas quis o destino que tentasse a carreira de cantor. E com tal sorte, que se transformou desde então, num dos cantores mais famosos e requisitados do Planeta.

Falamos de Julio Iglesias que completa hoje mesmo sessenta e seis anos de idade.

Marcado pela voz e por um estilo muito próprio de cantar, conseguiu até hoje, coisa que jamais imaginara, vender mais de 250 milhões de discos tendo ainda sido premiado com 2.600 discos de ouro e platina, sendo uma canção sua, tocada a cada trinta segundos em qualquer parte da Terra.

É esta voz da canção dita romântica, que aqui fica numa bela melodia para os apreciadores

do seu estilo, e para os que ainda acreditam que o Amor é o mais belo e intenso sentimento.

Texto: Palma


QUARTEIRA - FIM DE TARDE  - DÉCADA DE CINQUENTA

QUARTEIRA - FIM DE TARDE - DÉCADA DE CINQUENTA

FIM DE VERÃO

Eis-nos chegados ao final de mais um Verão . Os dias muito quentes que nos assolaram devem agora dar lugar, a manhãs e entardeceres bem mais fresquinhos e com poentes de mil cores como é apanágio nos Outonos que vão passando por nós.

E com o fim do Verão, termina como é habitual a época balnear. As praias ficam mais solitárias e sobretudo vazias de crianças e dos pares de namorados que levam consigo para terras por vezes distantes recordações de momentos inesquecíveis.

A fotografia que vos trago hoje, foi-me cedida pelo amigo L. Guerreiro e mostra uma tarde,

talvez de fim de Verão, na nossa Praia de Quarteira nos finais da década de 50 do século passado.

Na altura, os homens tinham obrigatóriamente de usar calção de meia perna e camisola de alças. As senhoras, essas, passeavam vestidos mais ou menos compridos e de tecidos vaporosos.

Tudo muito decoroso como ditavam as leis da época.

Que seja um bom Outono este que se aproxima………

Texto: Palma – Foto cedida por L.Guerreiro -


SALVATORE ADAMO QUEM NÃO O RECORDA ?

A voz que escolhemos para mais uma canção de Setembro é a de Salvatore Adamo.

Na década prodigiosa de sessenta ele encantou milhões de admiradores com as suas canções doces e melodiosas. Nascido em em Comiso (Italia) em 1 de Novembro de 1943, no seio de uma família pobre com 6 filhos, estudou numa escola religiosa de educação rígida. O sonho dos seus pais era oferecer-lhe um futuro glorioso. Aluno consciencioso e solitário, Adamo revelou um grande dom para o canto. Adolescente, participou num concurso radiofónico em que ganhou o 1º prémio. Ao mesmo tempo gravou o 1º disco, sem sucesso. Desanimado pensou retomar os estudos. Seguindo o conselho do pai, António, um velho mineiro, Adamo tomou o caminho da capital para tentar a sua sorte. Sustentado pelo pai bateu sem cessar às portas das editoras e assinou por fim um contrato. Em 1963, lançou « Sans toi, ma mie », seu primeiro sucesso, seguido de «Tombe la neige», «Vous permettez, Monsieur», «Les filles du bord de mer», «Mes mains sur tes hanches», «La nuit»….. Cantor popular por Excelência, Adamo seduziu o público em França e no estrangeiro. Idolatrado até no Japão os seus concertos esgotavam em todos os países por onde passou.

Para os enamorados de hoje ou de ontem aqui fica esta melodiosa canção de Adamo.

Fonte:Wikipédia


Largo do chafariz com chuva

Largo do Chafariz - 1969

Cavalariças na R. Egas Moniz

Oficina de Ferrador do Mestre Francisco - ano 1969

ESPREITANDO A ARTE DE FERRADOR

Entre as ruas em que decorreu a minha infância, estas que podem ser vistas nas fotos de hoje, são entre muitas, as mais importantes, já que residia e brincava entre uma e a outra.

