NATAL ACABADO … PRESÉPIO DESARMADO !

Depois de armados durante um mês, os tradicionais presépios portugueses, voltam às caixas e às gavetas onde estiveram adormecidos o resto do ano. Afinal qual a origem deles ? A verdade é que, para Portugal, surgem documentados presépios, ligados a instituições religiosas, no século XVI. A sua generalização acontece no século XVII, sofrendo um forte desenvolvimento no período Barroco, em que grandes barristas como Machado de Castro e António Ferreira executam alguns dos mais ricos e belos exemplares hoje preservados. No século XIX, o presépio começou a ser objecto da arte popular, caindo em desuso a criação destes presépios monumentais. “ BLX -Lisboa.

Cá por casa é já costume antigo, armar o presépio num recanto que seja mais visível. E na verdade ele tem crescido de ano para ano já que se vão adquirindo todos os anos novas figuras ou complementos que ajudem a embelezá-lo. Mas como em tudo na vida, o tempo passa tão rápidamente que ainda nos parece estar a fazer os habituais serões para o colocar de pé e com a maior beleza possível dentro das habilidades de cada um dos armadores.

–E pronto. Como lá diz o provérbio, “ Acabada a festa desarma-se o Trono “.

Um Bom Ano 2018 para todos !

Fotos de A. Clareza.

DEZEMBRO TEMPO DE PROCISSÕES EM HONRA DE Nª Sª DA CONCEIÇÂO

A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi inscrita no calendário litúrgico pelo Papa Sisto V, em 28 de Fevereiro de 1477. Actualmente, a solenidade da Imaculada Conceição de Maria (8 de Dezembro) é festa de guarda em toda a Igreja Católica, excepto em certas dioceses ou países onde, com a prévia aprovação da Santa Sé, a sua celebração foi suprimida ou transferida para um domingo. Festa de guarda significa que todos os fiéis católicos devem obrigatoriamente participar na Missa, como se fosse um domingo.

Em Portugal, a devoção popular a Nossa Senhora da Conceição é bastante antiga e interligada com a História de Portugal, sobretudo com os grandes acontecimentos decisivos para a independência e identidade nacional de Portugal. Aliás, nos primórdios da Nação Portuguesa, foi celebrada em Lisboa uma Missa pontifical de acção de graças, em honra da Imaculada Conceição, após Lisboa ter sido conquistada aos mouros, em 1147, pelo primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que teve a ajuda dos Cruzados ingleses.

As fotos que apresentamos dizem respeito às procissões realizadas em Loulé, Quarteira e Ferreira do Alentejo, em honra de Nª Sª da Conceição.

(a) Fonte: Wikipédia

Outono no Algarve

E aí está o Algarve livre das grandes multidões do Verão. Este ano (pelo menos até à data), o Outono ainda está mais ameno, com dias de sol deliciosos, que convidam a passeios pela praias ou pelos campos. As noites essas….estão mais frias e convidam aos habituais serões em família ou com amigos.

Por tudo isto, se tiver oportunidade, não deixe de passar uns dias de descanso nesta região mais a sul de Portugal, quase com um pé em África.

Como pode observar pelas fotografias que lhe oferecemos, as praias são suas e o mar calmo é mesmo o eterno mar do nosso Algarve.

Fotografias: José Costa

SE UMA GAIVOTA VIESSE……

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Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa
Esmorece e cai no mar

Que perfeito coração
No meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração

Se um português marinheiro
Dos sete mares andarilho
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse

Que perfeito coração
No meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu
Me dessem a despedida
O teu olhar derradeiro
Esse olhar que era só teu
Amor que foste o primeiro

Que perfeito coração
Morreria no meu peito
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração

FOTOS DE : José Costa e José Luis Garcez.

Poema : Alexandre O’ Neill