AQUELA MULHER É MINHA MÃE

Aquela mulher, com brilho no olhar,
firmeza inabalável,
passos apressados, voz forte,
desafiou a todos,
a si mesma desafiou muito mais,
nunca se deteve… avançou em paz.
É a mesma mulher que na solidão,
na pobreza ou na fartura,
dividiu tudo o que sempre conquistou.
Aquela mulher
que passou por cima da brasa
dos seus próprios medos,
caminhou enfrentando
a resistência do movimento
dos sem ideal,
dos sem meta, dos sem coragem…
Aquela mulher atravessou montanhas,
percorreu caminhos de pedra,
chorou em silêncio, sozinha, confiou,
mesmo quando lhe afirmavam
que o mundo ia desabar.
Aquela mulher
é minha mãe!
Ela não seguiu os sinais no caminho,
apontados para o fracasso,
sofreu, viveu,
viverá sempre,
em tudo ou toda obra,
porque vai deixar muito mais
para frente do que para trás.
…………………..
Ivone Boechat

13 comentários a “AQUELA MULHER É MINHA MÃE

  1. Neste domingo dedicado às mães faço votos de um grande dia embora saiba que milhões delas por esse mundo fora não terão uma côdea de pão para oferecer aos seus filhos !

  2. Às Mães

    – às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e às que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem “perder-se” nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos;
    – às Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de assumir uma gravidez – talvez inoportuna e indesejada – por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado;
    – às Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;
    – às Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar…;
    – às Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta dum filho…;
    – também às Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe…e finalmente, também às Mães queridíssimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício…
    A todas as Mães, a todas sem excepção, um Abraço e um Beijo cheios de simpatia e de ternura! E Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite! E Obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!

    Fonte: APFN – Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
    Trav. do Possolo, 11, 3º
    1350-252 Lisboa

  3. As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
    Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
    À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.

    Marcelo Duarte

  4. Um beijo à sua Mãe Palma já que não posso dar à minha. O tempo passa a correr, e já lá vai quase um ano que partiu. Saúde da boa.

  5. Luís infelizmente também ela já partiu. Como você diz o tempo passa a correr……Boa semana

  6. E que elegantérrima a sua mãe estava Palma, gosto imenso do vestido ( ou blusa?).

    Quem tem filhos tem cadilhos … filhos criados trabalhos dobrados etc … etc… mãe sofre ao dar à luz e pela vida fora … Enfim!

    Bem hajam!

  7. Lila: A Foto não tem data mas penso que ela teria nesta tal vinte e tal anos…..\\\ Mãe não esquece mais! Está sempre presente mesmo depois de ausente fisicamente. \\ Lembro-me da Liliana me ter falado que também passou lá por casa para alugar os tais chapéus para casamentos…… Abraço. Boa semana

  8. Para mim também continua a ser o 8 de Dezembro. Não se percebe como a Igreja cede a pressões do exrterior. Já o 1º de Novembro o grande feriado de Portugal já que é dos mais comemorados em todos os cemitérios do país…deixou de ser feriado. Uma vergonha. esperemos que este insulto deste Governo acabe de vez no próximo 1º de Novembro. Que vergonha.

  9. Hoje é dia da Padroeira de Loulé. Nª Sª da Piedade. Estou crente de que os milhares e milhares de pessoas que ali se deslocaram pouico têm a ver com a hierarquia da Igreja Católica. Ali está espelhada a mãe de todos nós.

  10. Nâo deviam ter mudado esta data tão ancestral do dioa da Mãe. Afinal quem põe e dispõe em datas sagradas para os portugueses ? Nâo goisto mesmo nada.

  11. Gostei muito do comentário da Associação portuguesa das Famílias numeorsas. Os meus parabéns. Felecidades. Maria

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