Fotógrafos louletanos de ontem…..

Para os jovens de hoje, obter uma fotografia instântanea de um rosto, uma casa ou uma rua,

é tão fácil e normal como entrar numa pastelaria para comer um bolo. Mas para os nossos pais ou avós, há umas dezenas de anos atrás para conseguirem uma foto sua, teriam que se deslocar a um estúdio fotográfico acontecendo até que ao longo da vida poderiam entrar duas ou três vezes apenas para esse fim.

Em Loulé tempos houve em que havia apenas um desses Estúdios.

O Museu Municipal há algum tempo atrás, deu a conhecer a muitos louletanos e não só, o material que compunha esse Estúdio chamado “ Guerreiro Padre” e bem assim centenas de fotografias nele tiradas ao longo de muitos anos.

Doada por intenção de Maria Francisca Guerreiro, sua filha, o Museu pretendeu reconstituir a “ memória do olhar” de um fotógrafo que registou em vidro e em película rostos de gente do concelho de Loulé, em momentos marcantes das suas vidas, nas décadas de 20,30 e 40 do século XX, através de uma pequena exposição com materiais fotográficos e cenários utilizados no seu estúdio. José Francisco Guerreiro era natural de Clareanes – Loulé tendo sido ainda Director, proprietário e editor do 1º exemplar da “ Voz de Loulé”, publicado em 26 de Outubro de 1924. Apesar da sua ordenação sacerdotal, decidiu dedicar-se à fotografia. O seu estúdio fotográfico “ Guerreiro Padre” teve como primeiras instalações a sua casa particular situada na Praça da República no 1º andar da Farmácia Pinheiro tendo mais tarde transferido esse estúdio para a Avª José da Costa Mealha.

A fotografia que publicamos mostra uma dessas máquinas que captaram para a posteridade

os rostos de muitos nossos familiares e até de alguns de nós. Tanto a máquina como alguns álbuns de fotografias estão à disposição no Museu Municipal para quem queira consultar.

Imagem: Palma

Fonte: Agenda Municipal

6 comentários a “Fotógrafos louletanos de ontem…..

  1. Tenho algumas fotografias em casa tiradas em estúdios com uma qualidade brilhante para a época. Amadeu

  2. Que bela seria esta máquina para fotografar o nosso Presidente Aníbal já que é uma pessoa do passado sem visão do futuro. Que me perdoe a magnifica máquina aqui fotografada.
    Um jornalista com JOTA grande diz:
    Baptista Bastos, Dois discursos: a grandeza de quem sabe; e a soberba de quem é apenas Presidente:

    ‘O discurso reflecte essa arrogância, essa soberba e essa notável falta de humildade e de senso. Largou umas zurzidelas menores ao Governo e a Sócrates, num português medíocre, muito apreciado pelos seus prosélitos. Dizem que é bom economista. Parece que os bons economistas não estão nada de acordo. Usa frases insípidas e ríspidas, mas não imparciais, independentes ou neutrais. Um Presidente nunca dispõe dessas virtudes. Um Presidente, neste caso o dr. Cavaco, reserva-se o direito de omitir, ser pouco claro, e de ter com a verdade relações nem sempre translúcidas.

    O texto é obscuro, sinuoso, baço, desmotivador porque o conteúdo é mais tenebroso do que as críticas de Medina Carreira. Este, pelo menos sustentava as suas opiniões; além de falar um idioma de lei. Digam-me, em consciência e com toda a franqueza: que português é atraído por aquelas frases e corre, desabrido e ofegante, para salvar a pátria? Nem um. A não ser, acaso, o dr. Miguel Macedo, o único que viu um escondido fulgor, um resplandecente apelo à acção, uma cintilante chamamento no cabisbaixo documento.

    Paulo Portas, esse, foi a desilusão estatelada. Interrogado por febris jornalistas, declamou, sério e assertivo: “Um discurso duro e verdadeiro.” Tenho saudades do tempo em que Paulo Portas, n’ “O Independente”, reduzia Cavaco e sua corte a subnitrato. A prosa do então jornalista, era do melhor que a Imprensa produzia. Aliás, era o que de mais vivo, mais combativo e jovem o semanário publicava. Agora, parece um senhor que, para abater as banhas, tem de ir frequentemente ao ginásio.’

  3. Que crónica genial essa do Baptista Bastos. 5 *****. E viva todas as máquinas fotográficas do passado que fotografaram os nossos pais e avós. Sol

  4. Quando o homem se cobri com aquele pano começava logo a rir. Coisas de moços. Hahahah.

  5. Ainda fui a um desses fotógrafos tirar uma foto em cima de um cavalinho. O homem colocava o pano em cima da cabeça e era logo uma risada. Luis

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