Louletania
Gabriela Canavilhas

Gabriela Canavilhas

Musica para o 1º dia de Novembro

Neste 1º dia do mês de Novembro de 2009 gostaríamos de deixar por aqui alguma música diferente do habitual. A seriedade da data talvez tenha ajudado à busca de um tema clássico e nada melhor do que ouvirmos a nossa actual Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, que é considerada das grandes pianistas portuguesas da actualidade.

Natural dos Açores tem dedicado a sua vida à divulgação de música de camara tal como a música vocal e canção de camara. Nos 7 Cds que gravou ao longo destes últimos anos , não esqueceu neles as grandes obras de autores portugueses.

De uma dessas gravações escolhemos uma peça para piano de Alfredo Keil o nosso compositor do Hino Nacional a “Portuguesa”.

Fixemos então o nome de Grabriela Canavilhas, fazendo desde já votos de que exerça o cargo de Ministra da Cultura tão bem como tem exercido o de conceituada pianista.

Um bom feriado neste 1º dia de Todos os Santos.



os três

NAQUELE TEMPO……………

Estávamos no início da década de sessenta e nos quatro cantos do mundo os Beatles eram os mais escutados. Tão escutados que se pode dizer que revolucionaram não só o mundo da música, como muitos outros factores da sociedade da época. Toda a gente um pouco por todo o lado começou a querer imitá-los formando grupos musicais, deixando crescer o cabelo ou tentando vestir-se mais ou menos « à Beatle».

Também nós por cá na Louletania, não fugimos à regra e começámos a tentar ( de ouvido) a aprender sobretudo, instrumentos de cordas nomeadamente as guitarras acústicas e bandolins pois eram os que haviam à mão.

Na foto escolhida para hoje, eu e mais dois amigos, éramos na altura dos primeiros aprendizes cá do burgo, mais precisamente «na escola de ouvido» que era a Barbearia Clareza. .

E bem ao estilo da época, também saíu esta fotografia em pose, não para qualquer revista ou jornal local, mas simplesmente para recordação ou para mostrar aos amigos e familiares. Afinal estávamos mesmo no príncipio. Depois, um pouco mais tarde, surgiu o primeiro grupo já com a 1ª guitarra eléctrica chegada à Louletania. Falaremos disso depois.

Texto: Palma – Foto: Paulo Nunes


Foi um sucesso o espectáculo que José Mário Branco, Sergio Godinho e Fausto puseram em palco no Campo Pequeno em Lisboa e que esperamos também que passe pelo Algarve. O espectáculo “ Três Cantos” junta estes três intérpretes e autores cujas carreiras e percurso de vida se cruzam e revelam afinidades , quer musicalmente que em termos poéticos.

Qualquer destes três intérpretes já passaram por Loulé há mais de dez anos por ocasião das comemorações do 25 de Abril que nessa altura tinham gande brilhantismo na nossa cidade.

Lembramos hoje aqui o “ Fado da Tristeza “ cantado pelo seu autor José Mário Branco.


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UM ARTESÃO

Foi um excelente artesão autodidacta e amante das chaminés da sua terra.

Mestre Eduardo, assim lhe chamavam os amigos e compradores das suas belas chaminés em miniaturas, faleceu há já alguns anos. Mas agora que por estes dias falámos do encerramento da Drogaria Lyz, estabelecimento em que ele colocava à venda estas pequenas maravilhas moldadas com muito talento e amor à terra, aqui estamos em jeito de hum ilde homenagem lembrando a sua obra que se encontra espalhada um pouco pelas várias partes deste mundo.

Não deixou seguidores e o seu espólio constituído por moldes e algumas ferramentas encontra-se depositado, por oferta dos seus familiares, num dos arquivos da Câmara Municipal.

Aqui fica em fotografia, um dos muitos modelos de chaminés algarvias que o artesão fabricou ao longo da sua vida.

Texto e foto: Palma


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O MEU LARGO DO CHAFARIZ

Ei-lo a cores e completo como era. O Largo do Chafariz, actualmente Praça D. Afonso III.

