Às vezes nas gavetas……..

cem pesetas

Vista de Ayamonte

Vista de Ayamonte

NO TEMPO DAS PESETAS

Lembro-me de quando fui à Espanha (Ayamonte) pela 1ª vez, o ter feito como muitos outros o faziam, utilizando três meios de transporte para perfazer os 70 ou 80 Kms que distam de Loulé àquela cidade andaluza. O primeiro desses transportes era a camioneta da EVA até à Estação de Loulé. Ali, esperava-se pelo comboio que nos conduziria a V. Real de Stº António e finalmente na fronteira, teríamos que passar pela Alfândega e obter então o bilhete para a passagem de barco até ao tão desejado destino. Para quem tem hoje 20 anos e se desloca no seu carro em 30 ou 40 minutos até Ayamonte, não lhe é fácil compreender toda esta antiga odisseia que as pessoas passavam para ir ali « ao estrangeiro»……e tão pertinho…

A passagem pela Alfândega era outro problema que por vezes nos punha os cabelos em pé.

É que para além da fila enorme onde tínhamos que tomar lugar, ainda estávamos sujeitos a que nos confiscassem algumas ninharias que trouxessemos nos sacos. Lá se íam os famosos caramelos ou umas calças «Jeans» que em Portugal eram caras e nem sequer se encontravam com muita facilidade.

A minha nota de cem pesetas que ficou certamente esquecida no bolso de um casaco, tomou o seu lugar na gaveta das recordações e é hoje aqui apresentada como símbolo de uma dessas viagens.

Texto: Palma – Foto de Ayamonte – “Blog Estrada Poeirenta”

11 comentários a “Às vezes nas gavetas……..

  1. Também fiz esse percurso várias vezes. O mais interessante ainda era a passagem de barco. E até o Perfume Tabu ou Maderas do Oriente eram ofertas obrigatórias para quem ía à Espanha. Tudo muda. E ainda bem.

  2. Palma, é você, o Arthur e também a Cravo de Janeiro …. boas peças lol … brincando!!!!

    Temos uma tia-avó babadérrima … :))))

    Aventuras … Deus meu, na alfãndega de V.R.S.A … e mais tarde com o meu filho mais velho, tinha 2 anitos, o carro entrou para o barco, o puto acorda, começa a berrar e a dizer: o Marcos tá no carro, o carro no barco, o barco na água … berrando sempre, o Marcos morre! Ainda hoje uma tia-avó que estava connosto fala disso … Enfim! coisas que ficam … umas na gaveta da mobília e outras na gaveta da nossa memória 🙂 Um muito bom fim de semana … aproveitando o bom tempo que segundo parece está findando … Abraço.

  3. Lila: Você já viu que Janeiro é um mês de gente de bem, de classe, de bom coração,rssss. Agora deixando de brincadeiras tenho muitos amigos de Janeiro e até o meu pai nasceu no dia de Reis 6/1. Já você é uma Setembrina rss.\\ Essa aventura na Alfândega foi traumatizante para o miúdo certamente. É uma idade em que os medos são muitos . Eu também me lembro de alguns por que passei mas como não tinha estrutura mental para os enfrentar fizeram-me mal.\\ Mas deixemos isso e lembremo-nos de por exemplo uns bonbons/rebuçados com um recheio de laranja que era uma delícia e que só encontrávamos la´. Isto até há uns vinte e tal anos. Depois pouco a pouco passámos a ter tudo isso e mais que fosse quando as grandes superfícies começaram a aparecer por todo o lado. As novidades agora são as mesmas em quase toda a parte por onde andamos. Os tempos vão passando e vão trazendo como sempre, coisas boas e más. Um bom fim de semana e se quiser alguma nota de cem pesetas é só falar comigo kkkkkk. Abraço – Palma

  4. Levávamos escudos, trocávamos por pesetas, mas como a moeda deles era mias forte vínhamos com menos caramelos para casa. Um tempo sem graça.

  5. Essa nota de cem pesetas é do tempo do Generalíssimo Francisco Paulino Hermenegildo Teódulo Franco y Bahamonde Salgado Pardo de Andrade. Nascido em (Ferrol, 4 de dezembro de 1892 – Madrid, e falecido em 20 de novembro de 1975) foi um militar e ditador espanhol. Foi Chefe de Estado de seu país em regime utoritário de 1939 a 1975. Muitos milhões de espanhóis ainda hoje se recordam negativamente deste homem que causou sofrimento em toda a Espanha.

  6. Telmo se o tamanho do nome do Caudilho fosse proporcional à sua acção nefasta diríamos que bem melhor tinha sido se lhe dessem apenas um nome. Mas tudo isso é passado. Olhemos para o futuro pois até as cem pesetas apresentadas já saíram do mercado há uns bons anos.

  7. Bem Palma, como sou mais “cotinha” ainda troquei o Escudo quando a Peseta valia metade e tive a “esperteza” suficiente para trocar Escudos por Pesetas em moeda, assim tenho duas de 100 em prata, tem é a cara do ditador, mas não faz mal, quando me der na gana, derreto-as e fico com o metal, se fosse uma nota ardia e desaparecia,rsrs. Hoje vai ser dia de tertúlia aqui para o meu bairro, ai quando o Almeida souber,rss. Até lá. L.F.

  8. Quem sabe se essas cem pesetas de 1970 não serão das raras. É melhor ver a série. lol. Boa noite para a Louletania e seus colaboradores.

  9. Olá Luis: Cá estamos. Correu tudo bem. O espaço é belíssimo. O Ecran é do Monumental. A Feira de Artesanato é de 1ª. Os quadros à vista e escondidos são de boa qualidade. O pessoal da casa simpático. Enfim. Tudo a condizer. Aqui para quem nos escuta rsss é um mistério das Arábias. Bom feriado- Abraço Palma

  10. Cravo: A Gande Amália que nunca é demais lembrar, merecia um post. Mas não pôde ser. Será para a próxima. Obrigado pela indicação do filme do youtube. Abraço amigo para a capital do Reino rss. Palma

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