Os “ Top Kings” foram a Tunes…

Da direita para a esquerda, Tota - bateria; Sérgio Rodrigues - teclas; Tó Clarerza - guitarra solo; Zé Manel - Vocalista; Barão Carapinha - guitarra ritmo; Pedro Cabeçadas - guitarra baixo

—— É verdade, o conjunto louletano “ Top Kings “ deslocou-se a Tunes para actuar num grandioso Baile de Verão, realizado pelo Clube de Instrução e Recreio Tunense.

—— Só que tudo isto aconteceu em 26 de Agosto de 1967. Mas apesar do tempo decorrido as lembranças desses tempos não se apagaram e como recordar é viver, trazemos aqui neste final de Setembro de 2010 , uma imagem do nosso intitulado Conjunto Académico obtida nessa altura e do interessante programa \ convite que mostra com alguma graça como se faziam alguns folhetos e programas de festas naquela época e que como é sabido se realizavam um pouco por todo o Algarve. Os tempos mudaram e a forma de fazer publicidade também.

—— Fica aqui esta grata recordação musical, sobretudo para nós músicos dos “ Top Kings”, que nos anos sessenta, andámos por montes e vales com instrumentos e pesadas aparelhagens de fraca qualidade às costas, levando a nossa música tal como muitos outros grupos pelo país fora, o fizeram nos Verões de então.

Palma

19 comentários a “Os “ Top Kings” foram a Tunes…

  1. Grandes recordações. Baile de Tunes Gare. Moças eram um fartar. A malta queria era dançar e vocês a quererem escapar.Tudo passou. Vivamos agora os dias de hoje. A maltinha de agora nem faz a mínima ideia do que foram esses tempos. Agora qualquer conjuntozinho de três tostões carregada montanhas de aparelhagens. Zé Teclas

  2. Palma; como a gente se ri de algumas coisas passadas nos anos 60… veja só como este panfleto é bem a mostra de como era mais importante chamar a atenção para os instrumentos em detrimento de quem os tocava… quem são os “Top Kings”?… eles são, Órgão Electrónico, Vibrafone, Viola-Baixo, Viola-Solo, Bateria e Vocalista,rsrs. Felizmente o que vos safava era actuarem sob a graça da Lua e a cintilação das estrelas,rsrs… tirando isso, bons tempos Palma. \\ Vou até ao Campo pequeno, que grande Tourada deve andar por ali,rsrs. Inté. L.F.

  3. Luis: Ahhhh…bem visto. Verdade. A malta a tocar sob a graça da Lua…. romantismo não faltava. Eram interessantes aqueles bailes, embora aquela coisa de carregar colunas pesadissimas com altifalantes em miniatura fosse um grande frete. E ter que tocar até às quatro da matina também não era lá muito romântico…. Enfim….Bom passeio pelo Campo Pequeno mas cuidado com as pegas…rsss. Abraço – Palma

  4. Não vivi essa geração mas acho muito interessante saber coisas desses tempos. A malta hoje protesta contra tudo e todos mas se vivessem nessa época aplicava-se a canção ou estás quietinho ou levas no foçinho. lol.

  5. Ainda que nessa altura eu tivesse apenas uma meia dúzia de anos, no que respeita à música a minha memória sempre funcionou bem, então lembro-me das matinés de Domingo no Atlético, em que esta mesma banda tocava, entre muitas outras músicas, o sucesso do momento, Guantanamera… 🙂

  6. Zé: É verdade Zé. Essa era das músicas que estavam em foco nessa altura. O pessoal engraçou com ela e tínhamos de tocá-la até mais do que uma vez. Essas matineés do Atlético foram início de grandes amores e de outras coisas mais…. rs. \\ Paula se tivesse vivido essa época tinha agora muito que contar, assim terá mais anos para viver o que é muito bom. Palma

  7. Esta era uma das músicas que eu mais gostava na altura de ouvir tanto no Atletico como nos Artistas. E o engraçado é que hoje ainda se ouve com entusiasmo lol. Zé Manel
    mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
    I can’t get no satisfaction
    I can’t get no satisfaction
    ‘Cause I try and I try and I try and I try
    I can’t get no, I can’t get no

    When I’m drivin’ in my car
    And that man comes on the radio
    He’s tellin’ me more and more
    About some useless information
    Supposed to fire my imagination
    I can’t get no, oh no no no
    Hey hey hey, that’s what I say

    I can’t get no satisfaction
    I can’t get no satisfaction
    ‘Cause I try and I try and I try and I try
    I can’t get no, I can’t get no

    When I’m watchin’ my TV
    And that man comes on to tell me
    How white my shirts can be
    But he can’t be a man ‘cause he doesn’t smoke
    The same cigarrettes as me
    I can’t get no, oh no no no
    Hey hey hey, that’s what I say

  8. Ganga nice de foto. Gostava de ter vivido esses tempos dos primeiros conjuntos mas sem os anos em cima lol.

  9. Que bom é ver tantos anos passados uns grandes músicos que faziam vibrar as multidões de fãs por esse Algarve fora.
    Tinha na altura 15 anos e era amigo e colega na Escola de Évora do ZÉ PALHA e do BARÃO CARAPINHA e cortava o cabelo na barbearia do pai do TÓ CLAREZA ,amigo de família do Sérgio Rodrigues que muita vezes nos deliciava com belas músicas no piano que tinha na minha casa.O Pedro cabeçadas era bom amigo também e o TOTA era quem eu menos conhecia mas sempre simpático com a malta. É bom recordar 43 anos passados e saber que os anos 60 foram tal vez aqueles onde fomos mais felizes porque moços e músicos!!!