Num tempo em que os os burros, cavalos e machos eram ainda um meio de transporte muito utilizado pelas pessoas que viviam no campo e por isso tinham de se deslocar à vila amiudadamente, não podiam estes simpáticos animais deixar de fazer parte da curiosidade da miudagem de então.

Quase em frente à minha residência havia uma oficina de ferrador , propriedade do Snr. Francisco, para nós o Snr. Chico Ferrador ( avô do nosso caro amigo João Martins do McLoulé),. homem amistoso e de força «herculea» que diáriamente se entregava a este pouco brando trabalho de ferrar animais. De um modo geral eram mansos e ficavam presos a uma argola de ferro. Depois de retiradas as ferraduras velhas com turquês, os cascos eram desbastados à faca e limados com grosa.Lembremo-nos que a invenção da ferradura foi fundamental para a saúde e bem estar destes animais que durante centenas de anos foram praticamente o único meio de transporte do homem.

No presente, a situação é bem distinta e os “ferradores” de hoje em dia, renderam-se à evolução tecnológica e muitos deles deslocam-se de carro aos seus clientes onde executam num ápice o trabalho solicitado (tais carros são autênticas oficinas ambulantes, prontas a chegar a qualquer lado e onde existe tudo o que se possa imaginar) e são raros os que fazem as suas próprias ferraduras (feitas em aço, pois já vêm pré-moldadas de fábricas especializadas e são de forma muito semelhante aos cascos dos animais, para além de permitirem a ajuste a frio, não sendo necessário acender qualquer tipo de forja e garantem a maior rapidez na execução do trabalho).

Na fotografia que mostra o antigo Largo do Chafariz e nas pequenas casas do lado direito, há uns anos demolidas, existiu também uma das oficinas de ferrador de que falamos no presente post.

Texto e fotos: Palma.\ Foi ainda ultilizado como fonte a Fexpomalveira.


RECORDAÇÃO DE UMA VOZ

Segundo o jornal “ Público” faleceu nos Estados Unidos vítima de leucemia, doença com a qual lutava há já alguns anos, a cantora Mary Travers do Grupo Peter Paul and Mary.

Este trio esteve envolvido nos confrontos políticos e sociais da década de 60 e marcou presença pelos direitos cívicos em Washington em 1963.

Grupo admirado por milhões de fãs em todo o mundo, também nós, os louletanos Top Kings, tínhamos no reportório a canção que se pode escutar no filmezinho ao lado, e que se intitulava “ I dig rocn’roll music”. Esta era uma das nossas preferidas e bem assim como da maioria do «nosso» público. Que saudades ! Descanse em paz Mary Travers !

Texto Palma: Fonte: Público


J.S. Francisco

JARDIM DE S. FRANCISCO

A imagem hoje colocada e datada de 1957, mostra-nos em tons cinzentos e a condizer com a Sociedade de então, o nosso Jardim de S. Francisco.

Muito verdejante e bem diferente do que é hoje, este jardim era durante o dia o refúgio e passatempo de muitos idosos, pois à sombra das suas frondosas árvores se entretinham a contar histórias da sua mocidade ou a comentar os excessos dos jovens da altura, pois como é sabido todos os tempos de juventude são sempre alvo de críticas dos mais velhos.

Nas noites de Verão o jardim enchia-se de criançada cujos pais e avós, também aproveitavam a frescura do grande lago ali existente e do aconchego dos bancos que o rodeavam.

Havia até quem chegasse mais cedo para conseguir os melhores lugares, pois o Serão prolongava-se muitas vezes até quase à uma hora da madrugada.

Ainda me parece escutar as cantigas de roda e a gritaria saudável da miudagem que como eu , não se cansava nunca de correr e de escolher os muitos jogos que haviam na altura, como “ A Cabra cega” “ A Maneca” “ Cavalinho da Batalha” entre outros. Lembremo-nos que os brinquedos de então apesar de não serem muito variados também não eram acessíveis a todos os bolsos.

