Daniel Vieira o pintor da Horta das Artes

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DANIEL VIEIRA

Há poucos dias o nosso «João Ratão» do Teatro Análise de Loulé rumou até Alte, uma das mais conhecidas Aldeias do Algarve, para ali se apresentar no IX Festival de Teatro organizado pelo Grupo local, graças à força e indomável vontade de fazer coisas belas, do nosso amigo Daniel Vieira.

Daniel, o pintor que se especializou em Gravura e que após ter deixado a Escola António Arroio há trinta e cinco anos, ali voltou de novo na ânsia de mais aprender e mais conviver, pois além do saber não ocupar lugar, um bom artista não se deve encerrar nas quatro paredes do seu atelier, segundo diz.

É é ali na sua “ Horta das Artes” que o bom Daniel dá largas à sua imaginação criando e ensinando a quem por estas coisas se interessa. Figura das mais conhecidas de sempre, da sua aldeia, D.V. tem sido um incansável defensor no que diz respeito às tradições da sua terra, sendo hoje muito crítico em relação a alguns «mamarrachos» que nestes últimos anos têm surgido em Alte.

Fundador do Grupo de Teatro “ A Estrada” é também músico do Grupo “Erva Doce” tendo dedicado muitos anos da sua vida à recolha de música popular bem como ao estudo de usos e costumes da serrania algarvia.

Apesar de não ser um jovem, Daniel Vieira vive rodeado de juventude o que o ajuda certamente a manter um espírito jovial e empreendedor em tudo o que diga respeito às artes.

Se passar por Alte, não esqueça . A “Horta das Artes” tem sempre uma porta aberta para quem quiser ali apreciar a arte do Daniel, ou mesmo de outros artistas que por lá passam num constante vai-vem ou para simplesmente conversar com o anfitrião Daniel Vieira.

Texto e fotos:  Palma

18 comentários a “Daniel Vieira o pintor da Horta das Artes

  1. Alte é uma das aldeias mais interessantes de todo o Sul do país. Contudo o Daniel tem razão quando fala em mamarrachos efectuados pela Câmara de Loulé que como já vai sendo hábito grande parte das vezes descaracteriza os lugares, as terras, os largos etc. Um Bom ANo para todos .

  2. É um lugar onde se está bem porque o Daniel recebe sempre bem. Gosto das suas gravuras e gostaria de receber algumas lições do mestre, mas não nasci mesmo para a arte. A Natureza prega destas partidas à gente. Boas férias.
    Filipa

  3. Parece um anarquista dos anos sessenta. E se calhar é uma mistura de altense com anarquista, hippye e tudo isso. Kapa

  4. O pai conhecia bem … desde miúda que me habituei a vê-lo na camioneta de e pra Alte, sempre aproveitava pra descer e ir conversar um pouco com o meu pai … altense também. O filho está cada vez mais parecido com o pai … as barbas é que não … Sempre se passaram bons momentos em Alte … boa gente.
    Muita chuvinha pela vila? ( será sempre ) abraço

  5. Agora que falaram aqui do pai do Daniel, o Algarve Digitaesrevia há tempo sobre ele: José Cavaco Vieira nasceu na freguesia de Alte, em 23 de Novembro de 1903. Aos 11 anos inicia a sua actividade profissional como empregado de escritório na firma de Isidoro Rodrigues Pontes, em Alte. Em 1921 parte para Lisboa onde se empregou na Sociedade Portuguesa Importadora e Exportadora, até 1930.

    Durante o tempo em que esteve na capital, José Vieira dedicou-se igualmente aos estudos: tirou o curso de Guarda Livros na Escola Magalhães Peixoto e frequentou a Universidade Livre onde aprendeu, entre vários assuntos, inglês e francês. Frequentou ainda a Academia de Amadores de Música, instalada nessa Universidade.

    Em 1936 volta definitivamente para a sua terra natal – Alte. Nesse mesmo ano entra como guarda livros na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alte, ocupando alguns anos depois um dos lugares de Director, cargo que exerceu até atingir a reforma, por volta de 1980.

    Foi Presidente da Junta de Freguesia de Alte durante vários mandatos, função que desempenhou com extrema dedicação e zelo, procurando sempre resolver da melhor forma todos os problemas e necessidades que a freguesia carecia. Foi Juiz de Paz durante algum tempo. Em 1938 foi um dos fundadores do Rancho Folclórico de Alte, tendo sido seu presidente durante perto de cinquenta e quatro anos, ensinando as danças e cantares que na sua mocidade ouviu e dançou.

    Fez várias palestras e conferências sobre folclores e outros temas. Foi um dos fundadores da Casa do Povo de Alte, onde criou um Museu Etnográfico, um dos primeiros do Algarve que após a construção do novo edifício da Casa do Povo, foi transferido para a Igreja de S. Luís. Foi também um dos fundadores da Academia de Música Altense.

    Teve uma actividade cultura e cívica intensa, participando em diversos grupos teatrais, tocando instrumentos musicais, sendo de destacar a sua presença no Grupo de Música Popular Erva Doce, colaborando, assiduamente, nos órgãos de comunicação social local, com particular relevo no “Ecos da Serra” e a sua especial dedicação à pintura. José Cavaco Vieira viria a falecer em 2002.

