O ILUSTRE LOULETANO MENDES CABEÇADAS

Encontra-se patente ao público no Convento de Santo António em Loulé, uma exposição sobre o ilustre louletano José Mendes Cabeçadas Júnior.

Na nossa modesta opinião, esta foi uma das melhores exposições no género alguma vez

levadas a efeito na nossa terra. Faltando poucos dias para o seu encerramento, sugerimos aos nossos leitores, sobretudo aos residentes no concelho, uma deslocação ao velho Convento de Stº António dos Olivais onde poderão apreciar o que foi a vida deste irredutível opositor à ditadura fascista.

Do livro de BD “ José Mendes Cabeçadas Júnior – Um espírito indomável “ de autoria

de José Carlos Fernandes (argumento) e Roberto Gomes (desenhos) em edição da CML, transcrevemos o pequeno texto da contracapa deste interessante livro.

“José Mendes Cabeçadas Júnior (1883-1965) jogou um papel decisivo nalguns momentos-chave da história do nosso país. Na Revolução de 5 de Outubro de 1910, quando era um jovem tenente da Marinha, assumiu intrepidamente o comando do cruzador Adamastor e contribuiu para o derrube da monarquia. Nos anos 20, desiludido com o caminho que a nação tomara, tentou repor os princípios democráticos em que acreditava. Por ironia do destino, foi um dos apoiantes do levantamento de 28 de Maio de 1926 e viu-lhe caír nas mãos o cargo de Presidente da República….durante 17 dias. Desta revolução de Maio de 1926 erquer-se-á a ditadura fascista da qual Mendes Cabeçadas será irredutível opositor até ao seu último alento.

É a história deste ilustre louletano que se narra neste livro “

José Carlos Fernandes

Fotografia – Palma : Imagem obtida de uma das páginas do livro acima referido

17 comentários a “O ILUSTRE LOULETANO MENDES CABEÇADAS

  1. Viva Palma; só por curiosidade, por acaso quem ilustra o livro é Louletano?… como nunca ouvi falar dele daí a pergunta. Gosto muito é da legenda do TRAU!! Deve estar ligada a “trolitada”,rsrs.
    Uma grande “trolitada” estou eu a levar e se estamos em crise, esta devia ser distribuída igual por todas as aldeias, só que, aquelas que menos merecem são as mais castigadas ao ponto de estar em causa a sua sobrevivência… a ver vamos como é que isto vai acabar… um dos grandes culpados deve ser do Abreu, julgo eu, é para rimar ó meu… a verdade mais dia menos dia virá ao de cima. \\\ é só uma ponta do véu. Inté. L.F.

  2. Luis Furtado: A sua 1ª pergunta deixa-me «abananado» já que não faço a mínima ideia de quem se trata. E para lhe dizer a verdade desconhecia a existência deste livro de BD que pessoa amiga me ofertou. Do José Carlos Fernandes não vale a pena dizer nada pois é um ilustre louletano por demais conhecido na sua arte.\\ Quanto ao culpado da sua trolitada…rs….desconfio que há muitos abreus por detrás dela e não só um…. será ? Ou estou enganado ?
    Abraço – Palma

  3. São muitos os louletanos que desconhecem a vida deste homem que lutou contra as tiranias. Tem um passado que nos orgulha ao contrário de alguns que descobriram a Democracia
    por acaso ao dobrar de um esquina.

  4. Este livro que já vi salvo erro na Biblioteca Municipal parece-me uma obra bem ilustrada mas pensava que o autor era o José Carlos Fernandes e não outra pessoa. Afinal do José Carlos é apenas o texto. O louletano e anti fascista Mendes Cabeçadas bem merece a homenagem. Este fim de semana passarei pelo Convento para apreciar então a exposiçaõ de que falam. Jonas B.

  5. Oh Luís; o Roberto Gomes é “tripeiro” (ou dos arredores), foi escolhido pelo José Carlos Fernandes por terem vários projectos anteriores em comum.
    Nesta obra teve grande valor a “informação” do Eng. Luís Guerreiro (esse chefe de Divisão!), a ele se devem algumas referências louletanas na BD!
    De um modo geral a obra agradou-me, mas a dado passo, tornou-se confusa a narrativa (talvez tenha sido eu a perder-me, nos tempos e nos espaços…). A fora isso, dá para entender o perfil do Homem da Lagoa de Momprolé!

  6. Almeida: Obrigado pela informação, pois não conhecia o Roberto Gomes autor dos desenhos da BD que referimos acima. – Palma

  7. Almeida e Palma; é o eterno dilema de que, o que é de fora é que é bom… como eu gostaria que a História Louletana fosse contada e ilustrada por Louletanos, ou não os temos? Reparem, (quadrado inferior lado esq.), nesses dois protagonistas que mais parecem dois aleijadinhos da silva, para não falar da Igreja com uma arquitectura diferente.\\\ Desculpem lá qualquer coisinha mas não continuem a “impingir” gato por lebre.Inté. L.F.

