JOVEM ARTISTA RETRATA SOFRIMENTO DE UM POVO

“Homens e mulheres idosos estão mortos, assim como artesãos e outros profissionais, alfaiates, sapateiros, funileiros, pintores de parede, ferreiros, encadernadores, operários, freteiros, carpinteiros, fabricantes de fogão, palhaços, marceneiros, transportadores de água, moleiros, padeiros e cozinheiros… Estão mortas babuchkas que podiam tricotar meias, fazer bolos saborosos, sopas, strudel com maçãs e nozes… estão mortos homens e mulheres de 80 anos e com cataratas em seus olhos nebulosos, com dedos frios e transparentes e cabelos que farfalham silenciosamente como papel branco… Isto foi o assassinato de tradições do dia-a-dia que avós haviam passado a seus netos, isto foi o assassinato de lembranças, de uma canção triste, de poesia popular, de vidas alegres e amargas, isto foi a morte da nação que vivia lado a lado com ucranianos há centenas de anos […].”
Vasily Grossman

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No pequeno filme que aqui deixamos podemos ver a jovem Ucraniana Kseniya Simonova , que utiliza uma grande caixa iluminada, música dramática, a imaginação e a sua habilidade de ‘pintar’ com areia, para interpretar a invasão e ocupação do seu país de 1941 a 1945.

A arte não tem limites.

Palma –

Fontes : “ Controvérsia” e “ A lei do funil”.

12 comentários a “JOVEM ARTISTA RETRATA SOFRIMENTO DE UM POVO

  1. Gostei bastante. É pena que o sofrimento de tanta gente seja por vezes esquecido dando lugar por vezes a que apareçam ditadores armados em salvadores.

  2. Para quem não conhece poesia Ucraniana deixo-vos com o poeta Taras Chewtchenko.

    É-me indiferente

    Já não me importa…
    É-me indiferente
    Que eu morra na Ucrânia, ou algures,
    Que alguém me lembre, ou me olvide
    Sòzinho entre as neves do exílio,
    Ai, não me importa, não me importa !
    Cresci no exílio, como escravo,
    Pois, exilado merrerei
    E tudo levarei comigo.
    Não deixo nem um rasto leve
    Em nossa Ucrânia tão gloriosa,
    Em nossa pátria escravizada.
    Não lembrará o pai ao filho,
    Não lhe dirá : ” Ai, reze, filho,
    Pois, pelo amor que teve à Ucrânia,
    Outrora, foi sacrificado… ”
    E não me importa que êsse filho
    Reze, ou não reze por minh’alma.
    O que me dói é que homens maus
    A Ucrânia embalam com mentiras
    E um dia a acorde o incêndio e o roubo.
    Ai, isso, sim é que me importa !

    1847

    Tradução do Ucraniano Wira Selanski e Helena Kolody

  3. Viva Palma, dizia Paco Bandeira; “Há ciganos e ciganos”… terei de dizer, há Ucranianos e Ucranianos. Simplesmente admirável, não à palavras para descrever o seu potencial artístico… além da sua imaginação, tem um à vontade enorme em trabalhar de igual com as duas mãos. Espero bem, que este grande talento, não se perca lá para as Ucrânias… quem assim “pinta” com areia, também o fará com as tintas… se ela emigrar para Portugal tem um lugar garantido junto ao Furtado… querias,rsrs. Inté. L.F.

  4. Fantástico …

    A arte é força imanente,
    Não se ensina, não se aprende,
    Não se compra, não se vende,
    Nasce e morre com a gente.

    … e não há nada mais bonito … O Aleixo diz tudo …fica esta singela homenagem aos artistas louletanos … inclusive aos do teatro … Bom fim de semana

  5. Luís Furtado: Também achei admirável mas é você que pode aqui realmente dar uma opinião mais credível já que tem feito com as suas mãos ao longo da vida igualmente belos trabalhos e como a Liliana diz ……e o Aleixo… a Arte nasce e morre com a gente….\\ Nem todos foram bafejados com essa benção…\ Já quanto à jovem Ucraniana ser recebida no seu atelier caso venha para Portugal, ficaria muito bem entregue sim senhor kkkkkkk. Um bom fim de semana para o pessoal. Palma

  6. Lila: Ainda bem que gostou da jovem pintora que como diz o Furtado, se trabalha tão bem com areia, o que aquelas mãos não poderão fazer com as tintaa e os óleos. A quadra do nosso Aleixo resume tudo isso. Abraço – Palma

  7. Lila: Não dei por nada. Aliás cheguei agora de terras de Ferragudo onde fomos mostrar o João Ratão sem caldeirão. O pessoal gostou e o nosso pessoal fica sempre contente quando não se trabalha para o «boneco » rss, como é natural. Que tipo de programa foi transmitido ? Abraço – Palma

  8. Bom dia de manhã; mas vi eu e o Palma não perdeu grande coisa, num certo e determinado aspecto… falou-se de Loulé, tudo bem, mostrou-se a gastronomia e o artesanato, tudo bem… agora onde se gastou maior tempo de antena muito mal… refiro-me às variedades… não sei quem as escolheu, mas pergunto se o concelho não tem artistas suficientes para preencher um programa… depois, para completar a cena, um palco e um cenário deslavado até dizer tem avondo… nada acolhedor a juntar a músiquinhas que nada nos dizem, e quem não defende o que é seu… ah… já sei, o que é nosso, é só para turista ver e ouvir, para nós, o que é de fora é que é bom… viva o João Ratão! Inté. L.F.

  9. Luís Furtado: Bom dia cinzento mas sem chuva. Dizem que é esta semana. Qualquer dia dirão que é no pino do Verão que choverá a cântaros rss. As ribeiras secas são prenúncio de um ano seco. \\ Quanto à reportagem de Loulé já me tinham dito que a coisa era do volta atrás e toca o mesmo. Inovação nenhuma. Quanto aos artistas locais ou mesmo da província pelo jeito sumiram-se. \\ Um bom domingo . Palma

  10. O Luis tem toda a razão … foi tudo muito poucochinho, inclusive os apresentadores não ajudaram nada mesmo … fiquei piurça … já devíamos estar habituados à consideração que têm por nós … enfim! Bom Domingo pessoal … e viva o João ratão 🙂

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