Louletania

Hoje trazemos aqui um cantor que muitos dos nossos visitantes menos novos, conheceram, tantas foram as vezes que o escutaram nas rádios e televisão. Trata-se de Tony de Matos, cantor com um estilo e timbre de voz únicos. O seu reportório tinha autoria dos melhores compositores da música portuguesa de então e percorria o país de lés a lés sempre com a palavra sucesso colada a cada espectáculo seu.

Faleceu em 1989 mas continua a ser ouvido com agrado o que significa que a boa música de ontem ou de hoje não se esquecerá facilmente.

Ficam aqui duas opiniões de cantores portugueses, demonstrativas do quanto era apreciado quer pelos fãs quer pelos seus colegas:

“representava esse tipo de cantor latino, autêntico, sincero, espontâneo.” (Carlos Do Carmo, 1989)

“deixou um espaço (na Música Portuguesa) que é só dele, pelo qual sempre lutou com muita dignidade, e de cabeça erguida. Com ele, que era muito fado, muito marialva, muito bom colega, eu ri, chorei, desabafei, cantei, e representei.” (Simone de Oliveira, 1989).

Palma –

Fonte:Wikipédia

.


M A R

……

Gosto do cheiro do mar

deste seu gosto molhado….

é por isso que estou sentado

aqui na beira da praia;

aqui na beira da praia

gostaria de morar.

………………

Vejo passar os navios,

onde eu não posso embarcar

e que me fazem lembrar,

corpóreos sonhos vazios

que surgem só por surgir,

que partem para tornar

e tornam para partir,

num longo e triste abalar.

………………..

Vejo passar os navios

e eu gosto de os ver passar !

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Autor: Fernando Laginha poeta louletano falecido em 1974

Foto: Quadro a óleo de Vladimir Kush


Para nós que vivemos intensamente as aventuras de Tarzan e a sua mascote Chita, ficámos de certo modo desiludidos quando há pouco, soubemos pela jornalista que fazia a biografia oficial da mítica e peludinha estrela, de que a personagem não é nem mais nem menos do que vários chimpazés que à vez, acompanharam também os vários Tarzans das películas que animaram milhões de crianças e adultos em todo o mundo.
Ao contrário do que foi contado ao longo de décadas, a famosa macaca que afinal era macho e que teria agora 78 anos, não passa de uma criação das imaginativas mentes de Hollywood.
Será que não nos podiam ter poupado este desgosto – rs rs – ??

Palma – Fonte:DN – sáb. – Fotos: Net


De autor brasileiro que desconheço, aqui deixo este texto que chama a atenção

para a necessidade que a maior parte de nós temos, de olhar para os animais que nos cercam, neste caso o cão, como seres que sofrem, que sentem os momentos felizes, que sentem o abandono ou o carinho e não meros objectos de decoração das nossas casas.

“10 pedidos de um cão a seu dono”

1. Minha vida dura apenas uma parte de sua vida; qualquer separação de você significa sofrimento para mim. Pense muito nisso antes de me adotar.

2. Tenha paciência e me dê um tempo para que eu possa compreender o que você espera de mim. Você também nem sempre entende imediatamente as coisas.

3. Deposite sua confiança em mim, pois eu vivo disso e vou compensá-lo por isso mais do que ninguém.

4. Nunca guarde rancor de mim se eu aprontar alguma, e não me prenda “de castigo”. Você tem outros amigos além de mim, tem seu trabalho e seu lazer – mas eu só tenho você.

5. Converse comigo. Eu não entendo todas as palavras, mas me faz bem ouvir sua voz falando só para mim.

6. Pense bem como você, seus amigos e visitas me tratam. Eu jamais esqueço.

7. Também pense, quando você quizer me bater, que eu poderia facilmente quebrar os ossos da mão que me machuca, mas que eu não lanço mão deste recurso.

8. Se alguma vez você não estiver satisfeito comigo, porque estou de mau humor, preguiçoso ou desobediente, imagina que talvez a minha comida não esteja me fazendo bem ou que tenho estado muito exposto ao sol, ou que meu coração já está um pouco cansado e fraco.

9. Por favor, tenha compreensão comigo quando eu envelhecer. Não pense logo em me abandonar para adotar um cãozinho novo e bonitinho. Você também envelhece.

  1. E quando chegar meu último e mais difícil momento fique comigo. Não diga “não posso ver isso”. Com sua presença tudo fica mais fácil para mim. A fidelidade de toda a minha vida deveria compensar este momento de dor.

