AS GRADES DAS BURKAS

burqas

A MENINA DOS SEUS OLHOS

Esta tarde num breve passeio por Lepe, localidade situada a escassos quilómetros de Ayamonte deparei-me com a saída dos alunos de uma escola secundária. Igual a qualquer outra que habitualmente damos conta nas nossas cidades, só que ali no meio de toda aquela gente com o vestuário próprio desta época, surgiu uma jovem com traje certamente oriundo do norte de África e que destoava radicalmente entre os seus amigos embora a sua alegria fosse igual à dos que a acompanhavam.

Com isto vem mesmo a propósito a notícia de que se verifica, que desde 2002, todos os dias há uma rapariga muito nova que se tenta suicidar por imolação numa aldeia do Afeganistão, próxima da fronteira com o Irão.
Estas raparigas têm entre 13 e 25 anos e nem sempre morrem. Trinta por cento sobrevivem e ficam com sequelas graves para o resto da vida. Aos 20 anos ninguém devia querer morrer, mas estas jovens preferem a imolação pública ao sufoco privado de uma vida vivida no segredo das burkas. Há gestos que gritam para sempre !

É evidente que a jovem que passou por mim há poucas horas na pequena localidade espanhola não trazia burka nem parecia triste. Ainda bem.

Texto: Palma – Fonte: Público – Foto; Net

12 comentários a “AS GRADES DAS BURKAS

  1. Quando passei por Paris há uns tempos gostei de ver as muçulmanas passearem nos Campos Elísios com os seus vaporosos veus e tunicas compridas. Acho até que o faziam uma certa vaidade. Não me repugnou antes pelo contrário achei que era o trajo que gostavam de usar e que tinha a ver com a sua sociedade. Agora no que respeita às burkas do Afeganistão e de outros países em que a mulher é puramente qualquer coisa menos um ser humano aí também vos digo que é abominável. Enquanto as outras mostram a sua beleza oriental estas pobres são apenas fantasmas que se passeiam pelas ruas. Um horror num tempo em que a ciência e a técnica estão cada dia mais avançadas.

  2. Mais tarde ou mais cedo esse ancestral e bárbaro costume dará lugar á luz do dia sendo essas grades arrancadas para sempre. Que assim seja mais breve do que pensamos. Mimi

  3. Palma, esta foto trouxe-me à memória um quadro que comecei à umas dezenas de anos,(o Palma não o viu), onde “denuncio” estas práticas que me arrepiavam o cérebro… 3 rostos, um com o rosto todo descoberto, outro meio descoberto, por fim, o mais arrepiante… todo tapado pela Burka vendo-se através da rede um cadáver… quem não vai expor ao Afeganistão sou eu, livra… como é hábito, está por acabar,rsrs. Será que estas mulheres já nasceram com estas coisas na cabeça?… certamente que não… eis o resultado da vontade dos “grandes Srs” e do fanatismo religioso… até um dia, assim espero. \\\ A chuva nem deu para criar poças, lamento,rsrs. Inté. L.F.

  4. Alan e Mimi também pelo que vi em Paris na única vez que lá fui sinceramente gostei de ver as muçulmanas vestidas com traje domingueiro mas sem burkas claro. Muito femininas, levemente maquilhadas e naturalmente já mais ocidentalizadas. Passeavam-se com alguma vaidade e tinham razão para isso. Palma

  5. Luís: Quem sabe se este post não o entusiasmará para acabar o quadro das burkas para uma próxima expo. O fanatismo seja ele de que ordem for é sempre uma aberração. Estou convencido que não faltarão muitos anos para se acabar esta violência. E a Internet vai dar uma ajuda. Vai abrir muitas janelas e deitar abaixo muitas burkas. Alá é Grande mas estou convencido que não defenderá uma coisa destas. Abraço e bom sábado. Palma

  6. Que liberdade de escolha tem uma pessoa que, desde a infância, aprende que se deve portar e vestir de determinadas formas para reforçar sua feminilidade/condição social? E todos no espaço público reforçam essa mensagem afirmando que é assim que tem de ser, por respeito a uma questão cultural ou religiosa? Como é que essa pessoa será livre para escolher se a pressão que ela sofre é para se submeter a essas regras, ou, como alternativa, ser acusada de desonrar a família e até morrer por isso? Cynthia Semiramis

  7. A questão não está na decência ou na indecência, mas na imposição, no direito à escolha.
    Os ocidentais, com especial relevância para as mulheres são tão pressionadas no ocidente como no oriente. Se lá é o religioso, cá é a moda. Basta ver as “novas fardas” indo a qualquer escola, centro comercial. O problema do Oriente é á falta de opcção Ninguém é apedrejado por se vestir mal, ou não ligar à moda, mas pelos vistos pode ser selo por ofender um deus (Que é um conceito mais ridículo que há).
    Estamos sempre mal, quando os comportamentos são impostos por qualquer divindade, por são inacatáveis e há sempre um tipo a achar que o tal deus, fala com ele e é o detentor da MENSAGEM.

    A grande questão é esta, se de um momento para outro, a humanidade parasse com todas as práticas religiosas, a terra deixaria de girar, o sol de iluminar a terra, as plantas de florir?
    Certamente, que não.
    Os deuses acabarão, no dia em que o homem acabar, se tivermos sorte, acabarão antes. Robick – Obvius

  8. E a Justiça portuguesa não será ela uma burka com as grades rotas por onde saem toda a qualidade deinterferências que denigrem o Estado de Direito ?

  9. Extracto de um comentário de excelência:

    A grande questão é esta, se de um momento para outro, a humanidade parasse com todas as práticas religiosas, a terra deixaria de girar, o sol de iluminar a terra, as plantas de florir?

    Obviamente, felicito-o!!!

  10. … bem … tema sem dúvida sempre actual … quanto a mim, que prezo muito a minha liberdade e a de um povo em geral, é doloroso saber que em pleno século 21 situações destas existem, e pelo caminhar das coisas continuarão … muros ambulantes … Bom Domingo Palma extensivo ao pessoal que por aqui passa 🙂

  11. Há quem não perceba que a teocracia é o antónimo da democracia. É pena e é perigoso. Se o respeito pelas tradições fosse a bitola civilizacional teríamos ainda as monarquias absolutas, o esclavagismo, a tortura e, quiçá, a antropofagia, além de outras numerosas iniquidades. A civilização a que chegámos retrocederia para uma qualquer forma de tribalismo. Regressaria a barbárie. E o clero encarregar-se-ia de submeter as nossas vidas à vontade divina.
    Sorumbático -Ponte Europa

  12. Caros amigos visitantes: Na verdade este assunto gera sempre polémica onde quer que seja tratado. Na Itália, em França, Inglaterra e noutros países muitas são as vozes a favor e muitas outras contra. Pelo que li parece que esta tradição vem mais da mania da superioridade que o homem acha que tem sobre a mulher do que o que diz o Corão.Um bom domingo sem amarras …… Palma

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *