EMANUELLE…há 39 anos muita gente se escandalizou

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Kristel em imagem do filme Emmanuelle

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Kristel algum tempo antes do seu fim.

Há precisamente 39 anos que estreava em Paris um filme que ultrapassava as barreiras do que era aceitável em filmes na época, com cenas envolvendo estupro, masturbação e casos extra-conjugais consentidos pelo casal de namorados no filme.
Sylvia Kristel a holandesa que interpretava “Emmanuelle” e heroína daquela «pouca-vergonha», tornou-se rápidamente famosa no mundo inteiro. A liberdade já tinha chegado a Portugal quando o filme aqui foi estreado e por isso mesmo, as longas filas para adquirir bilhete foram uma constante nas cidades e vilas onde o filme foi exibido.
No Brasil a estreia só aconteceu cinco anos depois e mesmo assim com alguns cortes.
Trinta e nove anos volvidos, que importância teria hoje este filme nas mesmas sociedades onde foi exibido ?
“O erotismo é a vontade de negar a morte, a afirmação da vida. O erotismo pertence ao sagrado.”
―Maurice Béjart .

Sylvia Kristel faleceu em 2012 depois de uma luta inglória contra um cancro no esófago.

Foto: S. Kristel em “Emmanuelle”

 

6 comentários a “EMANUELLE…há 39 anos muita gente se escandalizou

  1. Lembro-me perfeitamente desta bela mulher nesse filme que gerou ondas de falsa moral. Em Portugal estávamos em pleno 25 de Abril, numa abertura jamais imaginada.

  2. Era uma mulher linda e sensual. A malvada doença levou-a ainda cedo. Erotismo de 1ª.

  3. Naquela época causou algum escândalo pelo menos entre as mulheres. Mas foram muitas que viram o filme. A partir daí o erotismo soltou-se. Viva a Emmanuelle.

  4. NTERNADAS

    Quinze anos uma, a outra uns dezasseis,

    Num só quarto dormiam, lado a lado.

    Era em Setembro, à noite, o ar pesado.

    Cor de morango, olhos azuis tão frágeis!

    Despem, como quem livre se deseja,

    A veste fina, d’ambar perfumada.

    Ergue a mais nova os braços, arqueada,

    Enquanto, mãos nos seios, a irmã a beija.

    De joelhos já cai, e assim treslouca,

    Cola o rosto ao ventre e sequiosa boca

    Afunda no que é sombra e incandescência;

    E a menina recenseia o que sente

    P’los débeis dedos, um valsar fremente,

    E rosada sorri com inocência.

    Noticia bibliográfica

    Poema publicado em Poemas Malditos de Paul Verlaine (1844-1896), por O Oiro do Dia em 1981, com tradução da poetisa Luiza Neto Jorge (1939-1989) e desenhos de José Rodrigues

  5. Nunca vi o filme, sei do seu impacto, sei também que é da minha terra: Utreque (Utrecht, Holanda).

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