DIA DE ENTRUDO

O Inverno aproxima-se do final. A Primavera dá os primeiros sinais. As árvores ganham flor e, no ar, desenha-se a dança dos bandos de andorinhas. Uma renovação de vida que o entrudo comemora. Rituais entre o pagão e o religioso dão as boas-vindas a uma nova estação. Manifestações que assentam, provavelmente, em festividades primitivas associadas às festas de carácter orgíaco, como as bacanais, celebrações a Baco, deus do vinho, na Grécia antiga, ou as saturnais, festas em honra a Saturno, Deus da agricultura, na Roma antiga.

O Entrudo aparece como dias de excesso, de libertação, antes da Quaresma, período do calendário católico que pede abstinência. Enterra-se o Inverno, símbolo do Velho, guerreia-se o Verão com a Invernia. Daí os muitos enterros pelo País fora – «enterro do velho», ou o «enterro do galo», «enterro do Entrudo», «enterro do João», bem como o «enterro do bacalhau», o qual é, por vezes, afogado ou despedaçado a tiro. Sublinha-se, ainda, os combates Inverno/Verão, teatralizados com batalhas carnavalescas entre jovens floridos e figuras andrajosas, demoníacas.

A foto que hoje apresentamos foi obtida na freguesia mais distante da sede do concelho, ou seja, no Ameixial, onde alguns teimosos foliões ainda tiveram arte e engenho para colocar o Entrudo agonizando… apesar de não parecer. ….

Agradecemos ao nosso caro amigo Luís Guerreiro por ter cedido a dita foto obtida nestes derradeiros momentos do Entrudo de 2011.

Fonte: Site Café Portugal

7 comentários a “DIA DE ENTRUDO

  1. Apesar de acamados os algarvios não deixam de ter a sua virilidade, made in caldas,rsrs.

  2. Deixaram de fazer o enterro do entrudo que era sem dúvida uma manifestação verdadeiramente popular.
    As festeiras fazem um boneco com palha por dentro, desenham-lhe os olhos, o nariz e a boca.

    No outro dia o boneco já está feito, de noite andam pelas ruas da aldeia a chorar e a gritar.

    Vão de uma ponta da aldeia a outra, quando chegam ao fim queimam o boneco.

    (As pessoas vão de preto).

    Depois de queimarem o boneco ficam a vê-lo a arder.

    De regresso a casa vão cantando músicas alegres e a tocarem os chocalhos.

  3. Este é que é o genuíno carnaval feito pelas gentes das terras com o seu sentido humorístico.Não se poderia misturar um pouco disto com o desfile dos carros , para não parecer um desfile de um aniversário qualquer de uma cidade americana ? Tiago

  4. Um dia de Entrudo para esquecer. O nosso ???????? Presidente fez um discurso mais de um dia de finados do que outra coisa.
    Qualquer português se sentirá envergonhado depois de escutar aquilo. Vejamos o que diz o Câmara Corporativa:
    —— Foi um discurso completamente inoportuno, para não dizer irresponsável ou mesmo anti-patriota: se há momento em que o país não precisa de conflito é o actual.

    10.º Foi um discurso decadente, sem rasgo, de uma pobreza retórica sem paralelo. Um discurso que não tem qualquer referência à História, à língua ou à vocação dos portugueses no mundo. Um discurso que, em vez de citar algum dos nossos grandes poetas, cita o boletim do Banco de Portugal.

    11.º Foi um discurso em plano inclinado, derrotista e lamuriento, que denigre o nosso país (ainda para mais, na presença de representantes estrangeiros) e que não oferece qualquer visão de esperança, sentido de futuro ou motivação inspiradora.

    12.º Foi um discurso incoerente: que lamenta que os jovens tenham que emigrar, mas se vangloria com os prémios por eles obtidos no estrangeiro; que invoca a necessidade de reduzir a despesa pública, mas ao mesmo tempo diz que há limites para os sacrifícios e apela a que o Estado apoie diversos sectores.

    13.º Foi um discurso insurreccional, apelando à sublevação popular e colando-se oportunisticamente ao descontentamento legítimo de alguns jovens. Um exemplo grotesco de aproveitamento político.

    14.º Foi um discurso serôdio e monolítico, com referências passadistas aos valores da Família, expondo um pensamento retrógrado, tacanho e conservador.

  5. O Dia de Entrudo no meu tempo era um pagode. A malta pequena gostava de se vestir com trapos velhos e assustar as miudas. Tempos que já não voltam. Luis

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