O Rossio visto por um pintor da Louletania

Pode-se considerar uma das salas de visitas do nosso país e serão poucos os portugueses

que nunca a visitaram ou que nela se passearam.

A Praça de D. Pedro IV, mais conhecida pelo seu antigo nome de Rossio, tem constituído o centro nevrálgico de Lisboa desde há seis séculos. Assistiu a touradas, festivais, paradas militares e também a autos-de-fé durante a Inquisição.

Hoje assiste a ocasionais comícios políticos, manifestações e os seus sóbrios edifícios pombalinos, estão ocupados por lojas de recordações, joalharias e cafés.

Em meados do século XIX a praça foi calcetada a preto e branco, com padrões ondulantes. Foi um dos primeiros desenhos desse tipo a decorar os pavimentos da cidade. No lado norte da praça fica o Teatro Nacional D. Maria II, que recebeu o nome da filha de D. Pedro.

É esta praça numa imagem de algumas dezenas de anos atrás, que o pintor louletano Luís Furtado traduziu numa bonita aguarela que aqui deixamos.

Fonte: Wikipédia – Imagem : gentilmente cedida por Luís Furtado.

9 comentários a “O Rossio visto por um pintor da Louletania

  1. Viva Palma; era com todo este colorido que o Rossio se vestia à uns anos, hoje, resta esta recordação em pinceladas aguareladas em 1987, só agora foi emoldurada e viu a luz do dia… pintura 53×38, com moldura, 77×63.
    Muita coisa anda escondida nas gavetas, mas à mais, muitas mais,rsrs. Um obrigado pela divulgação. Inté. L.F.

  2. Luís:Esta aguarela de 1987 está bem bonita e merecia aqui a sua divulgação. Que se abram as gavetas rss pois espaço haverá sempre para a divulgação. Abraço – Palma

  3. Bela a aguarela do Snr. Furtado sobre esse recanto de Lisboa e que se chama Praça do Rossio. Já daquela balburdia de caixotes e outras coisas não gostava lá muito naquele lugar. Mas numa pintura todos os pormenores contam. Tem pintado alguns recantos de Loulé quer antigos ou mais actuais ? Espero bem que sim. Há pouca gente a fazê-lo. Lena

  4. Viva Palma; ao aproximar-se o dia da ida à “Feira da Serra” nem durmo,rsrs. \\\Fui encontrar na gaveta o calendário com 6 reproduções de 7 dos quadros que se encontram à “guarda” da Câmara, entre eles, o retrato do Manel da baracinha… vai comigo para o Palma o ver. De Lisboa só fiz 4, (levo-lhe o Cais das Colunas), de Loulé 12, 4 estão por acabar, é natural que para o ano e com a “crise”, os acabe,rsrs. Às vezes fico a pensar se Loulé, (não os Louletanos), merece que os seus filhos se preocupem demasiado com certas coisas, nomeadamente no campo das artes… cheguei à triste conclusão de que, quem vende gato por lebre, tem mais valia… o que é preciso é a gente fazer passar-se por aquilo que não é e etc. etc. Pronto, já desabafei um pouco, o resto, o tempo o dirá. Inté. L.F.

  5. Luis Furtado: Como em tudo na vida, há sempre quem aprecie os bons trabalhos dos outros e quem lhes passe ao lado. Acho que vale a pena fazer coisas… pois felizmente há sempre muita gente que reconhece esse trabalho embora por vezes não pareça.
    Também é verdade que a nossa terra sempre foi madrasta para muitos dos seus filhos……E se calhar nos outros lados queixam-se do mesmo. E já agora, com crise ou sem ela que se acabem os que estão a meio….. BOa viagem – Palma

  6. Era bom que o Luis Furtado fizesse umas pinturas de Loulé que pouco a pouco vai desaparecendo. Dizem eles que se está modernizando o que me dá a mim uma imensa vontade barafustar. Mas clamar no deserto ? Para quê ?

  7. Perdão mil vezes!!! só agora aqui cheguei … fiquei maravilhada e decepcionada por não ter chegado mais cedo grrrrr … fantástica aguarela … por pouco não aparecia o edíficio da sede da firma onde estive 30 anos … hoje uma perfumaria … enfim!
    … e logo este ano não fui à feira da serra … teríamos bebido 1 à saúde … abraços

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