Duas estrelas que se apagaram….

No espaço de um mês apagaram-se duas estrelas do firmamento de Hollywood . Duas velhas Stars que fizeram sonhar milhões de cinéfilos no mundo inteiro. Num tempo em que o Cinema enchia salas, desde as pequenas aldeias às grandes cidades, estas mulheres foram verdadeiros mitos que ficaram na memória de muitos milhões de admiradores da 7ª arte.

Olhai o Universo. Certamente estão lá em cima engrossando os inúmeros pontos de luz que bem podemos observar nas noites límpidas como esta.

Palma

ELIZABETH TAYLOR (1932 – 2011 )

Dificilmente encontrarei palavras suficientes que consigam descrever a afeição que tenho pela Elizabeth Taylor. Foi provavelmente a última Diva do cinema americano, em toda a sua forma e conteúdo; pela beleza, pela paixão, pelo talento, pelo brilho, fulgor e entrega em todo e qualquer papel que interpretou, mas acima de tudo pelo seu lado humano e pelo muito que fez e contribuiu na luta contra a Sida.

Inesquecível e gosto de pensar que teve uma vida longa, feliz e completa. Ficará agora na nossa memória como a rainha (e a mulher) mais apaixonante, insaciável e obstinada que o cinema alguma vez conheceu. E nós agradecemos-lhe por isso.

Helder Magalhaes

JANE RUSSEL (1921 – 2011)

Ernestine Jane Geraldine Russell nasceu em Bemidji, Minnesota, Estados Unidos da América, a 21 de Junho de 1921, e faleceu em Santa Maria, Califórnia, a 28 de Fevereiro de 2011 (com 89 anos).

Antes de ter sido descoberta pelo multimilionário e cineasta Howard Hughes, foi recepcionista num consultório dentário. A sua estreia no cinema foi fulgurante, em 1943, em “The Outlaw” (O Proscrito), um western dirigido pelo próprio Howard Hughes. De um dia para o outro transformou-se num sexo símbolo da América, de que é bom exemplo “Os Homens Preferem as Loiras”, onde fazia dupla com Marilyn Monroe. Que combinação!

Foi igualmente cantora, casou três vezes, adoptou três crianças, criou uma instituição de apoio à criança, a World Adoption International Fund, e foi homenageada, no Alaska, dando o nome a dois montes, que relembram os seus nunca esquecidos seios: os Jane Russell’s Peaks.

Não foi apenas um corpo e uma sensualidade explosiva. Foi também uma actriz interessante e uma personalidade dominante. Deixa saudades.

Lauro António

9 comentários a “Duas estrelas que se apagaram….

  1. Gata em telhado de zinco quente foi o filme que mais me marcou da Elizabeth Taylor. Da Jane Russel apenas vi o ” Os homens preferem as loiras”. Dois grandes rostos do cinema que marcaram várias gerações.

  2. EUA: Liz Taylor elegantemente atrasada no seu próprio funeral

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    Sexta-feira, 25 Março 2011 16:30Z
    Actualizado há 3 horas e 15 minutos.

    PortugalGay.PT (Portugal)PortugalGay.PT

    EUALiz Taylor deu instruções expressas para que o seu funeral tivesse um ligeiro atraso, o seu pedido foi cumprido e famosos prestaram a última homenagem.

    Elizabeth Taylor foi sepultada esta quinta-feira. O seu assessor explicou à UsMagazine.com que o serviço fúnebre foi programado para as 14:00 mas a cerimónia foi atrasada propositadamente 15 minutos cumprindo assim o desejo expresso da estrela.

  3. Para os admiradores da actriz Elizabeth saibam que ela ficou sepultada no mesmo cemitério onde se encontra o seu amigo Jackson:
    O corpo da Elizabeth Taylor foi sepultado ontem no Forest Lawn Memorial Park em Glendale, na Califórnia, no mesmo cemitério onde estão os restos mortais de Michael Jackson, que era amigo íntimo da artista.

    O funeral decorreu durante uma pequena cerimónia de carácter privado, que reuniu apenas cerca de 30 familiares, um dia depois da morte da actriz, vítima de insuficiência cardíaca.

    De acordo com informação avançada pela imprensa local, a rapidez inesperada com que foi realizada a cerimónia fúnebre ficou a dever-se ao facto de Elizabeth Taylor ter-se convertido ao Judaísmo. in Vidas

  4. A Actriz Jane Russel além de ser um mito do cinema foi também mulher de bom coração. Ela apoiava um Centro de Apoio à Infância na sua terra natal – o WAIF – World Adoption International Fund. Nem sempre há da parte desta gente que às vezes admiramos bastante o outro lado da solidariedade. Também é verdade que a Lis Taylor também ajudava na luta contra o AIDS. Paz às suas almas.

  5. Olá amigos. Penso que estes mitos de Hollywood estão mesmo no fim. Elas pertenceram a uma época em que o cinema era o máximo das artes embora denominado a 7ª. Bom domingo.

  6. ……Fez ainda coisas muito boas na década de 60: “The Sandpiper”, “Who’s Afraid of Virginia Woolf? (outro Óscar de melhor actriz), “The Taming of the Shrew”, “Reflections in a Golden Eye” (dirigida pelo fabuloso Huston), “The Comedians”, “Boom!” e “Secret Ceremony” (ambos do agora injustamente quase desconhecido Losey). Continuou a entrar em filmes, telefilmes, e outras coisas tais. Foi “The Blue Bird”, sob a direcção de Cukor. Mas a “minha” Liz Taylor, mulher de coração grande que abraçava causas e maridos de forma generosa, fica eternizada nas imagens de “A Place in the Sun.” Linda de morrer. Quem é linda de morrer nunca morre.

    Lauro António no seu blog

  7. Tudo tem um principio e um fim … algumas vezes com um meio pelo caminho … É Palma, parece que agora é que os mitos hollywoodescos acabaram mesmo … pareceu-me ouvir dizer que a E.T. era a última. Fizeram sonhar muitos corações, disso não restam dúvidas.
    Paz às suas almas, e um grande obrigado pelos momentos agradáveis que nos proporcionaram.

    Abraço extensivo …

  8. É verdade Liliana. Assim vão desaparecendo as estrelas da nossa juventude……. Tudo tem um fim.

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