Letra F do nosso abecedário – Filarmónica Música Nova

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ARTISTAS DE MINERVA UMA BANDA SEMPRE NOVA

Loulé é uma terra de grandes tradições musicais. Em tempos idos, na primeira e segunda décadas de 1900, a pequena vila vivia um ambiente musical de grande entusiasmo já que existiam três bandas filarmónicas, duas tunas, um orfeão e grande parte da juventude dedicava-se à aprendizagem de instrumentos de cordas, como violinos, bandolins e violas.

Mas a banda a que nos referimos em particular, “Artistas de Minerva” ( Música Nova) já que é a única actualmente existente em Loulé, surgiu devido a uma cisão política nas fileiras de outra banda mais antiga a “ Música Velha”, em 21 de Maio de 1876 constituída então por 17 músicos.

Entre 1895 e 1908, sob a regência do Mestre Pires, esta Banda conheceu o ponto mais elevado da sua existência.

Durante a sua já longa vida ganhou alguns prémios e foi reconhecido o seu valor cultural: 1º Prémio do Certame Musical realizado em Silves em 1895; 1º e 2º Prémios do Certame Musical realizado em Faro em 1908; Medalha de Cobre do 2º Congresso da FSER; Diploma de Mérito Associativo pelos 114 anos de existência efectiva pela FPCCR; Medalha de Ouro de Instrução e Arte da FPCCR e Medalha de Mérito Municipal (Grau Prata) pela Câmara Municipal de Loulé em Maio de 1993 tendo participado até hoje em ínúmeros Festivais de Bandas Filarmónicas em Portugal e Espanha.

Mas a vida de todas as Bandas é constituída por bons e maus momentos. Há duas ou três décadas atrás, a Música Nova passou por um período conturbado já que a juventude na altura não se interessava muito por este tipo de música, surgindo dificuldades então na angariação de «sangue novo» para preencher as suas fileiras.

Mas como tudo está em constante mudança, eis que começam a surgir aqui e além, jovens interessados em aprender instrumentos de sopro o que ajudou a Música Nova a voltar aos tempos áureos.

Em toda esta revitalização musical há um homem que não pode ser esquecido . É o seu Maestro e Director Artístico José Francisco Lúcio Branco, um alentejano que trocou as cálidas terras da sua província, pela Terra de Loulé. Aqui continua há mais de vinte anos com o seu labor e amor à grande arte da música, a fazer vibrar os corações de nós louletanos, quando a Banda passa nas nossas ruas, tal como antigamente. – Palma

(A foto cedida pelo nosso prezado amigo A. Almeida, mostra a passagem pela Praça da República em dia festivo da Banda Filarmónica Artistas de Minerva)

22 comentários a “Letra F do nosso abecedário – Filarmónica Música Nova

  1. Hoje ninguém vai ver a Banda passar… aqui por estes lados, está a cair uma chuva com cheiro a lexívia, à cautela, os músicos não saem à rua, podem ficar todos branquinhos,rsrs.\\\ Quando saí da escola, o primeiro emprego, foi ir trabalhar com o Flisberto, (Pai do José Maria, “Formiga” que vende peixe na praça), fazer malas, onde as jovens guardavam o enxoval… trabalhava lá um jovem, (?) (que inté já tinha ido à tropa e tudo), que fazia parte da Música nova… de vez em quando ele levava a trompete para praticar… entusiasmei-me e lá fui pra Banda… aprendi o solfejo, agora era preciso começar a praticar com o instrumento, quando me disseram que tinha de o comprar… até fiquei de cara à banda,rsrs… e o dinheirinho??? desisti… e esta foi a minha passagem pela música nova, hoje, B. F. Artistas de Minerva. Tudo muda, até a facilidade de se conseguir um instrumento… Jovens felizardos os de hoje neste contexto… Continua,rss. Inté. L.F.

  2. Oi Palma … e lá voltei eu no tempo … era mesmo uma festa assistir à banda passar … Homenagem mais que merecida aqui na Louletania … Parabéns!
    Abraço

  3. Luis Furtado: a sua história dava uma banda desenhada pelo Joba rss. Essa das malas tenho uma vaga ideia de me ter falado nisso. Eram daquelas malas tipo arca onde as jovens guardavam os enchovais.\\ Afinal o post de hoje ainda lhe diz muito, já que também foi aprendiz da nossa Música Nova. E lembra-se por acaso onde ficava a Sede da Música Velha ? \\\ Faço ideia se fosse falar à sua mãe para lhe comprar um saxofone à Glenn Miller…rs. Felizmente há muita malta nova a gora a interessar-se por este tipo de instrumentos. Ainda bem. E também há os apoios das Filarmónicas que sem eles não poderiam existir. Abraço – Palma

  4. Liliana: Se me lembro de ouvir passar a Banda nos meus tempos de moço ! Quando chegava à rua já lá íam atrás moços «de toda a qualidade e feitio» mais as figuras características cá da terra e que foram bastantes. Era umas coisas que mais me tocavam, mesmo sendo moço era o ver e ouvir a Banda a passar. Era uma coisa que nos tocava cá dentro !!! E ainda hoje.\\\ Lembra-se do – Estava à toa na vida\ o meu amor me chamou\ p’ra ver a banda passar\ Cantando coisas de amor\…. Abraço Palma

  5. Quem é que não gosta de ouvir uma Banda a passar ? E pela Festa da Mãe Soberana o Hino filarmónico, também centenário, faz vibrar qualquer Louletano ou forasteiro mesmo que o ouça pela primeira vez. Louis

  6. Então e não há nenhum musico da Banda que queira deixar aí um comentário ? Era bom lermos alguma
    de alguém ligado à Música Nova.