  10. Caro Amandio Lopes: É um prazer ler o seu comentário porque é dos que conheceram os Top Kings ao vivo, a cores, em noites e dias de divertimento e companheirismo. E depois ainda mais a Barbearia casa de cultura naquela altura e Conservatório de ouvido. Volte sempre porque recordar é bom principalmente as coisas boas. Abraço amigo T. C.

  11. Amigo Palma; ao chamar-me à atenção para eu ter cuidado com as pegas e como estou a pintar a praça do campo pequeno, tive a ideia de como acabar com as touradas violentas; sendo assim, todos os cavaleiros em vez de espetarem as famigeradas bandarilhas, passam a ter tubos com tintas de várias cores e ao fazer a lide, aquele cavaleiro que melhor unir as cores num certo sítio da lombeira do touro, será o ovacionado… o mesmo processo será imposto aos bandarilheiros, os forcados, esses, que se desenrasquem como é habitual,rsrs. SE estas directrizes não forem levadas em conta, faço uma queixa à associação protectora dos animais… os animais apenas se cansavam e não sofriam, e o espectáculo da tourada podia continuar sem alaridos e manisfestações… o mote está lançado e fica entregue a quem de direito,rsrs. Inté. L.F.

  12. Luis Furtado: A sua inspiração desta manhã poderia levá-lo desde já à Presidência da Sociedade Protectora dos Animais…rsss, mas como você não gosta de cargos desse tipo, continue pintando e unindo as cores mais bonitas umas com as outras porque você foi pintado para isso, ou melhor nasceu para pintor. Mas certo é que essa ideia faria dos touros animais bem coloridos e não pintados apenas do vermelho de sangue\ sofrimento que todos conhecemos. Abraço. Palma

  13. Eu também toquei num grupo mais ou menos desse tempo, uns anitos mais tarde e também recordo como é natural esses tempos que eram muito dificeis para a malta. Dinheiro não havia. Alugávamos as aparelhagens e lá se ía o cachet todo para a Loja do aluguer de instrumentos. Os pais não tinham massa a não ser alguém mais bem colocado na vida, ganhava-se pessimamente e um amplificador ou uma boa guitarra levava tempos e tempos para pagar. O que vale é que o gosto de tocar mesmo de ouvido como fazíamos suplantava o resto. Devia de se fazer ou escrever a história desse tempo de conjuntos. Alex

  14. Olá Ju. A tua visita é sempre benvinda aliás, como todas as outras, mas a tua como é de mais longe rss.. tem agradecimentos a dobrar devido à lonjura. Abraço para esse Norte del Puerto ! Abraço – Palma

  15. Alex: A malta que tocou em grupos na época tem uma visão mais nítida do que o pessoal passou para tocar por montes e vales……por vezes em palcos que seriam tudo menos ….palcos. Felizmente hoje somos surpreendidos com salas mesmo em sítios pequenos, de espantar ! ABraço – Palma

  16. Ao passar por aqui, adorei ler este post, pois também eu, por esta altura, tocava num conjunto “Os Miseráveis” e penso que nos cruzamos em Lagos, numa festa organizada pelos escuteiros, no Cinema. Dada a composição dos Top Kings, estou confuso quando o Palma diz: “tocamos” muitas vezes a música Guantanamera. Qual deles era o Palma? Obrigado pelas recordações proporcionadas com a publicação deste post.

  17. Letra de canção que nos encantava naquele tempo:

    House Of The Rising Sun
    The Animals

    There is a house in New Orleans
    They call the Risin’ Sun
    And it’s been the ruin of many a poor boy.
    And God, I know I’m one.

    My mother was a tailor.
    She sewed my new blue jeans.
    My father was a gamblin’ man
    Down in New Orleans.

    Now, the only thing a gambler needs
    Is a suitcase and a trunk
    And the only time that he’s satisfied
    Is when he’s all a-drunk.

    Oh, Mother, tell your children
    Not to do what I have done.
    Spend your lives in sin and misery
    In the house of the risin’ sun.

    Well, I’ve got one foot on the platform.
    The other foot on the train.
    I’m goin’ back to New Orleans
    To wear that ball and chain.

    Well, there is a house in New Orleans
    They call the Risin’ Sun
    And it’s been the ruin of many a poor boy.
    And God, I know I’m one.

  18. oS CONVITES E OS ANUNCIOS PARA OS BAILES JÁ NÃO SÃO ASSIM TÃO ROMÂNTICOS. Mas devia ser engraçado esperar pela noite do baile para abraçar a namorada que era no fundo o sítio onde havia liberdade para isso. Allan

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