Letra M do nosso abecedário – Mãe Soberana

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Hino da Mãe Soberana da autoria de Manuel Campina ano de 1866

Hino da Mãe Soberana da autoria de Manuel Campina ano de 1866

VIVA A MÃE SOBERANA !

*** É este o grito que se solta das gargantas dos louletanos e não só, quando anualmente a padroeira da cidade de Loulé é transportada num andor aos ombros de oito homens de grande porte físico, num esforço quase sobrehumano, ladeira acima até ao seu santuário.

*** Por entre vivas e sempre acompanhada pela marcha/hino a si dedicada, e interpretada pela Filarmónica Artistas de Minerva lá vai a Senhora da Piedade onde a fé e o profano se misturam desde há muitos e muitos anos.

*** Segundo se pode ler nos “ Quadros de Loulé antigo” de Pedro de Freitas, teria sido um serralheiro de nome Bartolomeu Fernandes no longínquo ano de 1553 o principal obreiro da ermida dedicada a Nª Sª da Piedade em virtude de por milagre ter salvo uma donzela de um assalto de que foi alvo naquele tempo.

A fama da Santa Milagreira toma foros de Soberana e passa a ser idolatrada. A pequena capela era para ter sido feita não no cimo do monte mas na sua base. Os operários que trabalhavam durante o dia e que à noite deixavam no local da obra as suas ferramentas, espantados ficavam, quando ao outro dia verificavam que elas apareciam no cume do cerro. Espreitam e indagam, e só uma explicação foi encontrada. O poder milagroso da Santa não quer a sua igrejinha, escondida, numa cova; quere-a sim bem alta, para que todos a possam venerar.

*** Passados três séculos sobre o início das maiores festas louletanas, um humilde empregado de finanças muito hábil na música, de nome Manuel Martins Campina compõe uma Marcha-Hino dedicada à «Mãe Soberana» a qual, possívelmente na década de 1850-1860 passa a ser o Hino oficial da Festa Grande. Desde então é o trecho musical da vida religiosa local, mais apreciado pelos louletanos, que aos milhares continuam a acompanhar todos os anos no Domingo de Páscoa (Festa-Pequena) e quinze dias depois (Festa -Grande) a sua Padroeira, Nª Senhora da Piedade. E Viva a Mãe Soberana !

(Texto e fotos: Palma )

42 comentários a “Letra M do nosso abecedário – Mãe Soberana

  1. E Viva a Mãe Soberana. Desde pequena que assisto a esta festa tão louletana e com tanto de religioso como de profano. A tradição é tão antiga que mesmo os que vão sem qualquer fé religiosa naqueles momentos seguem
    a subida da imagem de Nª Sª com entusiasmo incontido. Isto foi-nos transmitido de gerações para gerações e naturalmente todo o louletano gosta de assistir a este verdadeiro espectáculo que é a subida do andor cerro acima ao som da filarmónica entre vivas e gritos à Mãe Soberana. Mary

  2. Meus amigos tenho a honra de lhes apresentar lá em cima ao lado esquerdo de quem está sentado rsss., na 1ª foto o Grupo de Teatro Análise de Loulé de que faço parte com muito gosto e honra. A 2ª foto(já um pouco esbatida) mostra o Conjunto louletano Top Kings nos anos sessenta numa rara fotografia tirada junto ao Hotel Triângulo de Quarteira. Da esquerda para a direita o Tota, eu,Pedro Cabeçadas, Barão Carapinha e Zé Palha. Do grupo fizeram também parte noutra época, o Sergio Rodrigues, o Paulo José Lopes , Sergio Pepe e Luís Carapinha. Os que conheceram espero que tenham boas recordações. Boa noite- Palma

  3. Não restam dúvidas que o Sr Manuel Campina escreveu uma marcha que se adequa à subida para o cerro.
    Para outros músicos que a tocam poderá não lhes dizer nada mas para os músicos de Loulé significa algo que até hoje não sabemos explicar quando tocamos a marcha da MÃE SOBERANA, não há igual.
    Se mexe com quem ouve então imaginem como é com quem a toca.