  7. Interessante que este post da Banda parece o menos participativo. Isso significará alguma coisa ?

  8. E para meu desencanto, o que era bom se acabou, depois da banda passar, ninguém mais comentou,rsrs. Agora é que o Palma me deixou baralhado com essa da Música Velha… lembro-me, isso sim, de ir a um edifício, (que ainda existe), na mesma rua ou largo onde se encontra o arquivo Histórico… era a nova, ou era a velha? Conte conte, agora que a banda passou… vem aí a letra G,rsrs. inté. L.F.

  9. A Filarmónica Marçal Pacheco, a velha, de índole mais marcial não sei bem onde ensaiava mas os Artistas de Minerva (que lindo nome) utilizaram o Palacete adulterado e deixado ao abandono da Rua Sacadura Cabral, a tal ancha ou Roncha, essa das belas amoreiras abatidas que já foi um encanto de frescura e de piados de passarada e agora é um forno impossível. Desejo o regresso da Banda à sua casa, mas ao que observo, nem o telhado provisório lhe colocaram e, um dia destes, vem tudo abaixo!

  10. Luís Furtado: Cá estamos depois da Banda passar. Boa música essa não era ?\\ Quanto à Música Nova a sua sede era no belo edifício hoje completamente abandonado e que fica na Rua Ancha essa tal do Arquivo Histórico actual. A Música Velha tinha a sua sede naquela rua que liga a torre da Matriz à rua dos Caldeireiros. Aí a meio do lado direito quando se vai para a Matriz. Um primeiro andar . E é verdade a Letra G já vem aí. Lá para a noite que agora o sol queima rsss. Abraço – Palma

  11. Lameida: Muito brinquei eu à sombra dessas frondosas árvores da Rua Ancha. E também espreitei muitos ensaios da Banda no edifício secular ao cimo da rua e que hoje está realmente num estado lastimoso mas não faço ideia da sua situação. Mas está previsto a Banda voltar àquele antigo Palacete ? Oxala´porque era uma sede condigna. Até mais tarde. Palma

  12. Boa malha L.rsrs…\\\ é Palma, desta vez não me enganei… a última vez que lá entrei foi com o guia Gonito numa ronda que fizemos ao passado teria eu os meus 18 anos… é pena que o edifício esteja ao abandono… lembro que tinha uma boa sala e um palco, olhe, até dava para recuperar e fazer um Teatrinho de bolso para representar o João Ratão,rsss, e até está bem situado… lembro também as árvores de que falam, dava uma certa harmonia à rua e não só… toca a plantar, espaço não falta, até fazia sombra ao arquivo, não vá um dia os documentos queimarem-se com o calor,rsrs. Inté à G. L.F.

  13. Muita pena tenho que neste tema não tenha surgido o Sr. Maetro ou um executante da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva. Sei que ainda sentem os reflexos da injustiça de que foram vítimas na última Festa Grande da Padroeira. Factos lamentáveis de que não tiveram a mínima responsabilidade e, penso eu, ainda não esclarecidos e a aconselharem um mais cuidado planeamento entre os organizadores, participantes e público. Que nunca mais se assista ao apupar de uma Banda!

  14. Luis: Pode crer que aquele era um bom espaço para um teatrinho. Bem situado. Ao cimo da Rua com uma bela vista mas enfim… ali está, só e triste. As árvores de que o Luís Furtado fala estão na lembrança de muitos louletanos. Os que fizeram a sua escola primária por ali brincaram certamente tardes de maravilha à sombra dessas belas árvores. Não tenho nos meus arquivos uma única foto dessa rua mas penso que o Almeida terá. Abraço para a Lisbia.

