Letra R do nosso abecedário – Ribeiro do Cadoiço

Postal do Cadoiço anos 40

Postal do Cadoiço anos 40

Cadoiço, um ribeiro que viu nascer muitos amores

O Ribeiro do Cadoiço corre há muitos e muitos anos, mesmo por de baixo da ponte situada à saída de Loulé para Faro.

Apesar de ainda hoje em pleno Verão o seu caudal ser o suficiente para obter uma bonita fotografia, é durante o Inverno, e após as primeiras chuvadas que ele se assemelha aos dias de antigamente. Uma queda de água e várias passadeiras junto a uma pequena fonte na furna da rocha onde as lavadeiras de algumas décadas atrás lavavam e secavam ao sol os seus alvos lençois faziam do local um postal romântico de Loulé antigo.

Segundo Pedro de Freitas, ….” os idílios de amor no poético Cadoiço e as serenatas até esta fonte de encanto a amenizarem o ambiente onde belas moçoilas em noites de luar e de canícula ali íam ávidas da belíssima e pura água a nascer nas rochas aos borbotões; as canções e as guitarras nos seus trinados a desoras a alvoraçarem corações amorosos, que vida sã não era a desses tempos ! “

O Velho Cadoiço  não é mais  nos tempos de hoje  lugar de convívio amoroso ou de outro tipo, sendo certo que as velhas lavadeiras já partiram e as de hoje usam modernas máquinas de lavar automáticas. Tudo em constante mudança……

Texto: Palma – Foto: Velho postal ilustrado ( anos 40 ? )

18 comentários a “Letra R do nosso abecedário – Ribeiro do Cadoiço

  1. O Cadoiço ainda foi lugar também de brincadeiras. Em moço ainda fiz por lá umas aventuras mas não amorosas. Foi subir a cascata e com queda e tudo. Bom fim de semana para todos.

  2. Era um dos lugares interessantes para espreitar uma ou outra lavadeira mais nova. Mas nada de poucas vergonhas porque nesse tempo só o espreitar já era coisa do diabo. Mas toda a gente gostava, claro. Grandes maganas essas máquinas de lavar made in USA. lol lol lol –

  3. Amigos aqui está a letra R cuja imagem correspondeu ao Ribeiro do Cadoiço ou Ribeira do Cadoiço. Para um outro Abecedário quem sabe se não aparecerá a nossa famosa Rua das Lojas ou mesmo Raparigas de antigamente… ou…. Bem… vão pensando que outra oportunidade surgirá certamente. Sei que o meu amigo Luís Furtado tem uma aventura por estes sítios como muitos dos seus colegas da época. Uma boa noite para todos. Palma

  4. Bom dia de Sábado com lençóis branquinhos,rsrs depois de lavados com a água que jorrava da fonte junto à passadeira de pedras… ainda existe tudo menos as lavadeiras. Palma, o postal deve ser anterior aos anos 40, vê-se que o túnel ainda não estava totalmente coberto quando o atravessei, (com salamandras e tudo), perto dos anos 50… resta saber em que ano foi terminado, depois é só fazer as contas, como naquela época as obras faziam-se devagar devagarinho, a sua cobertura total deve ter demorado uns anitos, penso… não sei se terei alguma raridade, é um slide com as lavadeiras no local para a pintura de um quadro que até hoje, nem começado está,rsrs.\\\ Palma, agora era eu que estranhava a ausência e fez muito bem ter ido a banhos para uma “praia fluvial”, ao menos não têm arribas a desmoronar-se, cruzes canhoto… a “minha cruz” está muito complicada, são precisos montes de papelada, até o irs da Mãe, (de uma mísera reforma), como não lhes bastasse o meu, coisas da burocracia, vivemos com o papel, pena não ser higiénico, sempre dava para fazer umas limpezas,rsrs. Com tudo isto tenho o trabalho todo atrasado, nem sei se poderei dar assistência à exp. Se encontrar-se com a Lila, ofereça-lhe o meu catálogo, depois dou-lhe outro. Inté. L.F.