  4. Caro Maestro Lucio Branco. Não tenhamos dúvidas que sem aquela marcha esta procissão não teria metade do sucesso e devoção que ali se vêm todos os anos. E o que se pode dizer, quanto ao autor da Marcha é que houve ali uma ajudinha (do céu) rsss. Por muito que buscássemos jamais encontrariamos uma marcha/hino tão bonita para aquela subida triunfal. E se há marchas bonitas neste mundo! Sabe-o você muito melhor do que eu. Também concordo consigo no que diz respeito aos músicos de outras bandas que não podem sentir de maneira alguma o que sentem os nossos . Os de Loulé.
    Desde muito pequenos que nos habituamos a ouvir. E mesmo que a marcha seja tocada fora da época das festas da Mãe Soberana a vibração é a mesma.
    Se a Banda passar à rua mesmo que seja em Outubro ou em Junho tocando a dita composição Loulé vibra das janelas, das portas, nos jardins por aí fora. O músico louletano Manuel Campina nunca terá talvez julgado que passados tantos e tantos anos as pessoas continuem a vibrar da maneira que todos sabemos, com a sua Marcha. Obrigado pela visita e que a vossa Banda continue a fazer vibrar as gentes da nossa terra. Palma

  5. Viva o amigo Palma!rsrs. A marcha ou hino, (como lhe queiram chamar), o seu grande êxito deve-se à sua simplicidade harmoniosa que fica no ouvido à primeira. No meu caso, só voltei a ver a Mãe Soberana 18 anos depois de ter “imigrado”, então não é que na companhia de alguém de Lisboa, (ao dar-lhe explicações sobre o acontecimento), soletrei a marcha!!??… O seu começo é inesquecível… tarã tã tã, (isto é que é memória),rsrs… a marcha ligada ao esforço dos Homens do Andor e à subida, estamos perante uma festa única no País… agora os Top Kings, (que mania do estrangeirismo),rsrs… só conheço um, ele está lá com a sua guitarra, mas falta um outro elemento, a Branquinha… onde é que ela andaria quando foi tirada a foto???rsss. Inté. L.F.

  6. Só há 2 locais onde a Marcha da Mãe Soberana se toca fora de época e que as pessoas continuam a vibrar.
    Loulé e Fuzeta.
    Facto curioso mesmo é que a Filarmónica Artistas de Minerva foi contratada muitos anos para a festa da Fuzeta pelo facto de tocar a Marcha da Mãe Soberana.
    Há 18 anos atrás encerrámos o concerto no largo principal com a marcha e vi-me numa situação de veras engraçada, levantaram-me no ar e gritavam VIVA A MÃE SOBERANA.

  7. Luis Furtado: Mas para lá da sua simplicidade há qualquer coisa de especial ali. Há marchas muito simples que nunca teriam o sucesso daquela. Foi um momento muito feliz e único do Manuel Campina. Daquilo só se faz uma vez na vida e não é para todos. rsss.\\\ O mesmo acho da Marcha ” Valência” é qualquer coisa também de único.
    Lembro-me de um dia de muito calor na Expo de Sevilha ter visto passar uma banda salvo erro, lá do norte de Espanha tocando a ” Valência”. Só sei que não me contive e lá fui atrás como qualquer moço pequeno o faz quando passam as bandas aqui em Loulé. \\\ Quanto aos Top Kings lembre-se que nos anos sessenta os Beatles eram Reis e por toda a parte toda a malta escolhia um nome inglesado. Era mais pomposo assim…rsss. MAs o que é mais engraçado que no início éramos os Caveiras Negras rssssss. Está a ver a diferença….\\ Quanto à branquinha ainda a trisavó dela não existia rss. \\ O Júnior já está melhor da cambalhota ? Espero que sim. Até mais tarde. Palma

  8. Maestro Branco: Desconhecia essa de que na Fuzeta eram fieis admiradores da Marcha da Mãe Soberana. Sei realmente que aquele é um povo também especial. Em relação ao meu «Teatrinho» no espaço de um ano já lá fomos três vezes e está em vias de se concretizar mias uma ida.\\\ Então e há muito tempo que lá não vão ou continuam a ser convidados? Palma

  9. Também sou das que concordo que a Marcha da Mãe Soberana é 50% da festa. Se por acaso a mudassem por qualquer motivo, grande parte do povo deixaria de a frequentar. Suzy

