Estrela da Tarde uma canção sem tempo !

“Estrela da Tarde”, canção do reportório de Carlos do Carmo, é sem sombra de dúvida, possuidora de um dos mais belos poemas de amor escritos para canções em português. Ary dos Santos foi seu autor  sendo a música de Fernando Tordo

Esta é daquelas canções sem tempo .  Vale apena escutá-la  nesta noite de Primaveracom cheirinho a Outono.  Boa audição.

Palma

8 comentários a “Estrela da Tarde uma canção sem tempo !

  1. Não é para qualquer um escrever um poema de amor deste nível. Ary dos Santos, apesar de eu não alinhar com o que defendia politicamente para Portugal,foi um dos maiores poetas para canções na lingua de Camões.

  2. Os poemas do Ary são mais de índole social mas ainda encontrei aqui um outro na net:
    Meu amor, meu amor

    Meu amor meu amor
    meu corpo em movimento
    minha voz à procura
    do seu próprio lamento.

    Meu limão de amargura meu punhal a escrever
    nós parámos o tempo não sabemos morrer
    e nascemos nascemos
    do nosso entristecer.

    Meu amor meu amor
    meu nó e sofrimento
    minha mó de ternura
    minha nau de tormento

    este mar não tem cura este céu não tem ar
    nós parámos o vento não sabemos nadar
    e morremos morremos
    devagar devagar.

    José Carlos Ary dos Santos

  3. Bela canção para quem está apaixonado ou ainda gosta de alguém mesmo que do passado. As grandes canções não morrem. Celta

  4. Carlos do Carmo é um cota em relação à minha idade- Mas é alguém por quem vale a pena dispender algum tempo para o escutar. Esta canção é uma das tais grandes canções de amor.

  5. Caro Palma,

    numa gostosa conversa, que há uns anos atrás,tive a oportunidade de saborear com o fadista Carlos do Carmo, este teve a gentileza de me contar como nasceu o célebre poema. Assim sendo, aqui vai.

    O José Carlos Ary dos Santos tinha acabado de viver um enorme desgosto de amor. Retira-se para a sua casa, na rua da Saudade. Acompanhado pela(s) sua(s) garrafa(s) de gin tónico, começa a escrever um poema de amor. O poema é escrito de um só jorro, sem qualquer tipo de emendas. São 816 ou 818 palavras (já não me recordo do número de palavras dito pelo Carlos do Carmo) escritas de uma forma repentina. Sem hesitações. Sem pausas. Sem rascunhos. Sem correcções. Sem emendas. Foi simplesmente o génio do Ary a escrever.

    Depois é o que se sabe: escrita a «A Estrela da Tarde», telefonou, de imediato, ao Carlos do Carmo a oferece-la. De seguida, o Tordo musica-a e o Carlos do Carmo canta-a. Sempre com enorme sucesso.

    Abraço

  6. Meu caro João Chagas Aleixo: Um muito obrigado pelo seu comentário tão oportuno, pois tal como eu muitos leitores certamente desconheciam essa pequena e interessante história do nascimento desta canção, sobretudo o poema. O Ary pode-se dizer que era um génio. E o Carlos do Carmo um grande senhor . Penso que há muito poucos artistas em Portugal que se saibam apresentar num palco como o CC. Lembro-me de um espectáculo que ele deu aqui no Cine Teatro há uns dez ou onze anos e que deixou o público rendido. Do palco para a plateia e vice versa, CC deu um show tanto no canto como nas explicações que dava
    para as músicas e para outros temas que lhe íam surgindo . Abraço amigo – Palma

  7. Esta Lisboa que eu amo, com Tornados e tudo o mais,
    Esta prima que engana, andorinhas e pardais,rsrs. É Palma, depois tromba de água houve para estes lados uma trovoada que me deixou os tímpanos atordoados… a propósito, (depois do exame), só tenho Consulta a 20 de Maio… e tenho Médica de família, olha se não tivesse… assim vai a saúde!… pronto já sei, sou um felizardo, aqui bem perto, à 30.000 que não têm… sem risos.

    No tempo do Ary dos Santos, não havia tantos desencantos,rsrs, Inté. L.F.

  8. Caríssimo Furtado Luis rss. Esta coisa de a gente achar que as coisas só acontecem aos outros rsss…. é que não está certo. Mais tarde ou mais cedo bate à porta.\\ Por aqui ainda não houve trovoada mas parece que está anunciada para o fim de semana. \\ Vulcões, tornados, trovoadas, chuvas, ouvidos tapados e com zumbidos, tudo isto afinal faz parte de quem vive na Terra… não ? Se bem que algumas destas coisas a gente prescindia. Boa Prima vera. Palma

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