  8. Luis Furtado: Na realidade a frente da Igreja Matriz sofreu alterações mas neste momento não lhe sei dizer o ano, porque não tenho aqui à mão documentação sobre isso….\\ Quanto aos desenhos não sou um conhecedor dessa técnica embora me tenha agradado à primeira vista. Talvez o Almeida professor de artes visuais possa dar uma sua opinião\\\
    Há em Loulé um homem que ilustrou muitos e muitos livros e revistas nos anos 50 e que você conhece ainda melhor do que eu, o João José Baptista. Pena que ele não venha até aqui para sabermos da sua «douta» opinião. Aguardemos….. Abraço – Palma

  9. Entendo-te Luís!
    Mas, afinal, tratava-se da Mendes Cabeçadas e do Centenário da República!
    O Cabeçadas nem testemunhou a cena, real, da agressão ao republicano que não se “descobriu” à passagem do andor. Não fora a memória desse facto (que ouvi contado mas tendo acontecido na Igreja de S. Francisco), nem a Igreja Matriz seria desenhada!
    O Sr tenente, Contra Almirante, Presidente e Opositor a Salazar desenvolveu a sua actividade em Lisboa…
    Mas entendo-te e, neste caso, a culpa de não ser um louletano a fazer obra gráfica, é do José Carlos Fernandes que estava com muito trabalho e, para não recusar a encomenda, confiou o desenho a um colega de equipa.

  10. Eu acho que apesar de um erro ou outro de lugar e modo o livro está muito bem desenhado. Seria melhor feito se tivesse sido por um louletano? Penso que não. Mentor

  11. É precisamente por isso Almeida… por tratar-se de um facto histórico e de quem é, devia ter tido outro tratamento sem menosprezar o, ou os autores. \\ O nosso amigo Mentor faz-me lembrar aquela história que o Baptista conta; «há você partiu uma perna?… deixe lá homem, está cheio de sorte, se tivesse partido as duas era bem pior»,rsrs. “Apesar de um erro ou outro” a obra está “genial” e a gente desculpa… lá dizia um outro ilustre Louletano, «sabes Furtado, nesta terra são todos artistas», eu direi, que é muito triste estar-mos na Aldeia e não ver as casas.
    \\ Palma; sem que esteja a julgar-me mais que os outros e para que o nosso amigo Mentor não fique a pensar que não existem Louletanos com um pouco de jeito, vou enviar-lhe uma ou duas páginas de uma história que nunca chegou a ser contada, será uma surpresa para si e para o amigo Almeida, se desejar pode publicar, estão é com um pouco de bolor por estarem engavetadas alguns 30 anos,rsrs. Inté. L.F.

  12. Luis Furtado: Loulé sempre teve fama de receber quem vem de fora, com todo o desvelo e aos da terra passarem-lhe ao lado e por vezes com algum desprezo. Mas é bom que saibamos receber os de fora muito bem sem esquecer os filhos da aldeia.\\\\ Fico a esperar pelo envio das tais páginas que certamente serão publicadas, pelo menos aqui rsss. Abraço – Palma

  13. Luís Furtado; esta é só para ti (estou certo que outros que possam ler não entenderão): Entendo a tua revolta… Vieste cá “de balde” e teria sido bonito ver um retrato do Cabeçadas com as tuas cores; O Jobat seria a escolha certa, e não apenas para o desenho, como para o argumento!
    Neste dois caso existe um mesmo indivíduo, se não decisor, aconselhador será de quem tem o “guito” e “poder” para encomendar “obra”, tu e eu sabemos quem é!
    Se o livro do Cabeçadas saído do belo, mas cansado, traço do Batista seria melhor? Eu nem dúvido que seria, no mínimo, mais aprimorado e artístico, o que se justifica numa obra histórica.
    Mas, Luís, tu sabes que estes gestores só entendem de “números” e “cagança”, sendo para eles, estética e arte, embaraços de elites…
    Não puxes por mim, por favor! Dou razão à tua revolta e reconheço que é como o Palma disse… “os de fora”; “os da moda”; etc…
    Dá graças por não te terem copiado e vendido o treu traço!

  14. Gostei muito do comentário do Snr. Professor Almeida. Embora eu não esteja por dentro de tudo, do que sei achei que tem toda a razão. E viva os artistas de Loulé !

  15. Devo ajudar a uma mais ampla compreensão daquilo que escrevi antes. Pois bem; fui testemunha de uma deslocação a Loulé do amigo Luís Furtado, que deveria reunir com “alguém” que lhe disponibilizaria “o material” para que daí fosse produzindo um retrato, de encomenda camarária, de Mendes Cabeçadas, e, para grande espanto, tal reunião não aconteceria no dia aprazado nem no seguinte!!!! E, assim o retrato não foi feito, mas, a tempo, o Museu da Presidência mandou o seu e diversas fotos de grande formato… salvando a “gralha”!

  16. A gralha a que se refere o Professor Almeida vale por trinta gralhas pois se fosse eu ficava furibundo e mais a mais sendo louletano. Mas fiquemo-nos por aqui. O artista Furtado é que sabe da sua vida. Uma boa noite para toa a Louletania. K a p a

  17. Saudações e votos de bom 2018,
    Peço desculpa pela intromissão, mas sou um pequeno colecionador de BD, residente a margem sul do Tejo, em Seixal e há já algum tempo que procuro esse livro “José Manuel Cabeçadas Júnior”.
    De facto já tentei os serviços da Câmara de Loulé, mas dizem-me que já não têm. Inclusive algumas pessoas ligadas à Biblioteca até desconheciam o livro. Estes contactos foram feitos há cerca de 2 anos, 5 anos depois da sua edição.
    Cheguei a fazer um apelo no Facebook, em grupos ligados à BD, mas praticamente ninguém conhecia. O jornalista João Miguel Lameiras foi a única pessoa que disse ter um exemplar.
    Tenho quase tudo do José Carlos Fernandes e este livro, apesar de não ser desenhado por ele, tem sido uma missão impossível.
    Se conhecer alguém que tenha e queira vender, agradeço que me contacte.
    Muito obrigado pela atenção
    Cumprimentos

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