EMBLEMAS…..PARA TODOS OS GOSTOS !

Os emblemas que vos mostramos hoje nestas fotos, são dos anos a seguir à Revolução do 25 de Abril. São emblemas partidários e bem variados como grande era o número de partidos políticos que se formaram nessa altura, sendo certo que alguns deles já existiam na clandestinidade. Nos muitos comícios e manifestações que se realizavam nesse tempo, os militantes ou simples simpatizantes adquiram os mesmos em bancas montadas nesses lugares ou mesmo nalguma loja da especialidade como é o caso de uma famosa em Lisboa.

Estes fazem parte de uma coleção particular…e possívelmente poderá faltar algum entre os muitos que existiram no nosso país.

In Wikipédia : EMBLEMA – “Os termos “emblema” e “símbolo” são usados no dia-a-dia como significando a mesma coisa. No entanto existe uma distinção, sutil, entre ambos. A associação entre o símbolo e aquilo que este representa é direta e óbvia. Ao contrário, a associação entre um emblema e aquilo que este representa é indireta, necessitando de ser analisada e decifrada.

O emblema é, por isso, muitas vezes utilizado para representar, em termos visuais concretos, abstrações como entidades divinas, povos, nações, virtudes morais ou pecados.

Um emblema pode ser utilizado como distintivo identificador. Por exemplo, uma vieira – emblema de Sant’Iago – pregado às roupas, identificava um peregrino, durante a sua peregrinação a Santiago de Compostela. Na Idade Média foram atribuídos emblemas a muitos santos, que serviam para os identificar em pinturas, esculturas ou outras representações. Esses emblemas são chamados “atributos”, especialmente quando são representados junto à imagem do santo, numa obra de arte. Além da vieira de Sant’Iago, outros atributos famosos são a roda de Santa Catarina, a espada de São Paulo e a cruz vermelha de São Jorge.

Os membros das famílias reais e das grandes famílias nobres da Europa, adoptaram emblemas ou divisas pessoais, paralelamente aos seus brasões de armas. Algumas divisas famosas incluem a esfera armilar de D. Manuel I de Portugal, o sol de Luís XIV de França e o javali de Ricardo III de Inglaterra.”

A.C.

Fotos: J. Costa

AS FEIRAS NO ALGARVE RESISTEM AOS SÉCULOS…

As Feiras que ainda se realizam em Portugal e são muitas, remontam a muitos séculos de história.

No nosso Algarve ainda vão resistindo nas principais cidades da província. De Vila Real de Stº António a Lagos é durante o meses de Outubro e Novembro que a maioria se efectuam. Por exemplo na cidade de Silves que no tempo da moirama foi capital do Algarve, ainda mantem a sua Feira de Todos os Santos que se realiza desde 1492, tendo Silves recebido a “ Carta de Feira pelo Rei D. João II.

Desta vez fizemos uma visita à Feira de S. Martinho em Portimão, que é o mais antigo evento popular da cidade. Remonta ao ano de 1662, realizando-se anualmente em 11 de Novembro, mais precisamente no Dia de S. Martinho.

Ao longo dos anos estas Feiras têm vindo a sofrer algumas transformações como é natural. As velhas barracas de brinquedos que eram em tempo às dezenas estão hoje reduzidas ao mínimo. Mas os frutos secos do Algarve, as filhozes, a venda de vestuário para o inverno continuam com grande procura. Quanto ao divertimento, os carroceis, as pistas de carrinhos eléctricos, aviões e outras, são agora muito mais vistosas e alegram os olhos das crianças e adultos que os procuram a todo o momento.

Enfim, as velhas feiras algarvias vão sobrevivendo a tudo o que é mais moderno o que no fundo demonstra que o público continua a apreciar este tipo de evento que para muitos terão os dias contados. Alguma vez será. Entretanto que o Algarve de lés a lés, vá em cada ano revivendo estas festividades tão antigas e que conseguiram já ultrapassar muitos séculos de existência..

A.C.

Duas Fotos antigas: Google

Fotos da Feira de Portimão : José Costa

MÊS DE TODOS OS SANTOS

Grande parte de nós, principalmente os que frequentaram a catequese da Igreja Católica, recorda-se certamente dos «santinhos» que eram oferecidos ou pelas catequistas ou pelo Prior da freguesia que frequentávamos nesses tempos, várias vezes por semana ou por mês .

Os santinhos são retângulos de papel cujas faces comportam, de um lado, uma imagem de santo (ou santa, ou santos), e, do outro, textos em que se combinam preces e prescrições para utilizá-las corretamente, detalhes da vida do santo, propaganda da gráfica que imprime o material, etc

Deixamos-vos aqui algumas imagens das milhares que foram impressas ao longo de muitos anos e que fazem parte de uma colecção particular de mais de mil desses «Santinhos»

Mas para melhor compreensão deste fenómeno que ao longo de tantos anos fez e faz parte do universo religioso de cada um de nós, aqui fica um artigo bem interessante e completo de autoria de Renata de Castro Menezes

( http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832011000200003 )

A.C.

Fotos de José Costa

RECORDANDO BORRELA

Em tempos trouxemos aqui ao nosso Blog, o artista plástico louletano LEONEL BORRELA que também dedicou parte da sua vida ao estudo e divulgação do património alentejano, com dezenas de trabalhos publicados nomeadamente um estudo sobre as célebres Cartas de Amor de Mariana Alcoforado, a freira de Beja.

Borrela viveu parte da sua vida naquela cidade alentejana onde se casou e onde viveu até ao fim dos seus dias.

Desta vez deixamos-vos três desenhos à pena de sua autoria, onde estão

retratadas várias chaminés do Baixo Alentejo.

A.C.