Em Fevereiro de 1954 o Algarve ficou mais branco

Em 2 e 3 de Fevereiro de 1954, Loulé e práticamente toda a província, assistiram a algo muito invulgar, por estas terras. Ruas, caminhos, telhados,montes e vales, tudo ficou coberto de um manto de neve.

Já lá vão 58 anos. Mas, muitos são os que ficaram maravilhados nestes dias de que vos falamos .

 

Segundo o DN da altura, “….em Olhão interromperam-se a luz eléctrica e as comunicações telefónicas. Durante toda a tarde, até cerca das 21 horas, nevou abundantemente. O frio era intenso e a ventania tinha rajadas fortes. Há referência a São Brás, onde durante dez horas consecutivas caiu neve, que nas ruas atingiu 30 centímetros e em alguns sítios um metro. Em Faro, durante parte do dia e da noite caiu forte nevão, facto que despertou curiosidade, pois a maior parte da população nunca vira neve. Em muitos outros locais do Algarve são referidos: em Lagos “caíu neve com abundância”; na Fuzeta “não há memória de espectáculo tão deslumbrante”; em Silves “caíu neve sobre esta cidade e arredores durante toda a tarde, proporcionando um espectáculo de extraordinária beleza”. Nota-se ainda Aljezur, São Bartolomeu de Messines,Loulé e Estoi (onde o termómetro marcou zero graus).”
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(Notícia publicada em Janeiro de 2004, no jornal «Algarve Informação». )

– Fotos da Avª Costa Mealha de Loulé, cedida por H. Louro e Telhados de Faro cedida por J. Mariano e Nata Design )

 

 

 

 

7 comentários a “Em Fevereiro de 1954 o Algarve ficou mais branco

  1. Obrigado aos caros amigos que me cederam as duas belas fotos. O H.Louro e o José Mariano.

  2. Já conhecia a foto de Loulé mas não a de Faro. Bonita era a cidade sem aqueles gigantes de predios que hoje não têm graça alguma. Vitorina

  3. Gosto destes dias do chamado Entrudo. A fantasia fascina-se, não a brutidade e o mau gosto. Viva o Carnaval. Mary

  4. Poema Balada à Neve

    Com que alegria vi neve
    Caindo de forma leve
    E de maneira tão bela,
    Tudo cobrindo,em breve
    Quanto s’avista da janela!!

    Alegre,brinquei a valer,
    Tomando um certo bocado,
    Que nas mãos consegui reter
    Como se fosse donzela
    Fazendo o seu bailado!!

    A alvura do caminho
    Do quintal ou do telhado,
    Parecia manto d’arminho
    Ou alvo lençol de linho
    Que ali fosse deixado!!

    Árvores tristes,despidas,
    Na sua algidez mortal
    Surgem agora revestidas
    Nas ruas e avenidas
    Aparem assim vestidas
    Como prendas de natal.

    Fligramas graciosas,
    Surge aqui e além,
    Em figuras graciosas
    Tão bonitas,tão vistosas
    Tão belas e virtuosas
    Como não fazem ninguém….

    Como é lindo ver a neve,
    Caindo lá das alturas,
    Mas é tão fugaz e tão breve
    Que o encanto mal reteve
    A beleza das alvuras!!

    Foi um prazer p’rós meus olhos
    Este espectáculo invernal
    Cobrindo todos os escolhos
    Pondo alvura nos restolhos
    E,em tudo,no meu quintal.

    Poema escrito por Fabião Baptista

    Retirado do Jornal de Vila Velha de Ródão

  5. É um espectaculo maravilhoso. Este ano estive na Suiça e pode-se dizer que as aldeias das montanhas são autenticas maravilhas cobertas de neve. Sá

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