  15. Almeida: É pena que nenhum músico da Banda tenha colocado aqui um comentário pequeno que fosse mas é assunto que não está na nossa mão.\\\ Quanto à Banda de Minerva ter sido apupada na Festa da nossa Padroeira penso que foi caso único na sua vida. Mas penso também que a coisa se gerou dentro da excitação da corrida que a malta agora faz para acompanhar o passo de marcha. Não sei. Que não se repita são os nossos votos. Palma

  16. Músicos e maestro da Banda Artistas de Minerva não conheciam o novo loulatania. Bem haja pelo blog e pela homenagem que fez à Banda.
    Depois de 20 anos em que faço parte desta casa de música é com muita tristeza que vejo a degradação em que se encontra o edíficio sede hist´rica da banda e onde toquei muitas vezes…. espero que aos poucos se levante um movimento para andar para a frente com a reabilitação do mesmo. Quanto aos apupos na festa da Mãe Soberana, não merecem comentários pois quem desdenha a sua cultura apenas mostra que a desconhece! A banda esta em forte rejuvenescimento isso vos garanto e com uma sede condigna mais jovens teríamos conosco…. Mais uma vez a banda agradece este homenagem 🙂

  17. ALbano: Fico muito contente por ter vindo aqui a este humilde espaço dar o seu contributo como excelente músico louletano. Fico satisfeito por saber que a Banda continua a rejuvenescer . Penso que todos os louletanos sentirão a mesma alegria. Loulé seria uma terra muito mais pobre sem a sua Banda. Abraço amigo – Tó – Palma

  18. Na sequência deste post venho pedir que se possível ajudem a Filarmónica a Informar das suas actividades: neste caso mais um concerto do 27º ciclo de Bandas em Loulé, 1 de Agosto Largo de S. Francisco 21h30, Banda Filarmónica de Aljustrel. Obrigado. Albano

  19. Para quem não se entende com os computadores não é fácil o contacto com os blogs.
    Finalmente encontrei e quero agradecer por se ter escrito sobre a história desta tão prestigiada Filarmónica.
    Prestigiada não por ser eu a dirigila há tantos anos mas sim pelo empenho dos seus músicos e dos seus directores.
    É bem verdade que fui eu que na altura mais complicada me atirei paar a frente e consegui que a Música Nova não parasse visto que em tantos anos tal nunca tinha acontecido.
    Quero que todos saibam que houve duas pessoas que se mantiveram ao meu lado e não abandonaram o barco.
    O Urbano e o Graciano terão sempre o meu respeito e tudo fizeram para manter de pé a sua Filarmónica.
    Para quem não sabe o Urbano até vinha da extinta Música Velha mas dizia-me sempre: eu não quero saber das rivalidades, eu gosto é de tocar música.

  20. Caro Sr Almeida
    O que lá vai lá vai.
    Para nós o mais importante foi continuar o nosso trabalho.
    Não foi fácil explicar aos miúdos que fazem parte da Filarmónica tudo aquilo a que assistiram na Mãe Soberana.
    Tudo está ultrapassado e nem queriamos voltar a falar do assunto.
    Sinto um grande orgulho de dirigir esta Filarmónica há 21 anos. Segundo as contas de músicos mais antigos parece que mais nemhum maestro ultrapassou a barreira dos 20 anos.
    Por acaso gostava que alguém ligado á história local nos pudesse elucidar.
    Por questões profissionais e familiares não deve faltar muito para que a minha subestituição se concretize.
    Gostaria de ver no meu lugar alguém nascido na CASA.
    Apesar de não ter nascido em Loulé já cá estou há 26 anos. Tenho vivido todos os momentos desta Fialrmónica.
    Vou sair triste porque não consigo ver esta Filarmónica com uma sede condigna.
    A Banda que mais saúde respira no Algarve é a única que não tem sede.
    Ensaiamos num armazém.
    Todas as Filarmónicas que nos visitam ficam chocadas.

  21. Olá boas noites. Fui músico na Artistas de Minerva. Quanto aos apupos na festa da Mãe Soberana: durante mais de 20 anos que assisto à Festa e nunca se ouviu nem nunca aconteceu tal situação. Portanto, haja respeito! Enquanto fui músico na Artistas de Minerva, cresci muito musicalmente e também socialmente. Arranjei amigos para sempre. Daqueles que não precisamos de ver todos dias, mas sabemos que, esteja onde estiver, eles apoiar-nos-ão. Devo muito ao José Branco, não apenas como maestro, mas também pelo apoio moral que me ofereceu numa época muito difícil na minha vida. Foi também a Artistas de Minerva que abriu a mim e a outros colegas, portas financeiramente para os nossos estudos musicais.
    Como vê, muito há a agradecer. Nem sei porque o amigo Rui lançou “faísca”, mas nada disse de concreto… e para si esclareço que em mais Banda nenhuma, da qual tenha participado vivi uma seriedade tão grande em todos os níveis como na Artistas de Minerva (tanto musicalmente, como dos colegas, do maestro, da direcção e de todos os Corpos Sociais que a constituem). TODOS os compromissos foram assumidos, tudo o que era dito aos músicos foi CUMPRIDO. PALAVRA é algo que honra quem vai na frente destas coisas! E esta seriedade e honestidade é uma grande aliada para a obtenção do sucesso da Filarmónica, coisa essencial e que falta em muitos lugares. Ninguém (quer músicos, quer público) gosta de chegar ao dia de véspera de um concerto e receber um sms a cancelar o mesmo, sem sequer uma justificação lógica. Por isso…aprenda-se com quem sabe dar o exemplo. Bjns.

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