No tempo em que os homens usavam chapéu

A velha fotografia que hoje trazemos a esta página, foi tirada na década de quarenta do século passado, no Largo do Chafariz, à porta do estabelecimento de dois chapeleiros louletanos que na altura iniciavam essa actividade. Eram eles Casto Palma Santos e António Palminha dos Santos. Com o seu desaparecimento há alguns anos atrás, desapareceu também da nossa terra a arte de chapelaria de feltro. É certo que até ao início da década de setenta era comum os homens usarem

chapéu. Basta olhar qualquer fotografia de décadas atrás para o constactarmos .

As Fábricas de Chapelaria Portuguesa situadas na zona norte do país eram bastante conceituadas exportando para muitos países do mundo os seus chapéus.

E apesar dos tempos terem mudado e o chapéu ter caído em desuso, o que é certo é que nos dias de hoje ainda marcamos presença no mundo da chapelaria, como é o caso da empresa “Fepsa – Feltros Portugueses S.A.” que é líder mundial no fabrico de feltros de alta qualidade. Desde 1969 altura em que quatro industriais de chapelaria se associaram e se dedicaram exclusivamente à especialização no fabrico de feltro que a referida fábrica continua liderando esta indústria.

Figuras da política, da música e do cinema do Mundo actual , usam chapéus com feltro produzidos em S. João da Madeira. Entre outros podemos citar Vladimir Putin, Roberto de Niro, Georges Bush, Nicolas Cage e elementos dos Black Eyed Peas.

Fotos: Arquivo – Louletania.

chapeleirosflechet

19 comentários a “No tempo em que os homens usavam chapéu

  1. Os nossos pais e avós usavam chapéu. Os chapéus como por exemplo os dos senhores ao lado ficavam muito bem. A cabeça coberta era necessário não sei bem explicar por quê. Seria que pensavam que o sol era mesmo prejudicial na moleirinha ?

  2. Ainda conheci esse estabelecimento ao canto da Rua da Barbacã. Também eram tintureiros. Tudo isso já acabou. Boa noite.

  3. O estabelecimento fotografado era de uns tios e é verdade que ali também era tinturaria. ´Nos anos sessenta época em que frequentava aquela casa eram os únicos em Loulé e se não erro, práticamente em todo o Algarve. Mantiveram sempre a sua forma artesanal o que os tornava únicos. Mas o tempo encarrega-se de tudo mudar e hoje apenas existe o sítio. Lugar onde…….\\\ Bom domingo para todos. Palma

  4. Não existe o tempo que pensamos que existe. O tempo é só uma forma de contar o tempo. O calendário um artifício. Há o calendário juliano, mas houve o gregoriano e o romano e sei lá o quê. E existem os outros, hindus, muçulmanos (vamos entrar no ano 1431 da Hégira), babilónico, judaico, chinês… Neste, estamos em 47o5 (se não estiver enganado). Contamos o tempo, as festas, os aniversários, a passagem do tempo… para enganar a morte. Para os chineses o ano só muda no dia 7 de Fevereiro. Cuspido pelo Ogre algures

  5. Lembro-me perfeitamente dos meus avós, usarem chapéu. Gostava do uso dos chapéus, dava um ar respeitoso. Também gosto de chapéus de senhora.

    Abraço

    Luisa

  6. Luisa Moreira: Eu por acaso tenho bem a experiência cá em casa. Os meus tios foram chapeleiros e a minha mãe modista de chapéus de senhora. Levei parte da minha vida a ver passar rsss
    por mim muito chapéu. O chapéu de senhora entro em declínio quando foi dada a liberdade das mulheres entrarem nos templos com a cabeça descoberta. A partir daí nos casamentos práticamente não se usaram mais chapéus. Foi o fim do negócio. Eu continuo a gostar de ver tanto em homens como em senhoras um chapéu bem escolhido para o tipo da pessoa. Sim é porque há gente a quem o chapéu fica muito mal . Abraço – Palma

  7. Conselhos para vocemecês tirados do blog Idade Maior:

    Usar chapéu traz inúmeras vantagens: mantém a cabeça quente durante o Inverno e protege do sol no Verão mas, acima de tudo, dá um toque de distinção e elegância.

    Mas, afinal, qual é o modelo certo? Para os que têm rostos arredondados, o ideal são os chapéus com abas largas. Durante o Verão, experimente usar safaris e panamás com abas largas, ao estilo de Indiana Jones e quando o tempo arrefecer, mude para o estilo australiano: também abas largas mas de camurça, couro ou feltro. Além de funcional é uma escolha inteligente. Se procura um look mais sofisticado, nesse caso, opte por um nylon social.

    Os homens de estatura larga ou reduzida devem optar pelo oposto, os chapéus de abas pequenas. Para o Verão, podem escolher panamás ou um clássico de verão. Já para o frio, tanto os zequeti (lã social) como os safaris de Inverno são uma boa escolha.

