Nice o Carnaval que inspirou o de Loulé em 1906

O Carnaval de Nice foi o que serviu de modelo para o início das Batalhas de Flores de 1906 na então vila de Loulé. Encantado com o que vira na bela cidade do sul de França, o louletano Ventura de Sousa Barbosa à frente de uma Comissão eleita para o efeito, conseguiu dar início às tais Batalhas de Flores que ainda hoje se realizam na nossa terra. Com muito poucos recursos mas com

grande entusiasmo e vontade a partir de 1906 Loulé passou a figurar entra as terras que melhores festejos realiza desde aquela longínqua data.

Entretanto deixamos aqui uma breve explicação do Carnaval de Nice o tal que serviu de inspiração ao Carnaval Louletano.

“As festividades de abertura começam desde a sexta-feira as 20h30, quando Sua Majestade Carnaval chega a praça Masséna para pegar nas chaves da cidade anunciando o reino do efémero. Desde então, todas loucuras são admitidas, a originalidade e a exuberância estão de rigor!

O Corso Carnavalesco compõe-se de 20 carros concebidos conforme o tema e de cerca de 30 «grandes cabeças» de cartão e 200 elementos de animação, verdadeiros satélites dos carros. Torna-se um desfile com cores deslumbrantes ao qual misturam-se as artes de rua e grupos musicais vindos do mundo inteiro.

Na última noite, conforme a tradição, Sua Majestade Carnaval desfila só, antes de ser queimada numa fogueira no mar ou na praia. Um fogo de artifício com som é então lançado na Baie des Anges e a colina do Castelo abrasa como um eco.

Batalha de Flores:
Este evento valoriza a qualidade e a grande variedade floral da região sendo que 85% das flores usadas são produzidas localmente. Os carros, inteiramente florescidos, desfilam na Promenade des Anglais entre a avenida des Phocéens e o hotel Negresco.
Em cada carro, manequins fardados mandam 80 a 100.000 flores ao público entusiasta: gladíolo, tokyos, mimosas, gerbera, margarida, rosas, cravos…
Este acontecimento representa um espectáculo único no mundo, conta dentro das festas com mais fama da Côte d’Azur. Nice exporta no mundo inteiro este know-how de elegância, de beleza e de charme das batalhas de flores.

Acontecimentos tradicionais acompanham o Carnaval, cujo Banho de Carnaval, a Carnasocca (prova do prato tradicional de Nice, a socca), o Bal das Crianças, o Corso Iluminado (o programa estará apresentado no sítio Internet do Carnaval de Nice). “ In France Guide “.

Fotos: Carnaval de Loulé esta tarde na Avª Costa Mealha – (Louletania)

Carnaval de Nice 2011 – Site Officciel

7 comentários a “Nice o Carnaval que inspirou o de Loulé em 1906

  1. Já estive muito próximo da cidade de Nice mas não na altura do Carnaval. Bela cidade junto ao mar e que segundo dizem tem dos arnavais mais antigos da Europa.
    Não imitemos os brasileiros pois são um povo que apesar de falar4 português tem outra forma de encarar a vida e o divertimento. Tudo o que possamos imitar cheira a falso. Tiago

  2. Havia uma marcha que se cantava no nosso Carnaval que dizia:
    Não é Carnaval do Rio
    De Nice também não é
    É Carnaval algarvio
    Tradicional de Loulé

  3. Desculpem-me mas o Carnaval mais português de Portugal é o de Torres Vedras. Não há nenhum onde surjam milhares de foliões
    vestidos à sua maneira, satirizando ou apenas imitando.
    Só quem conheceu a noite do Carnaval de Torres é que percebe o espírito que nela se vive! Intenso, electrizante e completamente diferente de tudo o resto.

    A azáfama começa com a tradição do “mascarar” com a indumentária escolhida para a ocasião, seguindo-se as tradicionais jantaradas de Carnaval que reúnem dezenas de grupos em plena confraternização e, bem mais tarde, com a verdadeira concentração de foliões nas ruas do centro da cidade.

    Podemos falar em dezenas de milhar de pessoas para quem o tempo pára e que, sem se conhecerem, se divertem e dançam, dando um colorido único e uma dimensão irreal às ruas de Torres Vedras.

    A Rua Paiva de Andrada, a Rua José Eduardo César, a Rua Serpa Pinto ou a Praça Machado Santos (Praça da Batata) são parte constituinte deste circuito que lhe garante animação.

    Bares, cafés e discotecas funcionam, regra geral, ininterruptamente, espelhando bem a energia contagiante com que os Torrienses vivem a sua festa. O dia nasce mas ninguém vai à cama, toma-se um pequeno-almoço reforçado e segue-se antes até ao Corso para mais uma tarde de convívio.

    No Carnaval de Torres quase tudo é permitido, menos ficar em casa!

    Torres

  4. Parece que está convocada, via redes sociais, uma manifestação popular contra a classe política, contra os partidos, e, portanto, contra o actual modelo político da democracia em Portugal. Não é que não haja motivos para criticar os partidos, todos; há-os e muitos. Mas a hostilidade para com os partidos tem sido, historicamente, o tempero com que os fascismos, venham eles de onde vierem, seduzem o paladar das populações. E essa sedução poderá ser, até involuntariamente, a face oculta do referido protesto.
    Rui Herbon, Jugular.

  5. Na onda do Rios ficam as palavras do Vale = É a esquerda folclórica que nos tocou neste cu do mundo, com tão pouco respeito próprio, ou já em delírio de privação, que até dá vivas a quem goza com ela e enche o bolso no avacalhanço. E depois o capitalismo é que está a dar as últimas, berram trôpegos uns para os outros à volta da fogueira.

  6. Rápidamente o tempo passa. Estamos com o natal à portae a seguir virá o Carnaval. A vida é uma festa ?r

  7. O Carnaval de Loulé é realmente dos mais consagrados. Mais umas pitadinhas com ar moderno e não ficava mal.

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