Foto: Blog “ Adapo”


E porque não deixar aqui uma canção bem simples, para início de uma nova semana? Palavras simples que se unem a uma melodia que nos toca.

Gosto de ti… desde aqui até à lua….

O André Sardet canta em especial para os visitantes da ” Louletania”.

Obrigado.

Palma


É australiano, chama-se Ron Mueck e é hoje um artista admirado no mundo inteiro como

escultor hiperrealista.

Desde pequeno que Ron começou a construir marionetes, pois os seus pais eram fabricantes de brinquedos e isso motivou-o para a Arte.

Depois de diplomado por uma Escola de Artes, mudou-se para Londres onde começou a

criar bonecos para séries televisivas e efeitos especiais.

Mas foram as suas esculturas que chegam a atingir 4 metros de altura que o tornaram famoso no mundo inteiro,

Construídas em fibra de vidro, resina, silicone ou poliéster essas esculturas até se confundiriam com seres humanos não fossem elas de tamanhos superiores ao homem.

Ele cuida ao pormenor, nos acabamentos à mão, na colocação de cabelo, pêlos encravados, unhas sujas e outros pormenores o que o torna num dos grandes escultores hiperrealistas da actualidade.

Um espanto ! É o que dizem os visitantes das suas exposições.

Palma


Na verdade, partiu para a Eternidade, Albertina Sousa Furtado, mãe do nosso amigo e pintor louletano Luís Furtado, que diáriamente nos visita virtualmente, desde Lisboa na nossa sala da “Louletania”.

A D. Albertina Furtado que contava 91 anos de idade, há já muito anos que deixara Loulé para residir em Lisboa, tendo sido toda a sua vida, costureira de profissão.

Nunca esqueceu a sua terra, a sua rua, a casa onde nasceram os seus dois filhos (um já falecido) e sobretudo a sua Mãe Soberana.

Sempre que o seu filho Furtado ou alguém conhecido, voltava de Loulé, a primeira coisa que D. Albertina perguntava era sempre, se a sua rua e antiga casa, já haviam mudado ou dado lugar a modernas moradias, nunca esquecendo até, de um par de calças que costurou para o Poeta Aleixo e das quadras que este lhe dedicou agradecendo a perfeição das tais calças. Pena que essas quadras inéditas de António Aleixo se tenham perdido certamente na mudança de residência para Lisboa.

E para finalizar “Louletania” deixa aqui os sentidos pêsames ao amigo Luís Furtado e familiares e este pequeno texto de autor desconhecido:

“ Nem a tristeza, nem a desilusão, Nem a incerteza…Nem o medo, nem a depressão… Nada me impedirá de sorrir…Por mais que sofra o meu coração…..Nada me impedirá de sonhar….Nem o desespero nem a descrença… Muito menos o ódio ou alguma ofensa…Mesmo errando e aprendendo, Tudo me será favorável…Para que eu possa sempre evoluir, Preservar, servir, cantar,agradecer, Perdoar, recomeçar… Quero viver o dia de hoje, Como se fosse o primeiro…Como se fosse o último,Como se fosse o único… Quero viver o momento de agora, Como se ainda fosse cedo, Como se nunca fosse tarde… Conservar o equilíbrio e fortalecer a minha esperança… Quero caminhar na certeza de chegar… “

Palma

Foto: Gentilmente cedida pela família Furtado


O Papa João Paulo II há uns anos atrás, chegou à conclusão, se é que não foi sempre a sua ideia, de que Céu, Inferno e Purgatório não se referem a lugares concretos, mas à experiência do destino final.
*** Finalmente Bento XVI pôs ponto final no Limbo, depois de centenas de anos
milhões de crentes sofrerem com o facto de seus filhos mortos ainda crianças e sem serem baptizadas, ficarem longe da presença de Deus.
*** Para Santo Agostinho as crianças que morriam sem ser baptizadas não iriam para o Céu. Já Santo Anselmo defendia que os que estavam no Limbo apenas ficavam privados da visão de Deus face a face.
*** Foram precisos vários séculos para se chegar a estas brilhantes conclusões.
*** A Idade Média já vai longe, mas faz-se uma ideia da mentalização dos crentes naquela época de obscurantismo .
*** O tempo tudo resolve, diz-se. Qual será a próxima crença a cair por terra ?

Foto: Gravura de autor que desconheço


James Thiérrée é um dos génios da família Chaplin. Sendo neto do grande Charlot, é também ele, um palhaço, músico, dramaturgo, bailarino, actor, enfim, alguém cuja imaginação é apreciada já no mundo inteiro. Suiço mas naturalizado francês, James Thiérrée

diz adorar viver entre telões, projectores, cenografias de mil cores, todo esse espaço a que ele chama a sua casa.