  10. Amigo Luis Furtado: Voltando atrás…. e que tal o meu amigo trazer para a exposição de Outubro um quadro dedicado à Mãe Soberana ? Tem sucesso garantido à partida, em virtude do tema ser tão querido de muitos louletanos.
    É apenas uma sugestão. Abraço Palma

  11. Desde que a Festa foi proibida por estrada da Fuzeta até ao Livramento deixámos de participar.
    A festa era sempre á 2ª feira á tarde e tinha um trajecto de 3.800 metros sempre a tocar a marcha da Mãe Soberana.
    Agora como volta de barco e o trajecto é bastante curto vai outra Filarmónica mas não tocam a nossa marcha.
    É um povo que sempre nos tratou bem e adoram a nossa Padroeira.
    Devemos chamar-lhe marcha e não hino.
    Existe um hino à Nª Sª da Piedade que é cantado e daí a forma como eu os separo.
    Caso interesse também já existe um arranjo desse Hino para Banda Filarmónica, o qual pedi ao meu amigo Maestro João Neves que fizesse o arranjo.
    Nas comemorações dos 450 anos tocámos ao recolher da imagem na Festa pequena e foi cantado por aquele mar imenso de gente que enchia o Largo de S. Francisco.

  12. Aqui vai um pequeno contributo escrito por mim e publicado na edição n.º 1627 de 1 de Setembro de 2007 d’ «A Voz de Loulé»:

    «Manuel Martins Campina E A Marcha Da Mãe Soberana»

    Manuel Martins Campina nasce em Loulé, no dia 29 de Março de 1835.(1)

    Depois de acabados os seus estudos, emprega-se como empregado de finanças, mas possuidor de um bom ouvido e grande apaixonado pela música, decide aprender e aperfeiçoar-se nesta nobre arte.

    Assim, com a ajuda do Prior José Rafael Pinto, também ele grande entusiasta pela música e um dos fundadores da Sociedade Filarmónica União Marçal Pacheco, em 1856, dá os primeiros passos na música. Para aperfeiçoar os seus ensinamentos recebe lições de “ponto e contra ponto” do prior da Guia (Albufeira) que tinha sido “ao tempo um músico de fama e de saber” (2).

    Em 1866, com 30 anos de idade, toma a regência da Sociedade Filarmónica União Marçal Pacheco, popularmente conhecida como “Música Velha”, actividade que desempenhou até 1896. Durante estas três décadas, em que teve a seu cargo a regência desta Sociedade Filarmónica, compõe várias produções de inegável valor musical, sendo a mais conhecida a “Marcha-Hino” da Nossa Senhora da Piedade(3).

    Não se sabe ao certo em que ano é que esta Marcha é composta, pensando-se que a mesma tenha sido composta no final da década de 60, princípio da década de 70, do séc. XIX.

    Esta marcha, por muitos apelidada de “Marcha Triunfal”, é nas palavras de Pedro de Freitas, no seu livro “Quadros de Loulé Antigo – A Alma de Loulé em Livro” “ um hino de melodia agradável que tanto tem de fácil e simples como de sugestionável e adaptado ao fim”.

    A minha saudosa tia-avó, Célia Vasques Formosinho Romero, nascida em Loulé, em 1913, dizia-me que toda a sua vida tinha ouvido dizer que na mesma altura em que tinha sido composta a actual Marcha, tinham sido igualmente compostas mais duas marchas processionais, mas que quando foram experimentadas para acompanhar a subida da íngreme e dolorosa ladeira, as mesmas não possuíam a força, a energia, a vitalidade e o compasso que a difícil missão impõe, o que só reforça a genialidade da composição de mestre Campina.

    Refira-se, por curiosidade, que Manuel Martins Campina foi tio (irmão do pai) da ilustre e consagrada pianista louletana, Maria de Sousa Pereira Campina, que viria a nascer em Loulé, em 1914.

    Para terminar acrescentaria, somente, que a Marcha da Mãe Soberana até já serviu para fazer o acompanhamento funebre de um funeral. O falecido (irmão do Pai do Tony do Adro) que foi sepultado no Cemitério de São Brâs de Alportel tinha deixado escrito que gostaria que a sua campa descesse à terra ao som da Marcha da Mãe Soberana. Se assim pediu, assim foi feito.

    VIVA A MÃE SOBERANA!!!

    (1) Jornal “O Algarvio”, nº 210, de 9 de Abril de 1893;
    (2)) Freitas, Pedro; História da Música Popular em Portugal; Lisboa; 1946;
    (3) Freitas, Pedro; Quadros de Loulé Antigo; Lisboa; 1980

  13. Amigo José Branco: Na verdade quase quatro quilómetros a tocar a Marcha da MÃe Soberana era obra!
    Por falar na Fuzeta e por estar próximo de Espanha, acho interessante que as marchas que as bandas interpretam em Espanha nas procissões são bem diferentes das nossas. Mas talvez por estar habituado ao lado de cá prefiro sem dúvida as que sao interpretadas nas nossas procissões. E há uma outra que para a categoria e à espectacularidade das procissões espanholas faria de certeza lá um grande sucesso. Refiro-me ao ” Nada Somos” que acho a marcha fúnebre mais bonita que jamais escutei em procissões da semana santa. Desde miúdo que adoro essa marcha e acompanhava essas procissões na altura até ao fim ao som da mesma. Obrigado . Palma

  14. Pequeno excerto de uma Palestra por mim apresentada a pedido da Casa do Algarve em Lisboa. A Conferência decorreu, em Março de 2008, no Salão Nobre do Palácio da Independência em Lisboa, perante numeroso público.

    «Os Louletanos sempre foram conhecidos por serem um Povo bairrista, no melhor significado que este conceito encerra. É comum viver, sentir e observar a carolice e o bairrismo que os Louletanos sempre emprestaram às suas ancestrais tradições. Assim, é facilmente verificável a atenção e a estima que os filhos de Loulé sempre tributaram às suas filarmónicas, ao seu Carnaval, aos seus ciclistas e à sua Mãe Soberana; que, desde tempos imemoriais e ainda não datados, A elegeram e A nomearam para sua Mãe, Rainha, Protectora e Padroeira.

    Porém, a sua devoção à Mãe Soberana, é, sem margem para dúvidas, o elo que liga todos os Louletanos há mais tempo, sendo, simultaneamente, o mais intenso e o mais consensual. Penso, não estar enganado, se afirmar que o culto à nossa Mãe Soberana é o maior denominador comum entre todos os filhos de Loulé, a mais forte identidade do Povo Louletano.

    Para ilustrar melhor esta minha tese, socorro-me de dois brilhantes versos do genial Poeta António Aleixo. Corria o ano de 1925, quando Aleixo resolve compor uma composição literária sobre as Festas da Mãe Soberana. No final da primeira das quatro glosas, o Poeta escreve: «Porque a alma desse povo / Vai dentro daquele andor.» Penso ser difícil dizer tanto em tão pouco.

    Mesmo para os Louletanos não católicos, este culto não lhes passa indiferente. Chegaram mesmo a criar o famoso aforismo popular que diz: «Eu não sou católico, mas a Mãe Soberana é outra coisa.» Este aforismo ilustra o carácter místico e a força bairrista que a Mãe Soberana provoca, igualmente, na esmagadora maioria dos não crentes. Salvaguardando as devidas comparações, parece que esta devoção se encontra incorporada no código genético dos Louletanos; quer eles acreditem ou não na figura central de Jesus Cristo. O que acabo agora de dizer, já tinha escrito a consagrada escritora Louletana, Lídia Jorge, num seu texto, publicado em 2002. Passo a cita-la: «Aqui a Virgem chama-se mais do que Senhora da Piedade. A dona da melancolia dolorida chama-se Mãe Soberana. Soberaníssima […]. Não conheço outra festa em que os dois actos estejam tão unidos, o amor profano seja ao mesmo tempo tão sagrado […]. Mãe Soberana, mesmo que não exista Deus, existes tu. Ampara Loulé, tua vila, agora cidade.»