Mas nada dura eternamente, pelo menos nesta vida terrena. E eis que tudo foi mudando quase sem darmos por isso. Desde os hábitos de entretenimento dos mais velhos até às brincadeiras dos mais novos pouco vai restando do passado. E à velocidade que a técnica e a ciência caminham,

dentro de muito pouco tempo apenas algumas fotografias ou filmes servirão de termo de comparação entre os dias vertiginosos de hoje e os lânguidos e infindáveis dias de ontem.

Texto : Palma – Imagem: Autor desconhecido


SETEMBRO LEMBRA CANÇÕES DE AMOR

Intercaladas com algumas ruas da Louletania, vão por aqui passar neste mês de Setembro canções com poemas de amor, talvez porque Setembro como ponte de passagem para essa estação romântica que é o Outono, sempre inspirou muitos cantores e letristas.

Neste caso aparecem aqui, lado a lado Roberto Carlos e Maria Betânia. Dois nomes dos maiores da música de além mar. Betânia e Roberto apesar de terem respectivamente 67 e 68 anos,

continuam jovens nas vozes e na inspiração. O tempo parece não os ter afectado. Ambos venderam milhões e milhões de discos até hoje e continuam encantando os seus fãs mais antigos e os outros das novas gerações. Começar ou findar um amor ao som de uma das suas canções é um momento que fica para sempre.

Palma


burrrrriiinnn

RUAS DA MINHA CIDADE – 1

Durante alguns dias vou mostrar-vos aqui algumas ruas da minha infância. Ruas por onde andei e corri em tardes longas de Verão e em dias de rigorosos Invernos os quais parecem bastante distantes, talvez porque as invernias de hoje, sejam bem mais suaves do que as de então.

Todos nós, cuja infância vai ficando cada vez mais distante , recordamos agora com mais frequência, as ruas e outros locais da nossa infância por onde corremos sem as preocupações da idade adulta e brincando, fomos felizes à nossa maneira.

Esta 1ª foto foi obtida na Rua Egas Moniz à saída para a Praça D. Afonso III ou antigo Largo do Chafariz, com familiares tentando eu segurar, ou fingir segurar, o simpático burrinho que na altura transportava a sua dona ( último rosto da foto) de um Monte que distava de Loulé seis ou sete quilómetros. Hoje os burricos apenas já existem num ou outro lugar da serra algarvia ou em zonas turísticas para visitantes que não dispensam uma foto tal como esta, para mais tarde recordar.

Finalmente deixo também aqui um poema de Joaquim Pessoa, intitulado “Ruas da minha Cidade” o qual se pode adaptar a esta Louletania que é a minha terra ou a qualquer uma das vossas.

A foto é de autoria de Paulo Nunes e foi obtida nos anos sessenta.

Texto: Palma

Ruas da minha cidade
veias que o meu sangue abraça
e põe cravos de ansiedade
na lapela de quem passa.

Ruas da minha cidade
onde perco o coração.
Poema diz a verdade!
Diz a verdade canção!

Ruas da minha cidade
amanhecendo a firmeza
duma ponte entre a saudade
e um Abril à portuguesa.

Ruas da minha cidade
onde vingo as minhas asas.
O meu nome é liberdade
e moro em todas as casas.

Ruas da minha cidade
praças da minha alegria
onde antes da claridade
era noite todo o dia.

Ruas da minha cidade
onde o velho é sempre novo:
as ruas não têm idade
porque são todas do povo.

Ruas da minha cidade
becos de ganga puída.
Oficinas da verdade
dos operários desta vida.

Ruas da minha cidade
janelas do meu olhar
onde os pardais da amizade
à tarde vêm poisar.

Ruas da minha cidade
rasgadas por minha mão.
A gente passa à vontade
quando pisa o nosso chão.

Ruas da minha cidade
Aonde eu quero morrer
Com cravos de eternidade
Dos meus olhos a nascer.


