CORETOS

Coereto Zé coreto de Faro tavira

Esquecidos


Não se sabe ao certo quantos coretos existem em Portugal. A história dos coretos é longa, mas está cheia de silêncios. Eles surgem numa espécie de espaço à margem na história do urbanismo ou da arquitetura recentes. São raros os trabalhos publicados que consigam enquadrar de modo exaustivo a história dos coretos e o modo como a sua função se foi – ou não – alterando com o tempo, sobretudo os efeitos que teve neste tipo de equipamento urbano as novas formas de “consumir” música, desse o momento em que apareceu o disco, à rádio.

Revisitar os coretos


É neste ponto da história que, um pouco por todo o mundo, surgem novas ideias para devolver esses espaços à cidade contemporânea, com uma função mais ampla do que aquela para que foram inicialmente pensados, e outra vez, num momento em que modo de usar o espaço público se altera, com os centros urbanos a recuperarem vida. Inglaterra tem sido um exemplo. Muitos dos seus coretos foram destruídos nas duas guerras, o ferro de que eram feitos transformado em armamento, e parte dos que restaram foi vandalizada até que no final do anos 90 do século passado se iniciou-se um movimento de construção e restauro que teve no
Stanband Marathon, em 2008, um momento alto, com uma maratona de concertos que percorreu muitos locais do país. Os coretos voltavam ao circuito da música. Em 2013, um editorial do jornal britânico The Guardian elogiava o movimento numa data em que se iniciava a recolha de fundos para as obras de um, muito especial: ficava em Beckenham e nele tocou um muito jovem David Bowie no mesmo fim-de-semana em que nos Estados Unidos acontecia o Festival de Woodstock.

FONTE: “Visão” – Isabel Lucas

As três fotos que hoje publicamos dizem respeito aos Coretos algarvios de Loulé, Faro e Tavira. As fotos são respectivamente de José Costa, João Correia e Brígida Conceição.

2 comentários a “CORETOS

  1. Sempre adorei Coretos…sei a localização desses três. São lindos, autenticas obras de arte…. . Penso que foram feitos para lá tocarem em Festejos, talvez, no princípio, para coisas especias. Graças a Deus que se conservam, porque há coisas tão lindas, que um dia o Homem destrói, por dinheiro….. . Em Torres Novas, no Jardim, havia um e deixaram-no cair. Assim como também havia uma Mina Romana, e derrubaram-na para fazerem umas garagens. O Homem pelo lucro não dá valor ao património histórico, que já não se faz.

  2. Felizmente Há uma boa corrente a favor dos coretos em Portugal. Asd Cãmaras têm tido o cuidado de os irem restaurando. Ainda bem. Desleixo não . Maria Sila

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