    Existem, contudo, modelos de chapéus que não devem ser utilizados em qualquer circunstância: gorros de lã e bonés. Podem até ficar bem a desportistas e montanhistas mas nos homens com mais de 50 anos fazem com que pareçam uma versão envelhecida do Bart Simpson.

  8. E umas regras de etiqueta quanto ao chapéu ?
    Etiqueta
    Importante será dizer que, a partir do momento que passar a incluir o uso de chapéu na sua rotina diária, terá de ter em atenção algumas regras de etiqueta, tais como:
    – retirar o chapéu sempre que entrar em locais fechados;

    – retirar o chapéu quando cumprimentar alguém do sexo feminino;

    – não usar o chapéu à mesa;

    – retirar o chapéu quando estiver numa cerimónia, perante um evento formal ou a tirar fotografias.

  9. Oh Palma … veio-me à mente aquela do António Silva … chapéus há muitos seu … desculpe, não é por mal … eu até gosto imenso de chapéus … há chapéus que são autênticas obras de arte … e você sabe melhor que ninguém … já se vê muito homem com chapéu de novo … a moda sempre volta …

    Continuação de boa semana … abraço

  10. A Lila agora fez-me rir…é que eu lembrei-me precisamente do António Silva…e nada escrevi para não ferir susceptibilidades…abraços para todos!
    João Martins

  11. Caros amigos: Essa célebre frase do António Silva….. Chapéus há muitos…ficou e permanecerá por muito tempo.E na verdade haviam muitos chapéus nessa época pois quase toda a gente usava chapéu. É olhar para o António Silva, o Vasco Santana e todos os outros. Lembro-me de ser miudito e reparar que quando o meu pai saía para ir ao Cinema, colocava o indispensável chapéu e a tal gabardine da época. Depois, muitas vezes, no dia a seguir contava a história do filme que havia visto e era sempre um prazer escutar uma história de um filme que estava proibido para a minha idade pois não tinha pelo menos os doze anos necessários. E por falarmos em chapéus, “Serenata à chuva” com uma das cenas mais famosas do cinema…. aquela do Gene Kelly dançando na rua com o seu chapéu……. Boa noite a todos. Abraço – Palma

  12. Bem, este já é o 3º comment … os outros foram à vida … ? dizia eu, que já nos “conhecemos” há algum tempo, para levar a mal certas coisas. como por exemplo frases que são monumentos nacionais … né mesmo?
    Com tudo isso esqueci de dar os parabéns ao Palma pelo post excelente. Então o nosso amigo anda pela “ilha” armado em Robinson Crusoé?! será que por lá superabundam as conquilhas ?

    Um abraço extensivo …

  13. Lila: Como poderia levar a mal uma frase que é mais conhecida do que o toucinho assado rssss ? Chapéus houve muitos mesmo. Hoje andamos todos de tola ao leu. \\ Quanto aos seus comentários só vejo dois. Será que não entraram ? Não sou muito técnico destas coisas. Se calhar às vezes falham.\\ O nosso amigo está ocupado com os afazeres carnavalescos. Com este tempo é bem possível que as conquilhas tenham ido dar uma volta.\\ Hoje está um frio danado, pelo menos aqui pela nossa zona. Aqueçamo-nos então !.
    Abraço – Palma

  14. Já estive a ver o artigo sobre o estudo feito quanto ao número de vítimas dos nazis a que se refere
    o Tito. Incrível haver gente até da Igreja que pretendem desmentir defendendo o regime mais bárbaro da história.

  15. Amigo Palma
    BOA NOITE!

    – A bem dizer, parece que apanhei o jeito de deixar comentários!

    Por várias vezes, reencontrei o espaço que ocupei, vago!

    Agradecia que no post “…Singing in the rain”, apagasse um dos comentários que deixei, pois passou num deles um erro ortográfico grotesco!

    Obrigado.

    Falando em chapéus, como o Palma já me encaminhou o ‘feed back’, sei que tem conhecimento que a mim…, a falta do uso do “chapéu”, alegadamente custou-me a mobilização para a Guiné!

    Além da cena do chapéu, foi um barrete que tive de enfiar!
    Mas, já lá vai!

    Um abraço, e aproveito para escrever o que no outro comentário escrito há bocado também escapou:
    – Gosto muito da sua Sala de Visitas, como um dia a definiu em convite que me fez no blogue das Vozes…

    Tenho cá vindo muitas vezes, e é com agrado que leio e aprecio os seus posts…
    A partir de agora, se acertar com a mecânica, passarei a escrevinhar aqui uns comentários.

    Já tinha feito esta apreciação na pessoa da DªLuísa Moreira!
    – Porque é que eu não conseguia que os comentários saíssem!?

    O último que fiz e não apareceu, foi sobre o Bilhete Postal antigo, do Natal!

    Até sempre…

    César Ramos

  16. A moda parece que está voltando. É desta vez que vou imitar os meus tios que usavam chapéu de feltro.

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