  15. Caro João Chagas Aleixo. Já tinha pensado em si desde que coloquei este post dedicado à Mãe Soberana porque sei que é um estudioso e interessado louletano sobre este e outros temas. O seu depoimento que li na altura da publicação vem enriquecer mais este humilde espaço já que o tema é dos mais queridos dos louletanos quer sejam seguidores ou não da religião católica. O interessante é que pessoas que dizem não professar qualquer religião seguem esta caminhada da Sª da Piedade como os mais ferverosos católicos.São tão ancestrais
    estas festividades e tão originais que ninguém fica indiferente a elas. Obrigado por este seu contributo tão precioso. Palma

  16. Caro João Chagas Aleixo: Grato pela transcrição da sua Palestra na Casa do Algarve em Lisboa. Ela vem ajudar de certo modo a que os nossos leitores percebam melhor essa coisa dos próprios não crentes nem seguidores de religiões olharem para a Mãe Soberana de outra forma. E também é magnífico o pequeno texto da Lídia Jorge “”Aqui a Virgem chama-se mais do que Senhora da Piedade. A dona da melancolia dolorida chama-se Mãe Soberana. Soberaníssima […]. Não conheço outra festa em que os dois actos estejam tão unidos, o amor profano seja ao mesmo tempo tão sagrado […]. Mãe Soberana, mesmo que não exista Deus, existes tu. Ampara Loulé, tua vila, agora cidade.» Obrigado – Palma

  17. Não temos dúvidas de que este tema da Mãe Soberana interessa a muitos louletanos quer sejam crentes ou não. E e certo que a maioria das pessoas que seguem as duas procissões nem sequer assistem às respectivas missas. Será um espectáculo apenas a subida ? Penso que não.

  18. Meu mui caro amigo Palma; quero expressar o agrado por imaginá-lo agradado com a elevadíssima qualidade que este tema está a ter!
    O maestro Lúcio e o estudioso João Aleixo contribuiram para a informação geral, de um modo tal, que nada mais me resta ler de novo atentamente as suas participações e aprender… São momentos assim que orgulham esta Terra e as suas Gentes!
    Posto isto – nada tendo a acrescentar – aplaudo e agradeço!
    Viva a Mãe Soberana!

  19. Amélia: É verdade o que diz e alguns comentários hoje aqui deixados provam isso mesmo\\ Almeida: Naturalmente que me sinto satisfeito com tão honrosas visitas sendo certo que mesmo os que não desenvolveram o tema tiveram uma participação interessante. O nosso amigo Luís Furtado já foi convidado a apresentar um quadro na sua expo OUT09 sobre este tema da Mãe Sob. Abraço e obrigado pelo comentário. Palma

  20. Não sou religioso embora tenha alguma crença comigo. Fui-me afastando do catolicismo por culpa da hierarquia, que como a maior parte de vocês sabem, não dão exemplos que nos aproximem. Antes pelo contrário. Mas não falto à Festa Grande da Mae Soberana de todos os louletanos. Cuidado com o poder que se tem apropriado pouco a pouco de uma coisa que não lhes diz respeito. Mas isso são contas de outro rosário. Zorba

  21. Este tópico revelou-se muito informativo pelos comentários aqui feitos. Onde páram, se ainda existirem, os manuscritos deste hino? A família do compositor tem esse espólio? Estará no espólio da música velha que está no arquivo histórico municipal? Penso, que pela importância histórica de que se reveste esse documento deve ser preservado para não se perder.

  22. Bom dia; e viva eu,rsrs. Bem Palma, eu posso ser um Dinossauro na profissão, mas não sou nenhum Super-Homem… com que então um quadro da Mãe Soberana para Out. 09… malandrice… só se for para Out. 2010!!!… ainda ando à procura do “Roubin”… se quer que carregue no botão e amplie uma fotografia, é já a seguir,rsrs. À séria, (é “moderno”), tem que ser tudo muito bem pensado, em tamanho e localização. O quadro está pensado… darei relevo à Mãe com seu filho nos braços e aos outros filhos que transportam o andor, o resto, darei uma imagem de outros filhos num movimento impressionante, tão impressionante como é a festa da Mãe Soberana.\\\ O Jr. está melhor, nós, só temos um Gato, ele traz 4 na testa,rsss. Ainda não vi as fotos. Inté. L.F.

