LOULÉ: TRONOS DE Stº ANTÓNIO

A tradição dos Tronos de Santo António remonta ao século XVIII e e alguns estudiosos acham que terá começado após o terramoto de 1755, quando a Igreja de Santo António em Lisboa ficou parcialmente destruída. Particularmente muito querido dos lisboetas, Santo António não podia ficar sem domicílio. Daí surgiu a necessidade de se pedir “um tostãozinho para o Santo António” e arrecadar fundos para reconstruir a igreja. Os tronos, que inicialmente eram réplicas mais ou menos fiéis do altar da Igreja de Santo António, surgem de reuniões de muitos populares, nos pátios das suas casas, onde se reuniam para a construção dos tronos, com o apoio das coletividades dos bairros .

Mas em muitos outros lugares do país que não Lisboa, também em certas casas se montam estes tradicionais tronos, alguns bastante humildes.

Um bom dia com as bençãos deste Santo tão popular.

Fotos. António Clareza

TEATRO PORTUGUÊS EM SELOS DOS CTT

Foi-me oferecido hoje, um interessante livro editado pelos CTT e de autoria de Duarte

Ivo Cruz e cuja temática é o Teatro em Portugal. Nele se percorrem oitocentos anos da história do teatro no nosso país, desde as origens, ainda antes de Gil Vicente, primeiro dramaturgo português, até ao início do século XXI.

A obra homenageia sobretudo os autores da dramaturgia portuguesa, cenógrafos e actores que têm dado vida à arte do espectáculo no país.

Em 12 capítulos, são abordadas as épocas e os movimentos estéticos desde antes de Gil Vicente até ao nascimento do Teatro, passando pelo Renascimento e Classicismo, o Romantismo, o surgimento de Almeida Garrett e por aí fora.

A edição é ilustrada com fotos e outros materiais do acervo de diversas companhias de Teatro. Completam a edição, doze selos e dois blocos sobre Teatro em Portugal.

FARO MONUMENTAL

As quatro fotos que hoje trazemos ao Blog Louletania, dizem respeito a alguns lugares dos mais visitados e admirados da capital do Algarve – Faro.

O PALÁCIO BELMARÇO, foi mandado construir no início do século XX por Manuel Belmarço, um dos comerciantes mais abastados da capital da nossa província e que fez fortuna no Brasil com o comércio de café e cereais. Depois de muitos anos encerrado, é agora Sede de uma grande empresa, a Suburbus. É um dos edifícios mais fotografados da cidade, dada a beleza arquitectónica do mesmo.

O ARCO DA VILA é um notável edifício, mandado construir pelo Bispo D. Francisco Gomes de Avelar, sobre uma das portas medievais das muralhas. É uma obra da responsabilidade do arquitecto genovês Francisco Xavier Fabri e foi inaugurado em 1812.

ARCO DO REPOUSO. Diz a lenda que as tropas do Rei Afonso III após a conquista de Faro aos árabes em 1249, repousaram da terrível Batalha, neste mesmo lugar. Ao longo dos séculos, este velho monumento farense sofreu algumas alterações como aliás aconteceu com outras ilustres construções.

E por último, a foto do antigo Matadouro Municipal da cidade, em plena Alameda João de Deus e que é hoje Biblioteca Municipal. É bem visível a importante e vistosa fachada com motivos orientais.

Esperamos brevemente voltar a mostrar fotográficamente alguns outros monumentos ou lugares desta bela cidade e capital da província mais turística do nosso país.

Fotos : José Costa

Texto : A.C.

SERENIDADE EM TERRAS DE LOULÉ

Há um tempo em que por terras do concelho de Loulé muitas e variadas gentes as procuram, para se deliciarem com o clima e a paisagem que por cá se pode desfrutar. O verão, naturalmente que é o período em que isso acontece com mais frequência. Mas antes que cheguem essas multidões, que desejosas das suas férias tornam estas terras menos silenciosas, fomos visitar alguns lugares paradisíacos deste nosso concelho. Aqui ficam algumas fotos obtidas pelo amigo José Costa

na Vila Sol \ Quarteira \ Vilamoura e na Quinta do Lago \ Almancil.

A.C.

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Perguntei à terra,
ao mar, à profundeza
e, entre os animais, às criaturas que rastejam,
Perguntei aos ventos que sopram
e aos seres que o mar encerra.
Perguntei aos céus, ao sol, à lua e às estrelas
e a todas as criaturas à volta da minha carne:
Minha pergunta era o olhar que eu lhes lançava
A sua resposta era a sua beleza.”
 

Santo Agostinho