A Mocidade Portuguesa…..acabou por morrer na Guerra Colonial

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A velha e tão falada ao longo dos tempos, “ Mocidade Portuguesa” foi criada durante o Estado Novo de Salazar, em 11 de Abril de 1936. Alguns anos depois foi criada também uma outra secção da M.P mas que dizia respeito às raparigas de então.

O objectivo principal da Mocidade Salazarista era incutir nos jovens, valores nacionalistas e patrióticos do tal Estado Novo.

Os alunos que faltassem às actividades da Mocidade poderiam chumbar o ano por faltas.

A M.P. tinha um regulamento, fardamento próprio, possuía um hino, uma hierarquia de comando e promovia diversas actividades nas escolas, entre as quais a edição de Revistas, nomeadamente de quadradinhos mas era o desporto escolar a actividade mais apreciada pelos jovens.

Hino da Mocidade Portuguesa masculina :

 

Lá vamos, cantando e rindo, / levados, levados, sim, / pela voz do som tremendo / das tubas, clamor sem fim. / Lá vamos, que o sonho é lindo, / torres e torres erguendo, / rasgões, clareiras abrindo, / alvas de luz imortal, / roxas névoas despedaçam, / doiram o céu de Portugal. / Querer, querer, e lá vamos, / tronco em flor estende os ramos / à mocidade que passa.

 

Alguém que descreve o desfile pelas ruas da sua cidade, fardado de menino da Mocidade:

 

….O meu orgulhoso e inaugural desfile fardado não teve grande sucesso. Pior, foi um verdadeiro fiasco. A malta graúda assomava às portas das tabernas, desatava a rir-se, chamava-me piolho verde e, pior, escarnecia-me nas costas com olha mais um que é da bufa. Naquela terra com fardas, não entendi porque é que a minha farda merecia aquele tratamento, bem longe dos desejados suspiros de admiração e inveja. Bom, o certo é que rapidamente conclui que não ganhava nada com o negócio de me fardar na miragem de conseguir olhares com palmas. Encurtei o trajecto. E respirei de alívio ao desfardar-me. E disse para comigo: fardas nunca mais!. Longe estava de suspeitar que a farda me havia de vestir outra vez, mais um tanto de vida passado, sem poder despegá-la da pele. Verde, outra vez verde, era a farda. E pelo pior uso que se pode fazer de uma farda, o da guerra. No cú pior das cús das guerras do meu tempo de usar farda, o da Guiné.

 
Biografia de 
João Tunes.

Fotos : Blog Restos de Colecção.

5 comentários a “A Mocidade Portuguesa…..acabou por morrer na Guerra Colonial

  1. Sem dúvida que a Mocidade Portuguesa foi morrer nos campos de África a milhares de quilómetros de casa e sem saber porquê. O Estado velho de Salazar levou a que milhares de jovens morressem ela vaidade, teimosia , aberração e insensibilidade.

  2. Um meu irmão obrigou o meu pai a comprar-lhe uma farda que na altura não era nada barata e depois arrependeu-se porque não gostava nada do militarismo da coisa. Era uma aberração dizia ele.Acabou por servir de traje de carnaval.

  3. Dois tios meus imigraram, um irmão foi para a Guiné e um outro andava a ser cercado pela Pide. Desse tempo ninguém guarda saudades da politica.

  4. É, AGORA QUE É “BOM”, PORQUE A SUA JUVENTUDE DE MERDA DEMOCRATA LEVA NO RABO DOS MUÇULMANOS!!! MAIS UNS 15-20 ANOS E PORTUGAL E EUROPA VÃO VIRAR PAÍSES DE MACACOS AFRICANOS!!!

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