  23. Albano: Ainda bem que traz esse assunto aqui, pois eu estava plenamente convencido que nos arquivos da vossa Banda existiria lá, o original da Marcha da Mãe Soberana já que a Filarmónica Artistas de Minerva é a única da terra e desde há muitos anos. A existir esse original acho que a vossa Sede
    seria o local ideal para o exibir. Muitos louletanos gostariam de vê-lo e agora que se fala nisso também eu teria muito gosto em integrar esse grupo de interessados em ver o original. Se o espólio da Música Velha está no Arquivo temos de tentar saber junto de um dos responsáveis do mesmo se tem conhecimento da existência da pauta. Obrigado pela sua intervenção. Palma

  24. Luis Furtado: Em referência à sua amável carta datada de hoje pelas 10:18 sou a informar (rssssss)que pensava que você fazia quadros com a mesma velocidade com que faz cenários para o Parque Mayer. As minhas desculpas desde já continuando no entanto a esperar pelo quadro da Mãe Soberana.\\ Espero que os gatos do Jr não miem demasiado para que possa descansar relaxadamente. Abraço -Palma

  25. Ora aqui está mais uma cusca a tentar saber porque é o Sr. Furtado não pode fazer um quadro dedicado à Mãe Soberana num espaço curto de tempo se este tema é dos mais interessantes para os louletanos já que aqui mesmo que queiram meter alguma politica não o podem de todo . A Mãe Soberana é do tempo em que a partidarite não existia e por isso não vale a pena querer colar emblemas à santinha o que parece estar a acontecer nestes últimos tempos. E com esta me calo antes que me caia algum sapato ou bota em cima. Boa tardinha.

  26. Snr. Furtado — Espero que não leve a mal a minha intromissão por causa do quadro da Mãe Soberana já que se trata apenas de uma brincadeira. Quem sou eu para vir aqui pedir satisfações por isso ou por outra coisa qualquer. Teremos gosto em ver o seu trabalho e isso chega. b e l a

  27. Quando um dia a gente deixar de brincar é muito mau, muito mau mesmo, e desta vez é mesmo a sério, cruzes canhoto,rsrs. Comecei a pensar, a pensar, (porque ainda vivo), deixa cá ver Luís, deixa cá ver, e fez-se luz… como também tenho jeito para umas modernices, vou fazer um contorno do Andor mais os Homens que o transportam, mais a População… depois é só pedir ao Jr. para encher tudo de liso e passadas umas horas já está, claro como a água… vamos é dar-lhe uma cor diferente de uma obra, (com o mesmo tema), que já existe por aí,rsrs. Palma, nunca fui visitar a nova Capela e a pergunta que se põe é… as paredes têm grandes espaços livres??… estava a pensar fazer uma cena em tamanho natural, ficaria com outro impacto. E agora para maior amargura(rsrs)dos meus interlocutores, lembro que os grandes mestres levavam, (por vezes), anos para completar certas obras e eu não passo de um “Harry Potter”,rsrs. Inté. L.F.

  28. Meu amigo Luís, acabei de ler neste teu comentário, uma das maiores marteladas nas cabeças que , hoje, continuam vazias de arte!
    Na verdade, além das questões técnicas, têm que existir razões comunicacionais ou funcionais prévias à produção artística, seja ela qual fôr. Reflexão e Tempo são ingredientes mais importantes que suor, imaginação e destreza.
    Sarcástico toque, deste tu, na “silhueta”, gostei de pensares em mudar-lhe a cor!!!

  29. Bela: O Luis não é pessoa que se
    pareça mal por uma simples sugestão. Fique pois descansadinha que aqui cada um pode sugerir o que muito bem entender desde que não saia dos limites rssss. Boa tarde.

  30. Luis Furtado: Cada artista tem o seu estilo mas não quer dizer, penos eu, de que a certa altura da vida não possa fazer umas experiências assim para o « avançado» rsss. Quem sabe se essa sua ideia não resultará de grande impacto. Estamos já com nove anos passados do ano 2000. Vale tudo..rssss. E quem nos haviua de dizer que há uns anos atrás quando pensávamos no ano 2000 o pessoal ficava de pé atrás dadas as profecias e as pseudo profecias mais as intrujices e mais ainda …..\\\ Por agora é tudo. Até logo. Palma

  31. Amigo Almeida: Depois do teu comentário só me resta que expliques ao Luís como é o espaço da nova capela em relação a medidas. Não tenho a fotografia mental presente já que a toda a volta existem espaços abertos à luz do dia. Em tempos falou-se de que seriam para preencher de vitrais. Mas.. certamente custaria uma fortuna… digo eu…