Loulé vista geral / Postal de 1959 Edição Manuel Lopes

Loulé vista geral / Postal de 1959 Edição Manuel Lopes

DA MÃE SOBERANA AVISTA-SE LOULÉ

E para terminar esta primeira volta sobre o Abecedário da Louletania escolhemos falar

um pouco sobre a Terra de Loulé mostrando ainda uma vista da vila , hoje cidade, obtida em 1959.

As palavras que escolhemos foram recolhidas da Monografia do concelho de Loulé, de autoria de um estudioso do nosso concelho e de uma maneira geral do Algarve. Chamava-se Ataíde de Oliveira e foi homenageado pelos louletanos num pequeno pedestal com um busto seu, situado no Largo/Jardim de S. Francisco.

A fls. 47 da citada Monografia pode ler-se…….“ Segundo Pinho Leal ..Loulé é uma das mais antigas povoações do Algarve. Não se sabe ao certo quando nem por quem foi fundada.Pretendem alguns que foi construída com os materiais da antiquíssima cidade de Carteia, o que não é verosimil; pois Carteia era na costa, e segundo alguns, no local onde hoje se situa Quarteira.

Carteia era uma povoação fundada, segundo uns, pelos antigos lusitanos, e segundo outros , pelos Fenícios.

Outros escritores dizem que Loulé foi fundada pelos cartaginezes, 404 anos antes de Cristo.

Escritores há que sustentam ser muito antigas as fortificações de Loulé, remontando ao tempo dos romanos e sobre esse ponto quasi nenhuma dúvida temos, embora não possamos declinar

o nome que Loulé tivesse nesse tempo. “

Seria fastidioso continuarmos aqui a descrever o tanto que há para ler sobre a história da nossa terra. Sugerimos assim, uma visita ao Arquivo Histórico de Loulé onde é possível folhear alguns livros e muita documentação ali existente, sendo certo que os amantes da história da nossa TERRA DE LOULÉ ficarão mais enriquecidos e porque não, maravilhados com o nosso passado.

Fonte: Monografia de Loulé de Ataíde de Oliveira.


Peça " O Marinheiro "

Peça " O Marinheiro "

Peça " A nova história do João Ratão "

Peça " A nova história do João Ratão "

Peça " Euro Festival da Cançanita "

Peça " Euro Festival da Cançanita "

TEATRO ANÁLISE DE LOULÉ

Surgiu em 1983 após um curso de Iniciação Teatral promovido pela CMF com o Grupo de Teatro Laboratório de Faro .

Um grupo de admiradores da arte de Talma, louletanos, aproveitaram na altura os excelentes conhecimentos que lhes foram transmitidos por actores profissionais, professores e técnicos relacionados com o teatro e durante meses, trabalharam árduamente conseguindo no final do tal curso, resultados muito positivos.

Após o término desse Curso de Iniciação Teatral ,os jovens louletanos foram convidados pelo Director do TLF, Dr. Luís Aguilar, para integrarem a Companhia, (única profissional do Algarve) o que levou ao rubro os actores de Loulé. O poder integrar uma Companhia Profissional de Teatro era como uma dávida do céu para quem pouco tempo antes não tinha tido quase nenhumas oportunidades nesse campo.

Depois de participarem em várias peças encenadas pelo Dr. Luís Aguilar, voltaram a Loulé onde formam então a Companhia de Teatro Análise, sediada na Casa da Cultura. E desde então, muitos foram os espectáculos encenados e interpretados por este Grupo, que cada ano se renova, já que há muitos jovens interessados em iniciar-se nesta tão antiga arte e que encontram aqui as portas

abertas para essa iniciação.

Neste momento o TAL, tem disponíveis três espectáculos que são: “ O Eurofestival da Cançanita Louletana” de António Clareza; “ O Marinheiro” de Fernando Pessoa” e uma peça infantil intitulada “ A nova história de João o Ratão” também de autoria de A. Clareza.

Assim, aos interessados em qualquer doestes espectáculos solicitamos que contactem a Casa da Cultura de Loulé.

Texto: Palma



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