Neste Largo passei grande parte da minha infância quer a brincar, a visitar diáriamente tios que tinham estabelecimentos por ali ou ainda a fazer alguns recados nas Mercearias do Snr. «Joanico» ou na do Snr. Laginha.

Depois havia o chafariz onde os burricos matavam a sede após uma caminhada entre o campo e a vila e que servia também para «brincadeiras aquáticas» já que se poderia utilizar aquele espaço para colocar um barquinho à vela ou uma simples tabuinha a navegar.

Fazendo um pequeno esforço de memória posso dizer desde já que o Largo estava totalmente habitado havendo ainda alguns estabelecimentos como, duas mercearias, um agência funerária, um alfaiate, uma adega, uma oficina de chapelaria e de tinturaria, uma oficina de malas de senhora, dois albardeiros, um latoeiro, um barbeiro, uma oficina de ferrador e duas modistas de roupa de senhora. Escusado será dizer que práticamente já faleceram todos. As moradias estão quase todas devolutas e outras foram demolidas para que o resto da muralha que não estava à vista

a pudesse mostrar.

O Largo do Chafariz da minha infância é uma sombra do que foi, em todos os aspectos.

Não me envergonho até de dizer, que preferia vê-lo como era (mas lógicamente arranjado e cuidado) ao que é hoje, sendo certo que para quem por aquele espaço não tenha qualquer afectividade, o actual relvado com a muralha à vista seja uma mais valia.

Uma noite há muitos anos, sonhei que passava por ali um eléctrico daqueles que atravessam Lisboa e podem crer que a paisagem ficava bem mais linda ainda. Pode ser que o meu caro amigo e pintor louletano Luís Furtado um dia idealize aquele Largo com todo esse movimento de então acrescentando-lhe o Eléctrico lisboeta . Fica aqui a sugestão. E viva o Largo do Chafariz!

Texto : Palma – Foto: Fototeca CM.


Drogaria Lyz no dia de hoje

Drogaria Lyz no dia de hoje

UMA LOJA QUE MARCOU LOULÉ

No anterior post, homenageámos uma nossa querida amiga que deixou há dois dias. Chamava-se como referimos, Liberdade Leonor Rodrigues e era a comerciante há mais tempo em actividade na nossa terra, como muito bem refere o caro amigo João Chagas Aleixo. A “Drogaria Lys “, assim se denominava o estabelecimento, ficava situado mesmo no centro de Loulé, mais precisamente no Largo Gago Coutinho nºs 20 e 21. Encerra assim, com o falecimento da D. Liberdade, a antiga drogaria que teve como fundador o Snr. José Lopes Rodrigues seu marido e que como muitos de nós sabemos, exerceu com especial dedicação e saber a digna profissão de comerciante.

Loulé que já foi em tempos a capital do comércio no Algarve vê assim desaparecer um dos seus mais antigos estabelecimentos comerciais.

Como todos sabemos tudo na vida tem um fim.

“ Todos chegamos um dia como a água e nos vamos como o vento “. (Graham Greene)

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A fotografia que nesta página publicamos, mostra o Largo Gago Coutinho, antigo Largo dos Inocentes, podendo-se ver no lado esquerdo da mesma, a Drogaria Lys de que falámos.

Texto e foto : Palma


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PARTIDA EM DIA DE OUTONO

Vai hoje a sepultar uma querida e velha amiga cujo último Outono da sua vida chegou

com as primeiras folhas caídas das árvores da Louletania. Chamava-se Liberdade e tenho a certeza que passou pela Vida com a alegria e a esperança numa outra vida….. um dia. Esse dia foi hoje.

Que descanse por toda a E t e r n i d a d e !