  6. Caros amigos: Boa noite.Está uma noite de inverno com nevoeiro embora a temperatura seja relativamente amena para a época. Estamos na Louletania ..é verdade ! O nosso amigo Daniel é realmente muito conhecido. A Liliana diz que se lembrado Snr. José Vieira, pai do Daniel e que na verdade era uma figura que não se esquece. A homenagem a ele prestada em Alte com a sua figura perpetuada em bronze é merecida.
    \\\ Gostava de fazer aqui um apelo a músicos do Algarve e não só, que queiram passar pela Horta das Artes e mostrar ao serão a sua arte, é só contactar o Daniel. Na aldeia basta gritar pelo seu nome e aparecerá certamente a uma das suas janelas …rsss… na Horta das Artes. Ele agradece e os seus convivas também já que quando há um bom serão por lá a vizinhança está sempre presente. O lugar é aprazível e o convívio que se gera é do melhor. Obrigado – Palma

  7. Bom dia Palma; por aqui, e a esta hora, chove com abundância. \\\ Já à muito que não vou a Alte, para mim, tem o condão de ser uma terra das mais típicas do Algarve!… com o reparo do amigo Daniel, (que não conheço), sobre “mamarrachos”, não sei se estarei com vontade de lá voltar, não vá sofrer algum desgosto… de uma das vezes estive lá uns dias a fazer um trabalho junto à ribeira para um empreendimento tipo Robin dos Bosques, ainda existe? Já falta pouco para andar por aí, combinamos e vamos visitar o amigo Daniel… aproveitamos e damos uma ajuda à Liliana a comer as conquilhas,rsrsr. \\\ No evento que se aproxima o amigo acredita que se ouvirá a Amália, a Carmen Miranda, o Baile mandado e o Flamengo?… é claro que haverá entraves, mas como diz o outro, estou-me nas tintas,rsrs. Saúde e Inté. L.F.

  8. Luís Furtado: Aqui a chuva é miudinha, mas como sempre, molha parvos, espertos e os assim assim ..rss. Os mamarrachos de Alte é como tudo. Há quem goste e quem não goste.\\ Quando voltar em trabalho de Flamengo…rss… podemos dar uma volta por lá e visitar o amigo Daniel e tirar as cascas das conquilhas à Liliana… para fazer colares…..rsss.\\ Quanto ao evento de que fala estou curioso para saber se a Alfândega deixa passar a maior parte do material kkkk ou se o mete em armazém longe dos olhares de todos nós. Abraço e até mais tarde como se costuma dizer por cá. Palma

  9. Parabéns ao Palma pela divulgação destes “artistas” louletanos. Só conheço o Daniel Vieira de vista desconhecendo totalmente a sua obra. Lamento a existência de mamarachos em Alte. Aldeia que eu frequentava muito em “petiscadas” com colegas das Finanças. No tempo do pai do Daniel…
    Foi sempre uma aldeia que me seduziu…A achava a mais bonita do Algarve…E, curiosamente, nas primeiras eleições após o 25 de Abril fui para lá como delegado de um partido político…
    Graças à Louletania já “conheço” dois artistas louletanos: O Daniel e o Luis Furtado. Este, provavelmente, até foi meu vizinho mas confesso que não tenho a mínima ideia dele nem tinha da sua obra…

  10. Jorge: Ainda bem que estes humildes posts servem para dar a conhecer gente que às vezes nas suas próprias terras são menos conhecidos do que mereciam. É o caso do Luís Furtado que tem dedicado a sua vida à cenografia quer para teatro de revista , ópera, televisão e para os grandes cartazes que anunciavam filmes, há uns anos atrás nos grandes cinemas de Lisboa como o Monumental, S. Jorge e outros. Também de há cerca de 20 anos para cá que tem a seu cargo os projectos dos carros alegóricos e decorações do nosso Carnaval. Já o Daniel Vieira dedicado à Gravura está mais perto e tem a sua « fábrica» rss aqui no nosso concelho, na Aldeia de Alte.
    No tempo referido pelo Jorge talvez Alte fosse mais típico. Depois ( e ainda bem) as pessoas passaram a ter mais possibilidades monetárias e todas querem arranjar as suas casa mas às vezes a modernização não liga com tipicismo. Abraço – Palma

  11. Grande Daniel, pintor, musico, teatreiro e mais não sei quê. Que pena não te darem o valor uwe mereces nessaa Aldeia de Alte cada vez já menos aldeia de Alte..mas dormitorio de muitos.

  12. É a aldeia mais bonita do concelho de Loulé e uma das mais interesantes do país. Famosa pelo seu casario naseram nela bons filhos. Este Daniel é um deles. Neto

  13. É triste saber que em Alte uma das mais belas aldeias de Portugal com pergminhos democráticos como poucas foi apagado um cravo e Abril pintado por Daniel Vieira uma das figuras mais cionhecidas da cultura altense. É vergonhoso. Que triste que estou por a aldeia do meu avô se ter tornado um, covil. Será ? Esperto bem que esteja enganada.

  14. Estive agora a ver a tua página, folgo muito saber das tuas actividades culturais, continua em frente com saúde e muita criatividade.
    Beijinhos da colega amiga Lourdes Moura

  15. O amigo Daniel continmua a ser uma grande figura de Alte. As gerações mais velhas já se foram e Alte é agora como noutras terras um dormitório de gente de outras paragens que não sentem o ALTE que vai desaparecendo lentamente.

  16. Eu suponho que o Daniel foi meu colega na Escola de Artes Decorativas Antonio Arroio à cerca de 45 anos no Curso de Desenhador Gravador Litografo depois eu segui Pintura Decorativa. Nunca mais soube dele em Alte gracas as maravilhas Das 7 aldeias tive a curiosidade de rever o colega que suponho ser o proprio.GOSTARIA de qualquer sinal do proprio. Victor Lavoura

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