  5. Luís: Os Top Kings lá se reuniram em Salir com alguns amigos que «balharam» ao som do grupo ou que simplesmente acompanhavam ao tempo a malta .\\ Há muitos anos que o Cadoiço não ostenta os tais lençois branquinhos a corar junto da fontinha onde as lavadeiras davam ao braço. Faço ideia a quantidade de artroses e hernias lombares não deveriam haver naquele tempo rsss. Depois da descoberta dessas maravilhosas máquinas que lavam,secam colocam à janela a corar e depois arrumam nas gavetas, o mundo nunca mais foi igual ao daqueles tempos rsss.\\\ Olhe que as praias fluviais lá de cima são bastante agradáveis, com água límpida e uma ou outra barreira que pode por qualquer motivo também vir por ali abaixo. Tudo vem abaixo. É uma questão de tempo rsss. Mas falando sério no Cadoiço também havia um pego
    onde se podia mergulhar até à cintura o que não era nada mau num tempo em que as piscinas resumiam-se a dois ou três tanques onde muita malta aprendeu a dar umas braçadas.\\
    As melhoras da sua mãe. -Abraço – Palma

  6. Em tempos que já lá vão
    Ao som de tristes toadas
    Ao Cadoiço desci cantando
    Serenatas encantadas

    E as mouras que por lá andavam
    Belas como nunca vi
    Cantei cantei para elas
    Mas de todas me perdi.

    Loule em noite de lua –

  7. Por lá passei várias noites
    Mas nunca me enamorei
    Os trovadores do meu gosto
    Nunca lá os encontrei

    Mas pode ser que numa noite
    No Cadoiço em noite agreste
    Me esteja esperando um amante
    Ou uma figura celeste.

    (Sou Cássima mas não a célebre Moura. Apenas alguém procurando alguém).

  8. Fico satisfeito por este post ter trazido alguns fans da poesia amorosa. Esta poesia caseira também tem o seu quê de especial. Tentem fazê-la e tragam-na aqui. Que o Cadoiço vos traga inspiração.

  9. Quem me dera poder encontrar e poder olhar nos olhos a pessoa que está no meu pensamento todos os dias. Ela tem muitos anos menos do que eu. Mas eu reconquistava-a se o tempo não fosse a nuvem que é. Para ti se por aqui passares digo-te gosto de ti.- incógnito

  10. Perdeu-se esse hábito antigo de fazer serenatas, com excepção dos estudantes de Coimbra e que eram momentos memoráveis em certas noites de Verão. Hoje todos sabemos como de uma aparelhometro qualquer, tamanho de uma caixa de fósforos pode jorrar musica com a maior das facilidades. Mas o som de alguém a tocar ao vivo na noite é qualquer coisa que não esquece.

  11. Bom dia Palma; devia ter sido uma bonita festa no reencontro dos Top Kings… eu faço ideia dos recuerdos e aventuras que deviam ter contado… o Palma ao falar de pegos, lembro que lá mais para baixo, depois de passar a outra ponte onde também se lavava, existe um, (que nunca mais esqueço), onde dois “marotos” (muito mais velhos), agarraram-me e catrapumba, dento de água… e eu muito aflito pedindo socorro… socorro… chapinhando aflito, e eles a rirem que nem uns perdidos sabendo de antemão que eu não sabia nadar… tudo passou e nada aconteceu… um deles era o amigo Baptista, o outro era o Teixeira, rapaz que nunca mais soube dele. Mais à frente, (para quem não sabe), existe outra queda de água que julgava ser grande naquela altura, o ser pequenino tem destas coisas,rsrs. Tudo na mesma Palma. Inté. L.F.

  12. Caro Luís: Lá se fez o almoço e tocaram-se umas coisas com amigos à mistura. Não foram recordadas muitas coisas porque não se proporcionou. Mas haverá mais marés.De qualquer modo o rever gente que há algum tempo não se via já é muito bom. A Lila recebeu, como já disse, o catálogo e agradeceu.
    Quanto aos Pegos, o tal de que fala já não deve ser do meu tempo. A queda de água lá mais abaixo junto aos Pegos de Cavalos, essa sim. Lembro-me de em tempo de cheias a malta fazer excursões para lá ir. Hoje não sei como se encontra pois nunca mais por lá passei.É pena o nosso JOBA não aparecer por aqui para contar aventuras pois ele é também senhor de grande reportório. Atá mais tarde – Palma

  13. Os tempos mudaram muito. As máquinas de lavar deram um jeitão às donas de casa. Que grande esforçao faziam aquelas mulheres para lavar a roupa decada um do seu lar. Até isso já caíu no esquecimento. É já vulgar. Alex

  14. >Fico contente por ver o nosso Cadoiço. Ribeira que hoje deriovo à pouca chuva que vem caindo de anao para ano já não tem as enchentes de outrora.

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