Cantinflas o Chaplin da América Latina

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Chamavam-lhe o Charles Chaplin do cinema latino-americano. Mário Moreno “ Cantinflas” foi rei do humor durante décadas em muitos países do Mundo. O seu estilo era o da comédia de erros e o falar complicado. No México, onde comemoraram o centenário do seu nascimento há algum tempo atrás, ele é um dos seus filhos mais ilustres de sempre.

Em 1964, Chaplin e Mário Moreno conheceram-se e foi Chaplin quem surpreendeu expressando – segundo a imprensa mexicana da época -a sua admiração por Moreno, a quem chamou “o homem mais engraçado do mundo”.

Nascido no dia 12 de Agosto de 1911 numa família humilde e numerosa, Moreno não conseguiu concluir os estudos e sua educação foi forjada nas ruas do bairro de Tepito, na capital mexicana, onde desempenhou os mais diversos ofícios, de engraxador a vendedor e pugilista amador, até descobrir o mundo do espectáculo.

Foi em tendas montadas em comunidades populares que foi sendo gestado o “Cantinflas”, nome que, segundo o escritor mexicano Carlos Monsivais é uma corruptela da expressão “Cuánto inflas”, relacionada com o estilo de falar muito sem dizer nada, característico do personagem.

Nesses locais, Moreno também cantava tangos imitando Carlos Gardel, dançava o charleston e fazia paródias políticas. Aí conheceu Valentina Ivanova, o grande amor de sua vida, com quem se casou em 1934 e adoptou um filho em 1961.

Mário Moreno foi contemplado com o Globo de Ouro de melhor actor em 1957, pelo seu papel no filme “A Volta ao Mundo em 80 dias”.

Cantinflas, nome artístico de Fortino Mario Alfonso Moreno Reyes faleceu em Abril de 1993, vítima de um cancro num pulmão.

A vida mudou quando aos 20 anos teve a chance de substituir o apresentador do espetáculo. Ao inverter frases, trocar palavras e abusar do improviso, Cantinflas, conquistou o público.

Em Hollywood rodou apenas dois filmes: A Volta ao Mundo em 80 Dias, um sucesso de bilheteira e Pepe, um fracasso de público.

A crítica destaca que os melhores filmes do comediante foram feitos nos anos 40 e 50. Entre os seus trabalhos mais elogiados deste período estão, Os Três Mosqueteiros (1942), O Circo (1943), El Supersabio, O Mágico (1948), O Bombeiro Atómico (1950) e Se Eu Fosse Deputado. Todos escritos para ele por Jaime Salvador.

Sua popularidade foi tamanha que a Real Academia Espanhola da Língua adoptou, inclusive, o uso do verbo ‘cantinflear’.

Fonte: Jornalggn.com.br – Fotos Net –

 

4 comentários a “Cantinflas o Chaplin da América Latina

  1. A malta delirava com o Mario Moreno. Era um humor diferente. Nos cinemas era o delírio.

  2. Adorava os filmes com Cantinflas. Só de ver seu personagem, caía em gargalhadas.

  3. É interessante que os nossos gostos também mudam consoante os anos passam. Hoje não acho tão engraçado o personagem Cantinflas quado revejo os seus filmes embora o reconheça como grande actor.

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