Deixo-vos uns minutos com mais este herdeiro desta família de artistas que há mais de um século, encanta espectadores do mundo inteiro.

Palma


Gravura de Nicolas Regnault

Hoje por acaso quando alguém ao meu lado desfolhava a Antologia da Poesia Erótica e Satírica – Selecção de Natália Correia, fui chamado à atenção para um poema de Augusto Gil , o tal da Balada da Neve, que a maior parte dos portugueses conhecem dos seus tempos de escola. E sinceramente não estava à espera, já que desconhecia a faceta do erotismo na poesia do A.Gil.

Há uns anos atrás haveria bem quem corasse ao ler tal poema. Felizmente apesar de alguns falsos moralistas nos dias de hoje, ainda mudarem de folha com receio de serem notados, a coisa mudou um pouco. Mas vejamos o que diz um estudioso da literatura em geral e sobretudo deste tipo de poesia, André Cervinskis .

“Etimologicamente, erotismo deriva de Eros, o deus do amor. Segundo os estudiosos do erótico moderno, o erotismo é a espiritualização da carne e sua conversão em cultura. Isso distingue a literatura erótica da pornografia vulgar. No meramente obsceno, a carne permanece tristemente encerrada em sua imanência; a pornografia é o signo objetivo do fracasso em transcender essa imanência. Ao contrário, a transcendência é a dimensão natural da literatura erótica. E erotismo em literatura não é um tema novo. Existe desde a antiguidade. Na Grécia, Platão, em seu O Banquete, o celebrou além dos limites da heterossexualidade. Aristófanes lega ao futuro comédias de extrema licenciosidade.”

E agora fiquem com o poema do Augusto Gil:

NOITE DE NúPCIAS

ºººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººº

Enquanto despia o fraque
junto ao leito de noivado,
escapuliu-se-lhe um traque
de timbre aclarinetado…

A noiva olhou-o de lado,
e pôs-se, com ar basbaque,
a remirar o bordado
das botinas de duraque…

Houve após esse momento,
naquela noite de gala
um duplo constrangimento.

E o noivo disse-lhe então:
Oh filha, cu que não fala
é cu sem opinião...”
.


Há algum tempo atrás falámos aqui de um belo passeio que a natureza andaluza pode propocionar sobretudo aos amantes dos desportos perigosos. Aqui estamos de novo…..

“A 65 Km a norte de Málaga fica a Garganta del Chorro, um desfiladeiro de 5 km de comprimento esculpido pelo rio Guadalhorce. Localizado num parque natural protegido, esta garganta oferece uma paisagem impressionante, com um desfiladeiro chamado El Desfiladero los Gaitanes onde serpenteia a 200 metros de altitude um perigoso trilho ao longo da parede calcária até à estreita ponte Caminito del Rey que liga as duas paredes rochosas.

Em 2000 este trilho foi fechado ao público exactamente devido ao perigo que representa.”

De qualquer modo vale bem uma visita de fim de semana. A Natureza em estado puro convida-nos, mesmo que se sinta uns leves arrepios  pela espinha abaixo…….

Fonte: Férias em Espanha .pt


Segundo informação colhida do Blog louletano “seBASTIÃO”, http://ssebastiao.wordpress.com/ do Professor António Almeida, o quadro “ A Conquista de Loulé”, oferecido pelo seu autor, Luís Furtado, a esta cidade e portanto aos louletanos, encontra-se actualmente e desde há meses, numa mínuscula sala do Castelo de Loulé entalada entre mobiliário e diversa papelada.

É na verdade uma notícia que nos entristece já que somos amigos de há muito, do Luís Furtado e sabemos do seu orgulho de louletano e amante desta terra que o viu nascer.

Luís Furtado é da geração de José Baptista, outro artista louletano que merecerá o devido destaque num dos próximos artigos, nesta humilde sala que dá pelo nome de “ Louletania”.

Esperemos então que a tão falada, mas pouco vista tela deste pintor/cenógrafo ,consiga um lugarzinho condigno para que os louletanos e não só ,a possam apreciar.

Imagem de Arquivo: Luis Furtado junto da sua tela quando da vinda da mesma para Loulé.


Não mais vem como desejo

Um  mundo novo perfeito,

Só fechando os olhos vejo

Tal  desejo satisfeito !

(a) Quadra de António Aleixo



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