JANEIRO CASAMENTEIRO

Chegou-me ás mãos via net, esta bela foto de autor desconhecido e que demonstra muito bem como vai este Janeiro nascido há pouco.
Ainda podemos dizer : Janeiro ainda é o que era. E aqui está a prova deste amor nascido num telhado, algures, à luz da lua.
Carminha está linda no seu vestido de gata supostamente virgem . Ao lado, acompanha-a o seu jeitoso companheiro Mr. Salsicha, gato vindo do nada mas hoje um verdadeiro intelectual dos telhados do bairro.
Apenas nos resta desejar ao simpático casal e a toda a gataria convidada, um Ano Novo repleto de amor e umas boas doses de peixe fresquinho para compensar as energias gastas nestas luarentas noites do sagrado mês de Janeiro. De noite todos os gatos… são felizes. Deixá-los viver essa felicidade.
Viva pois o Janeiro Casamenteiro !

6 comentários a “JANEIRO CASAMENTEIRO

  1. Ainda bem que o Ministro das Finanças não soube do casamento, ~lá mandava a ASAE para cobrar mais alguma coisa a juntar ao muito que nos tem sido roubado. Ladroagem é o que não falta.
    Maria CEF

  2. De todas as criaturas de Deus, somente uma não pode ser castigada. Essa é o gato. Se fosse possível cruzar o homem com o gato, melhoraria o homem, mas pioraria o gato.
    Mark Twain

  3. Descobri este belo poema dedicado ao gato. Ora leiam:
    Ode ao gato (Pablo Neruda)
    Publicado em por Maria Teresa Pina
    Os animais foram
    imperfeitos,
    compridos de rabo, tristes
    de cabeça.
    Pouco a pouco se foram
    compondo,
    fazendo-se paisagem,
    adquirindo pintas, graça, voo.
    O gato,
    só o gato
    apareceu completo
    e orgulhoso:
    nasceu completamente terminado,
    anda sozinho e sabe o que quer.

    O homem quer ser peixe e pássaro,
    a serpente quisera ter asas,
    o cachorro é um leão desorientado,
    o engenheiro quer ser poeta,
    a mosca estuda para andorinha,
    o poeta trata de imitar a mosca,
    mas o gato
    quer ser só gato
    e todo gato é gato
    do bigode ao rabo,
    do pressentimento ao rato vivo,
    da noite até seus olhos de ouro.

    Não há unidade
    como ele,
    não tem
    a lua nem a flor
    tal contextura:
    é uma só coisa
    como o sol ou o topázio,
    e a elástica linha em seu contorno
    firme e sutil é como
    a linha da proa de um navio.
    Seus olhos amarelos
    deixaram uma só
    ranhura
    para jogar as moedas da noite.

    Oh pequeno
    imperador sem orbe,
    conquistador sem pátria,
    mínimo tigre de salão, nupcial
    sultão do céu
    das telhas eróticas,
    o vento do amor
    na intempérie
    reclamas
    quando passas
    e pousas
    quatro pés delicados
    no solo,
    cheirando,
    desconfiando
    de todo o terrestre,
    porque tudo
    é imundo
    para o imaculado pé do gato.

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