Barbearias e Brilhantina

Alguns leitores deste blog olhando a fotografia deste frasco possívelmente não identificarão a sua utilização.

Mas quem, há umas dezenas de anos atrás frequentava as barbearias de então, reconhecerá nele o famoso frasco da brilhantina, um espécie de óleo com que se penteva o cabelo e que dava ao mesmo um aspecto molhado e brilhante. Nesse tempo era hábito os clientes deslocarem-se ao barbeiro para fazerem a barba, duas ou três vezes por semana, aproveitando a ocasião para dar uma penteadela no cabelo e « passar» a navalha para limpar o pescoço já que nos empregos era notado e mesmo exigido nalguns deles, um permanente tratamento de limpeza do cabelo e barba não podendo deixá-los crescer para lá de um certo limite.

Quanto à cadeira de barbeiro da foto, deixou de se usar há muito. Estas cadeiras eram totalmente em madeira e tinham um enconsto de cabeça onde se colocava um rolo de papel que se ía mudando consoante os clientes íam sendo «despachados». Já nos anos sessenta vieram as cadeiras cromadas e estofadas que aos poucos foram substituindo um pouco por todo o lado, as velhas cadeiras de madeira como a que se pode ver na foto publicada.

 

 

 

Fonte: Fotos do Blog Joaquim Pintos Pinto’s Cabeleireiros a quem agradecemos.

11 comentários a “Barbearias e Brilhantina

  1. Tive uma destas cadeiras num velho sótão só que a mesma estragou-se Foi uma pena. Hoje gostaria de a ter na sala já que um tio meu foi barbeiro, mas só damos valor às coisas depois delas já não prestarem.

  2. E assim tudo vai mudando. E ainda bem porque os tempos de miseria que se viveram não são certamente uma boa recordação. Lembramos sim os nossos parentes e amigos de quando eramos jovens mas o resto pouco tinha de alegre.

  3. A brilhantina já voltou mas noutros moldes mais finos e mais higiénicos. Também as cadeiras e outros materiais são hoje o oposto a pobreza daqueles tempos. MJoka

  4. A profissão de barbeiro é muito antiga. Na Grécia, as imagens utópicas das divindades mitológicas assumiam um ideal de beleza e perfeição corporal. Essa preocupação estética levou à necessidade de um espaço exclusivo e adequado para o tratamento de beleza, incluindo o capilar.

    Assim, surgiram os primeiros salões de beleza e a profissão de barbeiro, exclusiva do sexo masculino. Já nessa época, os barbeiros completavam os penteados com falsos cabelos.

    Os homens pertencentes à nobreza e os guerreiros, apresentavam cabelos compridos, sustentados por faixas, correntes ou condecorações.

    Os adolescentes copiavam os penteados de Apolo e Arquimedes, enquanto os velhos e filósofos usavam cabelos longos e barbas densas, como símbolo de sabedoria. As barbas e bigodes eram cortados com ponta de lança, à imagem de uma sociedade de gladiadores.

    Os escravos, que não se distinguiam dos homens livres, apresentavam cabelos curtos e lisos, não se permitindo barbas nem bigodes. Nas antigas culturas, quem pegasse na barba ou cabelo de uma pessoa, era severamente punido, pois significava um atentado à honra e uma intromissão em sua psique.

  5. Estimad@ blogger,

    Volto a entrar em contato contigo para saber o que achou da oferta que te fiz faz alguns dias em participar de uma campanha de Marketing em Portugal. Fico no aguardo de resposta.

  6. Sem dúvida que no meu salão de cabeleireira ficaria muito bem uma cadeira destas como peça de museu. Vou procurar. Obrigada.

  7. Ainda usei essa brilhantina pastosa. Ficava o cabelo brilhante mas bem empastado.

  8. Estas cadeiras há muito que se deixaram de usar. Talvez no Portugal profundo nalguma aldeia perdida se encontre ainda alguma.

  9. Agora há uma série de gente nova a escolher esta profissão de barbeiro. Houve um tempo que parecia estarem a desaparecer. Ainda bem que voltaram. Barto

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