Texto: Palma

Outono. As árvores pensando …

Tristezas mórbidas no mar …
O vento passa, brando … brando …
E sinto medo, susto, quando
Escuto o vento assim passar …

Outono. Eu tenho a alma coberta
De folhas mortas, em que o luar
Chora, alta noite, na deserta
Quietude triste da hora incerta
Que cai do tempo, devagar …

Outono. E quando o vento agita,
Agita os galhos negros, no ar,

Minha alma sofre e põe-se aflita,

Na inconsolável, na infinita
Pena de ter de se esfolhar …

Poema de Cecília de Meireles


Camila abandonando o quiosque ao pôr do sol.

Camila abandonando o quiosque ao pôr do sol.

CAMILA ENCERROU O QUIOSQUE !

A maior parte dos bloges louletanos estão a dedicar ao “Quiosque da Camila” alguns textos simpáticos e até de apoio ao seu regresso. Também “ Louletania” não podia deixar de expressar aqui, que com o encerramento do seu Quiosque, Camila deixa um vazio não muito fácil de preencher. Que eu saiba, não me parece( oxalá esteja enganado) que haja por aí muita gente com a paciência , a boa escrita e o humor sarcástico que eram apanágio da autora do muito admirado e visitado blog.

Se voltar um dia caso assim o entenda, certamente voltamos a ser visitas da casa ou melhor dizendo do seu famoso Quiosque.

Texto e foto: Palma


Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.


Um grupo de amigos de L.F junto do óleo de sua autoria "A Conquista de Loulé"

Um grupo de amigos de L.F junto do óleo de sua autoria "A Conquista de Loulé"

Vítor Aleixo neto do poeta  A. Aleixo junto do retrato do seu avô

Vítor Aleixo neto do poeta A. Aleixo, junto do retrato do seu avô

JÁ ESTÁ PATENTE AO PÚBLICO A OBRA DE L. FURTADO

Como havíamos anunciado foi esta tarde aberta ao público a Exposição de óleos e aguarelas do pintor louletano Luís Furtado na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo em Loulé.

Apesar do pintor não se encontrar presente por motivos de ordem familiar, acorreram à exposição muitos dos seus amigos de Loulé além de outro público que se deslocou de outras localidades do Algarve.

Assim, aqui fica o convite aos nossos leitores, para se deslocarem àquela Galeria de Arte da CML a partir de amanhã e até ao dia 28 do próximo mês de Novembro.

Texto e fotos: Louletania


Oleo 05

LUÍS FURTADO

É já na tarde do próximo sábado dia 17 DE OUTUBRO pelas 18H00, que é inaugurada a

2 ª Exposição em Loulé, sua terra natal, do nosso caro amigo, o pintor Luís Furtado.

Estarão expostas 36 obras de sua autoria, (Óleos e Aguarelas) que irão certamente encantar os seus velhos admiradores mas também os que pela primeira vez contactam com a sua pintura.

A “Tertúlia da Cabidela”, grupo de amigos do Luís, na dificuldade de o autor se deslocar para este importante momento da sua vida artística, por razões de cuidado da própria progenitora de avançada idade, teimosamente insistiu em  divulgar a sua obra na Cidade berço, levando à investidura dos  ”comissários”: José Batista, Tó Clareza e António Almeida.

Por agora decorrem os trabalhos de montagem desta mostra onde figurarão obras, podemos adiantar, sobre temas louletanos entre as quais “A Tomada de Loulé aos Mouros”.

O evento terá lugar no Convento Espírito Santo na Rua Vice Almirante Cândido dos Reis.

Texto: Palma e A. Almeida. | Foto de Furtado Júnior.


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AS MINHAS PRIMEIRAS BOTAS

Agora que mais esta caminhada em prol da democracia terminou, lembrei-me das minhas primeiras botas. São de tamanho 11 e foram fabricadas manualmente numa pele que tem suportado o peso dos anos. E já são alguns. A sua qualidade não será nada por aí além, mas o facto de terem sido guardadas como recordação das minhas primeiras «passadas» nesta vida, elas ainda estão capazes de figurar numa estante de recordações cá de casa. Já têm sido alvo de olhares de espanto por parte de meninos destes tempos de hoje e até de outra gente que já foi menina há muitos anos. Na realidade é a recordação mais antiga que tenho juntamente com uma calçadeira oferecida nesses primeiros tempos de vida.