  32. Já havia aqui deixado a resposta que pediste meu caro Palma, mas, como algo se passou e ela se perdeu, regresso para tentar de novo:
    Existe um corte diametral alto para entrada de luz que penso ter “à volta” de 1,20 metros de altura e interrompe o revestimento interior de madeira. Também não possuo imagens no arquivo, por isso, terei que lá ir fazê-las!
    De facto, também concordo que na Basílica a única intervenção aceitável será um grande “anel vitral” cuja inclinação, penso eu, deverá ser determinada pela bicetriz tirada a partir do centro da nave por forma a que a projecção da luz e da cor incidam nesse ponto e não nos outros vitrais.
    Voltarei a dar notícias quando possuir dados mais concretos!

  33. Almeida: Não era preciso tanto homem…..rssss. O Luís Furtado ficou elucidado para o que está imaginando. Os vitrais pensados no inicio do projecto da Igreja foram sempre muito bem recebidos pelos louletanos já que os imaginávamos naquele local de serenidade como um elemento de grande beleza. Afinal ficou sem efeito desconhecendo eu os motivos de tal desistência. Obrigado então por mais essa tua tão oportuna informação. Até mais tarde. Palma

  34. Bom dia pra i, de preferência sem calor, por aqui, às 5 da matina já suo por todos os poros,rss. \\\ Pois é amigo Almeida, as coisas não podem nem devem ser feitas em cima do joelho, nunca deram bom resultado. Não sabia essa dos vitrais, mais um pormenor a levar em conta. Depois falaremos no assunto numa próxima tertúlia. \\\ Palma, já vi as fotos e mais uma vez apanhei uma pilha de nervos enquanto outros, (se calhar) ainda se riem… o menino a cavalo com cara de homem, estava um autêntico mono, sem vida, sem movimento, (não foi por acaso que se fez figura e cavalo inclinados), e para completar a “obra” deram em daltónicos… pintaram a camisa de branco quando era azul, ficando esta da cor do cavalo, é, branco mais branco não há… haja pachorra para aturar tudo isto… a minha vontade é, na exposição, apresentar a maqueta original e o resultado ao lado… isto não acontece só de agora… quem não respeita o trabalho dos outros não me merece qualquer consideração, a não ser que não vejam um burro à frente dos olhos, é isso, é tudo feito em cima do joelho, Vamos a ver o que o futuro nos reserva, estou prestes a explodir,rsrs. não é por nada, sou Louletano e desejo o melhor para a nossa Terra. E pronto, já desabafei, devo estar com alucinações provocadas pelo calor,rsrs. Inté, e aquele abraço para vocês. L.F.

  35. Luís: Eu não lhe quis dizer nada no dia em que tirei as fotos mas achei a coisa inferior ao que você tinha idealizado. Mas quem sou eu para dar lições na arte de construir carros… Terei a minha visão como qualquer visitante deste Carnaval que dizem ser de Verão e pouco mais. O Autor é que tem o direito de dizer de sua justiça. E que o diga pois não há mal que venha ao mundo por isso. Antes pelo contrário. Até mais tarde. Palma

  36. Olá
    Sendo o compositor um maestro da “Música Velha” e conhecendo a rivalidade que existia entre as duas bandas dificilmente o manuscrito original saído das mãos do compositor, seria entregue à nossa banda. Temos esta peça em manuscrito mas cópias muitoa mais recentes que a data de composição. Penso que seria interessante encontrar-se o original!

  37. LEIAM COM URGENCIA – ISAIAS 44.45.46
    E VEJAM A PROFUNDIDADE DA IGNORANCIA HUMANA, PURA IDOLATRIA PROFANA. ACORDEM, HAVERA TEMPO QUE PROCURARAS A PALAVRA E NAO ENCONTRARAS.ACORDEM.

  38. Ui, o que para aqui vai!
    Como foi que isto aconteceu sem que desse por “ela”?
    Voltarei depois de ler todas as opiniões que para aqui estão…
    Ontem nada disto vi… Oh Palma, tinhas este “trunfo” na manga?
    Bela forma de entrar no ano novo!
    Até logo!

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