Talvez este seja assunto pouco interesse tenha para os nossos leitores, mas quem sabe se os não ajudará também, a recordar ou a procurar o seu primeiro par de botas.

Texto e foto: Palma


O dia há-de nascer
Rasgar a escuridão
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então:
O amor há-de vencer
A alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Na luz do nosso olhar
Um dia há-de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor a Portugal
O amor a Portugal!


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UMA MÃO CHEIA DE AMIGOS !

Entrámos há pouco no último dia da campanha eleitoral para as Eleições Autárquicas 2009.

Assim, e porque “Louletania” apesar de ser um blog com características diferentes de outros ( por sinal muito bons) da nossa praça, não quer deixar de dar uma palavra de esperança a «uma mão cheia de amigos » que se apresenta a estas eleições e que julgamos serem as pessoas certas para os próximos quatro anos sem desprimor para outros louletanos que estão na corrida.

E é de justiça que se diga aqui, que o candidato e meu caro amigo, JOAQUIM VAIRINHOS tal como foi VÍTOR ALEIXO, não é um candidato qualquer. Basta olhar à nossa volta e ver por todo o concelho a obra efectuada por ele à frente de uma grande equipa, ao longo dos anos que governou a TERRA DE LOULÉ.

Depois existem outros amigos como o Professor António Almeida, que se candidata à Junta de F. de S. Sebastião e que ao longo destes quatro anos tem sido incansável em aconselhar, referir, alertar e dar ideias para a sua Freguesia. O Pedro Oliveira, por demais conhecido, pois já leva alguns anos à frente dos destinos de S. Clemente. A Jamila Madeira filha de um outro amigo de longa data o Dr. Luís Filipe Madeira, filho de Alte e que cedo se dedicou à carreira politica honrando desde há muito a Democracia Louletana, e outros mais que integram as listas.

Dia 11 lá estaremos para dar o nosso contibuto para a vitória «desta mão cheia de amigos».


LUÍS FURTADO TERMINANDO MAIS UM CENÁRIO

LUÍS FURTADO TERMINANDO MAIS UM CENÁRIO

UMA TARDE  COM ARTE

Há já algum tempo que tínhamos prometido ao nosso caro amigo Luís Furtado de que numa próxima ida à Capital, mesmo que fosse numa viagem « relâmpago», passaríamos pelo seu cantinho lisboeta.

E assim aconteceu. Passámos a tarde no seu atelier de trabalho, lugar onde o artista Furtado deu à luz até à actualidade, centenas de coisas belas, desde quadros a óleo e aguarelas, até grandes cenários teatrais ou cartazes gigantes para anunciar filmes que foram sucesso nos cinemas de Lisboa incluindo o velho Monumental já desaparecido.

Assistimos ao acabamento de um dos cenários para uma Revista do Parque Mayer e admirámos a sua forma de trabalhar, ora de pé, ora curvando-se perante as enormes folhas de papel- cenário espalhadas pelo imenso chão daquele 1º andar aconchegante, como se os pinceis bailassem uma qualquer valsa de Strauss.

Luis Furtado, como os leitores de “Louletania” já conhecem, pois já falámos aqui várias vezes nele e no seu trabalho, «escapou-se» para Lisboa ainda jovem, tendo ali descoberto aos poucos a arte de que nunca mais se separou.

Sempre vigiado de perto pelo seu gato “Baco” e pela sua simpática esposa, ajudante e admiradora incontestável do seu trabalho, Luís Furtado sente-se feliz neste recanto que ele criou algures nesta Lisboa cidade que quase todos amamos.

ºººººººººººººººººººº

Chamamos a vossa atenção para o facto de se inaugurar no próximo dia 17 na Galeria do Convento Espírito Santo em Loulé a 2 ª Exposição na sua terra, do pintor Luís Furtado.

Texto e foto: Palma



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